domingo, 16 de fevereiro de 2014

Covilhã - Jornais dos séculos XIX e XX - I

    Os meios de comunicação vão-se desenvolvendo em Portugal. Em relação à imprensa periódica podemos referir que ela surge durante a Guerra da Restauração, entre 1641 e 1647, com o nome de “Gazeta”, como arma de propaganda contra Espanha.
  Posteriormente encontramos outros periódicos políticos e informativos, como “A Gazeta de Lisboa” entre 1715 e 1820.
    A imprensa vai ser um veículo informativo de cariz político, social, de entretenimento, educativo e por isso o romance e a moda têm nela um espaço cada vez maior. Nota-se evolução na apresentação e no grafismo das publicações, para cativar o leitor.

    Especificamente em relação à lista de Jornais da Covilhã que encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias, verificamos que há jornais que duraram vários anos, tiveram vários números e outros que foram únicos, como o “6 de Setembro de 1891”, para comemorar a ida dos Reis à Covilhã, aquando da inauguração do comboio até à cidade. Existem periódicos políticos, industriais, literários e científicos, religiosos, partidários, anarquistas, de lazer, como o “Entusiasta” que refere comédias e espectáculos de touros realizados na Praça do Pelourinho.

    Folheando o nº 1 do “Correio da Covilhan", de quinta-feira 31 de Maio de 1888, lemos vários artigos:
- Editorial
- Revista Industrial
- Folhetim (Memória histórica acerca da indústria dos Lanifícios em Portugal)
- Notíciário: necrologia, chegadas, partidas, férias, doenças, prémios de lotaria
- “Sciencias e Letras”
- Revista Agrícola
- Romaria ao Senhor São Bento
- Anúncios de emprego, de vendas, de lojas. Um exemplo engraçado:
"Guerra ao Calor
Declarou-se a Guerra. Aprestam-/se as armas para o combate e de-/certo as melhores são:/ A cerveja da pipa./ cerveja alleman branca e preta./ gazozas e limonadas./ Sodas aromaticas. Refrescos de xarope. Todos estes refrigerantes, que são de primeira qualidade, se en/ contram à venda no estabelecimento/ de EDUARDO DE LEMOS/ RUA DE S. VICENTE/ COVILHAN".
    
Correio da Covilhan, nº1

Correio da Covilhan, nº 105 (o último)





(Continua)

Fonte - 
Alguns elementos retirados de “A Imprensa no Distrito de Castelo Branco”, de João Morato Grave, Vila Nova de Famalicão, 1929



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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Covilhã - As Cortes IX

       Continuamos a publicar documentos do espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias relacionados com Cortes.
     Cortes são assembleias constituídas pelo clero, nobreza e representantes do povo, convocadas e presididas pelo Rei para resolver assuntos especiais. Os três estados do reino ter-se-ão reunido pela 1ª vez em Leiria, em 1254, ou no ano anterior na opinião do Professor Marcello Caetano. Antes desta data a Cúria Régia, que podia ser normal ou extraordinária, não tinha a presença do 3º estado. Os procuradores às Cortes – Homens-bons dos concelhos, eleitos – eram convocados e levavam os agravamentos, artigos, capítulos especiais, ou particulares, ou gerais ao Rei, esperando uma resposta deste.
         Hoje apresentamos um "publico estrom.to de poderes he procuraçam bastante" concedida a dois procuradores para assistirem às cortes de Lisboa de 1642.

Covilhã - A Câmara Municipal Filipina
Covilhã - A Câmara Municipal na actualidade
Fotografia de Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias

Procuração q fizeram o juiz curadores e misteres desta villa

Saibam quantos este publico estrom.to de poderes he procuraçam bastante virem que no anno do nascimento de Noso Sõr ihus xpo de mil e seissentos e quorenta e dous annos aos trinta dias do mês de Agosto do dito anno, nesta notavel vila de Covilhãm na casa camera della estando na dita Camera os L.do Antunes Portugal iuiz de fora da dita villa e seu termo e Simão d’Almeida botelho e ioam da Silva e M.el Correa vereadores nesta dita vila, e Francisco d’Olival Tavares procurador da Camera da dita vila, he M.el Pinheiro, he F.co d’Oliveira procuradores dos misteres da mesma vila, loguo por elles todos iuntamente e por cada hum per si in solidum foi dito em presença de mim tabeliam e das testemunhas ao diante nomeadas que El Rey nosso Senhor Dom João o quarto que deus g.de muitos annos mandou nesta camera uma carta asinada por sua real mão pella coal ordena que fazendo-se eleiçãm na forma costumada de dous procuradores para irem assistir nas côrtes que se ande celebrar na cidade de Lxª. em quinze dias do mez de Setembro que vem na conformidade da dita carta asim de campa tamgida e umas solenidades costumadas, chamados os homens nobres e do povo que costumam votar em semelhantes eleições se fez a dita eleição de procuradores de côrtes em dominguo des dias deste presente mês de Agosto e regulados os votos sairam eleitos as mais vozes por procuradores desta dita vila para as ditas cortes F.co botelho da Guerra João de Souza Falcam moradores nesta dita vila e porque na forma da dita carta de Sua Mag.de se lhe devia fazer procuração disseram ele dito iuiz de fora e oficiais de Camara e misteres que por este publico estromento em nome desta dita vila e seu termo no melhor modo e jura que o podem fazer e direito mais valer constituhiam e ordenavam per seus sertos e em tudo a bondosos e bastantes procuradores aos ditos f.co botelho da Guerra e ioam de Souza Falcam e lhe davão todo o seu cumputo poder pera que em nome da dita villa e povo posam assistir e assistam nas ditas cortes que El Rey noso Sõr ora manda celebrar em os ditos quinze dias do mês de Setembro e nellos poderam .... requerer e allegar tudo procuradores em beneficio e ..... do Reino e em particular da dita villa consentido, outorguando e notando em tudo o que mais nas ditas côrtes se assentar do serviço de Sua Mag.de e de seus povos asi em ordem a se buscar meio conveniente pera se tirar o dinheiro necessario para os gastos da guerra como pera tudo o mais que nas ditas cõrtes se propuser e tratar de maneira que daqui em diante  não haja duvida no modo de se tirar o dito dinheiro porque a tenção deles outorgantes e de todo o povo desta vila he servirem a Sua Mag.de que Deus guarde como seus leais vassalos com tudo o que lhe for possivel e as necessidades presentes estam pedindo e pera o sobredito disseram que davam seu poder em direito necessario com livre e geral administração pera que os ditos seus procuradores como que se elles outorgantes presentes fossem possam fazer, consentir, e requerer tudo o que atraz relatado e tudo o feito dito e alegado consentido e referido pelos ditos procuradores se obrigam em nome do dito povo a manter guardar e cumprir sem ha iso por em duvida nem embarguo algum, e por de todo serem contentes asi o outorgarão e mandaram fazer este publico estrumento que ouviram ler e asinaram sendo a tudo presentes por testemunhas Antº. Fernandes porteiro da Camara e Antº. Lopes carcereiro que tão bem ouviram ler e asinarão, etc...

