quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social XXV


  Hoje concluímos a publicação de o Livro de Registos dos testamentos e doações feitos à Santa Casa da Misericórdia da Covilhã, bem como de escrituras de emprazamento feitas àquela instituição, referentes aos anos de 1674 e 1675, que encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias.

Tit.º dos test.ºs e doações que há nesta Stª. Caza ate ao prezente ano de 675
(Continuação)

Caria

Iluminura de "Apocalipse do Lorvão"


+ Uma escritura de dez alq. de centeio que vendeo a retro diogo martins e paga o presente, digo, manoel martins, feita em 649, pelo tªm. manoel tavares fatela.
+ idem de 14 alq. de pam meados, que paga Antº. Pires, feita em 641, pelo tab. M.el Alvres fatela.
+ idem de 4 alq. de centeio que paga ao presente Antº. Pires, o velho, feita em 608 pelo tªm. Simão Pinto.
+ idem de 10 alq. de centº. que vendeo a retro, Antº. Pires, o gago, e paga ao presente Antº. Fr.co feita em 659 pelo tªm. M.el Tavares fatela.
+ idem 15 alq. de centº. que paga Simão Nunes, feita em 659, pelo tªm. Antº. Pais da Costa.
+ idem de 10 alq. de centº. que fez a retro João Domingues e pagam oje seus filhos, feita em 652 pelo tªm. Simão Anriques Pacheco.
+ idem de outra que está junta a ela que é a mª. que fez martim joão pela qual paga M.el Glz. seu irmão oito alq. de centeio feita no ano de 656 pelo tªm. M.el Alvres Fatela.
+ idem de 12 alq. de trigo que vendeo Antão dominges e pagam oje os erdeiros de André Mendes, feita no ano de 622 pelo tªm. Domingos Leitão.
+ idem de 16 alq. pam meados que vendeo Bento Dias e paga oje dela Diogo Geraldes tres alq. de centeio, feita no ano de 641 pelo Tªm. M.el Alvres fatela.
+ Um asinado de 2 alq. e mº. de centº. que vendeu Domingos fr.co de orjais e paga ao presente a Pomba, do lugar de Caria.
+ idem de 3 alq. de centeio, que paga mª. miguel viuva, de Caria.
+ Uma escritª. com outra de trespasse per que paga Bartolomeu Alvres, de Caria, 9 alq. de centeio, foi feita a escritura de venda em 647 pelo Tªm. Antº. Lourenço Bordalo e a de trespasse no ano de 673 pelo Tªm. Antº. Pires Fragoso.
+ idem de 10 alq. de pam meado que vendeo Antº. Esteves e pagou ao presente Pedro Afonso moleiro, feita em 623 pelo tªm. Simão da Costa Nogueira. (Nota: Dist. em 29/Ag./675).
+ idem de 13 alq. de centeio que vendeo a retro Antº. Pereira, e paga ao presente sua m.er feita em 655 pelo tªm. M.el Tavares Fatela.
+ idem de 30 alq. de centº. que paga francisco de Proença feita em 672, pelo tªm. fr.co Vaz Fragoso. (Dist. em 16/VIII/80).
+ idem de dez alq. de centeio que paga Antº. Glz. feita em 656 pelo tªam. manoel Pinto no offº. de Francº. Vaz Fragoso.
+ falta a escritura de 13 alqueires de centeio fatuezim que deixou o L.do Lourenço Peres a esta santa casa como consta do su testº. pagam oje estes 13 alqueires os filhos de João Domingues pode-se pedir a escritura ao doutor Estevão Correa.
+ Uma escritª. per que paga Simão Salvado, cinco alq. meados, tb. é titulo doutros cinco que paga Domingos Glz. engenho, da Capinha, fica no masso da Capinha.

Peraboa

Fotografia de "Museu do Queijo"

+ Uma escritª. de 5 alq. de senteio que paga m.el Roiz feita no ano de 673 pelo Tªm. Antº Pires Fragoso, no oficio de Nº. Cardoso.
+ idem de 10 alq. de senteio que paga D.os Frz. em 672, pelo tªam Bento da Costa ferraz.
+ Uma escritª. de quinze alq. de trigo, digo, sentença perq. paga An.to daraujo fr.co mendes e miguel de Proença os ditos 15 alq. de trigo foi avida a sentença em o oficio do geral desta villa em o ano de 659.
+ idem de 10 alq. de centº. que paga an.to de araujo feita em o ano de 655 pelo tªm. antº. Pais da Costa.
+ idem 10 alq. de centº. que paga mel. João feita no ano de 656 pelo tªm. Mel. Tavares fatela.
+ idem de seis alq. de pam meados, que vendeo D.os João da Capinha, os quoais paga ao presente Pedro Glz de pera boa, feita no ano de 1599 fr.co antunes.
+ idem 6 de alq. de centº. que vendeo Pedro fr.co fereiro os quoais paga oje Pedro dos Santos de Peraboa feita no anno de 657 pelo tªm. Antº. Pais da Costa.
+ Um asinado de 4 alq. de senteio a retro q vendeo Mel. frz que foi do tortuzendo e por andar ausente é necessario por se em execuçam a fazenda.
+ Um asinado de fr.co Pires de Peraboa, per q pagua de presente Antº Pires tres alqueires de senteio e não há titolo mais que a pose, pelo assinado não estar em forma e devesse cobrar todos os anos.
+ falta uma escritura de 13 alq. de centeio a retro que vendeo Pedro Luiz do lugar de pera boa, em o ano em que foi provedor o Revº. Prior de S. Pedro e he serto que se não fez nem se paga siza, e está em posse esta Stª. Casa, de cobrar todos os anos, e não deve haver descuido na cobrança pelo perigo em que está este retro. (este retro perdeu-se).

Quintãns

+ Um asinado de 3 alqueires de centº. a retro que paga D.os Pinto.
+ idem a retro, de 3 alq. de centeo que paga Izabel Ferreira.
+ Duas Escrit.ºa per q paga Antº. Afonso Siqueira 8 alq. de pam meados, a principal feita no ano de 632 pelo tªm. Antº. Coelho fereira e a de trespasse feita no ano de 654 pelo tªm. M.el Pinto, no ofº. de Francisco Vaz Fragoso.
+ Uma escritura de 6 de alqueires de centº. q pagua M.el fr.co Camarada, feita em o ano de 655 pelo tªm. Antº. Pais da Costa. (Dist. em 13/Setº/1681).
+ Um asinado de 4 alq. de centº. que pagam os erdeiros de An.tam Afonso alferes, vendedores do retro.
+ Uma escritura de 16 alqueires de centº. que paga manoel de Siqueira feita em o ano de 674 pelo tabaliam Antº. Pais da Costa. (Dist. em 16 de 8.bro / 678).
+ tres assinados q andam juntos per que paguam D.os Pinto e Antº. Pires seu irmão Dez alq. de senteio dous asinados fez Antº. Pires macho e outro ana Pinta.

