segunda-feira, 13 de junho de 2011

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição VIII

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas.

181      Simão Rodrigues Chaves, x.n., de 60 anos, mercador de panos, natural de Abrantes e morador no Teixoso, filho de Luís de Chaves, x.n., e de Inês Rodrigues, x.n., casado com Leonor Coelho, preso de 2/8/1618 a 13/11/1618.
O processo é decorrente de uma visitação de D. Manuel Pereira. (A mulher e as filhas são as referidas sob os nºs 166, 162 e 163 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/1775
                                               
182      António Manuel, “O filho da vaca”, x.n., de 48 anos, mercador, natural e morador no Fundão, filho de Francisco Manuel, x.n., e de Ana Rodrigues, “a vaca”, x.n., casado com Leonor Henriques, x.n.,  de 22/8/1616 a 5/6/1621.(O pai, a mulher e a sobrinha são os referidos sob os nº 33, 176 e 227 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/2396

183      Inês Nunes, x.n., de 14 anos, solteira, natural de Múrcia, Espanha, moradora em Belmonte, filha de Jerónimo Nunes, mercador e paneiro e de Beatriz Rodrigues, neta paterna de Miguel Rodrigues e de Maria Nunes e materna de Francisco Rodrigues, x.n. e de Branca Rodrigues, de  5/4/1620 a 11/7/1620. (O pai e a mãe são os referidos sob os nºs 173 e 177 desta lista)
PT-TT-TSO/IC/25/2083A.
Teve 2º processo, já com 57 anos e viúva de Luís Chaves, paneiro, de 1/10/1663 a 26/10/1664.
PT-TT-TSO/IC/25/2083

184      Luís da Fonseca, ½ x.n., de 40 anos, mercador, natural e morador na Covilhã, filho de Duarte da Fonseca, x.n., que vive de sua fazenda, e de Beatriz Gomes, x.v.,  casado com Isabel da Fonseca, x.n., início do processo 23/4/1619 até 29/12/1621. Data da prisão 25/5/1619.
PT-TT-TSO/IL/28/1735.                 
                       
185      Diogo Álvares, ½ x.n., de 39 anos, tratante, natural e morador no Fundão, filho de António Fernandes “ O sete cabeças “, de alcunha, mercador e de Beatriz Rodrigues, x.n., casado com Maria Henriques, x.n., preso de 11/5/1614, por judaísmo, em 11/4/1622 foi mandado entregar a um parente até estar em condições de ser interrogado  pela mesa. Em 7/6/1622 foi entregue a um irmão, por ser doido, mais tarde foi preso pela Inquisição de Cuenca, Espanha, que pediu informações à de Lisboa.
Em 27/10/1622 a Inquisição de Lisboa respondeu à de Cuenca que devia soltar o réu por não haver culpas contra ele. (A mãe, o irmão e a cunhada são os referidos sob os nºs 106, 175  e 188 desta lista). 
PT-TT-TSO/IL/28/1431.                

186      Gaspar Lopes, x.n., de 20 anos, solteiro, sapateiro, natural e morador no Teixoso, filho de Sebastião Lopes, natural da Guarda e de Maria Rodrigues, natural de Benquerença, Penamacor, de 6/8/1619 a 26/1/1621, preso de 31/3/1620, auto de 10/1/1624.
PT-TT-TSO/IL/28/10210             

187    Esperança Henriques, x.n., natural  da Covilhã e moradora no Fundão, casada com Duarte Rodrigues, não conheceu nem sabe o nome dos pais, Mesa de 18/4/1623, de 24/10/1618 a 18/4/1625.
PT-TT-TSO/IL/28/12899                              

188      Guiomar Henriques, x.n., de 33 anos, natural do Sabugal e moradora no Fundão, filha de Duarte Henriques, x.n., e de Beatriz Nunes, casada com António Fernandes Cabeças, de 6/2/1617 a 22/4/1622. (O marido, a sogra e o cunhado são os nºs 175, 106 e 185 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/7877

189      Diogo Gomes, x.n., de 56 anos, mercador e tratante de escravos, que vivia de sua fazenda, natural de Proença e morador no Fundão, filho de António Rodrigues e de Beatriz Rodrigues, casado com Helena Lopes, de 2/8/1621 a 5/7/1625. Preso em 24/8/1621. Auto de fé privado de 4/12/1623. (A mulher é a referida sob o nº 190 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/1428.

190      Helena Lopes, x.n., de 50 anos, natural e moradora no Fundão, casada com Diogo Gomes, filha de João Lopes e de Guiomar Lopes, naturais do Fundão, neta materna de Simão Vaz, de 1612 a 24/4/1624, presa em 22/8/1621. (O marido é o referido sob o nº 189 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/9722   

191      Pedro Lopes, natural da Covilhã, filho de Diogo Lopes e de Catarina Antunes, casado com Catarina Esteves, acusado de bigamia, de 19/4/1625 a 19/10/1625.
PT-TT-TSO/IE/21/4043

192      Helena Lopes, x.n., natural do Fundão e moradora em Castelo Branco, filha de Gaspar Gonçalves, “o burro”, casada com Gomes Fernandes Preto. A ré encontra-se ausente, o auto de fuga no processo do marido, procº 8486, de 31/7/1626 a 3/8/1626.
PT-TT-TSO/IL/28/5245

