segunda-feira, 11 de julho de 2011

Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social I

Dos autores citados em “Memoralistas/Monografistas" só Moura Quintela, o Visconde Pereira e Cunha, o Dr. João de Macedo Pereira Forjaz, o memoralista anónimo do manuscrito de Londres e o Padre Manuel Fragoso Homem, para o 2º Dicionário Geográfico do Pe. Luís Cardoso (1) se referem à época da fundação da Misericórdia da Covilhã.
Moura Quintela e o Visconde Pereira e Cunha seguem na peugada do Compromisso de 1680, fixando a fundação em 27 de Junho de 1577; o autor anónimo referido e o Dr. João de Macedo Pereira Forjaz inclinam-se para que a fundação tivesse tido lugar no reinado de D. João II.
Diz Moura Quintela:

“ Foi fundada em 27 de Junho de 1577 com o mesmo compromisso da Misericórdia de Lisboa. Ignora-se quem fossem os fundadores e na introdução ao compromisso se lê o seguinte:
            [...] E chegando a esta nobre vila da Covilhã, alguns homens tementes a Deus, animados com tão bom exemplo e desejosos de servir ao mesmo Deus e à sua Santíssima Mãe, a Virgem Maria, instituíram nesta vila uma semelhante irmandade, aos 27 dias do mês de Junho de 1577, com o mesmo compromisso da irmandade da Misericórdia de Lisboa “.

 Pelo arquivo sabe-se que a primitiva doação da Misericórdia foi de 2.298$770 réis.
Ignora-se a proveniência da doação, mas diz o Padre Pina que em 1213 se fundou na Covilhã uma irmandade da Senhora da Lâmpada, irmandade que se extinguiu com a fundação da misericórdia (1577), passando os seus bens   (provavelmente aquela importância) para a misericórdia com muitas e valiosas dedicações ao serviço deste estabelecimento de caridade e com legados de piedosos benfeitores se tem acumulado alguns fundos cujos rendimentos com uma rigorosa economia e muito tacto administrativo vão fazendo face às exigências que à irmandade impõe a sua missão caritativa para poder acudir às solicitações da miséria sempre crescente nesta populosa cidade, etc…//           

Seguem-se referências às reformas do compromisso de 1680.
Sob o título de Herança Antiga escreve o Visconde Pereira e Cunha:

            “Num curioso manuscrito do Padre Manuel Cabral de Pina sobre antiguidades de Covilhã, e que no códice que vi tem a data de 22 de Março de 1734 se refere que a Santa Casa da Misericórdia de Covilhã principiou em uma Irmandade de N. Senhora da Lâmpada no ano de 1213, e passaram os bens desta Irmandade para a Misericórdia, que foi instituída em 27 de Junho de 1577, acrescenta o Padre Cabral, que tudo isto consta de um compromisso manuscrito e antigo que existia no seu tempo no arquivo da Santa Casa da Misericórdia. Ao cabo da mais escrupulosa investigação não pude deparar no arquivo com o aludido compromisso manuscrito; não tendo porém razão para duvidar da asserção do Padre Cabral, que no dito manuscrito se manifesta homem muito inteligente e verídico em todas as narrativas cuja autenticidade é possível verificar hoje. Entendo pois, que esta Herança Antiga é constituída pelo fundo, que da Irmandade de Nossa Senhora da Lâmpada passou a formar o da Irmandade de Nossa Senhora da Misericórdia”.
In : “Tombo das heranças legados por piedosos benfeitores a Santa e Real Casa da Misericórdia de Covilhã”, coordenado pelo provedor Cândido Albino da Silva Pereira e Cunha, manuscrito existente no Arquivo da Misericórdia, escrito em 1863, a 5 de Julho.

Ao referir as capelas da vila escreve o Dr. João de Macedo Pereira Forjaz:

“ 6ª - A Igreja da Misericórdia é uma das melhores que há na Covilhã, tem hospital unido à mesma Igreja, com sua casa de despacho, onde tem todos os títulos e livros precisos para sua boa administração; mas o hospital não está bem construído e o lugar é impróprio para ele, os doentes são maltratados e sem conveniente asseio, não obstante ter a mesma misericórdia quatro mil cruzados de renda, que é constituída em foros, e juros de dinheiro; tem capelão e hospitaleiro a quem pagam as mesmas rendas; tem uma grande Irmandade, que teve princípio no Reinado do Senhor D. João II e é de protecção Real “.

Igreja da Misericórdia
Fotografia antiga de Covilhã-Foto

Escreve o memoralista anónimo do manuscrito de Londres (2):

[...] e fora deles (dos muros) mas no meio da vila, está a Casa da Misericórdia, com templo majestoso e grave hospital para os pobres enfermos, tratados à custa das rendas da mesma casa; e é da protecção real [...]

Diz o Padre Manuel Fragoso Homem, para o 2º Dicionário Geográfico do Pe. Luís Cardoso:

“ … nºs 11 e 12: - Tem (a vila da Covilhã) hospital, e casa da Misericórdia, tudo junto da sua Irmandade, que teve princípio no tempo do senhor D. João o segundo: é de imediata protecção de Sua Majestade; tem de seu em dinheiro o juro, fazendas e foros – dezasseis contos, quinhentos, setenta e seis mil, e quatrocentos reis; estes deixados em testamentos de pessoas piedosas com vários encargos, a que se satisfaz pelos administradores que são o Provedor, Escrivão, Tesoureiro, e doze Irmãos da mesa da dita Irmandade: não tem rendimento certo; porque uns anos, rende mais, e outros menos conforme os frutos, e preços, porém chega a ter de renda mais de um conto “ (3).

Por fim eis o extracto do Compromisso de 1680:
Na introdução ao compromisso faz-se uma invocação a Deus e à Virgem Nossa Senhora.   Fala-se na fundação da Misericórdia de Lisboa pela Rainha D. Leonor em Agosto de 1498, sendo Regente.
Os fins da Misericórdia.
Segue-se:

“ Começou a exercitar na cidade de Lisboa, donde como cabeça se derivou o sua (sic) cheiro do seu bom nome, nas demais partes do corpo místico destes reinos de Portugal e chegando a esta nobre vila da Covilhã, alguns homens tementes a Deus, animados com tão bom exemplo e desejosos de servir ao mesmo Deus e à sua Santíssima Mãe, a Virgem Maria, instituíram nesta vila uma semelhante irmandade, aos 27 dias do mês de Junho de 1577, com o mesmo compromisso da irmandade da Misericórdia de Lisboa “.

Fala depois nas circunstâncias especiais da Covilhã, a que se não adaptava o compromisso de Lisboa e reuniam para a reforma do mesmo que fez a irmandade em 17 de Maio de 1618. Vendo posteriormente o provedor e irmãos que serviam em 1678 que do referido compromisso faltava a aprovação Real e que era preciso adaptá-lo ao tempo ordenaram-no na forma seguinte, pedindo a aprovação e protecção Real. Em Covilhã 27 de Novembro de 1678.