Um moinho de vento

Capinha

+ Uma escritª. dez alq. de senteio q paga Antº. Glz. do Castelo feita em o ano de 652 pelo tªm. M.el Pinto, no ofº. de Fra.co Vaz Fragoso.
+ idem de 8 alq. de pam meados que vendeo Jeronimo Fr.co de que paga ao presente D.os aº. 4 alq. meados por ter distratado o mais – feita no ano de 1603 pelo tªm. Pº. falcam tavares.
+ idem de tres alq. de centº. q paga D.os Miz. Martinho, feita em o ano de 666 pelo tªm. M.el Tavares fatela.
+ idem 4 alq. de trigo q vendeo D.os Miz. paga oje Gaspar Simão ou seus erdeiros della, dous alqueires de trigo feita em o ano de 623 pelo tªm. Simão da Costa Nogª.
+ idem de 20 alq. que vendeo Marcos da Cruz dos quais pagam oje seus erdeiros sinquo alqueires feita na era de 612 pelo tªm. Diogo Sardinha.
+ Consta mais que havia um asinado per que paguam os mesmos erdeiros de Nicolau da Cruz trez alq. de senteio de que está em posse esta Stª. Casa de cobrar sempre.
+ Uma escritura da qual paga Domingos Glz. Engenho 5 alqs. de pam meados, a qual escritª. tb. é titulo dos 5 alq. meados que paga simão Salvado do lugar de Caria; feita por Francisco de Siqueira no ano de 596. (Dist. dos ultimos cinco em 30/VI/1751).
+ Um asinado de arrendam.to de três nove anos (sic) per que paga João da fonseca, dous alqueires de centeio.
+ Uma escritura de quatro alqueires de pam meados, que vendeu Belchior Antunes, os quais paga hoje Domingos Antunes Branco.

Ferro

+ idem de 5 alq. de centº. que pagam os herd.ºs de Tomé Pires, feita no ano 665 pelo tªm. D.os da Veiga.
+ idem de 10 alq. de trigo que paga m.el esteves feita em 659 pelo tªm. M.el Barreiros.
+ idem de 9 alq. de centº. que paga João Esteves, feita em 1660, pelo tªm. M.el Tavares Fatela.
+ idem de 4 alq. de pam meados que paga M.el João, feita em 1670 pelo tªm. José Freire Corte Rial.
+ Duas escrituras, que uma é a mesma que a outra, de 5 alq. de cennteio que paga aleixo Roiz, feitas no ano de 658, pelo tªm. M.el Barreiros.
+ Uma escritª. de 5 alq. de centº. que paga m.el Antunes feita em 1669, pelo tab.ªm Antº. Pais da Costa.
+ Um asinado de 3 alq. de centeio, a retro, que pagua Manoel Esteves.
+ Uma escrit. de dez alq. de centeio que vendeo João Tavares, pela qual paga Iria Peres os dez alqueires, feita no ano de 656, pelo tªm. M.el Tavares Fatela.
+ Um asinado de 3 alq. de centº. que paga a mesma Iria Peres.
+ Uma escritª. de dez alqueires de trigo que vendeo estevão Dinjs pela qual paga Pedro Glz ou seus erdeiros, dous alqueires e meio de trigo, feita no ano de 623 pelo tªm. Simão da Costa Nog.ra.
+ idem de 10 alq. de centº. que vendeo pº. antunes e outra de trespasse que anda junto a ela pelas quais paga Fr.co Mendes dez alqueires de centeio – a principal foi feita no ano de 632 pelo tªm. Antº. Borges de Souza e a de trespase no de 654 pelo tªm. Antº. Pais da Costa.
+ falta uma escritura de M.el Esteves o moço, de 10 alq. de centº que paga de retro, a qual se não devia fazer no ano em que foi provedor o Revº Prior de S. Pedro e menos se devia pagar siza; não ha outro tº. mais que estar esta Stª. Caza em posse de cobrar.
+ Consta dos livros vender m.el frz. do canto sinco alqueires de centeio não se acha escritura, anda-se fazendo diligencia por ela nos livros de notas dos anos de 639 e 636 e 637.

Pº. Vizeu

+ Um asinado de 2 alq. de centº. que paga a retro Antº. Esteves dos Casais.
+ Dous asinados junto um ao outro que paga Antº Antunes Mole os quais deixou manoel machado do dº. logar.
+ Um asinado de arrendamento de duas courelinhas de terra que estão a de Gamgalo, por 9 anos, e ade pagar no ano de 676 D.os Afonso Ribeirinho 6 alq. de centeio e o mais que se fizerem a folha. (Nota: vendeo esta terra manoel afonso vendeo a clem.te agora uma fª. m.er de José L.ço).
+ Uma escritª. de 9 alq. de pam que paga manoel gonçalves ferrolho feita no ano de 678 pelo tªm. D.os da Veiga.
+ idem de 4 alq. de centº. que paga manoel Esteves feita no ano de 660 pelo tªm. M.el Tavares Fatela.
+ idem de 6 alq. de centº que paga D.os L.ço dos Vales, feita no ano de 660 pelo tªam. M.el Pinto, no ofº de Francº. Vaz Fragoso.
+ Um asinado de 2 alq. e mº. de centº. a retro que paga Pedro Gonçalves o Torga.
+ Uma sorte de 30 alq. de pam, que deixou D.os Machado desta Vª. e ade pagar tam somente Antº. Fr.co de Pero Vizeu, dous alq. de pam meados.

Tortuzendo

+ Duas escrit.as de prazo e trespasse per que paga Manoel Roiz Sapateiro dez alqueires de trigo em cada um ano, feita uma delas no ano de 643 pelo tªm. Antº. Lourenço Bordalo e a outra em o ano de 659 pelo tªm. Antº. Pais da Costa.
+ Um asinado de 2 alq. de centº. que vendeo m.el frz. Correa e paga oje sua m.er (Nota: Dist. em 6 de 8.bro de 675 – o escriv. Costa).
+ Uma escritura de 5 alq. de centº. de que não paga ao presente Antº / frz. giesta vendedor do retro, mais de 3 alq. de centº. feita no ano de 662 pelo tªm. M.el Barreiros.
+ idem de 4 alq. de centº. que vendeo M.el Fr.co do Casal da Serra de que ao presente não paga mais do que um alq. feita no ano de 660, pelo tªm. M.el Tavares Fatela.
+ Um asinado de 3 alq. de centº. que paga Antº. Alvres, dos Coadrados. (dist. em 18 de 2.bro de 1680 – Lobo).
+ idem de 4 alq. de centº. que paga João Roiz. das cazas da Serra, feita em 674. (Dist. a) Brito).
+ Uma escritura de Domingos Vaz da Bouça de 8 alq. de centº. a retro, que paga em cada ano. feita em 1662 pelo tªm Antº. Pais da Costa.
+ idem de 5 alq. que paga de retro Pedro frz. ervino das Cortes de Baixo, feita em 663 pelo tªm. V.te Pinto de Gouveia, digo sinco alq. de azeite.
+ idem de 7 alq. de azeite que vendeo D.os Glz. o velho, das Cortes do Fundo de que não paga ao presente mais a molher de 3 alq. feita em 663 pelo tªam. M.el Pinto, no ofº. de Francº. Vaz Fragoso.
+ Um assinado de 4 alq. de centº a retro, aberto, que vendeo manoel fr.co e sua molher, do Cazal da Serra, em 19 de m.ço de 676.
+ idem de 4 alq. de centº. a retro aberto que vendeo o Simão Pez. e sua molher Natalia piz. do Tortuzendo em 20 de M.ço de 676.