193     Clara Henriques, x.n., de 42 anos, natural  e moradora na Covilhã, filha de Pedro Henriques, x.n., paneiro e de Isabel Teles, x.n., paneira, casada com Jorge Fernandes, x.n., tratante de panos, de 8/1/1626 a 19/2/1632. Data da apresentação  28/2/1627. Auto de fé de 2/9/1629, açoitada publicamente e degredada para Castro Marim por 2 anos, cárcere a arbítrio.
PT-TT-TSO/IL/28/7715                                

194      Beatriz Vieira, x.n., de 45 anos, natural da Covilhã e moradora em Castelo Branco, filha de Francisco Rodrigues e de Isabel Mendes, casada com Simão Rodrigues, x.n., de 24/3/1627 a 26/9/1629. Auto de fé de 2/9/1629.
PT-TT-TSO/IL/28/7721

195    Francisco Vaz, x.n., médico, natural da Guarda, morador no Fundão, casado com Isabel Henriques, filho de Rodrigo Vaz e Leonor Rodrigues, em 2/11/1629.
PT-TT-TSO/IL/28/6136

196      Francisco Luís, x.v., de 45 anos, marinheiro, natural do Fundão, morador em Ceuta, filho de Gaspar Luís, ferrador e de Isabel Antunes, casado com Maria Gonçalves, x.v., de 25/6/1629 a 9/7/1631, prisão em 5/7/1629. acusado de islamismo. Auto de fé privado de 17/7/1629, renegado apresentado, abjurou.
PT-TT-TSO/IL/28/1259.

197      Francisco Teles, x.n., de 65 anos, mercador, natural de Melo, morador na Covilhã, filho de Diogo Teles, natural da Vila de Melo e de Maria Rodrigues, natural da Covilhã, casado com Isabel Teles, por judaísmo, Auto de fé de 22/3/1632. (Procº 11134)
PT-TT-TSO/IL/28/11134                  

198      Francisco Lopes Preto, x.n., de 27 anos, mercador de panos e mercearias, natural de Castelo Branco ? e morador no Fundão, filho de Domingos Rodrigues e de Maria Lopes, casado em 1ªs núpcias com Serena Nunes e depois foi casado com Brites Nunes, de 18/8/1626 a 27/11/1631, (Os filhos são os referidos sob os nºs 511 e 532 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/1399

199      Rodrigo Álvares, x.n., de 45 anos, mercador de sedas, natural da Serra da Estrela, morador em Lisboa, filho de Duarte Rodrigues, x.n., e de Helena Nunes, x.n., casado com Graça Natália, x.v., de 14/11/1626, data da prisão a 22/4/1632. Auto de Fé de 22/3/1632.
PT-TT-TSO/IL/28/4299.

200      Luís Henriques, x.n., de 60 anos, saboeiro, natural da Covilhã, morador no Fundão, filho de Francisco Henriques e de Catarina Dias, casado com Isabel Brandão, de 1/8/1626 a 22/3/1632. ( Procº 11810 )
PT-TT-TSO/IL/28/11810                              

201      Isabel de Lucena, x.n., de 42 anos, natural de Castelo Branco e moradora no Fundão, filha de Diogo de Lucena e de Violante de Alvéolos, casada com Sebastião Lopes, x.n., de 13/10/1629 a 7/4/1632, auto de fé de 23/3/1632.
PT-TT-TSO/IL/28/6737

202      Francisco de Proença, x.v., de 18 anos, solteiro, natural de Alcongosta, termo da Covilhã, morador em Lisboa, de 18/11/1630 a 1/10/1632, por sodomia, 8 anos para Angola.
PT-TT-TSO/IL/28/5303.                       

203      Maria de Figueiredo, parte de x.n., mulher de Manuel da Fonseca, x.v., lavrador, natural de Seia, morador em Aldeia do Souto, Covilhã, filha de Diogo de Figueiredo, ½ x.n. e de Águeda Gomes, de 12/5/1634 a 23/9/1636.
PT-TT-TSO/IL/28/8361.

204      Manuel Vicente, x.v., natural do Teixoso, morador em Lisboa, de 12/7/1637 a 3/4/1638, por casar 2ª vez, tendo a 1ª mulher viva, açoutado e 5 anos para as galés.
PT-TT-TSO/IL/28/8072.                   

205      Francisco Vaz Campos, x.n., mercador, solteiro, de 27 anos, natural do Teixoso, morador em Lisboa, filho de Manuel Jorge ou Manuel Jorge Campos, natural do Fundão e de Leonor Rodrigues, natural do Teixoso, neto paterno de Jorge Dias “O Longo” e de Leonor e materno de Gaspar Rodrigues e Beatriz Rodrigues, era irmão de Lopo Rodrigues de Sousa, x.n., que saíu no mesmo Auto de fé e era natural de Idanha-a-Nova e também morador em Lisboa, de 23/9/1635 a 27/1/1660. (O pai e a mãe são os referidos sob os nºs 170 e 167)
PT-TT-TSO/IL/28/9214.

206      João Velasques Altamirano, x.n., solteiro, doutor em cânones e lente de véspera em Salamanca, natural de Abrantes e morador em Salamanca, filho de fr Fernão Velasques Altamirano e de Maria Mendes Gusmão, de 20/5/1636 a 9/7/1639.
PT-TT-TSO/IL/28/3728.

207      Padre Francisco Vilela da Gama, Prior da Igreja de Santa Eulália, Bispado de Coimbra, natural da Covilhã e morador em Santa Eulália, filho de Diogo Vilela, que vive de sua fazenda e de Catarina Antunes, por proposições heréticas, de 27/5/1638 a 14/6/1638.
PT-TT-TSO/IC/25/871.