O alvará de aprovação é de Lisboa, 29 de Maio de 1680.
O compromisso é impresso em Coimbra, na oficina de Manuel Rodrigues de Almeida, no ano de 1681.
Neste compromisso de 1680 encontram-se riscadas a tinta as disposições referentes à pureza de sangue (mulatos e cristãos-novos) exigidos para os irmãos tanto no referente a eles próprios, como às esposas ou àqueles que sendo irmãos casassem depois com cristãs-novas.
Desde que sabemos ser de 1498 a fundação da Misericórdia de Lisboa e ter ocorrido em 1495 a morte de D. João II fica posta de parte a hipótese de ambos os autores que a atribuem ao reinado do Príncipe Perfeito.
Não obstante haver no arquivo da Santa Casa muitos documentos referentes à Misericórdia anteriores a 1577, convém esclarecer porquê os restantes autores se agarraram à data de 27 de Junho de 1577. A notícia beberam-na no Compromisso de 1680 e, ou não tiveram a coragem para o contraditar ou, como é mais natural, nunca estudaram o arquivo.
No entanto até o compromisso de 1680 parece-me ter sido mal interpretado: o que chegou à Covilhã foi o suave cheiro do bom nome da Misericórdia de Lisboa e não alguns homens tementes a Deus. Estes instituíram na vila uma irmandade. Em 27 de Junho de 1577 como quer o compromisso de 1680, ou noutra data?
Nota dos editores – 1) Este Dicionário é uma compilação feita pelo Padre Luís Cardoso das Memórias Paroquiais resultantes de um Inquérito histórico-geográfico enviado a todos os párocos do País e ordenado pelo Marquês de Pombal em 1758. 2) Documento publicado por Luiz Fernando Carvalho Dias, na sua "História dos Lanifícios", Documentos, vol. I, pág 37. 3) Publicado na mesma Obra, vol. III, pág. 766.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Covilhã - Instituições Primitivas de Solidariedade Social III

O trabalho mais completo sobre as Misericórdias (1) é a História da Santa Casa da Misericórdia do Porto da autoria do falecido Prof. Doutor Magalhães Basto. Um dos mais salientes objectivos desse trabalho está na seriedade crítica como desfaz o mito de Frei Miguel Contreiras, pseudo fundador ou inspirador da Rainha D. Leonor, viúva de D. João II. Estudou o ilustre professor a evolução desse mito, como surgiu, como se desenvolveu e como se radicou no cerne da instituição de forma a confundir-se com ela. (2)
Como é do conhecimento geral a Misericórdia de Lisboa gerou todas as misericórdias portuguesas. Coube à Rainha D. Leonor, então viúva de D. João II, a honra dessa fundação, no ano de 1498, quando regia o Reino, na ausência de seu irmão, o Rei D. Manuel. Isto não significa a Rainha ter agido sozinha: mas, em nome da justiça, a um colaborador frade haveria que agregar muitos outros leigos. Frei Luís de Sousa diz ser a Misericórdia uma instituição de leigos, não de sacerdotes!
            Em História os acontecimentos sucedem-se e entrelaçam-se e aquilo que parecia ser simples mérito criativo individual acaba por ceder a primazia ao esforço comum do grupo onde foi gerado.
            Que melhor exemplo reflecte esta verdade do que o período anterior e posterior à fundação da misericórdia, esse desabrochar da era dos descobrimentos! Com o avanço preciso e metódico das expedições, sucedendo-se sempre umas às outras, navegando sempre mais além, colhendo novas notícias, visionando novos céus, uns a completarem o que outros iniciaram, para, sobre os espinhos de muitos, sobre o naufrágio de tantos, florescerem para Vasco da Gama e para D. Manuel os louros da Índia! Se D. Leonor com a sua companha foi a feliz realizadora, quanto merecimento cabe também a toda a vasta teia de hospitais e confrarias erguida pela piedade portuguesa até aí, nos caminhos do sofrimento e da doença!
Conhecemos hoje também quão decisivo foi a tal fundação o exemplo da misericórdia de Florença; no primitivo compromisso da misericórdia de Lisboa há invocações e reminiscências daquela origem, tudo reflexo das íntimas relações culturais, náuticas e mercantis do Portugal quatrocentista que expirava com a doce pátria de Dante!

Loggia del Bigallo, com seu palácio anexo. Foi sede da Misericórdia de Florença 
    Fotografia: Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias

Ambas as instituições nasceram para o exercício das obras de misericórdia, ambas vestiram e conservam ainda hoje ou saio negro ou o balandrau como distintivo – muito embora cada uma tivesse trilhado depois diversos caminhos na prossecução do mesmo fim.
O tal parentesco, aliás já assinalado por vários autores, abre-nos o caminho a uma nova interpretação sobre a origem da misericórdia portuguesa, nunca explorado.
Quem examinar o testamento de D. João II suspenda-se naquela passagem ainda não alargada para além da fundação, para a fundação do Hospital de Todos os Santos. Ela parece guardar o segredo da fundação das misericórdias. Reza assim:
“ Item por que minha tenção he mandar fazer pelo amor de Deus um sprital em Lisboa da advocação de todolos santos para remédio meu espiritual, e corporal dos pobres e enfermos …mando que se faça … na maneira que é começado … e a governança se faça como parecer bem a meu testamenteiro, o qual queira que pouco mais ou menos seguisse o regimento que se tem em Florença”.
Atentai: Para o remédio espiritual do Rei, primeiro, depois para socorro corporal dos enfermos. Eis a teoria das obras de misericórdia que veio a presidir à confraria.
Se uma coisa é o hospital, outra a confraria, a verdade é que, em Portugal como também em Florença a confraria esteve sempre ligada ao hospital, mas a confraria e não o hospital é que foi a glória. Daqui dever concluir-se, pois vista também a especial referência de D. João II a Florença, que no seu coração já andava embrionariamente ligado o hospital à instituição da confraria. A Rainha viúva aproveitaria a regência para se apressar a tornar realidade, como fundação, ao projecto do régio consorte ou ao projecto comum de ambos, como parece mais aceitável!
Os Descobrimentos, toda a reforma legislativa desde os Forais às Ordenações Novas, as Misericórdias, tudo teria origem comum, frutos maduros caídos nas mãos venturosas de D. Manuel, frutos que sendo de uma realeza excelsa são também frutos da terra e sobretudo do coração de Portugal. No princípio, na Covilhã, a instituição foi o hospital e depois a confraria.
Como nasceu o hospital?
Nos fins do século XV a Covilhã avezara-se já a uma longa tradição hospitalar.
Quase coeva com a fundação da vila, deparamos em 1207 com uma referência à gafaria ou hospital de São Lázaro e à albergaria de São Pedro (3).
Da albergaria parca notícia resta, mas através do orago presumimo-la erecta junto à Igreja de São Pedro, então já freguesia. Como à sua beira existiu mais tarde e até ao século XIX o hospital da Misericórdia, atrevemo-nos a aventar que algum nexo de continuidade existiria entre tal albergaria e o referido hospital, mas neste momento não há qualquer documento a confirmá-lo.
Quanto à Leprosaria ou Hospital de São Lázaro ficaram-nos muitas referências semeadas pelo período que decorre do século XIII ao século XVI e ainda posteriormente outras relativas às ruínas da Igreja de São Lázaro, à feira do Lázaro que muitos de nós ainda frequentámos já no Pelourinho e à fonte situada hoje nas imediações da Estação, velhinha mas nobre, na sua traça quinhentista a clamar cuidados duma alma boa que a defenda. Do século XVI guardamos ainda o tombo dos seus bens e a notícia de dois dos seus provedores, um dos quais Fernão Roiz de Castelo Branco.
Alguns dos bens patrimoniais da leprosaria e as imagens integraram-se na extinta freguesia de São Paulo.
O testamento de Vicente Roiz Crespo, freguês de São Paulo, vereador da Câmara da Covilhã no reinado de D. Fernando, referiu-se ao seu hospital do Corpo de Deus; convém, contudo, precisar se se tratou dum hospital, como hoje o entendemos ou de uma simples capela, instituição ou fundação de mão morta.
Do século XV podemos fixar a existência, que não a fundação, de outro hospital: o Hospital de São João de Longe que nada tem a ver com a Casa de Saúde, de vida efémera, aberta durante a peste que assolou a Covilhã no fim do século XVI, nem com a velha Igreja de Malta, da Ordem de São João do Hospital.
 Só a gafaria mereceu referências às monografias da Covilhã; os outros hospitais nunca foram referenciados antes da minha pesquisa. Aliás o documento que menciona a Albergaria carece de interpretação conveniente para não ser apodado de apócrifo. Trata-se de uma doação à Ordem do Templo feita por Pedro Guterres, senhor de Castelo Novo e da Lardosa e ainda ilustrado como um dos primeiros alcaides da Covilhã.
Isto é o que recolhi sobre o hospital e os seus antecedentes.
Quanto aos antecedentes da Confraria basta lembrar que, nascida filha da Misericórdia de Lisboa não pode ter antecedentes na Covilhã! Daqui não ser de aceitar a filiação que lhe empresta o monografista Padre Cabral de Pina com a confraria da Senhora da Alâmpada, de 1213.
A monografia do Padre Pina constitui um trabalho sério, no sentido de que é possível hoje referenciar quase todas as suas fontes. Mas a fonte dessa notícia da Confraria da Alâmpada escapou até agora à minha pesquisa, embora o autor indique e fixe num pergaminácio existente na Casa da Misericórdia. Eu não o encontrei. Perder-se-ia como tantos outros documentos preciosos do arquivo de que ainda temos conhecimento através de alguns inventários dele? Eu admito que tivesse existido no arquivo da Misericórdia um pergaminácio sobre a fundação da Alâmpada em 1213. Mas só isso! E admito-o porque encontrei duas escrituras em que os confrades das Alâmpadas, de São Pedro e de São Paulo, integraram as suas confrarias na Misericórdia. Mas como tal integração se deu só no século XVII afasto a hipótese de semelhante relação, como é óbvio! Mas o assunto não fica fechado.
Nos raros livros de Receita e Despesa da Misericórdia, do fim do século XVI, entre os bens patrimoniais da Santa Casa, no título dos prazos que se lhe devem, deparamos com a referência a várias confrarias e às verbas com que elas colaboravam nos fins da instituição. Passamos a referenciá-las: 1) - A confraria de São João que paga 500 rs; 2) - A confraria de São Paulo que paga 200 rs; 3) - A confraria da Alâmpada que paga 200 rs; 4) - A confraria da Aldeia do Carvalho que paga 300 rs; 5) - O prazo de São Lázaro que paga 600 rs; 6) - O prazo da albergaria do Fundão que paga 1400 rs. Tudo isto decorria no ano de 1597 / 98.
Daqui também não seria legítimo concluir mais do que no fim do século XVI existia no fundo da Misericórdia uma receita proveniente duma confraria da Alâmpada sem que tal receita haja de confundir-se necessariamente com qualquer das duas confrarias da Alâmpada atrás mencionadas.           
      Poderia levar a admitir-se que, assim como existia uma confraria da Alâmpada em São Pedro, outra em São Paulo, também podia existir outra em Nossa Senhora do Castelo ou de Roque Amador   (4) ou de Santa Maria e ser essa titular do prazo em causa e ter sido essa a integrada na Misericórdia a quando da sua fundação ou mais tarde até 1597, mas nunca ir além desta. Seria plausível tirar outras interessantes conclusões do título dos prazos atrás referidos: antes de 1597 integraram-se na misericórdia: a) A confraria de São João, quem sabe se donatária do hospital atrás mencionado e existente no século XV; b) outra confraria de São Paulo, que não a da Alâmpada; c) a confraria de Aldeia do Carvalho; d) os dois prazos, respectivamente de São Lázaro e da Albergaria do Fundão.
Parece que as confrarias não se integraram totalmente, mas teriam transferido para a Misericórdia, certos bens, certos encargos, continuando a subsistir independentemente para outros. São Lázaro e a Albergaria do Fundão mantêm também a sua independência e colaboram somente com dois prazos do seu património.
Se recordarmos que nos primeiros anos do século XVI, El Rei D. Manuel foi autorizado por bula papal a realizar a concentração dos hospitais de Lisboa, talvez se compreenda como todo este fundo entrou no património da Misericórdia da Covilhã, embora o arquivo careça de documentos para provar a forma e a data da integração. Estas considerações não chegam para justificar totalmente a hipótese do Padre Pina quanto à Confraria da Alâmpada, mas somente para explicar como na Santa Casa poderia existir o pergaminácio da Alâmpada que contivesse a notícia da sua fundação e nada mais, sem que nada autorizasse a conclusão tirada pelo referido padre de que uma confraria fosse o sucedâneo da outra.(1).