Alcaria

+ Um asinado de arrendam.to de M.el Pires das terras de q está de pose esta S. Casa, e no mesmo maso estam tres escrituras e hua sentença, hum de 6 alq. de trigo q vendeo D.os Mateus feita no ano de 611 pelo tªm. Manoel da Cunha, outra de 4 alq. de trigo que vendeo fr.co Simão do mesmo logar feita no ano de 611 pelo tªm. M.el da Cunha; outra escritura de dez alq. de trigo de manoel francisco moreno vendedor do retro feita no ano de 629 pelo tªm. Antº. Borges de Souza e paga o dito Manoel Pires dos ....., todos os anos hu alqueire de trigo e das terras quando se fazem a folha cinco alq. de centº.

Fundão

+ Uma escritª. de 90 alq. de centº. que vendeo D.os Mendes Castanho, do qual paga ao presente o Dr. Pedro da Cunha, 58 alq. de centº. feita no ano de 623 pelo Tªm. Antº Borges de Souza (Distratou-se parte em 10 de 9.bro de 675 e parte em 14/VI/676 – a) Costa.
+ Uma sentença que se ouve contra D.os Mendes Castanho pª. pagar seiscentos rs. de foro cada ano de um cham d’alvergaria.
+ Uma escritª. de 20 alq. de centº. que paga Antº. Roiz Ferreiro, feita no ano de 660 pelo tªm. M.el Tavares Fatela.
+ idem de 20 alq. de centº. que vendeo Antº. Gomes Proença de que paga ao presente o mesmo 10 alq. feita no ano de 660 pelo tªm. M.el Gomes Castanho.
+ idem de arrendam.to que fez M.el Gomes Castanho, das casas em que vivia, de que não paga ao presente mais de 3 mil rs. o P.e Luiz Machado, seu filho, feita em 632, pelo tªm. Antº. Borges de Souza e o trigo se remio como consta dos livros .
+ idem das cazas que foram de D.os Mendes Castanho, que lhe comprou M.el Gomes, distribuidor, das quais pagam ao presente o Doutor Pedro da Cunha e o padre Luiz Machado, 9 mil rs. feita no ano de 632 pelo tªm. Manoel Gomes Castanho.
+ Uma arrematação de casas que foram de M.el Gomes Castanho e de um cham de regadia de q se remiu o foro.
+ uma escritª. de emprazº. de cazas, das oliveiras e tinte que foram do branquinho de que paga Antº. Tavares do Fundão, dous mil e quinhentos rs. em cada um ano, feita em 663 pelo tªm. Manoel Gomes Castanho.
+ idem de uma vinha, de que paga Mateus felizes, do Fundão, 2 mil reis, feita no ano de 662 pelo tªam. Manoel Gomes Castanho.
+ Christovão da fonseca, paga da metade de uma vinha que foi do Branquinho, 750 rs. por pagar a outra metade a Mizericordia do Fundão, onde deve estar a escritura do emprazamento.

Teixugas

+ Uma escritura de dez alq. de trigo q vendeo fr.co Tomé. e paga ao presente Gaspar felipe, feita no ano de 643 pelo tªm. M.el Tavares Fatela.
+ idem de 6 alq. de trigo q paga Bartolomeu Antunes, o moço, feita no ano de 643, pelo tªm. M.el Tavares Fatela, paga Belchior Antunes.
+ Baltazar Gil pagua de renda de hu cham dez alqueires de trigo em cada ano, o qual cham foi de m.el dias do Souto da Casa, e o arrendou felipe caldeira e não ha na casa o arrendamento.

Souto da Caza

+ Uma escritª. de 8 alq. de trigo q vendeo bartolomeo de Gois de que paga ao presente m.el dias moleiro, dous alq. feita em 627 pelo tªm. Antº. Borges de Souza.

Pesinho

+ Uma escritura de 8 alq. de centº. q paga Domingos Dias, feita no ano de 657 pelo tªm. Manoel Gomes Castanho.

Erada

+ Uma escritª. de 10 alq. de centº. que paga Simão frz., carpinteiro, feita no ano de 667 pelo tªm. francisco mendes Pinheiro no ofº. de Nº. Cardoso Pacheco.

Paul

+ Um asinado de 3 alq. de centº. que paga João Pires e fr.co frz.
+ idem de 2 alq. de centº. que vendeo domingos frz. e paga hoje Izabel leal.
+ dous asinados juntos de 8 alq. de centº que vendeo Antº. frz. das Cortes do Meio, paga ao presente Pedro frz. Cabeças.
+ um asinado de 4 alq. de senteio que vendeo D.os Vaz e paga agora fr.co Roiz brãco de Unhais da Serra 2 alq.
+ Uma escritura de trespasse de todo este pam acima feita no ano de 667 pelo tªm. Antonio pais da Costa.

Barco

+ Um asinado de 4 alqueires de senteio que paga manoel francisco.
+ idem de antº. Duarte, do lugar do Barco, de 4 alq. de centeio que paga a retro.

Lavacolhos

+ Uma escritª. de 5 alq. de trigo, que paga Simão Antunes do lugar de Lavacolhos, feita no ano de 663 pelo tªm. Antº. Borges de Souza.

Enxabarda

+ Uma escritª. de 2 alq. e mº. de trigo que vendeo João Alvres e paga ao presente Simão Alvres, feita em 630, pelo tªm. João falcam Tavares.

Donas

+ Uma escritª. de oito alq. de trigo que vendeo João Antunes, o membro, paga della somente 2 alq. feita em 643 pelo tªm. Manoel Tavares Fatela.
(Fim)

As Publicações do blogue:
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http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2013/05/covilha-o-2-aniversario-do-nosso-blogue.html

Publicações anteriores sobre a Misericórdia:
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domingo, 5 de janeiro de 2014

Covilhã - Os Jesuítas II


   Como encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias uma pasta sobre Jesuítas covilhanenses ou que se fixaram na Covilhã, continuamos hoje a publicar o tema a eles dedicado.
    A Companhia de Jesus foi fundada por Santo Inácio de Loyola que nasceu em 1491 no País Basco – Azpeitia – e morreu em Roma em 1556.
    Os Jesuítas entram em Portugal no reinado de D. João III, através de Francisco Xavier e Simão Rodrigues e tendo como pontos de partida Lisboa, Coimbra e Évora, toma nas suas mãos o ensino e a organização da missionação das colónias.

    Acompanhemos os Jesuítas nascidos na Covilhã e arredores em fins do século XVI e sobre os quais temos informações interessantes: fichas, fotografias de documentos originais – cartas, autógrafos ou profissões de fé - que pensamos poderiam ter-se destinado a uma exposição, ou a um "Dicionário" de covilhanenses ilustres.
   Também vamos publicar uma carta sobre uma ida à Covilhã do jesuíta Padre Manuel da Nóbrega que viveu entre 1517 e 1570 e chefiou a 1ª missão jesuítica na América.

