domingo, 24 de novembro de 2013

Covilhã - Os Tombos XIII

         Estamos a publicar tombos de várias instituições da Covilhã e seu termo. Já publicámos os tombos dos bens da Misericórdia, dos de Santa Maria da Estrela, dos bens do Bem-Aventurado Senhor São Lázaro, dos bens e propriedades da comenda da Igreja de Santa Maria da Covilhã, de Sam Joam das Refegas existentes no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias, bem como as Inquirições de D. Dinis e de D. João I.
        Hoje continuamos a publicar o “Tombo dos bens foros e propiedades que pertencem ao conçelho da Villa de Couilhã que se fez por mandado do Muy alto e poderoso Rey Dom Phellippe o 2.° de Portugal Nosso Senhor na era de 1615.” Este tombo revela-nos a extensão do concelho da Covilhã no início do século XVII, bem mais reduzida que em séculos anteriores.
Luguar de dornelas E barroqua

o luguar de dornelas E barroqua tem huma freiguezia da Invocaçam de nosa Senhora da conseiçam que tera setenta vezinhos pouco mais ou menos E nelle serve hum juiz hum procurador hum escrivão mas não tem o concelho Em o lemite delle outra couza alguma mais que hum curral E as coimas em que sua magestade tem a terça.

Luguar de Orondo E Relvas


Os lugares de Orondo e Relva ambos tem huma freiguezia que he da Invoca­çam de nosa Senhora dasumpção que tera çincoenta frejguezes pouco mais ou menos E em cada hum delles serve cada hum anño hum juiz E hum procurador E no lemite delle tem o conçelho seis castinhejros onde chamão a Relva e vinhas dos bajrros que se tiraram a antónio alvres dorondo que os pessuja E duas cor­tes que pesuem pero Luiz E bastiam afonso, de que ham de gozar sem pagua­rem foro por não serem capazes delle com declaraçam que todas as vezes que o povo as quizerem deRubar ho poderam fazer as quais estam as cançelas no aro do lugar E sobre alguas serventias e emtradas que neste lugar avia tomado se proveo particularmente em forma que per sentença fiqua o conçelho restetuido E emposado.
E não tem o conçelho nestes luguares outra couza algua e em cada hum delles ha curral do conçelho. em que metem o guado que acham nos dannos renovos E coutadas.
tem mais o comçelho em cada hum destes luguares as cojmas e achadas que rendem pera elle em que sua magestade tem Sua terça.


Luguar de Janeiro de baixo

O Luguar de Janeiro de baixo tem huma freiguezia que he da Imvocaçam de sam dominguos que tera cinquenta freiguezes pouco mais ou menos e em cada hum año serve nelle hum juiz E hum procurador mas em todo o lemite delle não tem o conçelho propiedade alguma mais que o curral do conçelho e as coj­mas em que el Rej tem a terça.

Luguar dalcaria


O Luguar dalcaria tem huma freiguezia que he da Invocação de Sam Joam bau­tista que tera outenta vezinhos pouco mais ou menos E nelle serve hum Juiz e hum procurador e hum Escrivão mas não tem o conçelho no lemite delle pro­piedade nem outra cousa alguma que o curral E as cojmas em que el Rej tem a terça.

Luguar do Orvalho

o luguar do Orvalho tem huma freiguezia que he da Invocaçam de Sam bertolameu que tera quarenta vezinhos. pouco mais ou menos e nelle serve hum Juiz e hum procurador mas em todo o lemite delle não ha outra cousa que o con­çelho tenha mais que o curral E as cojmas em que sua magestade tem a 3.a.

Luguar de Cambas

o luguar de cambas tem huma freiguezia que he da Invocaçam de Sam Joam bautista que tera quarenta vezinhos E nele serve hum juiz e hum procurador mas em todo o lemite delle não tem o comçelho outra couza nem propiedade alguma mais que o curral do conçelho E as cojmas em
que sua magestade tem a terça E não tem outro bem nem renda alguma.

Luguar do pouzadouro

o luguar do pouzadouro (A) tem huma freiguezia da Invocação de diguo que não tem de seu freiguezia alguma porquanto sam anexos a Igreja E freiguezia do luguar do teixoso E seram dez ou doze freiguezes pouco mais ou menos e nelle serve hum Juiz e hum escrivão e hum procurador mas em todo o seu lemite não tem o conçelho outra couza mais que o curral do conçelho E as cojmas em que sua magestade tem a terça pagua o conçelho deste luguar a camara desta villa de Covilhã em cada hum anño por contrato antiguo setenta e dous reis.


Luguar de Salgueiro E qintam

o luguar de Salgueiro e quintam tem huma freiguezia que he da Invocação de Sam bertolameu que tera sesenta vezinhos pouquo mais ou menos e em todo seu lemite não tem o conçelho Renda nem propiedade alguma mais que o curral do conçelho E as cojmas em que sua magestade tem a terça.