Nota dos editores - Para saber mais sobre a participação destes procuradores veja: Cortes de 1641 e 42, Capítulos da Covilhã, maç. 9 de Cortes nº7


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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição LIX

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora,  originários ou  moradores no antigo termo da  Covilhã  e  nos concelhos  limítrofes  de  Belmonte  e Manteigas.


1021    Rosa Maria, x.n., de 19 anos, filha de Diogo Pereira, x.n. e Maria Mendes, x.n., casada com Bernardo Henriques ou Bernardo Henriques Casado, ferreiro, natural e moradora na Covilhã, neta paterna de Manuel da Silva, natural da província do Alentejo e de Maria Pereira, natural da Covilhã e materna de Fernando Rodrigues, almocreve e de Isabel Rodrigues, bisneta de  Simão Lopes e Ana Rodrigues, pais da avó paterna, trisneta de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e de Mécia Pereira, pais da bisavô Simão Lopes; de João Rodrigues, natural do Sabugal e  Maria del Canho, natural de Ciudad Rodrigo, Castela, pais da bisavó Ana Rodrigues, tetraneta de Manuel Lopes e Brites Antunes, x.x.v.v., pais do trisavô Manuel Lopes e de Diogo Pereira, alfaiate e Leonor Mendes, x.x.n.n., pais da triisavó Mécia Pereira; e de Manuel Rodrigues e Branca Rodrigues, pais do trisavô João Rodrigues (O pai, a mãe e o marido são os referidos sob os nºs 996, 1012 e 958 desta lista), auto público de 20/10/1748.

1022    Padre Jerónimo de Sousa Nogueira, comissário do stº ofício e prior da freguesia de Santa Marinha da Covilhã, de 16/2/1748 a 24/7/1749, por ter comunicação e amizade com pessoas xx.nn, o que se julgou lícito e se lhe escreveu; porém que se abstivesse daquelas familiaridades, que causava escândalo; absolvido
PT-TT-TSO/IL/28/341                                  

1023    Ventura Ferreira da Silva, x.n., de 26 anos, ferrador, solteiro, natural do Fundão e morador na Baía no sítio de Santa Inês, filho de Pedro Lopes Álvares ou Pedro Lopes ou Pedro Lopes Cizeiro, tratante e de Catarina Henriques, neto paterno de Pedro Lopes Álvares e de Mécia Rodrigues, (2ª mulher dele) e materno de Álvaro Henriques ou Álvaro Henriques Ferreira ou Álvaro Henriques de Castro, x.n., rendeiro e contratador e Maria Pereira, x.n., naturais e moradores que foram na Covilhã, bisneto de Pedro Rodrigues, pai do avô paterno; de Pedro Henriques Ferreira e Catarina Rodrigues, pais do avô materno; de Diogo Pereira ou Diogo Nunes Pereira e Ana Mendes ou Ana Mendes Pereira, pais da avó materna; trisneto de Francisco Henriques Ferreira, curtidor e de Maria Ferreira, naturais e moradores na Covilhã, pais do bisavô Pedro Henriques Ferreira; de António Lopes Satão, mercador, natural do Fundão e Ana Rodrigues Satoa, natural da Covilhã, onde foram moradores, pais da bisavó Catarina Rodrigues; de Álvaro Pereira, x.n., curtidor e Violante Pereira, x.n., pais do bisavô Diogo Pereira; de Gaspar Mendes e Ana Pereira, pais da bisavó Ana Mendes Pereira; tetraneto de Tomé da Silva e de Maria Nunes, pais do trisavô Gaspar Mendes; de Martim Mendes ou Martinho Mendes e  de Leonor Pereira, pais da trisavó Ana Pereira; pentaneto de Gaspar de Siqueira, x.n., tratante e Grácia Mendes, x.n., naturais de Sousel, pais do tetravô Tomé da Silva; de Gaspar Mendes e Mécia Roiz, naturais e moradores no Fundão, pais da tetra avó Maria Nunes; de Gaspar Mendes e Leonor Rodrigues, pais do tetra avô Martim Mendes; de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e Mécia Pereira, naturais e moradores na Covilhã, pais da tetra avó Leonor Pereira; hexa neto de Manuel Lopes e Brites Antunes, x.x.v.v., pais do penta avô Manuel Lopes; e de Diogo Pereira, alfaiate e Leonor Mendes, x.x.n.n., pais da penta avó Mécia Pereira. (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 618, 579, 1002, 1010, 1051, 1052, 1053, 1055 e 1064 desta lista), de 30/9/1746 a 16/11/1749.
PT-TT-TSO/IL/28/10615