          O Padre Manuel da Nóbrega fez uma missão na diocese da Guarda e aí aparece um trecho de uma carta dele para os irmãos do Colégio de Coimbra:
Véspera de S. João parti para a Covilhã. Villa de muita gente. E porque me furtaram ou eu perdi o sombreiro no caminho, fui ao sol três legoas, achei-me lá meyo doente, preguei ao dia a muito descontentamento meu, E do povo porque eu sou quem sou: foi de maneira que quando veyo ao Domingo seguinte, que eu havia de pregar outra vez, disse hum cura, que havia pregação em tal igreja, porém pera que hera ouvir me, que eu nam dizia nada, e outras palavras semelhantes. Aquelle Domingo preguei melhor, E publiquei, que à tarde em todos os Domingos e dias santos ensinaria os mandamentos a toda a gente, e pella semana todos os dias aos meninos. Dia de Nossa Senhora da Vizitação preguei a muito concurso de gente, e a contentamento meu e do povo: Ao Domingo também e melhor que nunca; foi de maneira que era honrado já, E me lançavam bençãos, por onde hia “. (1)

VI - Padre Manuel Rodrigues - (O Padre Caridade)

Nasceu na Covilhã, filho de Francisco Gonçalves e de Guiomar Rodrigues, entrou na Companhia a 27 de Dezembro de 1571 e morreu a 20 de Setembro de 1612 . 
- "Relação da peste que devastou a cidade de Coimbra no ano de 1599 e do que obrou e mais seus companheiros em socorro dos empestados" (2) 

VII - Padre António de Proença

Natural do Fundão, filho de Silvestre de Proença e de Jerónima de Sousa, entrou na Companhia em 17 de Outubro de 1574.
Professou solenemente em 10 de Março de 1602 e em 1603 seguiu para a Índia, onde morreu. (3)

VIII Venerável Padre Manuel da Cunha

Proto mártir na gloriosa missão de Mayssur, natural de Aldeia Nova do Cabo. (4)

IX - D. Diogo Seco


    

"Natural da Covilhã, filho de Manoel Seco e Maria Jorge. Com 16 anos entrou no noviciado de Coimbra da Companhia de Jesus em 23 de Março de 1591 “e no mesmo colégio aprendeu Humanidades e poesia latina em que saiu eminente de tal sorte que sendo mestre da 3ª classe no Colégio de Lisboa representou no ano de 1604, na presença do Ilustríssimo Bispo de Coimbra D. Afonso de Castelo Branco, quando este chegou a Lisboa eleito Vice Rei de Portugal, uma tragédia cujo assunto era a vida de S. Antão. Fizeram as figuras os filhos dos principais fidalgos do Reino. Esta obra deu-lhe universal aplauso.
Depois de ter ditado em Coimbra, duas vezes, a classe de Humanidades, ensinou Filosofia e Teologia mostrando em uma e outra faculdade engenho, agrado e talento profundo.
Partiu para Roma no ano de 1618, para revisor dos livros da Companhia de Jesus. Aí leu teologia, sendo admirado por toda a cúria a sua profundidade Teológica e  eloquência Latina.
Como na sua pessoa concorriam tantos dotes, foi eleito Bispo de Niceia, para sucessor do Patriarca da Etiópia, o P.e Afonso Mendes. Foi sagrado a 12 de Março de 1623. Pouco tempo correu que não se fizesse à vela para o destinado termo das suas angélicas fadigas, embarcando-se a 25 do dito mês em a Nao Stª. Izabel de que era almirante D. Diogo de Castelo Branco. As infermidades que com pestífera brevidade extinguiam grande parte dos navegantes chegou a privar da vida o almirante, de cuja morte ficou tão penetrado, que passados poucos dias o acompanhou em tão funesta calamidade a 4 de Julho de 1623.
Foi insigne poeta latino de cujas poesias conservava grande parte o P.e Baltazar Teles, uma das quais sobre a frescura da Serra da Arrábida e mosteiro dos Seráficos Religiosos. 
   Apreciemos esta poesia em latim e na primorosa tradução portuguesa feita na década de setenta do século passado pelo jesuíta covilhanense António de Almeida Fazenda, a pedido do investigador Luiz Fernando Carvalho Dias.



A Arrábida


Arrabida Mons = Serra da Arrábida
(Tradução)

Lá onde o sol no mar do Ocidente
Afunda as chamas do seu carro ardente
E onde o Oceano investe duro
A terra, que lhe opõe seu forte muro,
Há um lugar, oh! Príncipe eminente,
Gloriosa luz da Lusitana Gente,
-Pois no vosso coração volveis
Sangue de tantos, tão ilustres reis-
Um sítio que, com justa diligência,
Do princípio do mundo a Providência
Vos guarda, exultante de riqueza
Que gozosa opulenta a natureza.

Iminente aos escolhos, altaneira
Sobre os cumes ondeia a cabeleira
Da cerrada beleza da floresta;
Variedades sem fim viceja a fronde,
E em mil formas e cores lhe responde
Garrida flor em colorida festa.

Enquanto as ondas galgam, à conquista
Das angras fragorosas, vêm a vista
Os astros no arvoredo regalar;
E, se as águas são fogo no verão,
Dóris bela e cem Ninfas lá irão
À fundura dos vales refrescar

Não há canto, onde o vidro transparente,
De fonte regelada não rebente
E não se ponha com o seixo à fala;
Serpeia a clara linfa na verdura,
E toda a confidência que murmura,
Alegram-se as ervinhas de escutá-la.

Cala-me, oh! Tempe, a glória da Tessália,
E o Peneu, fecundo role e cale-a,
Com rica abundância que lhe dá...
Siga seu curso rápido e veloz,
Fuja ao tormento e à amargura atroz
De volver os seus olhos para cá.

Se ele atingisse a altura destes montes,
E a tais vales descesse de tais fontes,
Ante esta maravilha, é minha mente
Não só que suas águas refreasse,
Mas que, negando ao mar a própria face,
Suspenso aqui ficasse eternamente.

Toda a vez que aqui vem o Cíntio Apolo,
Olvida o seu amor ao pátrio solo
De Delos, que lhe viu o nascimento;
E Diana, com a sua comitiva,
Destas serras ao ver a perspectiva,
O Cinto nem lhe acode ao pensamento.

Desdenha aqui do Irmão a ardência brava,
Pendura ao ombro a perigosa aljava,
Solta os arcos sonoros e os cavalos;
Lábios de rubra chama e olhar feliz,
Espera, de emboscada, os javalis,
P’ ra a tiros, de surpresa, trespassá-los.

Já corre atrás de bandos de veados,
Já no sopé dos montes, alagados
Da muita água por eles despenhada,
À rede enganadora, com seus brados,
Por manhosos ardis multiplicados,
Leva e colhe infinita passarada.

Ou então põe seu gosto na armadilha,
Que assenta habilidosa, onde filha
Da orelhuda lebre a timidez;
Ou, despedindo a zunidora seta,
Que grande complacência, quando espeta
O quadril da veloz cabra-montês!

Oh! Anfião, que ao som da tua lira,
Talhas na rocha o canto, e ele gira
A assentar-se no muro que alevantas,
Não cuides que estas fragas ou colinas
Fossem após as músicas divinas
Com que na Grécia os pedregais encantas...

O que é mais certo sucedera aqui,
É que elas te chamassem tanto a si,
Te enlevassem de tanta suspensão,
Que o silêncio calasse a sua lira,
Sem palheta nem dedo que a ferira,
Esquecida de encanto a tua mão...

O Rei do Canto e da Harmonia, Orfeu,
Que, segundo se conta, faleceu
Da sua inconsolável viuvez,
Se entre estes bosques modulara a voz,
Teria mitigado a dor atroz,
Eternizado Eurídice talvez...

Aqui as auras esvoaçam ternas,
Afagam com amor estas cavernas
E bafejam de graça belas flores;
E as Ninfas engodadas pelas sombras
Dos cerros ervecidos como alfombras,
Habitam facilmente estes frescores.

Rompendo a água mansa com seus braços,
Curvam-se abruptas penhas em regaços,
Que embalam na moleza areia fina;
Aqui, os ventos morrem e sossega
O mar, que não mostrando uma só prega,
Recorda a placidez da paz divina.