Luguar de Unhais o velho

o luguar de Unhais o velho tem huma freiguezia da Invocação de Sam Mateus que tera quarenta freiguezes pouco mais ou menos e nele ha hum Juiz e hum procurador e hum Escrivão E em todo seu lemite não tem o conçelho Outra couza mais que o curral do conçelho E as coimas em que el Rej tem a terça.

Luguar de boguas

os moradores do luguar de bogas sam freiguezes da Igreja do luguar de Janeiro de baixo que seram ate dez moradores e em ele serve hum Juiz mas em todo o lemite delle não tem o comçelho mais que hum curral E as cojmas em que el Rej tem sua terça.

Luguar do teixoso


Este luguar do teixoso tem huma freiguezia que he da Invocaçam de nosa Se­nhora das collas que tera quatro çentos freiguezes pouco mais ou menos E em cada hum año serve nelle douz Juizes de Vara E hum procurador. E estes emle­jem cada año seis homens onrados que chamão do Regimento com os quais fazem as posturas E acordos neçesarios E tem seu escrivam das achadas que com elles serve.
tem huma caza de audiençia em que fazem seus acordos.
seu curral em que metem o guado que achão nos danos.
tem huma renda que chamam do verde do rendimento da qual tem o conçelho deste luguar a coarta parte E a camara da villa tem as tres partes.

Titolo das propriedades que tem o Conçelho deste luguar
Ponte Pedrinha
Fotografia de Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias

tem o concelho deste luguar hum pelame a ponte pedrinha (70) que pessue Jorge ramos a quem se aforou Imfatiosin em preço de çincoenta reis em cada hum anño.
hum pote Junto a este pellame que se aforou ao mesmo Jorge ramos (71) Imfa­tiossim em vinte reis cada hum ano.
afonso Roiz outro pelame que esta aj mesmo que se (72) lhe aforou em preço de çincoenta reis E asim hum pote que tambem lhe fica aforado em vinte reis cada ano.
tem o dito conçelho três pellames e hum pote aj mesmo (73) que pessue migel antunez aquem ficam aforados Imfatiosim a çincoenta reis cada pelame e vinte reis o pote.
Outro pelame que se aforou a pero gil em çincoenta rs.
hum pote que fica aforado a guaspar luis em vinte reis.
outro pote que fica aforado a Antonio luiz em vinte reis.
hum pote E hum pelame que fica aforado a Sebastiam lopez em cincoenta reis o pelame e vinte reis o pote.
Outro pote que fica aforado a simão fêz em vinte reis.
tem o dito conçelho dous pellames a Sam pedro que oje estam devolutos avendo quem os aprovejte. Paguara o foro.
tem o dito concelho junto a estes pellames huma terra que parte com os moi­nhos de dioguo perez da cesta da villa de Covilham emtre a levada E a ribeira que esta devoluta.
tem o dito cençelho hum pequeno de terra que se tirou a dominguos antunez per cima da ponte de carrapatello que parte com a estrada do conçelho E levada dagoa e nelle esta huma olivejra pequena que todo fica ao concelho.
Outro pedaço de terra com quatro olivejras tapada que se tirou a domingos este­vez da Igreja ende chamão a fonte do Rol E huma barroca serventia da dita fonte as quais olivejras ficam pera o Santo Sacramento do dito luguar E a terra ao concelho e se destapará.
duas olivejras na mesma barroca que se tiraram a francisco fernandez frade E ficam para o mesmo Santo Sacramento.
Por ser informado que neste luguar do teixoso avia muitas serventias agoas E fontes E caminhos tomados E ocupados escadas balquois barandas e parrejras nas Ruas publicas que faziam muito prejuizo a pasagem e serventia dellas tudo em prejuizo da bem comum e moradores do luguar e por sobre isto aver queixumes E requerimentos fuj pessoalmente ao dito luguar. e andej pellas Ruas e serven­tias donde era necesareo proverse E do que achej com asento, que com os jui­zes do luguar e pessoas do regimento E louvados que se tomaram. se fez. lhe passey sentença em que provj o que nas ditas serventias parrejras escadas bal­quois fontes e agoas era neçesareo ao preveito comum que por não ser neçesareo não vam lançados neste tombo. So o ficam na dita sentença que se meteo no cartoreo do dito luguar e nela vam também lançadas as propiedades E foros comteudes neste tombo. atras:

Luguar do alcaide


o luguar do alcaide tem huma freiguezia da Invocaçam de Sam pedro que tera trezentos e cincoenta vezinhos E nelle serve em cada hum anño dous Juizes dous veredadores hum procurador que se fazem per emleiçam na forma da lej E estes tem Jurdiçam na emleiçam dos almatoçeis porteiros jurados E quadrilhei­ros. E o escrivam da Camara he por el Rej o qual Escrivam da camara he tam­bem das notas Judicial E almotaçaria que tudo anda em huma so pessoa.
tem este luguar do alcaide per contrato antiguo que anda em o livro dos papeis e sentenças do dito conçelho que fej feito no anño de mil quinhentos e qinze. a jurdiçam çivel somente de que os juizes que em cada hum año entram conheçem. E o crime he da Jurdiçam da Villa de Covilham E os Juizes do dito luguar no premçipio do ano em que emtram tiram devasa dos hoficiais E tabaliam que ante elles serve com hum tabaliam do Judicial da dita Villa da Covilham que lhe he dado per destrebuiçam E nesta posse estan e estiveram sempre. do tempo do dito contrato até agora.
Tem este luguar huma praça com seu pelourinho digo que não tem pelourinho E huma caza de camara que ao prezente esta caida em a qual esta huma cor­rente em que metem os prezos E asim tem huma caza de carnjçaria Junto a caza do conçelho E outra na corredoura E curral do conçelho em que metem o guado que acham nos danos E coutadas E a renda das cojmas, em que sua ma­gestade tem a terça que hus anos per outros rende Outenta mil reis pouco mais ou menos.

Demarcação da redondeza de todo o lemite do luguar do alcaide

Começa a demarcaçam do lemite deste luguar do alcaide no çimo da Selada partindo com o lemite de alpedrinha onde esta hum marquo de grande altura E daj vaj cortando a meja ladejra até a ejra onde esta hum malham e trez cruzes em huma pedra alastrada com o cham por baixo do caminho que vaj pera alcamgosta E daj vaj dar ao cazal velho, E daj a qina do piquam de Rodriguo alures de alcamgosta E daj vaj agoa abaixo E torna ao longuo do caminho que vaj pera nosa Senhora do souto onde estam muitas cruzes em muitos castinheiros E vaj dar na eira da caza de Rubada na azenha do bicudo e loguo adiante da porta esta hum marco com huma cruz e daj vaj dereito a dar na fonte do foreiro. E daj dereito ao Ribeiro do Sarô Onde esta hum malhão de terra E daj vai dar no marquo que esta na vinha de bertolomeu piz e daj a outro marquo que esta em huma vinha de braz luiz E daj a outro marquo que esta na vinha de Ruj dias dos chãos E daj a outro marquo que esta na vinha de Joam Salvado da mota E na Rigueira no çimo tem cruzes E daj alagea que esta fora do cham de luis vaaz que tem dez cruzes E daj a eira que esta na terra de luis fernandes. E daj vai dar em o malham da terra que esta junto do camynho que vaj da portella pera os chãos E diante do dito malham esta huma pedra grande com humas cruzes e daj vaj dereito ate dar na qina dazenha que foj de Antonio luis na qual estam muitas cruzes feitas ao pico E daj vai dar as pedras altas que estam dentro do cham que foi de pero miz da fatella e daj a cançelha do dito cham na parede da qual estão algumas cruzes per marquos E daj ao penedo que esta na vinha que foj de fernam piz da fatella que tem muitas cruzes E daj ao malham que esta na luzerna E daj vaj dar a ladejra ate dar nas piçaras que estam na terra que foj de pedro afonso E daj a huma fonte que esta em o cham de Joam anes defunto E daj ao malham que esta na terra de Salvador domingues da fatela E daj vaj dar aterra de pero carvalho ate dar sobre o quatrão e daj vaj cortando a lomba por cima dos carvalhais E indo toda a lomba vaj dar em huma cruz que esta no camjnho que vaj deste luguar pera alpedrinha E daj vaj toda a lomba per çima do carvalhal do conçelho ate dar em o dito marquo alto, que esta na Selada donde começou E nesta redondeza ficam mutos (sic=muitos) marcos e malhois E cruzes que não vam declarados E todo o que fica pera dentro he do lemite do dito luguar do alcaide Em que Estam muitas terras e propriedades de pessoas particulares E do Conçelho E as que sam do conçelho sam as seguintes.
Tem o concelho do luguar do alcaide huma coutada que esta onde chamam a Serra que parte com o lemite dalpedrinha E de Castelo novo, E com o termo de pena macor a qual serve de matos e pastos e se arenda huns annos por outros em seis mil rs.
Tem o dito conçelho um souto que esta onde chamão o chão do alexamdre que parte com terras de domingos alvres per baixo e por çima E da outra parte da banda dalem com cham que ora pessue pero esteves.
Tem o dito conçelho sete ou outo castinheiros que estam emtre os Soutos do morgado do luguar de alcangosta.
Tem o dito conçelho um pequeno de terra que esta junto ao camalham que parte com pero fiz e estrada do conçelho.
Tem o dito concelho outro pequeno de cham que esta detraz da Casa de Jorge fniz que parte com outejro do conçelho E com dominguos anes.
Tem o dito concelho hum outejro onde chamão sam maquairo que parte do norte com pêro lejtão E com Antam alvres E Francisco Nunes e doutra banda com a molher de pêro gêz E com herdejro de pêro guomes E com Joam roiz E fernam piz E bernaldo afonso.
Tem o dito conçelho outro outejro que esta ao pizam de Rodriguo Alvares que parte com o dito Rodriio alvares e terra de fernão piz E com os erdejros de dominguos Alvres.
Tem o dito conçelho outro outejro que esta ao covão que parte com gaspar antunes o fraguejro de hüa banda e da outra com herdejros do dominguos duarte.