Notas dos editores - 1) Volta-se a lembrar que o   autor escreveu há dezenas de anos e ainda que não reviu a maior parte dos textos encontrados no seu espólio. 2) O último estudo publicado sobre as Misericórdias, “Portugaliae Monumenta Misericordiarum” (2001-2010?), coordenado pela historiadora Isabel dos Guimarães Sá confirma que Frei Miguel Contreiras não existiu, ou pelo menos não deixou vestígios na documentação da época. As primeiras referências são de 70 anos depois da fundação da Misericórdia de Lisboa e podem ser uma invenção dos frades trinitários que queriam ter na mão aquela instituição. Acrescente-se também que D. Leonor recomendaria que o provedor não fosse frade, comendador, ou pessoa poderosa que “passe de cavaleiro para cima”. 3) Ver neste blogue “Covilhã - Instituições primitivas de solidariedade social".
4) Sobre a Congregação dos Hospitalários de Roque Amador ver História da Administração Pública em Portugal dos secs XII a XV, de H. Gama Barros, dirigida por Torcato de Sousa Soares, 2ª edição, Tomo II, pag. 94 e notas.


As Publicações do blogue:
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Publicações anteriores sobre a Misericórdia:
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição XII

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas.


301      Manuel Mendes, ¾ de x.n., tendeiro, natural do Fundão, morador em Celorico, filho de Gaspar Mendes, barbeiro e de Leonor Rodrigues, ½ x.n., neto paterno de Manuel Rodrigues, burrinhos de alcunha e de Violante Mendes, naturais e moradores no Fundão e materno de Pedro Vaz, x.v., casado com Beatriz Nunes, ½ x.n., de 25/9/1664  a 9/7/1668, apresentado em 25/9/1664.
PT/TT/TSO/IL/28/1504.                   

302      Ana Rodrigues, x.n., natural do Teixoso, moradora na Guarda, mulher de Manuel Gomes, curtidor, filha de Diogo Gomes, x.n., sapateiro e de Brites Rodrigues, apresentada na Inquisição de Coimbra em 17/1/1664, de 17/1/1664 a 27/8/1668, sentença publicada na Inquisição de Lisboa.
PT-TT-TSO/IL/28/585                      

303      Padre Simão Cardoso Pacheco, natural e morador na Covilhã, de 26/1/1670 a 9/7/1670, por dizer que com iguais merecimentos dava Deus mais glória aos nobres que aos mecânicos, Repreendido asperamente.
PT-TT-TSO/IL/28/4725.                                           

304   Ana Pessoa, x.n., de 20 anos, solteira, natural e moradora em Beja, filha de António Gomes Figueiró, natural de Mora e de Branca Rodrigues, natural da Covilhã, neta paterna de António Gomes Figueiró e Leonor Gomes, naturais e moradores em Mora e materna de Francisco Gomes e Brites Gomes, naturais e moradores na Covilhã, de 2/9/1670 a 14/11/1670.
PT-TT-TSO/IL/28/8863                                

305      João Fernandes, alfaiate, de 50 anos, natural e morador em Vidual de Baixo, freguesia de Unhais, termo da Covilhã, filho de Manuel Fernandes, alfaiate, natural de Vidual e de Maria Antunes, natural de Durão, moradores em Vidual de Baixo, neto paterno de João Fernandes e Lucrécia Dias e materno de António Simões e Apolónia Mendes, por dizer que nenhuma coisa devia a Deus, porque podendo fazê-lo rico o fizera pobre, dando muitos bens aos outros e a ele só trabalhos e que se chegara a Deus lhe havia de dar com uma faca e que Deus lhe não dera os filhos que tinha, se não o diabo e outras cousas escandalosas. 3 anos para Castro Marim, de 8/7/1670 a 11/7/1671.
PT/TT/TSO/IL/28/10444.                 

306      Manuel Nunes Chaves, x.n., de 30 anos, mercador, natural da Covilhã e morador em Bordéus, França, assistente em Lisboa,  filho de Luís Mendes Vargas, x.n., mercador e de Maria Franco, x.n., casado com Filipa Henriques, de 18/6/1671 a 13/7/1671.
PT-TT-TSO/IL/28/2383                    

307      André Rodrigues Nunes ou André Nunes, x.n., de 35 anos, mercador, natural  e morador na Covilhã, residente em Monforte de Lemos, Reino da Galiza, filho de Jorge Rodrigues Rios, natural da Covilhã, defunto e de Joana Nunes, natural de Belmonte e ora moradora em Monforte de Lemos, casado com Joana Nunes ou Joana Anes, neto paterno de Belchior Rodrigues, mercador, natural Celorico e Leonor Rodrigues, natural do Teixoso, moradores que foram na Covilhã e materno de Fernão Lopes, mercador, de Penamacor e Brites Rodrigues, de Belmonte, onde eram moradores, de 18/6/1671 a 29/9/1672. ( A mãe, a mulher, os filhos, o cunhado e a irmã são os referidos sob os nºs 312, 309, 444, 731, 732, 733, 808, 308 e 310 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/8865.                   

308      Simão Rodrigues Nunes, x.n., solteiro, de 29 anos, mercador, natural de Belmonte e morador na Covilhã, filho de Cristóvão Nunes, natural de Belmonte e de Ana Rodrigues, natural de Lisboa, de 18/6/1671 a 21/6/1671. (A irmã e o cunhado são os referidos sob os nºs 309 e 307 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/4722.        mf. 6986                                

309      Joana Nunes, x.n., de 31 anos, natural de Belmonte e moradora na Covilhã, mulher de André Rodrigues Nunes ou André Nunes, filha de Cristóvão Nunes, natural de Belmonte, (tio materno do marido André Nunes) e de Ana Rodrigues, natural de Lisboa, neta paterna Fernão Lopes e Brites Rodrigues, de 26/3/1667 a 29/2/1672. (O marido, o irmão, os filhos, a cunhada e a sogra são os referidos sob os nºs 307, 308, 444, 731, 732, 733, 808, 310 e 312 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/10296.                             

310      Brites Rodrigues, x.n., de 30 anos, solteira, natural e moradora na Covilhã, filha de Jorge Rodrigues Rios, x.n., que foi mercador, natural da Covilhã, defunto e de Joana Nunes, natural de Belmonte e ora moradora em Monforte de Lemos, neta paterna de Belchior Rodrigues, mercador, natural Celorico e Leonor Rodrigues, natural do Teixoso, moradores que foram na Covilhã e materna de Fernão Lopes, mercador, de Penamacor e Brites Rodrigues, de Belmonte, onde eram moradores, de 11/7/1669 a 13/7/1671. (O irmão, a mãe e a cunhada são os referidos sob os nºs 307, 312 e 309 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/3478.                               

311      Maria Fernandes Vaz, x.n., de 30 anos, solteira, natural e moradora na Covilhã, filha de Tomé Vaz, mercador e de Isabel Rodrigues, x.n., neta paterna de Miguel Vaz e Leonor Rodrigues e materna de Diogo Rodrigues e Maria Fernandes, naturais e moradores que foram na Covilhã, de 29/10/1668 a 5/7/1671.
PT-TT-TSO/IL/28/4709.                               