1024    Jerónima Maria da Cunha, x.n., de 46 anos, casada com João Nunes Viseu, mercador de panos, natural do Fundão e moradora em Castelo Branco, filha de Miguel da Cunha ou Miguel da Cunha Henriques, homem de negócio e de Isabel Henriques, neta paterna de Rodrigo da Cunha, mercador e Branca Mendes e materna de Gabriel Nunes e Isabel Henriques, naturais do Fundão, bisneta de Martinho Oliveira e de Juliana da Cunha, pais do avô paterno; trisneta de Brás de Oliveira, pai do bisavô Martinho; de Miguel Henriques Falcão e de Brites da Cunha, pais da bisavó Juliana,  tetraneta de Rodrigo da Cunha, pai da trisavó Brites da Cunha, penta neta de Pedro da Cunha e Brites do Mercado, pais do tetra avô Rodrigo e hexa neta de Luís do Mercado, cavaleiro fidalgo da Casa Real, pai da quinta avó Brites do Mercado, (O pai e a  mãe são os referidos  sob os nºs 476 e 480 desta lista), de 23/7/1749 a 17/11/1750.
PT-TT-TSO/IL/28/349

1025    Isabel Henriques, x.n., de 24 anos, solteira, natural de Alpedrinha, moradora em Lisboa, filha de Domingos Lopes da Cruz, ferreiro e de Violante Henriques ou Violante Mendes, neta paterna de Domingos Lopes ou Domingos Lopes Fernandes, x.n., ferreiro, natural da Covilhã e de Brites Nunes, x.n., natural de Idanha-a-Nova e materna de Manuel Rodrigues Preto e de Leonor Mendes, naturais do Fundão, bisneta de Pedro Lopes , x.n., e de Isabel Lopes, x.n.,, pais do avô paterno; de Francisco Rodrigues, x.n., natural da Idanha-a-Nova e de Mécia Fernandes, x.n., natural de Monsanto, pais da avó paterna; de Pedro Rodrigues Preto, surrador, natural de Penamacor  e de Joana de Almeida, natural e moradores que foram no Fundão, pais do avô materno, trisneta de Rodrigo Mendes, natural e morador em Monsanto, pai da bisavó de Mécia Fernandes; de Manuel Rodrigues, o borrinhos de alcunha ?, natural de S. Vicente da Beira e Violante Mendes, natural do Fundão, pais do bisavô Pedro Rodrigues Preto; de Guiomar de Almeida, moradora em Penamacor, mãe da bisavó Joana de Almeida. (O pai, a mãe e a irmã são as referidas sob os nºs 790, 784 e 1027 desta lista), de 30/10/1747 a 30/9/1752.
PT-TT-TSO/IL/28/732

1026    João Francisco Oróbio, x.n., de 37 anos, tratante, solteiro, natural da Covilhã e morador em Santa Ovaia, freguesia de Canas de Sabugosa, bispado de Viseu, filho de Mateus Oróbio Furtado ou Mateus Oróbio, mercador e de Catarina Navarro ou Catarina Navarra, natural de Fuente Beguna, Castela, neto paterno de João Francisco Oróbio e de Inês Gomes Furtado ou Inês Gomes, natural de Trancoso e materno de Manuel Lopes Álvares e de Inês Gomes, natural de Espanha, bisneto de Mateus Oróbio e de Maria Manuel Navarro, mãe da avó paterna e de João Álvares e Catarina Navarro, pais do avô materno e de Manuel Gomes e Ana Lopes, pais da avó materna, (A mãe e os irmãos germano e consanguíneo são os referidos sob os nºs 728, 786 e 789, desta lista, Já consta no nº 944 ) de 3/8/1745 a 29/7/1753.
Ver também processos PT-TT-TSO/IL/28/89 e PT-TT-TSO/IC/25/10202
PT-TT-TSO/IC/25/7196 e   PT-TT-TSO/IC/10/69/40

1027    Inês Maria, x.n., de 24 anos, solteira, natural de Alpedrinha, moradora em Lisboa, filha de Domingos Lopes da Cruz, ferreiro e de Violante Henriques ou Violante Mendes, neta paterna de Domingos Lopes ou Domingos Lopes Fernandes, x.n., ferreiro, natural da Covilhã e de Brites Nunes, x.n., natural de Idanha-a-Nova e materna de Manuel Rodrigues Preto e de Leonor Mendes, naturais do Fundão, bisneta de Pedro Lopes , x.n., e de Isabel Lopes, x.n.,, pais do avô paterno; de Francisco Rodrigues, x.n., natural da Idanha-a-Nova e de Mécia Fernandes, x.n., natural de Monsanto, pais da avó paterna; de Pedro Rodrigues Preto, surrador, natural de Penamacor  e de Joana de Almeida, natural e moradores que foram no Fundão, pais do avô materno, trisneta de Rodrigo Mendes, natural e morador em Monsanto, pai da bisavó de Mécia Fernandes; de Manuel Rodrigues, o borrinhos de alcunha ?, natural de S. Vicente da Beira e Violante Mendes, natural do Fundão, pais do bisavô Pedro Rodrigues Preto; de Guiomar de Almeida, moradora em Penamacor, mãe da bisavó Joana de Almeida. (O pai, a mãe e a irmã são as referidas sob os nºs 790, 784 e 1027 desta lista), de 30/10/1747 a 30/9/1752.
PT-TT-TSO/IL/28/733                      