Titolo das propriedades que tem o Conçelho do luguar do alcaide que andam aforadas imfatiosim pera o dito Conçelho e terça
dominguos guomes e maria gêz deste luguar do a1caide pagão (74) e ham de paguar de foro em cada hum ano pera sempre outo mil reis das propiedades seguintes - hum souto que esta onde chamão a charnequa que parte com car­valhal do concelho e com andre miz e dominguos dias e valentim francisco. E com pero domingues ferreira E herdejros de Anna domiz - outro souto que esta a valguomes que parte com a Serra do conçelho E com pero Raposo E domin­guos francisco - outro souto que esta onde chamam a balseira do conçelho que parte com o dito pero guomes E com pero dominguez ferr.a E com maria antu­nes - hum castinheiro a qual, os quais soutos foram aforados pello provedor E oficiais da Camara a pero guomez de Santo Antonio de quem o dito domin­guos guomez e maria Gêz suçederam de que lhe fizeram prazo.
Pero fiz ha de paguar em cada ano de foro dozentos reis de (75) huma barroqua que esta onde chamão o camalhão entre a fazenda de pero fernandes que parte com elle de todas bandas.
Rodriguo alvares daldea nova das donas há de paguar de foro (76) em cada hum año pera sempre duzentos e dous reis de hu pomar aos folhadejros que parte com elle mesmo E outejro do quonçelho.
Pagua o conçelho deste luguar do alcaide a camara da villa de covilham em cada hum año per contrato antigo çem rz.
Somam os foros que se paguam em cada hum año a este conçelho do alcaide outo mil e quatro çentos e dois rs. nos quais tem sua magestade a terça. 
(Continua)

 Notas - 70) L.tª. 71) xx. 72) Lxx. 73) C.tº lxx. 74) biij. mil. 75) ijc. 76) ijc. ij. rs.


Fonte - Está publicado no II volume de "Os Lanifícios na Política Económica do Conde da Ericeira", págs 162 a 189 

Nota dos editores – A) Pousadouro hoje é designado Gibraltar.
As publicações do blogue:
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Os tombos já publicados neste blogue:

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Covilhã - Inquéritos à Indústria dos Lanifícios XXIII-XXI

Inquérito Social XXI

    Continuamos a publicar um inquérito social “Aspectos Sociais da População Fabril da Indústria dos Panos e Subsídios para uma Monografia da mesma Indústria” da autoria de Luiz Fernando Carvalho Dias, realizado em 1937-38.

Família
(Continuação)