208      Frei António Nabo de Mendonça, x.v., sacerdote, freire professo da Ordem de Cristo, vigário que foi no lugar da Zibreira, Bispado da Guarda, deão eleito da Sé de Cabo Verde, natural de Vila Franca de Xira, filho de António Nabo de Mendonça, escrivão dos Órfãos de Vila Franca de Xira e de Catarina Serra da Silva, por solicitação, degredo para o Brasil, e fuga do degredo do Brasil, de 19/12/1642 a 30/8/1664. ( Procs 4805, 4805-1, ).
PT-TT-TSO/IL/28/4805 e 4805 - 1.

209      Isabel da Fonseca, 3/4 de x.n., natural da Covilhã, moradora em S. João da Pesqueira, mulher de Francisco Vaz, “o pequenino”, rendeiro, filha de Jorge Francisco, mercador e de Guiomar Fernandes, de 14/7/1646 a 1/8/1650,  5 anos para Angola.
PT/TT/TSO/IC/25/10348

210      Mércia Pereira ou Mécia Pereira, x.n., natural da Covilhã e moradora em Fronteira, filha de Gaspar Pereira e de Brites Rodrigues, casada com Manuel Álvares Lemos, acusada de judaísmo, de 31/12/1648 a 26/3/1651. Foi denunciada pelo marido, sogra e cunhadas. Saiu em liberdade em 14/4/1651.
PT-TT-TSO/IE/21/4916

Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Covilhã - Sobre o Processo da Inquisição de Gonçalo Vaz IV

Transcrevemos hoje os documentos que Gonçalo Vaz apresentou aquando do seu Processo na Inquisição de Lisboa:
1)  Referência à certidão de Casamento de Gonçalo Vaz com Leonor Roiz.
2)  Sentença de Livramento/absolvição de Gonçalo Vaz no processo por morte de Baltazar.
3)  Autos de Suspeição contra o Padre Estêvão Magro.
4)  Carta de Inimizade de D. Sebastião passada a favor de Fernão Vaz, seus filhos e parentes até ao 4º grau,  contra os familiares de Manuel Cão.
5)  Certidões passadas pelo escrivão da Casa da Sisa dos Panos da Cidade de Lisboa.



“1) Gonçalo Vaz, segundo certidão passada por Estêvão Magro, arcipreste e constante do livro dos casados da freguesia de São João do Hospital da Covilhã, casou a 28 de Novembro 1573. Gonçalo Vaz, filho do Licº Fernão Vaz casou com Leonor Roiz, filha de Francisco Roiz e de Antónia Roiz. Foram testemunhas Simão Roiz e Estêvão Roiz - era cura o Padre André Roiz que já era falecido no momento em que a presente certidão foi passada, que foi a 20 de Setembro 1585.


2) Sentença de Livramento

“ do feito foi autor o dito e réus Duarte António Paulo e Gonçalo, moradores na vila de Covilhã, réus ausentes. O autor era casado com Beatriz Gonçalves há muitos anos e do dito matrimónio entre outros filhos houveram a vítima e Gaspar Fernandes o qual vivia na Covilhã aonde mandaram a vítima para aprender o ofício de tintureiro e o aprendeu e vivia com o irmão. O Gaspar Fernandes era inimigo de Manuel Dias, morador também na Covilhã, pai do réu Duarte, por brigas e diferenças que houveram e assim era inimigo do dito Baltazar por brigas que houveram Jorge Dias morador também na Covilhã o qual era vizinho e muito amigo do dito Baltazar pelo que acudiu ao dito Jorge Dias contra Manuel Dias que o ameaçou que lho haveria de pagar pombo as mãos nas barbas - e que também o filho de Jácome Roiz, boticário, morador na Covilhã, cunhado do dito Manuel Dias, irmão de sua mulher houvera brigas com o morto e o dito Jácome Roiz e sua mulher o ameaçaram que o haviam de mandar matar e assim Licº Fernão Vaz, morador em Covilhã, era grande inimigo de Baltazar e de seu irmão por muitas brigas que tinham havidas com um cunhado do dito licenciado, um tal Calvos e precedendo das ditas inimizades o referido Duarte, filho de Manuel Dias, ajuntou-se com Gonçalo, filho do dito Fernão Vaz e António, filho de Diogo Roiz e a Paulo seus inimigos e uma noite de S. João de 1562 se foi com eles a um pomar que o dito seu pai tinha aonde chamam o “ Pedregal “, limite da dita vila por saber que o dito Baltazar era ido a dormir nessa noite a outro pomar abaixo do outro da dita vila e foi ter com Gonçalo e outros onde o Baltazar se encontrava mas como estava com companhia dissimularam e se tornaram aonde estavam; e que depois da meia noite o Baltazar apanhara uma pouca de erva para um cavalo do seu dito irmão e fora para casa. Que o Duarte se concertara com um Francisco de Matos, um moço de mau viver, para o avisar de quando o Baltazar havia de vir porque simuladamente se fora com ele para o trair e vindo com ele dera aviso aos outros que esperavam os quais lhe lançaram em chegando fronteiro ao pomar um alão o qual se fora ao dito Baltazar e começara de o maltratar do cão saíram os ditos matadores e Duarte pode opor de trás com uma visarama na mão e o dito Duarte e os mais António, filho de Diogo Roiz, e Paulo, filho de uma viúva, criado de Jorge Fernandes, cunhado de Manuel Dias pela dianteira com casas, tirando pedradas ajudando-se uns aos outros, favorecendo-se e defendendo-se o dito Baltazar do dito cão e dos mais que assim mortalmente o acometiam e o Duarte traiçoeiramente se lhe foi a pôr de trás e lhe deu tão grande pancada na cabeça com a vizarrua que lha partiu derrubando-o logo no chão, da qual ferida morreu logo ao outro dia-; que os acusados se confessaram logo ao outro dia ter morto de propósito; que o lugar era despovoado; que o morto era de 15 anos; pede o autor 500 cruzados de indemnização; vários editos correram para contraditarem a acção mas os réus nunca apareceram.
Depois viu-se que o Baltazar atirara pedras à cadela que estava no pomar e que o Duarte se levantara e dera uma paulada no Baltazar de que era inimigo e morreu.
Duarte foi degredado com pregão na audiência para um dos lugares de África por 2 anos havendo respeito a ser menor e os outros absolvidos e que pagassem as custas.
Confirmada a sentença na Casa da Suplicação - 1566.
Fim “