312      Joana Nunes, x.n., de 87 anos, natural de Belmonte e moradora em Celorico, que esteve em Monforte de Lemos, Galiza, viúva de Jorge Rodrigues Rios ou Jorge Rodrigues, filha de Fernão Lopes, x.n., mercador e de Brites Rodrigues, x.n., cunhada de João Rodrigues Pardo e Luís Mendes Vargas; sogra de Simão Rodrigues Chaves; mãe de Belchior Rodrigues Rios, André Rodrigues Nunes e Brites Rodrigues; irmã de Cristóvão Nunes, tia de Joana Nunes que é casada com André Rodrigues Nunes e de Simão Rodrigues Nunes,  de 21/5/1670 a 13/7/1671. (Os filhos são os referidos sob os nºs 307 e 310 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/5213.                      m.f. 6981

313      João Lopes, ¼ x.n., 40 anos, sapateiro, natural da Covilhã, morador em Celorico, filho de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e de Mécia Pereira, neto paterno de Manuel Lopes e Brites Antunes, x.x.v.v. e materno de Diogo Pereira, x.n., alfaiate e Leonor Mendes, x.n., casado com Ana Rodrigues, x.n., (Os irmãos são os referidos sob os nºs 348, 393, 394, 395 e 397 desta lista), de 31/8/1671 a 16/10/1671.
PT-TT-TSO/IL/28/2584                    

314    Joana de Castro, x.n., de 16 anos, natural de Beja e moradora em Lisboa, casada com o tio Diogo Henriques ou Diogo Henriques Ferreira, filha de João Álvares de Castro, x.n., mercador, natural de Beja e de Branca Lopes Henriques, x.n., natural da Covilhã, de 14/2/1669 a 5/7/1672.
PT-TT-TSO/IL/28/10084                              

315      Diogo Fernandes, x.n., de 24 anos, solteiro, mercador, natural do Fundão, morador em Leorne, filho de Diogo Fernandes, mercador e de Isabel Henriques, x.n., de 27/6/1672 a 22/6/1674.
PT-TT-TSO/IL/28/1713                                 m.f. 4893

316      Jorge Coelho Henriques ou Jorge Coelho, x.n., de 39 anos, mercador, natural e morador no Fundão, filho de Pedro Coelho Febos ou Pedro Coelho, natural da Covilhã e de Beatriz Henriques, natural do Fundão, casado com Ana Maria ou Ana Maria de Sousa, (A mulher é a referida sob o nº 366 desta lista), de 29/5/1666 a 29/1/1677, degredado 5 anos para o Brasil.
PT-TT-TSO/IL/28/10736                              

317      Pedro Lopes Monsanto ou Pedro Lopes, x.n., de 35 anos, mercador, natural e morador no Fundão,  filho de Pedro Lopes e de Isabel Rodrigues, naturais do Fundão, casado com Isabel Mendes, neto paterno de João Lopes e Maria Rodrigues, de 10/11/1674 a 15/1/1675. (A mulher e os filhos são os referidos sob os nºs 344, 568 e 659 desta lista), Sentença da Mesa 14/1/1675.
PT/TT/TSO/IL/28/9798.                   

318      Luis da Cunha, 1/2 x.n., de 31 anos, mercador, natural do Alcaide, termo da Covilhã, morador em Castelo Branco, filho de Martinho de Oliveira, x.v., que foi pagador geral na fronteira de Penamacor e de Juliana da Cunha, ¾ x.n., neto paterno de Brás de Oliveira e materno de Miguel Henriques Falcão, natural de Alfaiates e Brites da Cunha, bisneto de Rodrigo da Cunha, pai da avó materna, trisneto de Pedro da Cunha e Brites do Mercado, pais do bisavô Rodrigo e tetraneto de Luís do Mercado, cavaleiro fidalgo da Casa Real, pai da trisavó Brites do Mercado, casado com Maria Bernardes, em 29/12/1673, até 11/4/1674. (Os irmãos são os referidos sob os nºs 285, 319 e 335 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/7393                                

319      Pedro da Cunha, 1/2 x.n., homem de negócio, natural do Alcaide, termo da Covilhã, morador no Fundão, filho de Martinho de Oliveira, x.v., que foi pagador geral na fronteira de Penamacor e de Juliana da Cunha, neto paterno de Brás de Oliveira e materno de Miguel Henriques Falcão, natural de Alfaiates  e Brites da Cunha, bisneto de Rodrigo da Cunha, pai da avó materna, trisneto de Pedro da Cunha e Brites do Mercado, pais do bisavô Rodrigo e tetraneto de Luís do Mercado, cavaleiro fidalgo da Casa Real, pai da trisavó Brites do Mercado, casado com Beatriz Rodrigues, x.n., apresentado em 29/12/1673, Auto de fé privado de 11/4/1674. (Os irmãos são os referidos sob os nºs 285, 318 e 335 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/8099        

320      Pedro Rodrigues Álvares, x.n., viúvo de Violante Rodrigues, antes terá sido casado com Mécia Rodrigues (de quem teve os filhos Manuel Nunes e Diogo Rodrigues), de 50 anos, curtidor, natural e morador no Fundão, filho de Manuel Rodrigues, “ o Redondo “, x.n., sapateiro e de Branca Rodrigues, x.n., neto paterno de Pedro Álvares, curtidor e de Ana Rodrigues e materno de Leonor Rodrigues, apresentado em 18/10/1674, Auto de fé privado de 9/11/1674. (Dois filhos são os referidos sob os nºs 321 e 323 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/8098        

321      Diogo Rodrigues, x.n., de 25 anos, curtidor, natural e morador no Fundão, filho de Pedro Rodrigues Álvares, x.n., curtidor e de Mécia Rodrigues, casado em 2ªs núpcias com Isabel Henriques, x.n., (foi casado em 1ªs núpcias com Branca Nunes, tia materna da meia irmã Isabel Henriques- procº 7682), neto paterno de Manuel Rodrigues “o Redondo” e Branca Rodrigues, bisneto de Pedro Álvares, curtidor e de Ana Rodrigues, pais do avô paterno e de Leonor Rodrigues, mãe da avó paterna, de 17/10/1674 a 9/11/1674. (O pai, a mulher e a irmã germana são os referidos sob os nºs 320, 322 e 323 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/1712                    

322      Isabel Henriques, x.n., de 17 anos, casada com Diogo Rodrigues, natural e moradora no Fundão, filha de Fernão Manuel, x.n., curtidor e de Maria Henriques, x.n., neta paterna de Jorge Rodrigues, sapateiro, e de Branca Manuel, x.x.n.n., naturais e moradores no Fundão e materna de Simão Rodrigues, x.n., mercador e de Isabel Henriques, x.n., naturais e moradores que foram no Fundão, bisneta de Fernão Rodrigues, x.n., sapateiro e de Catarina Rodrigues, x.n., pais do avô paterno, de Manuel Fernandes, mercador e de Leonor Rodrigues, x.n., pais da avó paterna, de 26/10/1674 a 20/11/1674, Auto de fé de 9/11/1674. (O marido, o sogro e uma cunhada são os referidos sob os nºs 321, 320 e 323 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/7681                                