           Procurou-se com as estatísticas dos casais com filhos, dar à FNIL a possibilidade de calcular, em qualquer momento, os encargos que um salário familiar poderia acarretar e ao mesmo tempo mostrar neste inquérito, a constituição da família operária e o seu possível aumento.
            Tomamos, para exemplificar, a “estatística dos operários casados pelo civil e pela igreja”, do grémio da Covilhã. Basta este título a encimar a estatística, para nos mostrar imediatamente, qual o critério mais lato, adoptado na elaboração destes mapas: dentro de cada grémio, os operários casados, com filhos, estão divididos conforme o seu estado civil. Temos pois, diante de nós, uma estatística dos operários casados pela igreja e pelo civil dentro do grémio da Covilhã. Os primeiros algarismos referem-se à idade dos operários e os segundos, dentro de cada período, significam a idade dos filhos, nesse período.
Ao lado da coluna onde se encontram os números a que fizemos referência, aparecem colunas sucessivas e intercaladas onde se encontram os filhos dos operários, distinguindo os operários masculinos dos femininos. Na primeira coluna referem-se os filhos dos casais que só têm um filho; na segunda os filhos dos casais com dois filhos e, assim sucessivamente até à décima terceira e última dos casais com treze filhos. Na décima quarta coluna indicam-se o total dos filhos dos operários que neste período que estamos apresentando, têm de 18 a 25 anos, figurando em cada uma delas, os filhos destes operários, com a respectiva idade. A décima quinta coluna, que não é dupla como as outras, representa uma soma da coluna dupla anterior. A soma de cada capítulo indica, por debaixo das colunas duplas, o número total de filhos aglomerados em cada coluna; ainda abaixo da soma aparece horizontalmente o número de casais, de cada período, agrupados conforme o número de filhos.
            Na mesma estatística dos operários casados pelo civil e pela igreja, do grémio da Covilhã, vamos ler o segundo capítulo. Refere-se ele, como dissemos no princípio deste comentário, aos operários de 26 a 30 anos de idade, casados sob o costume nacional, e que têm filhos. Como refere a última coluna horizontal deste capítulo, agrupam-se os casais com a idade que acabamos de referir: nesta idade há 181 operários do sexo masculino e 20 do feminino, com um filho; 111 masculinos e 17 femininos com dois filhos; 40 masculinos e 5 femininos com três filhos; 9 masculinos e 3 femininos com quatro filhos. Por outro lado, os filhos dos casais que têm unicamente um filho, têm a idade seguinte: com menos de 7 anos de idade – 172 filhos de operários e 16 filhos de operárias; com 7 a 10 anos de idade – 9 filhos de operários e 3 filhos de operárias; com 11 a 12 anos de idade – 1 filho de operária e, assim sucessivamente conforme consta nas outras colunas e nos outros capítulos.
            Cumpre-nos agora esclarecer a razão que nos levou a dispor, talvez um pouco confusamente, os números desta estatística. Houve no entanto razões para assim procedermos. A organização corporativa pode determinar, que ao estabelecer-se um salário familiar se atenda ao acto que presidiu à organização da família: que se pague x por cada filho do operário com família legitimamente constituída; e ½ x por cada filho do operário amancebado; pode determinar também, como aliás se procede em determinados países, que se pague x por cada filho de operário e, ½ x por cada filho de operária; pode ainda determinar que beneficiem unicamente de salário familiar os casais com mais de quatro, cinco e seis filhos, desde que a idade destes seja inferior a sete, a dez e a doze anos.
            Atendeu-se à idade dos progenitores para verificar quais os possíveis encargos de uma Caixa de Compensação, em cada ano; não é normal que os casais com mais de 50 anos venham ainda a ter filhos, ao passo que os de 18 a 25, de 26 a 30, de 31 a 35, de 36 a 40, de 40 a 45 anos, estão ainda em idade normal de reprodução, sendo as possibilidades desta tanto maiores quanto menor é a idade dos operários casados.
            Recorreríamos primeiro à estatística dos casais sem filhos e faríamos de conta que, no próximo ano, todos aqueles operários cuja idade fosse inferior a 30 anos entravam na coluna dos operários com 1 filho; e que 50% dos operários sem filhos de 30 a 50 anos entravam, também, na coluna dos operários com 1 filho. Para verificarmos o possível aumento da população, faríamos o mesmo com relação aos operários que figuram na estatística dos operários com filhos.
            Vamos colocar-nos diante de um caso concreto. A FNIL resolve subsidiar todos os casais em que os operários são casados pelo civil e pela igreja, têm mais de cinco filhos, desde que esses filhos tenham menos de 11 anos de idade, sendo o subsídio diário de 1$00 para os filhos dos operários e $50 para os filhos das operárias. Tomemos o mapa “Resumo Geral” dos filhos dos operários, “casados pelo civil e pela igreja”; vamos à sexta coluna e somamos separadamente os números referentes a filhos de operários e de operárias, indicados nas primeira e segunda colunas horizontais. (185 – 21; 98 – 8; 71 – 6; 22 – 4; 0 -0; 13 – 0; 3 – 0); (108 – 16; 52 – 6; 50 – 4; 12 – 3; 0 – 0; 6 – 0; 0 – 0). Temos assim 620 filhos de operários e 68 filhos de operárias.
            Dispender-se-ia neste salário familiar 620$00 diários referentes a operários, mais 34$00 diários referentes a operárias, ou seja 654$00 diários, ou 3.924$00 por semana. Devemos acrescentar a este número 17 filhos de operários viúvos, nas mesmas circunstâncias e 3 de operárias, o que aumenta a cifra semanal para 4.035$00. O encargo anual deste subsídio atingiria 209.820$00. Esta cifra diria, contudo, respeito a um momento determinado. Novos cálculos se deveriam desenvolver para a tornar verdadeira em qualquer momento, atendendo para isso ao possível aumento da população desde a época em que foi elaborada a estatística até ao momento em que se deva estabelecer o salário familiar.
            Esse estudo compete já à ciência actuária e não a um simples inquiridor social, pelo que nos abstemos de entrar nele.
            Justificadas as estatísticas e o seu método de elaboração, indicada como deve ser feita a sua leitura, vamos continuar o estudo da família operária.

Mapa dos operários e dos filhos dos operários, atendendo agora ao contrato matrimonial.

     Continuamos a desdobrar as estatísticas complexas referentes à família dos operários.


Vamos considerar agora os mesmos operários com filhos, tendo em conta o número de filhos de cada casal. Estes mapas oferecer-nos-ão um aspecto dos encargos da família; referem-se eles unicamente aos operários casados pela igreja e pelo civil, somente pelo civil. aos amancebados, e aos viúvos, São tão poucos os outros que não vale a pena perdermos tempo a fazer-lhes referência especial.