3) Autos de Suspeição contra o Licº Estêvão Magro

Estêvão Magro era prior de S. Tiago e Arcipreste.
- Que sendo amigo dele, ele arcipreste dissera, andar ele R. ausente dois anos por seus negócios, que bem sabia porque era, dando a entender que era por culpas de judeu.
- Que sabendo ele Vaz este facto  ... voltou, ele Vaz disse do Magro que sabia que este abraçara e tocara com modos desonestos a uma fª duma mulher honrada, tida por virgem e honesta cujo nome ele Vaz não declara pela honra da rapariga, mas que as testemunhas dirão e daí o ser ele Magro seu capital inimigo; punha-se vermelho quando o viu e ele Vaz murmurou do arcipreste com o Lcdº Diogo Gonçalves dizendo que se curara de alguma mula ou cavalo.
- Que no ano de 582, deu o dito arcipreste o dia de S. Matias aos 24 de Fevereiro, sendo ano bisexto e ele Vaz disse no Pelourinho perante muita gente que o Prior comia a Renda da Igreja e que não sabia declarar quando caíam os dias santos; tomou-se o prior muito disso, fizeram apostas, discutiram e ficaram inimigos.
- Que o prior, no adro de S. Tiago da Covilhã, ao passar uma mulher com hábito de penitência disse que se não podia confiar em nenhuma pessoa de nação porque todos eram judeus - ao que ele Vaz respondeu com cólera que também não havia de confiar de nenhum vilão ruim ainda que andasse em diferentes vestidos e logo um Jorge Vaz foi ter com ele Gº Vaz a perguntar o que tivera com o prior e assim ficaram inimigos.
- Que o prior é muito amigo de António de Proença, escrivão e de Uriana Ribeira e suas filhas e parentes porque o dotaram de fazenda patrimonial para se ordenar de ordens sacras e uma das filhas de Uriana Ribeira é casada com o dito António de Proença, tabelião das notas de Covilhã do qual e de seus parentes e cunhados o recusante Vaz tem carta de inimizade Real para não serem testemunhas contra ele pelas quais razões lhe é muito suspeito e por tal deve ser julgado.

4) Para provar a inimizade do António de Proença dá em prova a carta de inimizade d’ El Rei que se acha em casa de Diogo Dias e Gaspar Dias irmão dele recusante uma certidão do feito por ter acusado Fernão Vaz, pai dele recusante e assim seus irmãos pelo dito António de Proença e sua irmã Beatriz de Proença, criminalmente pedindo fossem enforcados por morte de um filho da dita Beatriz de Proença o qual matou ( foi morto por ) Luís Vaz, seu irmão e segundo sua lembrança foi escrivão deste feito António do Vale, escrivão diante o juiz de fora de Covilhã, ou quem em verdade foi.


Carta de Inimizade de D. Sebastião

Passada a favor do Licº Fernão Vaz e seus filhos contra a viúva do Licº Mendo Cão, Beatriz de Proença e a todos os seus filhos e parentes até ao 4º grau, em especial António de Proença, meirinho e António de Proença, tabelião de notas, todos moradores na Covilhã e seus inimigos capitais, por Luiz Vaz haver morto um menor, filho de Beatriz de Proença e sobrinho dos dois Antónios de Proença, chamado Manuel Cão. ( Manoel Cam )
Dada em Lisboa a 25 / 8 / 1572.

O Licº Fernão Vaz e seus filhos Diogo Dias e Gaspar, moço menor, estiveram mais de um ano e meio presos na cadeia da vila, querelados como ajudadores da morte de Manuel Cão, mas foram absolvidos. Foi também querelado pelo mesmo caso o sobrinho do Licº Fernão Vaz, de nome Licº Diogo Gonçalves. ( Os Cães pagaram custas no valor de 80.000 rs )

Certidão passada por João de Barbedo, tabelião do Judicial na Vila de Covilhã ( sucedeu na nota a Braz Nunes ), dizendo que não achou no cartório o feito do crime - 28/11/1585.