As águas, superfícies de patena...
Grata mansão do Pego, tão serena,
Que imita do seu dono a mansidão;
Aqui, gosta Neptuno de acolher-se;
Cansado, vem aqui a refazer-se
De todas as maçadas que lhe dão.

Aqui, Senhor, estupefacto vedes
Com que empenho ele empurra para as redes
Apetecidos peixes em cardume;
Sempre a vosso serviço bem disposto,
A vontade de em tudo vos dar gosto
É nele, há muito, habitual costume.

E agora enorme assombro! Como nunca
Tão funda se abriria a espelunca,
A Santa Margarida dedicada!?
No lindo nome a santa, e no semblante,
É pérola de luz, tão deslumbrante,
Que o Céu no-la levou arrebatada.

Difunde o meigo rosto suavidade,
E, no enlevo da sua claridade,
As sombras da caverna transfigura;
Ao pé do Santuário água perene,
Bem mais inspiradora que Hipocrene,
Mais salutar, mais deliciosa e pura.

Junto do alto monte, sem amparos
De colunas da Líbia nem de Faros,
Mas de calaus grosseiros de ali perto,
Fez-se a Casa, depois que das cidades,
A Virtude, coagida às soledades,
Foi meter-se nas brenhas do deserto.

Pobreza e Piedade nestes cumes,
Pela Idade do Ferro e p’los ciúmes
Da cobiça às alturas relegadas...
Feliz a Religião aqui floresce,
Paz e Calma, que o mundo desconhece,
São sempre nestas choças encontradas.

Olha, em disfarce de figura humana,
A Pobreza, opulenta Soberana,
Que riquezas eternas distribui!...
Virtudes mais ilustres que as estrelas,
Em homens sobre-humanos pode vê-las
Quem ao Convento for, como eu lá fui.

Abrem por todo o lado as penhas brutas
Em seus roídos seios amplas grutas,
Donde temeis vos salte alguma fera...
Não são covis, são belos santuários,
São, no fervor de tantos solitários,
Do Palácio de Deus salas de Espera!...

Aqui víreis primeiro a Frei Martinho,
Que, inspirado de Deus, abre o caminho
Destes ásperos montes para o Céu...
Insigne na piedade, aqui se esconde,
Mas calca fundas, mil pégadas, onde
Corre a progénie que o Senhor lhe deu.

Para Miguel não são precisos rastros,
É Águia que se eleva sobre os astros;
-Voos de Arcanjo e nome de Falcão...
Mas há tantos que põem às escuras
As mais belas estrelas das alturas
E nos cobrem a nós de confusão!...

Aqui, oh! ilustríssimo Senhor,
Vos traz alguma vez vosso fervor;
Aqui vos repousais, no esquecimento
Dos cuidados da vida e seu tormento;
Aqui se põe, a vosso olhar, patente
O trono de Deus Pai Omnipotente;
Aqui, sedento e absorto, meditais
A doçura das coisas eternais;

Aqui mostrais, na vossa justa estima,
Que as colocais imensamente acima
Dos magníficos Paços sublimados,
Tão alto sobre as nuvens levantados,
Que com tanto primor e ostentação
Mandastes construir em Azeitão;
Aqui, enfim, mostrais a propensão
Do vosso grande espírito cristão. (5)

Convento de Nossa Senhora da Arrábida


A Arrábida


Em Latim

Quà sol occiduo mergit gurgite currus,
Et Pater Oceanus terrae quà fluctibus obstat,
Est locus (ó Regum soboles numerosa parentum
Lusiadumque decus Princeps) quo numinis alti
Cura tibi merito terrarum ab origine servat
Naturae gaudentis opes.
                     Hîc pulchra comanti
Incumbens scopulis consurgit vertice silva:
Mille virent frondes diversae, mille perennant
Elysei flores vel quà (per aperta sonantes
Dum subeunt fluctus) spectantia sidera montes
Intonsi recreant, vel quà formosa jacentes
Doris amat valles, centumque ex aequore Nimphis
Immites egressa levat sub fronde calores,
Cum fervet rapidus Neptuni Syrius undâ.
Híc passim gelidi vitreo de fonte liquores
Emanant, lapisdesque cient, et amoena vireta
Obliqui subeunt, et laeto murmure complent.
                     Cedite Thessaliae felicis gloria Tempe
Quique vagas fluctu longe Peneus amoeno
Auget opes, rapidoque fluens petit aequora cursu;
His tamen ille cadens devectus montibus, hisque
Vallibus eexceptus, placida ad spectacula lymphas
Frenaret, serusque daret, si forte dedisset,
Oceano fluctus.
                      Maternam Cynthius (oras
Has quoties visit) mittit de pectore Delon;
Nec gelidi meminit Cynthi juga quaerere, montes
Hos quoties stipata choris Diana verendis
Adspicit; huc fratris jam dedignata nitores
Itaetantes immittit equos arcusque sonantes
Explicat, acque humeris suspendit laeta pharetram:
Aut latitans telis incautos excipit apros,
Errantesque greges cervorum cauta fatigat,
Aut liquidos, quà parte lacus e montibus amnes
Efficiunt lapsi, innumeras ad rara volucres
Retia compellit: positis seu fallere gaudet
Auritos laqueis lepores, et figere damas.
                  Amphion (cujus Dirces de rupibus olim
Saxa tulit, jussitque lyra componere Thebas
Sponte sua muros) non haec saxa canentem,
Aut tua tam pulchri sequerentur carmina colles,
Sed traherent, possetque manus mirata tacentis
Non meminisse chalys. Nec Rodhopeius heros,
Has inter silvas, modulus si voce dedisset,
Eurydicis maestos possuisset corde dolores
              Hîc dulces Zephyri volitant, haec antra salubris
Aura fovet, variosque inducit gratia flores
Per nemus, et faciles habitant juga mitia Nymphae.
Hîc blanda abruptae perrumpunt aequora rupes,
Et molle includunt curvata in brachia littus.
Hîc placidum ventis semper mara fluctibus obstat,
Grata quies pelagi, nulloque excita furore
Stagna modesta jacent, Dominique imitantia mores:
Neptuni dilecta domus, quo fessus ab alto
Se recipit, miràque loci dulcedine captus,
Praeteriti stimulos ponit de corde laboris;
Huc ille innumeras sinuata ad retia, Princeps,
Fert praedas, totosque greges ex aequore laetus
Compellit, gaudetque tibi parere jubenti.
             Hîc vastum spelunca patet depressa per antrum;
Sacra domus Nymphae, cujus de nomine gemmae
Lux melior fulget, stabilis quam regia caeli
Exceptam servat; facies hanc blanda benignis
Offundit radiis; delubra ad sacra perennes
Exsudant latices, quales nec docta poetis
Ungula sacravit, nec queis ad carmina Musa
Majores cupiat.
            Celso stat monte propinqua
Non Phariis Libycisve domus fundata columnis,
Sed saxo congesta rudi, quae culmina (Virtus
Effugit postquam pennis velocibus urbes)
Paupertas Pietasque colunt, quas dira cupido
Fereaque e terris ad caelum compulit aetas.
Pax sedet, eaternasque (hominum simulata figuram)
Pauperies ostentat opes: Virtutibus aequat,
Vel superat coetus mortali augustior astra.
              Adparent passim exesis sub rupibus antra,
Antra, quibus caelum spatiosa palatia pandit;
Hîc ille insignis latuit pietate (secutus
Qui quondam nutum, vitae, per dura jubentis
Ire Dei) sacri coluit culmina montis,
Alta petens, sociisque viam patefecit Olympi.
Hinc Michael celeri conscendit in astra volatu,
Moribus et pennis Michael, sed nomine Falco,
Atque alii, quorum ornantur virtutibus astra.
             Has sedes aliquando petis, clarissime Princeps;
Hîc te sollicitae capiunt oblivia vitae.
Hîc Pater ipse Deum totum tibi pandit Olympum,
Dulciaque aeternae meditaris gaudia vitae.
                Haec magis apta tuis, Princeps, stant moribus ergo
Quam quae regali jussisti instructa paratu
Inferius positas monumenta excedere nubos.