1028    Francisca Nunes, x.n., de 32 anos, natural e moradora em Belmonte, filha de João Nunes Rios e de Isabel Rodrigues, natural de Belmonte, casada com Francisco de Matos, de 23/7/1749 a 22/11/1749.
PT-TT-TSO/IL/28/10625

1029    Violante Luísa Rosa, x.n., de 24 anos, solteira, natural de Azambuja, moradora em Santarém, filha de Duarte Rodrigues da Costa e Maria Henriques, naturais do Fundão, neta materna de Francisco Henriques ou Francisco Henriques Ferreira, x.n., tratante  de panos, natural da Covilhã e de Joana Henriques, x.n., bisneta de Pedro Henriques Ferreira, mercador e de Catarina Rodrigues, x.n, naturais e moradores que foram na Covilhã, pais do avô materno e de Baltazar Henriques, x.n., médico e de Maria Ferreira, x.n., pais da avó materna, trisneta de Francisco Henriques Ferreira, x.n., curtidor e de Maria Ferreira, x.n., naturais da Covilhã, pais do bisavô Pedro Henriques Ferreira, x.n., e de António Lopes ou António Lopes Satão, x.n., mercador, natural do Fundão e de Ana Rodrigues Satoa, x.n., natural da Covilhã, onde moravam, pais da bisavó Catarina (A mãe é a referida sob o nº 458 desta lista), de 6/4/1741 a 1811/1749, sentença lida em auto de 16/11/1749.
PT-TT-TSO/IL/28/10632

1030    Manuel Mendes da Cunha ou Manuel Mendes, x.n., de 23 anos, solteiro, sem ofício, natural e morador no Fundão, filho de Diogo Nunes da Cunha, mercador e de Maria Mendes dos Santos ou Maria Mendes, neto paterno de Diogo Nunes da Cunha ou Diogo Nunes e Marquesa Mendes (3º casamento) e materno de Manuel Rodrigues Preto e Isabel Mendes, bisneto de João da Cunha e Isabel Henriques, pais da avó paterna,; de Pedro Rodrigues Preto ou Pedro Rodrigues, x.n., surrador, natural de Penamacor, morador no Fundão e Joana de Almeida, x.n., natural e moradora no Fundão, pais do avô materno; e de Fernando Rodrigues, x.n., lavrador, natural da Guarda e de Isabel Nunes, x.n., natural de Monsanto, moradores que foram no Fundão, pais da avó materna, trisneto de Manuel Mendes, natural do Fundão e Isabel maria, natural de Sevilha; de Francisco Mendes ou Francisco Mendes de Almeida, x.n., mercador e Beatriz Nunes, a “vaca” de alcunha, naturais do Fundão (O pai é o referido sob o nº 957 desta lista), de 8/11/1749 a 9/11/1750.
PT-TT-TSO/IL/28/8894

Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.

Esta lista, tal como as anteriores, é da autoria dos editores.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.



Estatística baseada nesta lista dos sentenciados na Inquisição:

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Covilhã - Os Jesuítas III


    Como encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias   uma pasta sobre Jesuítas covilhanenses ou que se fixaram na Covilhã, continuamos hoje a publicar o tema a eles dedicado.
    A Companhia de Jesus foi fundada por Santo Inácio de Loyola que nasceu em 1491 no País Basco – Azpeitia – e morreu em Roma em 1556.
    Os Jesuítas entram em Portugal no reinado de D. João III, através de Francisco Xavier e Simão Rodrigues e tendo como pontos de partida Lisboa, Coimbra e Évora, toma nas suas mãos o ensino e a organização da missionação das colónias.
    Acompanhanhemos os Jesuítas nascidos na Covilhã em fins do século XVI e princípios do XVII, sobre os quais temos alguns elementos importantes: uma ficha e fotografias de originais – cartas, autógrafos ou profissões de fé e documentos notariais.