Mapas que indicam o Número de Operários conforme os Filhos

Dos filhos de operários indicados neste mapa, com idade superior a doze anos, alguns figurarão também na estatística dos operários de lanifícios, por também trabalharem na indústria.

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            Não podemos terminar este capítulo sem fazer referência especial à educação dada na família.
            Várias circunstâncias influem para que ela seja melhor ou pior como, por exemplo, a autoridade do pai no seio da família; o facto da mãe trabalhar em fábrica ou não; a influência do alcoolismo; o local onde vive a família, isto é, o campo ou a cidade; o salário e a educação dos pais; o maior ou menor espírito religiosos; o conceito geral da moralidade nesse meio; o exemplo patronal; a casa de habitação, etc.
            A vida da fábrica como já frisámos neste trabalho, contribui imenso para a desagregação do espírito patriarcal. Por isso, o nível de educação dos filhos dos operários é inferior ao nível de educação dos agricultores, não atendendo aqui, é claro, àqueles pequenos centros pouco industrializados que guardam ainda a educação antiga dos povos muito velhos, como o português.
            Na maneira de cumprimentar, no respeito pela a hierarquia, na honradez pessoal pode verificar-s, independentemente do espírito da época actual, a influência do urbanismo, a desvalorização daqueles conceitos morais que já referimos, produzida pela vida da fábrica. O salário dos filhos que os emancipa economicamente, desde muito novos, do pátrio poder; a liberdade excessiva que lhe dão os pais; a excessiva confiança travada nas fábricas entre rapazes e raparigas; a possibilidade que estas têm de fazer uma vida muito longe do lar; a facilidade de explicar certas saídas; o pouco cuidado que os pais têm na moralidade delas são outros tantos factores de deseducação familiar.
            Quanto aos rapazes há a crescentar, ainda, um desprezo absoluto por tudo aquilo que seja higiene moral; há terras onde é frequente ouvi-los fazer gala das suas doenças venérias e julgarem-se homens por serem portadores delas. Nos maiores centros começa a descuidar-se a honra das mulheres casadas: o adultério tende a alastrar, por vezes com o consentimento dos maridos. No decorrer deste inquérito verificou-se também a existência de alguns casos de incesto.
            A deficiência e a pequenez das moradias elevam os efeitos da promiscuidade. O patronato contribui, mais talvez do que aquilo que se pensa, para a desmoralização do ambiente, abusando da situação previligiada em que se encontra. O mesmo sucede, em grau ainda mais elevado, com todos aqueles inferiores ao patrão que possuem alguma parecela de mando.
            Os factos apontados, que aumentam de dia para dia, podem atingir 30 % da população, o que é muito se atendermos que há vinte e cinco anos a esta parte era muito maior o respeito pela autoridade, pela moralidade e pela honra.
            Ora este estado moral reflectir-se-à necessariamente na educação dos filhos e fará o ambiente da geração que se cria para a vida. Mas os lanifícios são, afinal, uma parcela mínima da actividade nacional; a sua mão de obra aglomera uma população muito pequena na colmeia do trabalho. É dócio como nenhuma outra e reeducada no amor da grei, amparada nas suas dificuldades, auxiliada na educação da prole, constituirá, de novo, um fulcro de virtudes portuguesas. Para isso várias medidas haveria que pôr em prática; entre elas sobressai a organização da mocidade portuguesa, obrigatória para todos os filhos dos operários e para todos aqueles operários com menos de 18 anos. Mas uma Mocidade Portuguesa como devia ser.
            A organização industrial podia colaborar com o oferecimento gratuito de fardas, em cuja fabricação seriam utilizados os teares manuais parados; não se pensa que isto seria um grande favor prestado pelo patronato; ele próprio beneficiaria grandemente da medida proposta.
            Os filhos dos operários dos 7 aos 19 anos são, sem distinção de sexo, cerca de 6.000. Formadas as duas secções masculina e feminina, teríamos modificada, dentro de dez anos não só a mutualidade, mas o conceito de vida, higiene e educação do operariado da indústria. Ao abordarmos o problema da cultura intelectual volveremos a este assunto.


Nota dos editores - Como inserimos as tabelas segundo o sistema de imagem, aconselhamos os nossos leitores a clicarem com o rato sobre elas, para que o visionamento seja mais perfeito.