(Assim cantava, diz Baltasar Teles, este divino poeta). (6)


Fontes –  1) Padre António Franco, na pag 164 do 2º volume da Imagem da Virtude no Colégio de Coimbra,
2) Padre António Franco, "Imagem da Virtude no Noviciado de Coimbra", pag 493
3) Noviciado de Coimbra, pag. 506
4) Noviciado de Coimbra, pag 661
5) Esta tradução foi feita  em Lisboa, 19/4/1970 por Padre António de Almeida Fazenda, S.J. e copiada a 31/1/1972.
6) Teles, Baltasar, S.J., 1596-1675 - Historia geral de Ethiopia a Alta, ov Preste Ioam e do que nella obraram os Padres da Companhia de Iesus, 1660.
pags 390 a 392, IV tomo, Cap. XXIII,
https://bdigital.sib.uc.pt/bg1/UCBG-2-21-9-15/UCBG-2-21-9-15_item1/P440.html
Outras obras também referem D. Diogo Seco.

Notas dos editores - O nosso blogue completa hoje 300 publicações.
As fotografias não são da nossa autoria.

As Publicações do Blogue:
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2013/12/covilha-os-jesuitas-i.html

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Covilhã - Os Tombos XIV

     
   Vamos continuar a publicar tombos de várias instituições da Covilhã e seu termo. Já publicámos os tombos dos bens da Misericórdia, dos de Santa Maria da Estrela, dos bens do Bem-Aventurado Senhor São Lázaro, dos bens e propriedades da comenda da Igreja de Santa Maria da Covilhã, de Sam Joam das Refegas existentes no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias, bem como as Inquirições de D. Dinis e de D. João I.
  Hoje concluímos a publicação de o “Tombo dos bens foros e propiedades que pertencem ao conçelho da Villa de Couilhã que se fez por mandado do Muy alto e poderoso Rey Dom Phellippe o 2.° de Portugal Nosso Senhor na era de 1615.” Este tombo revela-nos a extensão do concelho da Covilhã no início do século XVII, bem mais reduzida que em séculos anteriores.

    Luguar do fundam

O luguar do fundam tem huma freiguezia que he da Invocaçam de Sam Marti­nho que tera qinhentos vezinhos pouco mais ou menos Em o qual ha dous Juizes feitos pella camara de Covilham E hum procurador e seis Regedores que a camara faz emleitos cada año pelo povo, E hum escrivam das achadas feito per el Rej noso Senhor.
tem o conçelho hum relogio que esta na torre da Igreja que os engenhos fabrica o conçelho. E hum curral do conçelho em que metem o guado que se acojma.
este luguar tinha huma caza do conçelho a qual vendeu E sobre ellas correram já demandas em que esta mandado se restetua ao conçelho E Inda sobre ella corre neste juizo letijio.
Tem o conçelho deste luguar a renda das achadas, em que Sua magestade tem a terça E a camara de Covilhã não tem nada somente lhe paguam em cada hum año por contrato antiguo trezentos E çincoenta reis. E os officiais deste luguar fazem suas posturas sem a camara de covilham emtrar niso.
Capela da Misericórdia (1958)
Fotografia de Luiz Fernando Carvalho Dias (1)

Fundão - Capela da Misericórdia (2013)
Fotografia de Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias






Tem este luguar huma ermida de sam marcos que esta Em o caminho de Covi­lham, E huma Igreja de misericordia com sua Irmandade, E outra hermida da Invocaçam do esprito Santo no camjnho, que vaj pera alcamgosta E outra de Sam Sebastiam na mesma estrada E outra ermida de sam bras no çimo da Serra E outra de nosa Senhora da  conseição que esta no cimo do luguar.
Outra hermida da Invocaçam de Santo Antonio no cimo do luguar, ha mais no lemite deste luguar hum mosteiro da Invocação de nosa Senhora do Seixo da ordem de Santo Antonio.
E não tem este luguar outra cousa que toque ao bem comum E conçelho E somente algumas serventias E entradas que estavam empedidas e tomadas fica sobre ellas feito provimento E sentença para a restetuiçam que dellas se ha de fazer que não foj necessareo lançarense aquj.

Luguar de VaI verde

O luguar de Valverde tem huma freiguezia que he da Invocaçam de Sam Miguel o anjo que tera quarenta vezinhos pouco mais ou menos e nele serve hum juiz hum procurador hum escrivam que he da data deI Rej no qual não tem o conçe­lho outra couza alguma mais que huma casa do conçelho e hum curral em que emçerram o guado dos danos E a Renda das coimas he da camara de Cavilham E a cojmas que faz o juiz leva a metade E da outra ametade se fazem tres par­tes huma pera o juiz outra para o conçelho outra para el Rej. 

Luguar da levada
O luguar da levada não tem freiguezia alguma por os moradores delle que seram corenta serem freiguezes da Igreja do luguar do fundam E neste luguar serve em cada ano hum juiz hum procurador E hum escrivam no qual não tem o comçelho outra couza mais que o curral do conçelho E as cojmas em que Sua magestade tem a terça.
paga o conçelho deste luguar a camara da Villa de Covylham por contrato antigo em cada hum ano cem reis.
Luguar do Souto da Caza

o luguar do Souto da caza tem huma freiguezia da Imvocaçam de Sam pedro que tera çento e çincoenta vezinhos pouco mais ou menos no qual serve em cada hum ano. hum juiz hum procurador hum escrivam E seus regedores. no qual não tem o conçelho outra cousa mais que hua praça com huma morejra nella E hum curral do conçelho que serve de emcurralar o guado, E a renda das cojmas he a metade della da villa de covilham E a outra ametade dos cojmejros. - hum carvalhal que serve de mouta souto. mato E lenha pera abigoaria E também serve de malhada da bojada E das cojmas que se fazem nella tem el Rej huma parte E o conçelho outra E os cojmejros outra a qual tera em com­prido E larguo meja leguoa E parte de huma banda com Sam Vicente da bejra E com o termo de castelo novo E terras de dioguo de Serpa da Silva de Covilham.

Luguar daldea nova das donas
O luguar daldeanova das donas tem huma freiguezia da Invocaçam de Santa maria que tera çento e vinte frejguezes pouco mais ou menos e nelle serve em cada hum año hum juiz hum procurador hum escrivão das achadas que he dapresentaçam delRej E no lemite dele tem o conçelho hum pedaço de mato que esta no cimo dos folhadejros que serve de lenha e mato, e asim. tem seu curral do concelho E as coimas aue sam da Villa e as cojmas que faz o juiz tem a mesma camara a metade que a outra fica ao luguar.