X - Padre António Quaresma 




XI - Padre Gaspar Paes 



Natural da Covilhã, donde passando à India Oriental recebeu a roupeta da Compª. de Jesus em Goa a 23 de Novº de 1607, com 14 anos.
“Tendo ensinado pelo espaço de 3 anos letras humanas, como pedisse o Emperador da Etiopia Sultão Segued alguns operarios evangelicos pª que conservassem no seu imperio a Religião Romana contra os erros sismaticos de Alexandria, foi nomeado pª. tão gloriosa empreza o qual saindo de Goa no fim do ano de 1623 embarcou pelo mar Eritreo até chegar a Massuá a 26  de Maio de 1624 onde foi recebido pelo seu governador com todas as significações d’aplauso e benevolência. Escoltado de quarenta turcos para não ser acometido dos ladrões chegou a Fremona situada em o Reino do Tigre, e nela asistio algum tempo exercitando o seu apostolico ministerio com incansavel zelo e vigilância. Sucedendo no Impº. da Etiopia por morte do Sultão Segued seu filho Facilidas, como apostasse da fé prometida no baptismo se declarou fautor dos erros de Alexandria mandando em o ano de 1634, com gravissimas penas, que fossem expulsos de todo o seu Imperio os professores dos Dogmas da Igreja Romana. Não intimidou esta furiosa tormenta o coração do operário Evangélico pª. deixar de confirmar na fé aos filhos da sua doutrina sendo-lhe preciso para que não fosse conhecido mudar constantemente de habitação e vestido e por varias vezes ocultou-se nas cavernas dos montes e na espessura dos bosques. Querendo o Ceu premiar as suas virtuosas acções com a coroa do martírio permitio, que ao tempo que estava doutrinando aos cristãos fosse acometido improvisamente de 150 cismaticos, armados de varias armas ofensivas, e arremetendo tumultuariamente contra o venerável padre lhe trespassaram o peito com duas lançadas por onde saiu o seu espirito a lograr a eternidade gloriosa a 25 de Abril de 1635, quando contava 42 anos de idade e 28 de Compª..
Fazem honorificamente memoria do seu nome. Tanner, Soc. Jesu ad sang. et vit. profus milit. pag 139.  Rho, var. virt. Hist. lib 6, cap 5, etc....
João Soares de Brito: Theatr. Lusit. Litter. lit. g. nº 26.
Escreveo:
“Carta annua da Etiopia escrita da Residencia de Thamghá ao P.e Geral Mucio Vitallechi em 15 de Julho de 1625” da qual imprimiu grande parte o P.e Manoel da Veiga.


XII - Padre António de Sousa


Natural da Covilhã, seus pais foram Paulo de Figueiredo de Almeida e D. Inês de Sousa. Entrou na Companhia aos 19 de Janeiro de 1604, com 15 anos de idade.  (nasceu em 1589)
Passou à India em 1609.
Acabou os estudos em Macau.
Tomou ordens em Malaca.
Em 1616 entrou no Japão e havendo suspeita que era da Companhia foi desterrado. Foi alguns anos Procurador da Província do Japão.
Depois, disfarçado em trajo de marinheiro, voltou às Ilhas, onde andou 5 anos numa barca e padeceu incómodos gravíssimos. Andando a confortar os cristãos foi preso em Osaca. Deram-lhe tratos de água, fazendo-lhe beber muita e depois lançá-la pela boca com violência. Carregado de ferros foi levado a Nagazaqui e posto no tormento das covas no qual perseverou vivo sem comer coisa alguma nove dias. Pasmavam muito disto os guardas que o vigiavam, compadecendo-se do seu trabalho; mas o padre se compadecia deles pela moléstia que por causa de seu ofício tinham.
Acabou aos 26 de Outubro de 1633.


Covilhã - Fachada da Igreja de Santiago.
O grupo escultórico da direita representa o martírio do Padre António de Sousa.
Fotografia de Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias

XIII - P. Sebastião de Figueiredo (1)

Público instrumento de auto de posse em 1662, em 9 de Outubro, no sítio da trabalhjnha, onde foi o t.ªm, sendo presente por procurador de sua filha Beatriz de figueiredo, Antº. Pais da Costa, andou pelo dito olival e souto referido na escritura atraz, tomando posse, T.ªs Domingos mateus e Manuel Gonçalves, d’Alcaria,
a)            Manuel Barreiros
a)            Antº. Paez da Costa
De D.ºs + Mateus
+ M.el frz.

1662
Público instrumento de poder e procuração, feito no ano de 1662, em 17 de Julho, em cazas das moradas de Antº. paes da Costa, pelo P.e Sebastiam de Figueiredo, da Compª. de Jesus, da provincia do Brazil, que era prezente, com livre e geral administração e com poder de substabelecer, ao dito Antº da Costa, entre outros pª. poder por acções contra as pessoas que lhe deverem dívidas pelo arrendamento de sua fazenda, cobrar e arrecadar a sua fazenda que lhe coube por partilhas de seu pai e mãe etc.
T.ªs João Mendes Pinheiro, moço solteiro, fº. de Maria da Serra, viuva e m.ºra nesta v.ª e manoel Fernandes moço solteiro fº de guiomar Rodrigues, tambem m.ºrs nesta vila.
T.ªm Manoel Barreiros que serve por provimento do Corregedor da Com. da Guarda.
Treslado – 21/Outº/1662
(sinal)

3
Sentença de Sorte proferida pelo Doutor Manoel Pereira de Barredo (sic), juiz dos orfãos na Covilhã, ê partilhas que se fizeram por morte de Miguel de Figueiredo, marido que foi de Beatriz Coutinha, m.ºres em Covilhã, que foram feitas pelos partidores dos orfãos Luiz ... e Manuel de Gouveia de pina, e declaradas por boas por despacho de 17 de Junho 1656, na qual partilha se fez sorte de sebastiam o filho absente do defunto e lhe aconteceu da legitima de seu pai e da erança da sua avó Beatriz Ravasca 66.105 reis, os quais lhe deram no seguinte:
- umas terras que estão à trabalhinha, no limite de Alcaria que partem com Antº. Rodrigues, do dº. lugar em valia de xx ij mil rs.
- lhe aconteceo uma terra que esta aonde chamam a barroca de silva, no limite de alcaria, que parte com antº. João em treze mil rs.
- idem uma terra onde chamam as pousadas, com metade de seus pardieiros que parte com erdeiros de maria de figueiredo e com manoel fernandes neto e com caterina francisca – x mil rs.
- idem uma terra que está onde chamam a de maria afonso que parte com pero gonçalves .... e com terras do praso da levada – 8 mil rs.
- idem uma terra que esta aos Covões que parte com o ...., e entesta com fazenda do escrivão de aldea nova do cabo em valia de 3.000 rs.
- item uma terra que está onde chamão o cabeço da penha que parte com erdeiros de manoel Lopes e com domingos lopes e com erdeiros de manoel dias – 3.500 rs.
- um pequeno de terra que está a S. Longinho que parte com diogo fernandes do peso – mil rs.
- mais 3.750 rs que deve sua tia Mariana de figueiredo que lhe cabiam do que devia a sua mãe da fazenda desde que faleceu seu pai até ao presente.
- um pote e pio que serve de azeite – 600 rs.
- uma dorna pequena – 500 rs.
- 620 rs. que deve Antº. Rodrigues d’ alcaria de 2 alqueires de centeio e 300 rs. mais.
- uma fronha velha forada de pena, em 120 rs. e que ouvera em seu irmão Manoel – rs.