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domingo, 17 de novembro de 2013

Covilhã - Onomástica: Elementos para uma Antroponímia Covilhanense I

    Antroponímia é um ramo da onomástica que estuda os nomes de pessoas. Esta ciência especializou-se em nomes de santos, a hagionímia; a patronímica e a matronímica; a hipocorística, respeitante a alcunhas ou apelidos. É um campo muito vasto, onde as regras não estão bem definidas ou são diferentes de país para país. Temos nomes próprios, nomes de família, alcunhas ligadas a profissões ou não, nomes de terras (toponímicos) que passam a antroponímicos ou o contrário, nomes relacionados com a raça ou com a religião. O investigador Luiz Fernando Carvalho Dias, interessado por um vastíssimo leque de assuntos ligados à Covilhã, deixou-nos estes “Elementos…”, coligidos em 1938, certamente incompletos, mas muito curiosos.


Panorâmica da Covilhã
Fotografia de Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias

Elementos para uma antroponímia Covilhanense

Nomes

Alçada
Cardona
Fontainhas
Marroca
Polaina
Alépia (a)
Catina
Fael
Mangana
Preguinho
Arroz
Cardador
Fino
Montês
Porinha
Aibéu
Chora (a)
Fiadeiro
Mosa
Poeta
Águas
Copeiro
Fazendeiro
Moreno
Pão Alvo
Anaquim
Camolino
Farrapeiro
Mouzaco
Quelautum
Arara
Chicha
Fazenda
Maranhas
Rainha
Aninha Gatinha (b)
Carrega
Fortuna
Meruge
Roxo (a)
Arçalões
Capaparda
Ferrinhos
Mourinho
Romano
Achadinhos
Cadêncio
Frenéticos
Mil Diabos (c)
Rabasquinho
Abaladas
Caronho
Francês
Mondejo
Reinol
Boga
Cavaca
Gaiola
Milhano
Ranito
Boleo
Carloto
Gavinete (a)
Maricoto
Runa
Berrinha
Curto
Gafeira
Medas (O)
Rato
Bicho
Cantargalo
Gigante
Marmeleiro
Raquinté
Bichinho
Carqueija
Grifo (d)
Miraldes
Robalo
Bonina
Caleia
Grilo
Moço
Rogeiro
Borrata
Cabana
Grainha
Megre
Russo
Brancal
Canaveira
Galhano
Marrocho
Rela
Bexiga
Cardina
Gíria
Madaleno
Roseta
Bidarra
Cabrito
Gato
Mdabrica
Regueira
Borda d’Água
Castaleiro
Galego
Maria do Bombo
Riço
Borrega
Caraco
Galiza
Nina
Sainhas
Braia
Carramanha
Izaac
Pintassilgo
Salvador (a)
Beja
Chiquerro
Izá
Presunto
Sola (a)
Bola
Donas
Izento
Passarinho
Semblante
Bataneiros
Dourado (a)
Junot
Patacho
Sant’Ovaia
Borrista
David (a)
Loba
Petronilho
Sutre
Baeta
Espiga
Lanzinha
Patuleia
Solano
Brancas
Esgalhado
Lisboeta
Podão
Sarcio
Broco (a)
Estrela
Mija
Pombo
Segundo
Brouxa
Espinho
Morcela
Pomareiro
Sombreireiro
Bomba
Enganido
Mingote
Palhota
Terenas
Carapito
Estreitinho
Martelo (a)
Prata
Terceiro
Carrola
Escaleiras
Mioludo
Petrucci
Xarato
Caninhas
Elias
Muxagata
Peixeiro
Xareca
Castanha
Enzeravado
Manteigueiro
Peixoto
Xistra
Carrilho
Ervilha



Carriço




a) de origem judaica




b) Abafadora – Abafadores ou o cotovelo no estômago do moribundo – usado pelos judeus da Covilhã para acabarem com a agonia dos seus patrícios judeus.
c) fidalgo da Capinha.  d) de origem francesa. (1)