Luguar do castelejo
o luguar do castelejjo tem huma freiguezia da Invocaçam de nosa Senhora da Silva que tera sesenta freiguezes pouco mais ou menos Em o qual Serve cada hum año hum juiz hum Escrivam hum procurador no qual não tem o conçelho outra cousa mais que seis ou sete castinhejros que estam ao longo do Rio que rendem huns años per outros trezentos rs. E asi tem hum curral do conçelho E as cojmas sam a metade da villa de covilham e a outra ametade do guarda­dor E das outras cojmas tem el Rej hum terço E o conçelho outro E o juiz outro E não tem outro rendimento.
Luguar de lavacolhos

o luguar de lavacolhos tem huma freiguezia da Invocaçam de Santo Amaro que tera trinta e cinco freiguezes. E neIle serve hum juiz hum escrivam hum pro­curador, no qual não tem o conçelho mais que hum curral e huma praça com sua morejra E as cojmas em que a Villa leva ametade E da outra Ametade do que fiqua se fazem trez terços hum pera El Rey outro pera o conçelho do luguar outro pera o cojmeiro.
Luguar do telhado

o luguar do telhado tem huma freiguezia da Invocação de nosa Senhora que tera quarenta freiguezes pouco mais ou menos no qual serve em cada hum anño hum juiz hum Escrivam e hum procurador mas no lemite delle não tem o conçelho outra cousa mais que o curral do conçelho E a renda das cojmas em que sua magestade tem a terça.

Luguar daldea de Joane
o luguar daldea de Joane tem huma freiguezia da Invocaçam de Sam pedro que tera cem vezinhos pouco mais ou menos E nelle serve em cada hum año hum juiz hum escrivão hum procurador mas em todo o lemite delle não tem o con­çelho outra couza mais que huma caza de conçelho que serve de Audjencia. E hum curral do conçelho em que emçerram o guado E a renda das cojmas em que El Rej tem sua terça, pagua o conçelho deste luguar, a Villa per contrato antigo outenta e cinco rs. E ao alcaide mor seteçentos reis de huas courelas, Em cada año.
Luguar da fatela
O luguar da fatela tem huma freiguezia da Invocaçam de Sam Joam bautista que tera noventa vezinhos pouco mais ou menos. nelle serve em cada hum año hum juiz hum procurador e hum escrivão que he o do luguar do alcaide no qual E em seu lemite tem o conçelho hum terrejro que serve de praça com huma moreira ahonde se fazem as aremataçõis E hum curral do conçelho em que emçerram o guado, E a renda das cojmas em que Sua magestade tem a terça E huma casa do conçelho que serve de audiençia E huma mouta que servia de mato, que esta no vale que parte com miguel piz E com joam gri­guoreo que tera em comprido dous tiros de besta.
pagua o conçelho deste luguar a camara da Villa por contrato antigo em cada hum año çento e dezasseis rs.
Luguar de qintejros

o luguar de qintejros não tem freiguezia alguma per serem os moradores delle que seram sete ou outo vezinhos freiguezes da Igreja de Sam pedro daldea de Joanne no qual ha hum juiz hum procurador hum escrivam mas em o lemite delle nao tem o comçelho couza alguma. E pagua Em cada hum año por contrato antiguo a camara da villa de Covilham trinta rs.

Luguar daldea nova do cabo

o luguar daldea nova do cabo tem huma freiguezia da Invocaçam de diguo que não tem freiguezias E são os moradores dele freiguezes a Igreja do luguar daldea do Joane que tera trezentos vezinhos pouco mais o menos. E nelle servem dous juizes que aprezentam a camara de Covilham e o procurador e regedores emleje o povo E o escrivam he per el Rej, E em o lemite delle tem o conçelho hu terejro grande que serve de praça ahonde estam duas morejras com seus degraos. E huma caza do conçelho com sua logea que serve de açougue e por detraz esta o curral omde se mete o gado, E a renda das cojmas em que sua magestade tem a terça.
pagua o concelho deste luguar com o luguar daldea nova do Joane em cada hum año a camara de Covilham çento E outenta cinco rs.

Luguar do freixial

o Luguar do freixial tem huma freiguezia da Invocação de Sam Sebastiam que tera sessenta vezinhos pouco mais ou menos e nelle serve cada hum año hum juiz hum procurador e hum Escriuam no qual tem o conçelho huma praça com sua morejra E escada de camtaria E hum curral donde ençerram o guado E a renda das cojmas he da Villa como as demais.