17/VI/1656
t.ªm francisco alvres fatella
                                               a) M.el prª. Berredo


4-
1º Requerimento do provedor e irmãos da S.ª Caza, pª. que lhes seja passada certidão e treslado do praso feito por Mariana de Figueiredo, viuva e sua filha beatriz de figueiredo, de uns chãos, a Gaspar Pires nogeira e sua m.er M.ª Rodrigues, todos desta vª. e constantes de notas do t.ªm Gonçalo Serrão da Rocha.

Despacho – assinado Feyo
Certidão – Gonçalo Serrão da Rocha, tªm publico de notas e Enqueredor nesta nota na Covilhã. por provimento do Corregedor da Comarca – certifica que no livro de notas que foi do t.ªm Pedro d’ Oliveira: Escritura de emprazamento e Phatiosim de uns chãos que lhe emprazaram Mariana de Figueiredo Dona veuva e sua filha Beatriz de figueiredo, de Covilhã, a Gaspar Pires Nogeira e sua molher Maria Rodrigues, desta V.ª, em 24 de Setº. de 1680. O primeiro chão está onde chamão o porto de Covilhã e parte com o Dr. Estevam Correia Xara e com vinha de Jorge de Serpa e da outra com herdeiros de Manoel de Gouveia de pina e com herdeiros de Luiz de Loureiro. o 2º está sito à Comenda e parte com fazenda do Lecencçeado Estevam Barbas, e seus irmãos, e com terras do Revº. Prior de S. Silvestre, todos desta Vª.. O chão do porto da Covilhã, paga todos os anos 2 alq. e meio de trigo à Stª. Caza da Misª..
- Pelo preço de 3.000 em cada um ano pagos pelo Natal e mais trez alqueires de sementes, feijões e grãos pelo S. Miguel.
os 2 alq. e meio do trigo à Misª. pagam-se sempre em quinze de Agosto e ficam tb. a cargo dos foreiros. “ ... tudo lhe pagaram Bom e de Receber, medidos pela medida do Conselho em caza delles cazeiros livre de todo o trebuto, e de annos fortuitos como sam peste fome guerra lagarta gafanhoto pulgam trovoadas com pedra e de outra falta que haia de Pam vinho azeite castanha ou de outras novidades de que Deos Nosso Senhor nos livre ...”
Hipotecas: eles cazeiros hipotecavam uma courela de terra, aonde chamam a de Pero Antam, lim. do Teixoso, que parte com Antº. francisco o Pombo, do mº. lugar e com terras de manoel da Costa da vª. de Sortelha; e outra courela de terra onde chamam a cruz de Treslesmontes no dº. limite, que parte com herdeiros de manoel Dias o Gaiolla e com Domingos frenands, o gil, ambos do Teixoso – Pela cazeira assinou a seu rogo Simam ferrejra sapateiro, mºr na Covilhã. T.ªs João Gomes e Francisco alvres, ambos oficiaes de carda, m.ºres nesta Vª.
T.ªm Pedro d’ Oliveira, tªm publico de notas na Covilhã, por S. A.
- treslado de Gonçalo Serrão da Rocha – 6/X/1721
sinal do tªm.

5-
Carta de sentença do juiz de fora dos orfãos na Covilhã, Doutor Manoel Monteiro de Sande e Souza da licença pedida pª. o que adiante se faz expressa menção, que em 23 de Junho de 1662, em casa do escrivão ao diante nomeado que este fez foi apresentada uma petição por Miguel (sic - deve ser Manoel) de Figueiredo e conforme meu despacho nela, pª. que na forma dele se tomasse presentação da dª. petição que dizia: Manoel de figueiredo filho que ficara de Miguel de figueiredo desta vª. que por ser de geração nobre e não tinha bens de que se sustentasse segundo sua qualidade se queria embarcar pª. as partes do Brazil em companhia de um seu irmão Religioso da Compª. de Jesus, e porque os bens que tinha de sua legitima importavam em trinta mil reis, os quais lhe era necessario vender pª. se preparar e não o podia fazer sem minha licença porque era menor de 25 anos, mª. pedia etc.
- despachou que ouvesse vista o L.do Valerio da Fonseca Pinto, advogado na Covilhã, que ele juiz nomeou como curador – 23 de Junho – 1662.
- Parecer do curador favorável: “Sou de parecer que o Snor. doutor juiS de fora dos orffaos dê ao supplicante a licença que pede porque os Bens são poucos e como se não pode sustentar com elles he bom caminho ho embarquarsse e assy se pratica entre as pessoas de sua qualidade ....” 24/VI/1662
Sentença favoravel em 26/VI/1662
publicada no mesmo dia
certidão da sentença – 27 de Junho
Escrivam dos orfaos que escreveu – Manoel Alvres Fatella, na Covilhã e seu termo.