5) Certidões que o Réu deu em sua defesa

 
Jerónimo Freire escrivão da casa da sisa dos pa/nos desta cidade de lixª faço saber Aos/ que esta sertidão virem que guoncallo Vaãz/ da covilhan despachou nesta cassa os paños/ abaixo declarados E delles pagou os dr.tos/ tambem abaixo declarados os quais panos/ despachou no Ano de mill quinhentos setenta/ he ojto annos/ ---
§ ê dous de jan.ro quinze c.ºs de pano pagou cem rs/ Ite ê vinte seis de Junho dezojto c.ºs de saragoça a duzentos/ e oitenta pagou duzentos sinquoêta dous rs/.
§ no dito dia dezaseis c.ºs de Saragoça a duzentos ojtenta/ rs pagou duzentos vinte quatro rs/.
§ no dia seis c.ºs de verdezo a duzentos quorenta/ pagou setenta e dous rs/ ê vinte sete de Junho vinte dous c.ºs de saragoça A / duzentos ojtenta pagou trezentos e ojto rs/ § no dito dia dezasete c.ºs de palmilha a duzentos/ ojtenta rs pagou duzentos trinta ojto rs/ ê prim.ro de Julho Goncallo Vãaz plo L.do djº glz trinta/ sinqº c.ºs de pano branqº a duzentos dez trezentos/ sasenta e sete/-------
§ ê trez de Julho vinte hû c.º de saragoça vinte quatre/na a duzentos e noventa as trezentos quatru rs/.
§ ê quinze de Julho diguo no dito dia quinze c.ºs/ de saragoça a duzentos ojtenta rs duzentos e dez/.
§ no dito dia dezaseis c.ºs de picote a cento ojtenta rs cento quorenta quatro rs ----/ § no dito dezasete de palmilha a trezentos rs duzentos/ sinquoêta sinquo rs // no dicto dia guoncallo Vãz plo djº glz dezaseis/ c.ºs de pano branqº vinte quatreno a duzentos a duzentos rs cento / he quorenta rs /.
§ no dito dia trinta c.ºs de palmilha e verdezo por/ dois panos a trezentos vinte rs quatrocentos he/ ojtenta rs/.
§ elle no dito dezojto c.ºs de palmilha a duzentos/ e noventa rs / duzentos e satenta e hû rs/ § ê quatro de julho dez c.ºs de palmilha a trezentos/ rs cento sinquoêta Rs/ § ê ojto de julho trinta tres c.ºs de palmilha/ a duzentos e sasenta quatro cento e vinte / nove rs /  § ê nove de julho quorêta tres c.ºs de palmilha por / dous panos a trezentos rs seis centos quorêta / he sinqº rs /.
§ no dito dia vinte sinqº c.ºs de picote a cento ojtenta/ duzentos vinte sinqº rs/.
§ no dito dia vinte quatro de picote a cento setenta / duzentos e quatro rs/.
§ no dito dia guoncalo vaãz plo Ldo djº glz dezasete/ c.ºs de vinte quatreno p.to a duzentos e trinta Rs/ cento noventa e sinqº rs/ E no dito livro da R.cta desta cassa não estavão / mais adicões q ho dito guoncallo Vaaz despachase/ q as vinte  e hua q vão escritas nestas duas / laudas as quais treladej do dito livro a que / me Reporto ê Lixª oje xij dag.to 1585/                 
                           a)  Jrº Freire