323      Isabel Henriques, x.n., de 20 anos, mulher de Manuel do Amaral, x.v., sapateiro, natural e moradora no Fundão, filha de Pedro Rodrigues Álvares, x.n., curtidor e de Violante Rodrigues, x.n., já defunta, neta paterna de Manuel Rodrigues “o Redondo” e de Branca Rodrigues e materna de Manuel Nunes e Isabel Rodrigues, xx.nn., naturais e moradores que foram no Fundão, bisneta de Pedro Álvares, x.n., curtidor e de Ana Rodrigues, pais do avô paterno e de Leonor Rodrigues, x.n., mãe da avó paterna, de 18/10/1674 a 20/11/1674. Auto de fé de 9/11/1674. (O pai, o irmão e a cunhada são os referidos sob os nºs 320, 321 e 322 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/7682

324      Francisco Lopes Monsanto, x.n., de 43 anos, curtidor, natural de Monsanto e morador no Fundão,  filho de Francisco Lopes e de Constança Lopes, naturais do Fundão, casado com Maria Henriques de 13/11/1674 a 25/11/1674, auto de fé de 20/11/1674. (A mulher e duas filhas são as referidas sob os nºs 327, 328 e 329 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/2762

325      Baltazar Álvares, x.n., de 48 anos, curtidor, natural de Almeida e morador no Fundão, filho de Baltazar Álvares, x.v., tratante e de Isabel Nunes, casado com Leonor Lopes, x.n., preso em 24/12/1673, Auto de fé de 16/5/1676. Apresentação do mesmo réu na Inquisição de Coimbra em 25/6/1665.
PT-TT-TSO/IL/28/245

326      Pedro Lopes, x.n., sirgueiro, natural e morador no Fundão, casado com Antónia Henriques, x.n., em 2ªs núpcias, tendo sido casado em 1ªas núpcias com Isabel Rodrigues, filho de João Lopes, x.n., mercador e de Maria Rodrigues, de 1/4/1674 a 29/1/1675.
PT-TT-TSO/IL/28/6800

327      Maria Henriques, x.n., de 50 anos, natural e moradora no Fundão, filha de Luís Fernandes, x.n., curtidor e de Isabel Fernandes, x.n., casada com Francisco Lopes Monsanto, x.n., curtidor, de 14/11/1674 a 26/11/1674. (O marido e duas filhas são os referidos sob os nºs 324, 328 e 329 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/7097

328      Maria Henriques, x.n., de 20 anos, solteira, natural e moradora no Fundão, filha de Francisco Lopes Monsanto, x.n., curtidor e de Maria Henriques, neta paterna de Francisco Lopes e de Constança Lopes, naturais do Fundão e materna de Luís Fernandes, x.n., curtidor e Isabel Fernandes, x.n., de 19/11/1674 a 3/12/1674. Veio a casar com Manuel Mendes Pereira ou Manuel Mendes Pereira de Leão. (Os pais, uma irmã, o futuro marido e os filhos são os referidos sob os nºs 324, 327, 329, 544, 560, 569, 570 e 707 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/7098

329      Isabel Henriques, x.n., de 22 anos, natural e moradora no Fundão, filha de Francisco Lopes Monsanto, x.n., curtidor e de Maria Henriques, neta paterna de Francisco Lopes e de Constança Lopes, naturais do Fundão e materna de Luís Fernandes, x.n., curtidor e Isabel Fernandes, x.n., casada com João da Cruz, curtidor, de 23/11/1674 a 3/12/1674, auto de fé de 26/11/1674. (Os pais, o marido, os filhos e uma irmã são os referidos sob os nºs 324, 327, 361, 587, 597 e 328 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/7683

330      Diogo Nunes, x.n., mercador, de 47 anos, natural de Proença-a-Velha e morador no Fundão, filho de Antão Vaz e de Guiomar Henriques, x.n., neto paterno de Diogo Nunes e Isabel Lopes, naturais de Proença casado com Guiomar Henriques, preso em 10/7/1674, de 27/12/1673 a 28/7/1674.

PT-TT-TSO/IL/28/4443

Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Covilhã - No 1º Centenário de Elevação a Cidade



     Hoje publicamos este texto escrito pelo autor para a pagela de apresentação dos selos postais comemorativos do 1º centenário da elevação da Covilhã a cidade. A importância do selo como meio de ligação entre pessoas e prova de pagamento de serviços postais nasceu em 1840 no Reino Unido e em Portugal em 1853, quando D. Maria II fez a reforma dos Correios. Podemos ainda considerar o selo um instrumento de cultura e uma fonte para os estudos históricos e até geográficos. Exemplificamos com estas estampilhas, cujos motivos estão ligados ao brasão e à vida industrial da cidade.    

Foi J. H. Fradesso da Silveira, emissário da Regeneração, na década de 1860-70, quem chamou a atenção do liberalismo para o curioso fenómeno social e económico da Covilhã, vila desde os alvores da nacionalidade, realenga por graça do Venturoso, notável por mercê de D. Sebastião, e terra com largo contributo espiritual, científico e heróico na gesta dos descobrimentos.
            Alheia aos bandos políticos do séc. XIX, fechada numa saudade teimosa pelo Rei D. Miguel I que aclamou duas vezes e a quem deveu, a favor do povo, o caducar dos privilégios daqueles que ao depois formaram a aristocracia dos comendadores, imagem covilhanense dos barões de Garrett, a Covilhã concentrou todas as suas forças de desenvolvimento na indústria de lanifícios, cujos alvores nela recuam ao último quartel do séc. XV, e, sempre que, em Portugal, estadistas de vanguarda como o Conde da Ericeira e o Marquês de Pombal, tentaram arremeter com a rotina e programar um surto industrial, vieram inspirar-se nas suas técnicas e no seu espírito inovador.
            Sem estradas nem caminhos-de-ferro para acompanhar a revolução industrial, nem por isso os então novos maquinismos ingleses e franceses deixaram de trabalhar na Covilhã, graças à energia dum povo cheio de vontade.
            Quando outros ficaram ensimesmados, constrangidos por caducas estruturas agrárias, a cidade dos Hermínios cedo se acostumou ao periódico e contínuo renovar das suas elites e a estimar, com sentido social, aquela eterna verdade, por vezes tão esquecida, de que foi pregoeiro no século XVI o nosso Frei Heitor Pinto: o Sol quando nasce é para todos.
            Daí as lutas clássicas desta cidade pela liberdade do comércio e da indústria, com larga projecção na documentação política dos sécs. XVII e XVIII, desde os documentos de Cortes aos processos inquisitoriais.
            Além de berço de Heitor Pinto, luminar do Renascimento português, glória das letras e da liberdade da Pátria; de Pêro da Covilhã, precursor do Gama; do judeu Vizinho, tradutor de Zacuto e cientista da Junta dos Matemáticos de D. João II; dos irmãos Faleiro, inspiradores, técnicos e colaboradores de Magalhães na primeira volta da circum-navegação do globo e de cinco mártires da fé de Cristo, todos seus filhos, a Covilhã notabilizou-se sobretudo como centro de trabalho e de iniciativa.
            De certo, a estas duas qualidades da sua gente ficou a dever a mercê de cidade, outorgada em 20 de Outubro de 1870 pelo Rei Popular (D. Luís), a velha vila de D. Sancho I, a minha terra muito amada.
                          