6-
Carta de venda a senso e retro aberto, sem limitação de tempo, feita em 29 de Agosto de 1662, na Covilhã, em casas de Antonio Paes da Costa e sua .er Mariana de Figueiredo, que eram presentes, os quais venderam a Vicente Pinto de Gouveia e a sua mulher, m.res na Covilhã, 5 alq. de centeio, em cada um ano, per dia de Nª. Snrª. de Agosto, sobre as propriedades de raiz seguintes:
a) uma terra com suas oliveiras que estão ao cabeço dos barreiros, limite d’ alcaria, que parte com erdeiros de pero Gonçalves pissara e com fazenda do morgado d’ Alcongosta. por preço de 5$000 rs. à razão de 1$000 rs. por alqueire.
Certidão da siza aprezentada pelos compradores juiz de fora e presidente das cizas Dr. Matias fernandes maja
500 rs. de siza
Depositario das sizas – João da Silva
Escrivão das sizas – felipe caldeira
Tªs. Antº Rodrigues, barbeiro, dª Vª. e José Rodrigues, tambem de Covilhã
Tªm. Manoel Tavares Fatela.
Treslado do mesmo Manoel Tavares Fatela – em 30/VIII/1662 . Sinal

(Ao fundo com outra letra:
“estou pago e satisfeito desta escritura dos anos que a tive em meu poder e por verdade me asinei.
   ê Covilhã a 15 d’ Agosto de 1679 annos
Martim Mendes
                                            
7-
Doação entre Vivos

Público instrumento de doação entre vivos, feita no ano de 1662, em 16 de Julho, em casas de Antº. Pais da Costa, na Covilhã, pelo P.e Sebastiam de Figueiredo, religioso da Compª. de Jesus, da provincia do Brazil, a Beatriz de figueiredo pimentel, sua prima, filha de Antº. Pais da Costa, toda a fazenda assi movel como de raiz que se acha ser dele doador, por ela ser pobre e por lhe estar devendo muitas e boas obras assim à doada como a seu pai dela e tio dele testador, pª. seu dote e casamento ou estado de religiosa.
Tªs. Manoel fernandes, soltº, filho de Giomar rodrigues; e Antº. Antunes português (ou nunes como aparece na indicação da assinatura), m.ores nesta Vª.
Tªm. Manoel Barreiros, por provimento do Corregedor da comarqua.
treslado – 17/Outº/1662
tªm. Manoel Barreiros (sinal)

Auto de posse dado em publica forma, em 1663, aos 4 de janº, em alcaria, em casas que foram do Revº. Sebastiam de Figueiredo, foi dada posse de toda a fazenda que lhe pertencia a Beatriz de Figueiredo que ia com seu pai Antº. Pais da Costa, que era metade das ditas casas, porque a outra comprara seu pai a Manoel de Figueiredo, orfão, irmão do dº. padre Sebastiam; daí se foram ao sítio chamado ......, no dº lugar e aí foi dada posse de um souto com suas terras d’olival e chão de regadia, com sua preza e fonte; e daí se foram além da Ribª. da Meimoa, limite do fundão, em terras que chamam das pousadas, que eram do dito doador.
Tªs. Antº. Pires e Domingos Matheos, ambos de alcaria.
Tªm Domingos da Veiga
(este auto é o original)
a) Antº. Paes da Costa        Beatriz de fig.º pementel
                                 da testª. manoel pires
                                         (sinal)
                                                        Domingos da Veiga.


8-
Público instrumento de desistimento de fazenda para o abaixo dito e declarado, feito no ano de 1662, em 9 d’Outº. no lugar d’Alcaria, tº da V.ª da Covilhã, nas cazas e moradas de Antº. Rodrigues barryga, estando ele presente e sua m.er Luiza francisca disseram que eles livremente pagavam 13 alq. de trigo e 2 de senteio de foro em cada ano ao P.e Sebastiam de Figueiredo filho que ficou de Miguel Correa de figueiredo, que lhe couberam por partilhas feitas por morte do seu pai, o P.e Sebastião de figueiredo porque era religioso da Compª. de Jesus fizera doação de toda a sua fazenda e legítima a sua prima beatris Caldeira Pimentel, fª. de Antº. Pais da Costa e de Mariana de Figueiredo Castelo Branco, seus tios; ora eles desistentes não podiam pagar o dito foro “pellos tempos irem tam contrarios” desistiam das propriedades de que se paga o dito foro – que são: a) um olival de 20 oliveiras e seu cham de regadia com sua preza que leva 3 meios de linhaça de semeadura, e um souto com 16 ou 17 castanheiros, as quais duas propriedades estão a Trabalinha, limite deste lugar – p.te o olival com o padre Manoel figueira e com erdeiros da concha, e no cimo p.te com herdeiros de domingos mendes de loryga e da outra banda com joão Fernandes ...., e com o padre manoel da Fonseca d’alcomgosta e no fundo com o Rio Zezere. Destas 2 propriedades pagam só 11 de trigo e 2 de centº. porque os outros 2 restantes continuam pagando por serem sobre um pequeno de vinha, que está a S. Sebastiam deste lugar, que se obrigam a pagá-los à dª. Beatris de figueiredo pois estam nóutra escritura apartada. Assinou pela desistente Domingos mateus.
Tªs. Manoel Gonçalves, alfaiate e Gaspar fernandes m.ores em alcaria.
Tªm. Manoel Barreiros, público tªm. de notas na Covilhã por provimento do Corregedor da comarca. Procurador de Beatriz de fig.do Antº. Pais da Costa.
(Este treslado é de 20 de Outubro de 1662)