Jerónimo freire escrivão da casa da sisa dos panos / desta cidade de lixª Faço saber Aos que esta / sertidão virem que guoncallo vaaz de covilhan / despachou nesta cassa os panos abaixo declara/dos e delles pagou dr.tos tambem abaixo declara/dos os quais panos despachou / no Anno de mill quinhentos setenta he / nove annos/ ---
§ ê quatro de majº trinta c.ºs de palmilha a trezentos / he quarenta rs pagou quinhentos e dez/.
§ elle no dito dia por seu paj ho L.do fernão vaãz / vinte e dous c.ºs de fiorentino a trezentos he quo/renta rs pagou trezentos he setenta quatro rs /.
§ elle no dito dia trinta ojto ( entrelinhado ) c.ºs de saragoça a trezentos he quorêta rs seis çentos quarenta seis rs / elle no dito dia vinte sinqº de palmilha a tre/zentos sinquoêta rs pagou quatro çentos / trinta sete rs /.
§ elle no dito dia vinte sinqº c.ºs de palmilha A trezentos sasenta rs pagou quatro çentos sinqºêta / rs /.
§ elle no dito dia vinte sinqº c.ºs de picote a cento / e noventa rs pagou duzentos e sete rs / § elle ê seis de majº quorenta ojto c.ºs de picote / por dous panos a cento setenta rs pagou quatro / çentos ojto rs /.
§ elle no dito dia quorenta e seis c.ºs de picote dous panos a cento e setenta pagou trezentos noventa hû rs/.
§ elle no dito dia vinte c.ºs de picote diguo de vinte quatreno preto a trezentos quorenta rs / trezentos quorenta rs/
§ elle ê ojto de majº vinte c.ºs de palmilha a tre/zentos e sasenta rs pagou trezentos e sasenta rs /
§ elle ê treze de majº vinte dous c.ºs de palmilha / a trezentos sasenta rs pagou trezentos noventa / he seis/
§ elle ê dezoito de majº sinquoêta ojto c.ºs de picote / por dous panos a cento sasenta pagou quatro / centos satenta ojto rs /
§ elle no dito dia quinze c.ºs de verdezo a trezentos / he quorenta rs pagou duzentos sinquênta sinqº rs /
§ elle ê dezaseis de setenbro quinze e os de ponbinho / a trezentos dez pagou duzentos trinta e dous rs / E no dito livro da R.cta desta cassa não estavão / mais adicões q ho dito goncalo Vaaz de Covilhan / despachase q as quatorze q vão escritas nestas / duas laudas as quaes treladej do dito livro / a que me Reporto ê Lixª  xj dag.to 1585/                 
                           a)  Jrº Freire
Jeronjmo freire escrivão da casa da sisa dos panos / desta cidade de lixª faço saber aos que esta / certidão virem que goncalo vaz de covilhan / despachou ho ano pasado de setenta sete nesta / cassa os panos/ abaixo decrarados --- S ---
§ ê onze de setrº dous c.ºs de fradenho a duzêtos / e sasenta cº pagou - 416/
§ ê treze do dito trinta hû c.º de saragoça a trezentos v.te / pagou - 496/
§ ê dezoito do dito por seu paj ho L.do fernão vaz v.te / dous c.ºs de picote verde a duzentos rs. cº - 220/
§ ê v.te do dito sasenta quatro c.ºs de saragoça a / duzentos noventa cº - 928/
§ ê vinte tres do dito cento doze c.ºs de picote a/    cento noventa rs - 1069/
§ ê v.te tres do dito v.te sinqº c.ºs de picote A cento / he noventa cº - 237 1/2/
§ ê v.te quatro do dito per seu paj ho L.do fernão vaz / sinquoêta sete c.ºs de v.te quatreno  branqº a   du/zentos v.te - 627/
§ê v.te quatro do dito trinta quatro c.ºs de v.te qua/treno branqº a du/zentos v.te - 374/
§ ê v.te quatro do dito plo dito seu paj v.te sinqº c.ºs de v.te quatreno branqº a du/zentos v.te – 275/
§ ê v.te seis do dito plo dito seu paj trinta hû c.º / de v.te quatreno branqº a du/zentos v.te – 341/
§ no dito dia v.te hû cº de saragoça a cento novêta rs - 194/
§ no dito dia quatorze cº mais ao preço - 133/
§ ê v.te sete do dito dezasete cºs de saragoça A / trezentos rs cº - 290/
§ ê v.te sete do dito por seu paj trinta c.ºs de pano / preto a duzentos sasenta rs cº - 390/
§ ê trinta do dito plo dito seu paj trinta / dous c.ºs de v.te quatreno preto duzentos sasenta – 416/
§ ê trinta do dito plo dito seu paj v.te / dous c.ºs de pano / preto a duzentos sasenta rs – 286/
§ ê sete doutubro v.te hû c.ºs de fradenho a cento / sinquoêta cº - 157/
§ ê oito do dito treze c.ºs de picote a cento ojtenta / o cº - 117/
§ê nove do dito por g.ço frz trinta ojto c.ºs de saragoça a trezentos rs - 570/
§ no dito dia doze c.ºs de picote a cento ojtenta - 108/
§ ê quatorze do dito sinquoêta c.ºs de picote a cento ojtenta / o cº - 450/
§ ê quinze do dito plo dito seu paj trinta / tres c.º de pano a duzentos dez - 346/
§ ê quinze do dito trinta e sinqº c.º a du/zentos quorenta rs - 320/
§ ê dezasete do dito por Jacome Roiz botiquaj/ro trinta hû c.º de mourisqº a duzêtos / sasenta rs. - 403/
dos quais panos o dito g.lo vaz plo pagou / os dr.tºs a S. A. na dita cassa e não / achei no dito livro a que me Reporto mais / panos q ho dito g.lo vaz de covilham / despachase/ ê Lixª oje x de outubro 1585/                 
                           a)  Jjrº Freire

Jeronjmo Frejre escrivão da casa da sisa dos panos / desta cidade de lixª faço saber aos que esta certidão / virem que Corj ho Lvrº da R.ctª desta cassa / do anno de setenta e seis e nelle não achej / despachar G.ço Vaz de Covilhan mercadoria alguã / no dito anno ao qual livro me Reporto e por / meus S.res êcezidores ( sic ) pedirem esta sertidão lha / pasej ê lixª ao prim.ro doutubro 1585 / Jjrº Freire./”

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição VII

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas.

151      João Miguel, pastor de ovelhas, solteiro, natural de Casegas, Covilhã e morador na Herdade da Ponte, Igrejinha, Arraiolos, filho de Miguel Martins, lavrador e alfaiate e de Maria Bartolomeu, acusado de heresia, apostasia, de 11/2/1607 a 15/12/1607.
PT-TT-TSO/IE/21/9403                                

152      Diogo Gomes ou Manuel Fernandes, natural da Aldeia do Alcaide, termo da Covilhã, filho de Diogo Gomes e de Margarida Álvares, casado com Maria Rodrigues, casou 2ª vez em 1605 com Margarida Rodrigues, sendo ainda viva a primeira mulher e depois de mudar o nome, acusado de bigamia, de 4/7/1607 a 22/6/1608.
PT-TT-TSO/IE/21/2402

153      Branca Rodrigues, x.n., natural da Covilhã, moradora em Lisboa, viúva, relaxada, ( Procs 5971 e 10790 ). Ver o processo PT-TT-TSO/IL/28/9447, de 25/9/1572 a 27/10/1572  onde consta que foi emitido mandado de prisão mas não se achou nova dela. Nesse processo consta também Thomas Norh, inglês, por protestantismo.(Ver o processo indicado sob o nº 41 desta lista). Em 11/9/1614.
PT-TT-TSO/IL/28/5971 e 10790      