Luguar de alcangosta

o luguar de alcamgosta tem huma freiguezia da Invocação de nosa Senhora danunciação Que tera çento e çincoenta freiguezes pouco mais ou menos e nelle serve cada hum año dous juizes hum procurador E com elles Escrivam das achadas, no qual ten o conçelho huma praça com sua morejra e huma caza de audjencia E hum curral do conçelho em que emçerram o gado das cojmas, E as cojmas em que sua magestade tem a terça - Tem o conçelho deste luguar hum carvalhal que serve de lenha e mato que esta Onde chamam a portella que parte com o lemite de alpedrinha E daldea nova das donas E com a coutada e Soutos do luguar.
Tem o dito comçelho hum Souto junto a este carvalhal que se arenda algûs anños que parte com o mesmo carvalhal E com o lemite daldea nova E com outros moradores do dito Luguar.
Tem o conçelho do dito luguar as ervageis de todas as terras que estam no seu lemite de herdeiros que se arendam algûs anos.
pagua o conçelho deste luguar em cada hum año a camara da Villa de Covilham por contrato antiguo trinta rs.
E por não ter o termo da Villa de Covilham mais lugares nem bens que toquem ao conçelho E bem comum que lançar neste tombo fiz nelle na forma de meu regimento o provimento seguinte.
Provimento
Por achar ser serviço de deus e deI Rej noso Senhor E bem do comçelho e terça mando que os officiais da camara da Villa de covilham E officiais dos conçe­lhos dos lugares do termo não dem nem aforem asi os que ora sam como os que adiante forem beñs algûs do conçelho posto que de pouca consideração sejão sem especial provizam de Sua magestade fazendo nella mençam do consentimento do procurador das terças na forma de huma lei passada no cazo na era de mil e quinhentos sesenta E outo sob pena de serem as tais dadas e aforamentos nulos E selhes dar em culpa e de dozentos cruzados pera conçelho catjvos E acuzador. E os officiais do Anno seginte os poderão anular.
sobadita pena lhes mando, não arendem renda alguma do conçelho dante mão nem por mais anos daquelles em que forem oficiais pelo grande prejuizo e dano que diso Resulta E as rendas que arendarem seiam a pregam não sendo porem a  nenhum hoficial de justiça nem pessoa poderosa de …… nem lhe aceitaram seus lanços na forma da lej.
Outrosi lhes mando que no Anño em que servirem não façaõ mais despezas que daquilo que tiver no dito año o concelho de renda nas duas partes não tocando na terça sob pena de pagarem de suas cazas todo o que mais gastarem.
Outro si lhes mando a huns e outros que cada hum em sua jurdição que no anno em que servirem na camara E conçelho tenham particular cu(i)dado de jrem uzear e vesitar as serventias fontes caminhos e terras que se prezumir estam tomados ou se podiam tomar metendo ao conçelho de posse fazendo autos diso.
Todas as pessoas que tiverem beñs foreiros asi da camara como dos conçelhos dos luguares não os poderam vender partir troquar nem alhear sem primejro o fazerem saber aos oficiais da camara ou conçelho Senhorio se pera o conçelho as querem tanto pelo tanto, E não as querendo lhes paguaram a corentena sob pena de as perderem.
Por ser Informado que a terça parte que pertençe ao conçelho do guado do vento, se não arecada por causa de muitos comlujos que sobre elle se fazem. Mando aos officiais da camara que ora sam e ao diante forem ponham e façam poerem boa E verdadejra arecadaçam E por os milhores modos que for posivel o rendimento do dito guado, não consentindo que nelle aja comlujo algum pera que venha todo a boa arrecadaçam.
Outro si fuj Imformado, que os açougues da Villa e termo, se Repajram e comçertam a custa das rendas da camara e cornçelhos. Sendo obriguação do alcaide mor Mando que daqi por diante os offiçiais que servjrem ponham cobro niso não consentindo fazer se pera os tais conçertos e repajros despeza alguma do conçelho. Antes se paguara das rendas do dito alcaide mor que tem a dita obriguaçam so pena de não se lhes leuar em conta o que niso guastaram e o paguarem de suas cazas.
Este tombo se meterá no cofre da camara da Villa de covilham donde não sajra salvo pera tirar alguma duvida ou neseçidade e dele sajra hum Rol pera arecadação dos foros da villa e delle sahio ja hum treslado pera o conçelho de alcaide daquilo que lhe tocava E outro pera o luguar do teixoso. E todo se tresladou no tombo que vaj pera a torre do tombo do Rejno.
E com isto ej este tombo por acabado e todas as propiedades conteudas nelle Julguo e declaro por do conçelho da villa de covilham e dos conçelhos dos lugares do termo pella forma que vão lançados como suas propias que sam ficando lhes a huns E outros seu dereito rezervado sobre outra qualquer propiedade bens renda ou foro que nelle não va lançado e ficase de fora por esquesimento das testemunhas ou por outra qualquer via pera que os officiais as ajam e tirem e façam lançar neste tombo, o qual se tirou dos autos e delligencias que se fize­ram na verdade bem e fielmente Sem couza que duvida faça dos propios que ficam em poder de Antonio coelho de mejrelles Escrivão de meu cargo a que se reporta E o comçertei com elle em o luguar do fundam termo da dita villa de covilham sob meu sinal E selo do dito senhor, que antemi serve aos qinze dias do mes de Setembro, luis cardoso o fez pelo dito Antonio coelho de mejrelles escrivam. Año de naçimento de nosso Sõr Jhus xpo de mil E seisçentos e qinze Anños.
Por achar que nesta villa de covilham E seu termo Senão cumpria nem dava a enxecuçam a provizam de Sua magestade porque manda aos offiçiais dos conçelhos das cidades villas e lugares deste Rejno que quando arendarem as rendas dos verdes seja com condição e declaraçam que o conçelho tomara em pagua­mento ao rendeyro as cojmas dos poderosos a conta do preço porque lhe for arematada a dita renda. mando ao escrivam da camara e vereadores que ora sam e ao diante forem E aos Juizes procuradores e regedores dos luguares do termo da dita Villa cumpram em todo este capitolo de regimento e quando, arendarem as ditas rendas do verde as arendem na forma sobredita com pena de çincoenta cruzados e dous anos de degredo pera africa e pagarem as perdas e danos a terça de Sua Magestade E o escrivam da camara sob a mesma pena e suspensam de seu ofiçio ate mercê deI Rej o notificara asi aos ditos officiaes que em cada hum ano forem E mandara o treslado deste capitolo aos Juizes e escri­vais dos lugares donde ouver renda do Verde pera o asim comprirem. dia mês E ano ut supra E eu Ant.º Coelho de meirelles escriuão o fiz escrever.
Concertado por mi escrjuão Ant.o Coelho (77)
A João da silva desta villa se aforou hum anel de Agoa das cales para o seo quintal com Encargo de alimpar a sua custa o Cano da agoa ate o dito seo quin­tal, de que pagara tresentos rs. em cada hu anno de que fez Escriptura na nota do officio que serve Ant.º paes da costa. deue compor a sua custa desde o seu anel athe a casinha do Castelo.
Ao Capitão Mor desta Villa Gregorio de tavares da costa se aforou a travessa que vaj entre as suas casas e a Igreja de São Paulo com foro de sincoenta, rs. cada anno de que fara scriptura Em nota que se declara aqui emquanto o off.o. E nota para se saber, E sempre aver disto noticia em camara de ij. de Janeiro de 662.
a) maya a) correa a) Duarte a) Serra
Hua travesa donde morão as tiçoas
João Pr.a Bandr.a paga de foro a esta camara sinquenta rs. de foro por hua escriptura feita na nota do tabaliam Francisco freire Corte Real em 6 de novem­tro de 1692. cujo treslado fica metido no cofre.
a) CasteloBrco. a) Tellez a) Montetro a) Giraldez a) cordeiro
A Manoel francisco de Aguillar desta villa se fez merce em o Anno de mil setecentos e doze pella Camara desta Villa de hum anel de agoa junto a Igreja de Sta. Maria do tamanho de huma moeda de trez vintens do S.ºr Rej Dom Joam o quinto; com a obrigação de concertar as cales e canos desde a fonte do lagarto the de fronte da Igreja de Santa Maria omde tem o dito anel concorrendo som.te para os ditos custos dos ditos canos com a oitava parte dos gastos e que secando a  dita fonte do lagarto ou não metendo agoa nos ditos canos do corttelho da dita fonte do lagarto ou de outra qualquer não teria effeito esta merce.

De outra mão:
Pagam a este Conselho Antonio da Cunha o mosso e sua molhe maria de souza do lugar do turtuzendo termo desta Vila duzentos e quarenta Reis o qual foro esta emposto em humas casa e quintal e forno que parte com casas delles fo­reiros e com casas de manoel antunes do mesmo lugar o qual foro se vense en dia de Sam João de mil setecentos e dezasete o qual foro he com obrigasam de o trazer a esta vila a casa do tezoureiro que for de que se fez escritura na nota do tabalião Manoel barbas Ribeiro em os vinte e nove de Julho de mil e setecentos e desaseis E fica a escritura no cofre desta Camara e eu valerio Car­doso Coelho escrivão do judicial Que o escrevj.
De outra mão:
o padre Manoel viegas desta villa pagua quinhentos reis de foro ao Concelho pello seu anel dagoa e he obrigado a pagar a seixta parte da despeza que se tiver no concerto dos canos e secoando a fonte sesara o anel fica reistada a provisam a fls 230 uerso do livro do anno de 1763 e a petiçam de posse e mais obrigaçois fica a fi. 23 do Livro dos registos da Camara no anno de 1765 aonde asignou termo.

Nota - 77) aqui termina o tombo, o que segue é de letras diversas e de épocas distintas.
Fonte - Está publicado no II volume de "Os Lanifícios na Política Económica do Conde da Ericeira", págs 162 a 189 

Nota dos editores – 1) Em Junho/Julho de 1958, Luiz Fernando Carvalho Dias visitou o Fundão e outras povoações da região com o objectivo de tirar fotografias e fazer uma listagem dos bens das das Misericórdias, para serem apresentadas em Exposição comemorativa dos 500 anos da fundação das Misericórdias. Deixou-nos uns apontamentos. Sobre o Fundão: "1) Linda imagem de Nª Sª da Misª séc. XVIII.
2) Uma imagem de Cristo Crucificado da sacristia.
3 e 4) Bandeiras de Misª 2 bandeiras uma mais rica do que a outra séc. XVIII ou princípios do séc. XIX"
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