9-
Carta de Venda

Publico instrumento de carta de pura venda feita em 7 de Dezembro de 1665, no Fundão, por Manoel de Figueiredo Correa, soltº, fº que ficou de Miguel de Figueiredo, maior, n.al da Covilhã e residente em Lxª - a beatriz de Figueiredo, solteira, filha de Antº. Pais da Costa e de Mariana de Figueiredo Castelo Branco, m.ores na Covilhã, umas terras que estam no limite do lugar do fundam, que estam por baixo da ponte da Meimoa, a que chamam as pouzadas, que partem com ela compradora e com Vicente Pinto de Gouveia, da Covilhã, e com terras do Rev.do P.e Manoel da Fonseca Leitam, m.ºr em Alcongosta, por preço de 6.000 rs.
Certidão da Siza paga pela compradora: juiz de fora dos orfãos que tb. serve do geral e presidente das Cizas o Dr. Affonso Vaz de Aguillar; gaspar fernandes, depositario dos bens de raiz; 600 rs. de siza; escrivam das sizas, Antº. Rodrigues, por provimento do Corregedor da Comarca – 6/XII/1665.
Tªs José Machado, estudante, fº. de Manoel Machado de Pero Vizeu; e Manoel Rodrigues, soltº, fº de Domingos Fernandes Ratinho, natural de Covilhã..
Tªm. Manoel Gomes Castanho, tªm. publico de notas no Fundão.
Foi terminada a escritura a 8 de Dezembro.
                                   (Sinal)


Cortes do Meio
Fotografia de Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias

10-
Sentença do Doutor Luiz De Valladares Souto Mayor juiz de fora, na Covilhã, pronunciada na acção de libelo deRaiz, em que foi autor Antonio Paes da Costa e sua filha Beatriz de Figueiredo Pimentel, como legitimo administrador, m.ºres na Covilhã, e R. o Capitam Manoel Antunes falcam, viuvo, m.ºr no Fundam, porque no ano de 1666 anos, 5 de Marso, na Covilhã e passo do concelho dela, pelo advogado dos autores L.do Manoel da Costa Lemos foi oferecido o libelo contra o R. – porteiro da vara Diogo da Silva apreguou o R; teor do libelo = Por doação do P.e Sebastião de Figueiredo, primo coirmão da a., veio a esta um pequeno cham com oliveiras, (que viera ao P.e Sebastião de Fig.do por morte de sua mãe Beatriz Coutinha), sito nos sitios das Cortes, limite de Alcaria, onde vai pª. sinco ou seis anos se intrometeu sem titulo algum o R., e não o quere largar aos autores.
Termo de desistimento feito em 30/3/1666, em cazas de Manoel Antunes Falcam o amzinheiro d’alcunha, onde disse ao escrivam que não queria tratar nem seguir a demanda que os AA. lhe moviam desistindo assim o dº. cham e oliveiras. Tªs. Mateus Gonçalves e Simam Martins, do Fundão.
Tªm. do judicial Matias Mendes de Siqueira.
Sentença do termo de desistimento
Covilhã 13/IV/1666
Sentença publicada em audiência de 7/V/1666
Diogo Luiz de Andrade, escrivam das execuções, desta vª.
   Condenado o Reu em custas, sellos e salario do letrado do Autor
                          Custas – 1.400 rs.

17/V/1666 – Matias Mendes de Siqueira

Nota dos editores - 1) Em 1659 encontramos o Padre Sebastião de Figueiredo a chefiar uma missão de jesuítas no Brasil. Os Holandeses já tinham sido expulsos e os jesuítas fundam com os índios a Missão de São João Baptista das Guaraíras, construindo uma Igreja e convento, formando a Aldeia de Guaraíras, mais tarde chamada Arez. Fica no Rio Grande do Norte.

Fontesvol 2 – Noviciado de Coimbra


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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Covilhã – Século XII, antes do Foral II


A publicação de hoje, na sequência de “a Covilhã antes do Foral” reporta-se à Covilhã do século XII antes da Carta de Foral dada em 1186. É a doação de Igrejas da Covilhã, feita por D. Sancho I, sua mulher Dona Dulce e seus filhos D. Afonso, Dona Teresa e Dona Sancha, ao bispo de Coimbra D. Martinho, em Tomar, em Maio de 1186.
Segundo Luiz Fernando Carvalho Dias, “anterior ao foral também existe a doação à Sé de Coimbra […] que tem mais o carácter de um benefício eclesiástico. Essa doação, embora o foral seja uma carta de povoamento, não deixa antever que a vila se achava despovoada, antes pelo contrário: fala nas suas igrejas e, nas igrejas que se construírem, mas fala só de direitos eclesiásticos: a coroa guarda para si os direitos temporais. « … ecclesii omnibus que sunt et que erunt edificate in uilla de couelliana… » (linha 7/8)
Na opinião de Lucas Batista este documento prova que a Covilhã já seria uma povoação de alguma importância, havendo talvez outras povoações no alfoz, tendo em conta a expressão “et omnibus terminis suis” (linha 8).
Doação das Igrejas da Covilhã
                A.D.1186 - Maio - Era de 1224
                

Fonte - ANTT, Col. Esp. 1ª Incorp., Cabido de Coimbra - DR. Maç.1 - nº 22
Bibliografia - Batista, José David Lucas, " O Povoamento da Serra da Estrela de 1055 a 1223 e Outros Estudos, 1988

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