    (Outubro de 1970)                                               

sábado, 2 de julho de 2011

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição XI

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas

271      Francisco Nunes, ¾ x.n., mercador, solteiro, de 20 anos, natural de Almeida, morador no Fundão, filho de Francisco Nunes, ½ x.n., mercador, e de Catarina da Paz, x.n., veio a casar com Maria Henriques, x.n., de quem enviuvou, neto paterno de Baltazar Álvares, x.v., tratante, natural de Vilar Turpim e de Isabel Nunes, x.n., natural da Covilhã, e materno de Leonor Gomes, natural e moradora na Covilhã, apresentado em 17/3/1667. Auto de fé de 21/6/1667. (Os irmãos são os referidos sob os nºs 274 e 275 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/4143.

272      Leonor Rodrigues, x.n., solteira, natural e moradora na Covilhã, filha de António Fernandes Nunes, defunto, natural de Linhares e morador na Covilhã e de Ana Rodrigues, neta paterna de Simão Fernandes Carvalho e Catarina Fonseca, (O pai e os irmãos germanos e consanguíneo são os referidos sob os nºs 242, 272, 409 e 417 desta lista). de 24/5/1667 a 7/6/1667.
PT-TT-TSO/IL/28/5913.                               

273      Ana Rodrigues, x.n., solteira, de 14 anos, natural e moradora na Covilhã, filha de Henrique Fróis, x.n., trapeiro e de Maria Henriques, neta paterna de Manuel Fróis e Ana Rodrigues e materna de Jorge Fróis e Leonor Nunes, de 24/5/1667 a 7/5/1667. (O irmão é o referido sob o nº 291 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/2055.                  

274      Manuel Nunes, ¾ x.n., médico, de 24 anos, natural de Almeida, morador no Fundão, filho de Francisco Nunes, ½ x.n., mercador, e da Catarina da Paz, x.n., veio a casar com Maria Mendes, x.n., neto paterno de Baltazar Álvares, x.v., tratante, natural de Vilar Turpim e de Isabel Nunes, x.n., natural da Covilhã, e materno de Leonor Gomes, natural e moradora na Covilhã, apresentado em 17/3/1667, sentença da mesa de 21/6/1667. Voltou a ser preso pela Inquisição da Galiza em 16/10/1697. (Os irmãos são os referidos sob os nºs 271 e 275 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/5220.       

 275    António Nunes, ¾ x.n., solteiro, estudante de Filosofia, natural de Almeida, morador no Fundão, filho de Francisco Nunes, mercador e de Catarina da Paz, x.n., neto paterno de Baltazar Álvares, x.v., tratante, natural de Vilar Turpim e de Isabel Nunes, x.n., natural da Covilhã, e materno de Leonor Gomes, natural e moradora na Covilhã,  preso em 17/3/1667, Auto de fé de 21/6/1667. (Os irmãos são os referidos sob os nºs 271 e 274 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/2057.

276      Maria de Cáceres, x.n., de 33 anos, natural da Covilhã, moradora na Guarda, filha de Simão Rodrigues, x.n., mercador e de Leonor Rodrigues, x.n.,  casada com Pedro Fernandes, x.v., mercador, neta paterna de Fernão Rodrigues, x.n., natural de Belmonte e de Maria Lopes, x,n., natural da Guarda e que foram moradores no Sabugal e neta materna de André Gomes, x.n., mercador e de Branca Rodrigues, x.n., que foram moradores na Covilhã e donde, segundo pensa, eram naturais, de 13/11/1665 a 6/8/1667, apresentada em 11/7/1667, sentença na mesa de 30/7/1667.
PT/TT/TSO/IL/5214.
                                  
277    Simoa Febo de Vasconcelos, ½ x.n., de 35 anos, natural e moradora na Guarda, filha de Gaspar de Febos, x.n., natural da Guarda e Antónia Ribeiro de Vasconcelos, x.v., natural da Covilhã, neta paterna de  João Rodrigues Nunes e Catarina de Febos e materna de  Manuel Pereira de Vasconcelos e de Maria Fernandes de Gouveia, casada com Rodrigo de Andrade Chilindrão, x.n., que vive de sua fazenda, degredada 7 anos para o Brasil, de 9/1/1662 a 21/9/1667.
PT-TT-TSO/IL/28/9944.

278      Branca Lopes, ½ x.n., natural do Fundão e moradora em Sendim, Miranda do Douro, casada com Domingos Álvares, tratante, filha de António Lopes, mercador e Maria Lopes, de 26/5/1669 a  28/5/1669.
PT-TT-TSO/IC/25/5482

279      João Gomes, x.n., sem ofício, solteiro, natural e morador na Covilhã, assistente em Lisboa, na rua das Canastras, filho de Simão Gomes, trapeiro e de Leonor Rodrigues, (A irmã e o filho são os referidos sob os nºs 284 e 419 desta lista. Será ele também o referido sob os nºs 258 e 399) de 4/4/1666 a  30/4/1666, processo decorreu na Inquisição de Lisboa, tem outro processo 1535.
PT-TT-TSO/IC/25/1535A

280      Fernão Rodrigues Portelo, x.n., mercador, natural da Covilhã, morador em Viseu, viúvo de Antónia Rodrigues Brandão, filho de João Rodrigues ou João Rodrigues Portelo, mercador e de Guiomar Lopes, em 14/7/1667, auto de mesa de 23/8/1670. (A filha é a referida sob o nº 281 desta lista).
PT/TT/TSO/IC/25/10466

281      Isabel Rodrigues, x.n., de 29 anos, natural da Covilhã, moradora em Viseu,   mulher de Lopo Rodrigues Brandão, mercador, filha de João Rodrigues Portelo, mercador e de Guiomar Lopes, de 14/4/1667 a 23/8/1670. (O pai é o referido sob o nº 280 desta lista).
PT/TT/TSO/IC/25/6581
           