154     Isabel Rodrigues, x.n., de 30 anos, natural  e moradora no Fundão, filha de Diogo Rodrigues, x.n., e de Leonor Rodrigues, x.n., naturais do Fundão, casada com Aparício Vaz, neta paterna Filipa Rodrigues e materna de António Álvares, x.n., e de Francisca Rodrigues, x.n., de 24/9/1609 a 26/5/1616. (G-63) Presa em 11/5/1614. Auto de fé de 12/2/1617. (A mãe é a referida sob o nº 117 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/9311                                

155      António Nunes, x.n., de 22 anos, solteiro, boticário, natural e morador no Fundão, filho de Tomé Nunes, mercador e de Isabel Lopes, x.n., “a engasgada”, neto materno de Diogo Antunes, x.n. “o engasgado” e de Beatriz Rodrigues de 22/8/1616 a 12/2/1617.(A mãe é a referida sob o nº 158 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/4206

156      Catarina Rodrigues Morão, x.n., de 34 anos, natural e moradora no Fundão, filha de Diogo Rodrigues, x.n., mercador e de Leonor Henriques, neta paterna Afonso Rodrigues e Catarina Rodrigues e materna de Francisco Morão e Leonor Henriques, x.n., casada com Francisco Morão, x.n., médico, morador em Castela, (G-49), de 11/5/1614 a 12/2/1617.
PT-TT-TSO/IL/28/5973.

157   Maria Dias, a Negra de alcunha, ½ x.n., de 50 anos, natural  e moradora no Fundão, filha de Sixto Dias, x.v., almocreve e de Helena Rodrigues, x.n., moradores que foram no Fundão, viúva de João Fernandes, x.v., natural da Capinha, avós paternos Afonso Rodrigues e Branca Ferreira ou Rodrigues, e avós maternos Fernão Dias e Ana Nunes, de 24/9/1609 a 18/5/1617. Presa em 11/5/1614. Auto de fé na Ribeira, Lisboa, de 12/2/1617.  (O irmão é o referido sob o nº 174 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/9591                                

158      Isabel Lopes, “a engasgada”, x.n., de 30 anos, viúva de Tomé Nunes, x.n., natural e moradora no Fundão, filha de Diogo Antunes, x.n. “o engasgado” e de Beatriz Rodrigues, de 11/5/1611 a 13/5/1617.(O filho é o referido sob o nº 155 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/4048

159      Duarte Nunes da Silveira, x.n., de 55 anos, mercador de panos, natural e morador no Fundão, casado com Maria Lopes, x.n., filho de Pedro Nunes, paneiro e de Catarina Rodrigues, de 7/9/1616 a 22/5/1618.
PT-TT-TSO/IL/28/6828

160      Beatriz Rodrigues, x.n., de 60 anos, viúva de Gaspar Rodrigues, x.n., moradora no Teixoso, filha de Francisco Vaz, x.n. e de Mécia Rodrigues, de 9/8/1618 a 13/11/1618. Auto de fé privado de 16/10/1618.
PT-TT-TSO/IL/28/1090

161      Catarina da Fonseca, x.n., de 50 anos, natural de Viseu e moradora no Teixoso, casada com Francisco Rodrigues, x.n., paneiro, filha de Fernão Lopes, x.n. e de Isabel da Fonseca, x.n., de 19/8/1618 a 13/11/1618. Auto de fé privado de 13/11/1618.(A nora é a referida sob o nº 165 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/1094

162      Ana Rodrigues, x.n., de 16 anos, solteira, natural e moradora no Teixoso, filha de Simão Rodrigues Chaves, x.n. e de Leonor Coelho, x.n., neta paterna de Luís de Chaves, x.n., e de Inês Rodrigues e materna de João Rodrigues, x.n. e de Ana Rodrigues, de 21/8/1618 a 7/11/1618. Auto de fé privado de 7/11/1618.    (O pai, a mãe e a irmã são os referidos sob os nºs 179, 166 e 163 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/1096

163      Inês Rodrigues, x.n., de 19 anos, solteira, natural e moradora no Teixoso, filha de Simão Rodrigues Chaves, x.n. e de Leonor Coelho, x.n., neta paterna de Luís de Chaves, x.n., e de Inês Rodrigues e materna de João Rodrigues, x.n. e de Ana Rodrigues, de 3/8/1618 a 13/11/1618.   (O pai, a mãe e a irmã são os referidos sob os nºs 181, 166 e 162 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/12393

164      Ana Rodrigues, x.n., de 50 anos, viúva de Miguel Rodrigues, x.n., natural e moradora no Teixoso, filha de Diogo Rodrigues, x.n. e de Inês Nunes, de 22/8/1618 a 13/11/1618. Auto de fé privado de 13/11/1618.(Os irmãos, cunhado e sobrinho são os referidos sob os nºs 109, 115, 135 e 136 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/1097

165      Inês Vaz, x.n., de 24 anos, natural e moradora no Teixoso, filha de Jorge Vaz, x.n. e de Leonor da Fonseca, x.n., casada com Manuel Rodrigues, de 31/7/1618 a 13/11/1618, auto na Igreja Paroquial do Teixoso de 13/11/1618. .(A sogra é a referida sob o nº 161 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/12395

166      Leonor Coelho, x.n., de 40 anos, casada com Simão Rodrigues Chaves, x.n., natural e moradora no Teixoso, filha de João Rodrigues, x.n. e de Ana Rodrigues, de 31/7/1618 a 13/11/1618. Auto de fé privado de 13/11/1618 realizado na Igreja Paroquial do Teixoso.(As filhas e o marido são os referidos sob os nºs 162, 163 e 181 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/12390                  