Alcunhas

Acha agulhas
Cachené
Geada
Marras
Roberto
Assombrado
Comedana
Giroflé (a)
Morcela doce
Rainha das pretas
Alturas
Caldinha (a)
Garrano
Náná
Reconhecido
Asa caída
Chouriça
Girasó
Nico
Ráquechá
Ai virgem
Churro
Galdéria
Noitebó
Relvinho
Amor ausente
Charreta
Girolas
Nariz de furão
Ratadinho
Assobio de Stª Maria
Carioco
Ginja
Ovo estrelado
Rapa-penicos
Atrapalha
Cheira mação
Giguintinho
Olho de vidro
Rola
Ana dos Calções
Chiba
Grão-de-bico
Olho bravo
Rabanete
Alamão
Cabra
Gerico
Olho de foguete
Rei pequeno
Afona
Cinco-reis
Grada
Orelhudo
Sangoninha
Amarelo
Catarpão
Jazidro
Pataco
Sofrimento
Baaia
Chibinha
João grande
Pícaro
Sant’Antão
Borrista
Calção
João dos Poçois
Paissabana
Segura
Bombo
Caca
Janota
Pachau
Sericote
Bem estar
Carcereira
Juiz do inferno
Paiadão
Saioto
Batatinhas
Cebola
Lêndia
Poucha
Siones (a)
Bandelhoa
Catorzenas
Lambranca (a)
Pirico
Silipanta
Bulhocas
Corrichas
Láliça
Pão leve
Sêmola
Barbas de milho
Côca
Láfracisco
Pão alvo
Salola
Baiúca
Calha-calha
Láfarinheira
Paipona
Soldado desconhecido
Bedeiga
Cariôco (a)
Lambão
Pai-pai
Severa
Barão de rosete
Caga-libras
Lapalhana
Paquinhas
Santanhoco
Barão da Chamusca
Caga-cornos
Léria
Pão e queijo
Santas noites
Brouco
Caga-patacos
Limpa bandejas
Petrolino
Tatusso
Barranhão
Cadeirinha
Lolas
Pesa a linha
Toucinho (a)
Barriga azul
Cobre-nucas
Lebre
Patarrona
Três-beiços
Balacha
Canhenhas
Látônho
Pavaneiro
Torrado
Barulho
Caga-fogo
Limpinho
Pé-leve
Tralha
Bomba
Caga-sangue
Limpinho
Piça-fria
Tintilhocas
Balha balha
Cabeças
Lindámor
Pipa
Trabuco
Batata
Chibo do brás
Lapados
Precioso
Trinca-espinhas
Bacalhau
Cobra
Machela
Panela
Topas
Batateiro
Cheira-buracos
Maria balcoa
Pai de todos
Tropeceiro
Bolacheiro
Chinelo
Maria da Levada
Panalvo
Trimotores
Barão da judeia
Cossão
Maria dos pés juntos
Parrana
Tem-teias
Badalhoco
Comecilhas
Musgungueiro
Patotas
Tralhão
Barba suja
Chinguelho
Masoque
Papa-ratos
Trasgo
Bico de foição
Deuta
Matralhão
Piolho-branco
Tem-tem
Barriga negra
Dá cá a faca
Miga-fria
Pinguita
Tiço
Birra
Davim
Miga-pão
Pedro e Martinho
Vá que se venha
Baleia
Dente de ouro
Morcela
Palhaço
Vale quem tem
Barril
Desabado
Mosca varjeira
Papelão
Vermelho
Bica do meio
Engonha
Marrucho
Perna de pau
Vassoreiro
Berrão
Espanta-pardais
Mocho
Padre santa
Valete de paus
Badagulho
Escorrega
Mentrulho
Pexian
Vais lá hoje
Botelhimhas
Escadote
Meia casa
Paliteira
Vira pau
Bombocha
Esgalhado
Mata pretos
Papa-chicha
Vanca
Boanoute
Encanada
Medronheiro
Pavio
Verdelheiro
Bochecha
Espalha-borralho
Mê jajuja
Pantufa (a)
Xistra
Côdea
Escarlate
Malhado
Perna gorda
Xalão (a)
Calhamouro ou Calhameiro
Farófia
Misque
Palaio
Xorrolinha (a)




Come milho
Fraque
Mosca melada
Pastaminha
Xéxé
Carrapato
Faísca
Meninas Tulipas
Pardal sem rabo
Xáxa
Caldeireiro
Faz-formas
Maçã
Pombeiras
Xiribiu
Chapeleiro
Fescata
Meio-pau
Patornéculos
Zé Nada
Cristo disfarçado
Frei pescada
Maricó
Paciência
Zé da burra
Come nada
Facarral
Maria do Estanque
Pepino
Zé das carretas
Casaca de ferro
Ferramenta
Manuel da bácora
Pincho
Zé das facadas
Cambão
Ferro velho
Maria da Bomba
Pinchavelho
Zé boi
Capitão cagarreta
Farromba
Minonas
Parranchinha
Zé da velha
Catequeira
Fanfurra
Mesureiro
Pechebes
Zé dos Anzóis
Caconça
Farrapos
Manga-fogo
Pardaleja (O)
Zé do Cerrado
Chinamãe (a)
Farrascas
Maneiras
Paiva Couceiro (O)
Zé de Roma
Caralinda
Festarola
Maquinha
Pitarriça
Zé da Mãe
Casca
Falível
Maregas
Quidança
Zé Latas
Cagarela
Fragadas
Moca
Quarenta
Zé dos pregos
Cagalhota
Faticaro
Mamichas
Quioca
Zé das desgraças
Cantiguinhas
Fanasco
Moreia
Quinteirinho
Zé da gaita
Castanhinha
Fio d’Azeite
Maria das provas
Rolambórias
Zé das quatro
Chôça (a)
Garrafum
Marro-marro
Roldão
Zé do Arame
Curto e grosso
Garimpo (a)
Meleva
Ronhento
Zé Toura





(a) – de origem judaica

Nota dos editores - 1)Segundo um nosso comentador, Grifo é originário de Griffon, um soldado francês ferido, que ficou na Covilhã. 

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