167      Leonor Rodrigues, x.n., de 24 anos, casada com Manuel Jorge Campos, x.n., natural e moradora no Teixoso, filha de Gaspar Rodrigues, x.n. e de Beatriz Rodrigues, de 9/8/1618 a 13/11/1618. Auto de fé privado de 13/11/1618 realizado na Igreja Paroquial do Teixoso.(O marido o referido sob o nº 170 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/12391                  

168      Leonor Henriques, x.n., de 31 anos, natural da Covilhã, filha de Henrique de Almeida e de Graça Fernandes, de 30/7/1618 a 13/11/1618.
PT-TT-TSO/IL/28/12392                  

169      Leonor Rodrigues, x.n., de 33 anos, casada com Luís de Chaves, x.n., natural e moradora no Teixoso, filha de Francisco Rodrigues, x.n. e de Isabel Rodrigues, de 22/7/1618 a 12/12/1618. Auto de Mesa de 12/12/1618.
PT-TT-TSO/IL/28/12394                  

170      Manuel Jorge Campos, x.n., de 35 anos, mercador e rendeiro, natural do Fundão e morador no Teixoso, filho de Jorge Dias “O Longo” e de Leonor, casado com Leonor Rodrigues, de  8/8/1618 a 19/11/1618.(A mulher o referido sob o nº 167 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/12426.

171      Manuel Pais, x.v., de 24 anos, solteiro, sapateiro, natural de Vinhó, Gouveia e morador na Aldeia das Donas, Fundão, filho de António Pais, sapateiro e de Maria Pires, acusado de impedir o recto ministério do santo ofício, de 24/7/1614 a 28/6/1617
PT-TT-TSO/IL/28/7364

172      Maria Lopes, x.n., de 40 anos, viúva de Domingos Rodrigues, natural de Castelo Branco e moradora no Fundão, filha de Simão Lopes e de Inês Fernandes, naturais de Castelo Branco, de 8/4/1617 a 5/4/1620. Auto de fé de 5/4/1620, relaxada.
PT-TT-TSO/IL/28/8791

173      Jerónimo Nunes, x.n., de 58 anos, mercador de panos e pescador, natural e morador em Belmonte, filho de Miguel Rodrigues e de Maria Nunes, casado com Beatriz Rodrigues, de 2/2/1619 a 5/4/1620. Auto de fé de 5/4/1620.(A mulher é a referida sob o nº 177 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/1851

174      Francisco Rodrigues, “O braço moreno”, ½ x.n., de 50 anos, mercador, natural do Fundão e morador em Idanha-a-Nova, filho de Sixto Dias, x.v., e de Helena Rodrigues, x.n., moradores que foram no Fundão, casado com Leonor Mendes, x.n.,  neto paterno de Afonso Rodrigues e Branca Ferreira ou Rodrigues e materno de Fernão Dias e Ana Nunes, de 16/7/1615 a 5/9/1620. Auto de mesa de 4/9/1620. (A irmã é a referida sob o nº 157 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/10090      

175      António Fernandes Cabeças, x.n., de 48 anos, mercador, natural e morador no Fundão, filho de António Fernandes ou António Fernandes “o sete cabeças”, x.n., mercador e de Brites Rodrigues ou Beatriz Rodrigues, x.n., casado com Guiomar Henriques, x.n.,  de 22/8/1616 a 29/10/1620. (A mãe, a mulher e o irmão são os referidos sob os nºs 106, 188 e 185 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/2386
                       
176      Leonor Henriques, x.n., natural do Sabugal e moradora no Fundão, filha de Duarte Henriques e de Beatriz Nunes, casada com António Manuel, x.n., (O marido é o referido sob o nº 182 desta lista),  de 27/10/1616 a 2/4/1621, auto de fé de 5/11/1616.
PT-TT-TSO/IL/28/2735

177      Beatriz Rodrigues, x.n., de 40 anos, natural do Fundão e moradora no Teixoso, filha de Francisco Rodrigues, x.n. e de Branca Rodrigues, casada com Jerónimo Nunes, x.n., mercador, de 27/8/1618 a 11/7/1620.(O marido é o referido sob o nº 173 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/5582

178      Domingos Fernandes, x.v., de 42 anos, moleiro, natural da Covilhã e morador em Manteigas, filho de Fernão Afonso, moleiro e de Catarina Lopes, casado com Isabel Dias Moreno,  por bigamia, açoitado pelas ruas de Lisboa, 5 anos para as galés, de 20/4/1619 a 5/14/1620
PT-TT-TSO/IL/28/5596

179      Padre Francisco Pacheco de Castro, x.v., de 50 anos, natural de Torres Novas e prior na Igreja de S. Pedro, Covilhã, bacharel em Cânones, filho do doutor Luís de Castro Pacheco, lente jubilado e de Maria do Barreiro, x.v., de 31/3/1600 a 8/2/1620, por dizer certas palavras, repreendido na mesa.
PT-TT-TSO/IL/28/1768             

180      Fernão Vaz Lucena, x.n., de 60 anos, rendeiro,natural de S. Vicente da Beira, morador no Fundão, filho de Simão Fernandes e de Clara Rodrigues, viúvo de Ana Mendes, x.n., de 11/5/1614 a 5/4/1620.
PT-TT-TSO/IL/28/1845
                   
Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.