282      Branca Rodrigues, x.n., de 51 anos, natural da Covilhã e moradora em Coimbra, filha de Aires Rodrigues e de Isabel Rodrigues, casada com Manuel Henriques, banqueiro, (O filho é o referido sob o nº 371 desta lista) de 9/7/1670 a  14/6/1671.
PT-TT-TSO/IC/25/4692                               

283      Ana Gomes da Silva ou Ana de Cáceres, x.n., de 36 anos, natural da Covilhã e moradora em Melo, filha de Manuel Gomes Cáceres ou Manuel Gomes, mercador e de Isabel de Cáceres, casada com Jorge Rodrigues de Andrade, mercador, de 7/1/1670 a  14/6/1671.
PT-TT-TSO/IC/25/6320                               

284      Branca Rodrigues, x.n., de 21 anos, solteira, natural da Covilhã e moradora em Coimbra, filha de Simão Gomes, mercador e de Leonor Rodrigues, (O irmão é o referido sob o nº 279 desta lista), de 7/1/1670 a  14/6/1671.
PT-TT-TSO/IC/25/6387                               

285      Custódio da Cunha ou Custódio da Cunha Oliveira, x.n., seareiro, natural do Alcaide, Fundão e morador em Montemor-o-Velho, filho de Martinho Oliveira e de Juliana da Cunha, casado com Madalena Pessoa, xv., neto paterno de Brás de Oliveira e materno de Miguel Henriques Falcão e de Brites da Cunha, de 13/5/1669 a  14/6/1671.
PT-TT-TSO/IC/25/6946

286      Pedro Lopes Henriques, x.n., de 25 anos, solteiro, mercador, natural da Covilhã, morador em Lisboa,  filho de João Esteves Henriques, mercador, natural da Covilhã e de Catarina Henriques, x.n., moradores que foram na Covilhã, neto paterno de Diogo Henriques e Branca Lopes Henriques e materno de Álvaro Rodrigues e de Custódia Henriques, de 16/4/1667 a 25/8/1670. Auto de Mesa de 12/12/1667. (A mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 300, 298, 299 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/9075.                  

287      Fernão Vaz Morão, x.n., de 45 anos, mercador, casado com Ana Rodrigues, natural da Covilhã, morador na Guarda, filho de Henrique Morão Pinheiro, x.n., advogado e de Marquesa Mendes, x.n., neto paterno de Diogo Álvares, ”o Boi”, x.n., mercador e de Clara Morão ou Clara Moroa, x.n., viúva, irmão de Jorge Henriques Morão, preso 2ª vez em 26/1/1667, Auto de fé de 14/5/1668.
Tinha sido preso a 1ª vez em 9/10/1660 até 23/12/1666, sendo o Auto de fé de 4/4/1666.
(O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs 297, 290, 293 e 296 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/4142-1.      

288      Manuel Rodrigues Pela, x.n., de 65 anos, mercador, natural e  morador na Guarda, filho de João Rodrigues, x.n., sirgueiro, natural de Vila Viçosa e de Isabel Mendes, x.n., natural da Guarda, casado com Ana Rodrigues, neto materno de Francisca Soares, que foi reconciliado no Auto de fé de 4 de Abril de 1666, preso pela 2ª vez em 7/9/1667, Auto de fé de 11/3/1668. (A mulher é a referida sob o nº 266 desta lista).
Tinha sido preso a 1ª vez em 29/9/1662. Procº 7144.
PT/TT/TSO/IL/28/7144-1.     

289      Tomé Vaz, x.n., de 20 anos, mercador, natural da Covilhã, morador em Celorico,  filho de Pedro Vaz ou Pedro Vaz Covilhã, trapeiro, natural da Covilhã e de Leonor Rodrigues, x.n., natural da Guarda, neto paterno de Tomé Vaz, trapeiro e Isabel Rodrigues, materno de Manuel Rodrigues Pela e Ana Rodrigues, bisneto de Miguel Vaz e de Leonor Rodrigues, pais do avô paterno; de Diogo Rodrigues e Maria Fernandes, pais da avó paterna; de João Rodrigues, x.n., sirgueiro, natural de Vila Viçosa e de Isabel Mendes, x.n., naturais da Guarda, pais do avô materno; e de Aires Rodrigues, x.n., sirgueiro e de Isabel Rodrigues, x.n., pais da avó materna, casado com Ana Rodrigues, x.n., natural de Celorico, de 8/4/1666 a 11/4/1668. (A irmã é a referida sob o nº 294 desta lista)
PT/TT/TSO/IL/28/613.                    

290      Jorge Henriques Morão, x.n., solteiro, de 35 anos, bacharel em Leis, natural e morador na Covilhã, filho de Henrique Morão Pinheiro, x.n., advogado e de Marquesa Mendes, x.n., neto paterno de Diogo Álvares, ”o Boi”, x.n., mercador e de Clara Morão ou Clara Moroa, x.n., viúva de 27/2/1660 a 2/5/1668. (O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs 297, 287, 293 e 296 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/910.                     

291      Jorge Fróis, x.n., solteiro, de 22 anos, natural e morador na Covilhã, filho de Henrique Fróis, trapeiro, x.n., natural da Covilhã e de Maria Henriques, x.n., natural de Linhares, neto paterno de Manuel Fróis ou Manuel Fróis Nunes, mercador e Ana Rodrigues, naturais e moradores na Covilhã  e materno de Jorge Fróis, mercador, natural de Linhares e Leonor Nunes, natural da Guarda, casou posteriormente com Maria Henriques, de 20/12/1663 a 26/3/1668. (O pai, a mãe, e a irmã são os referidos sob os nºs 252, 268 e 273 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/902.                    

292      Manuel Dias Nunes, x.n., de 46 anos, mercador, natural de Vila Nova de Foz Coa e morador na Covilhã, filho de Francisco Lopes, x.n., sapateiro e de Violante Rodrigues, x.n., casado com Filipa da Fonseca, x.n., de 4/9/1664 a 2/5/1668.
PT/TT/TSO/IL/28/5228.                   
                       
293      Simão Pinheiro Morão ou Simão Pinheiro, x.n., médico, de 46 anos, natural da Covilhã e  morador em Lisboa, filho de Henrique Morão Pinheiro, advogado, x.n., e de Marquesa Mendes, casado com Mécia Ribeiro de Azevedo, x.n., neto paterno de Diogo Álvares, ”o Boi”, x.n., mercador e de Clara Morão ou Clara Moroa, x.n., viúva, que foi reconciliado no auto de 15 de Dezembro de 1658, preso pela 2ª vez, de 31/1/1667 a 4/9/1675. Este processo está cozido ao 616. (O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs 297, 287, 290 e 296 desta lista).
PT/TT/TSO/IL/28/616-1.                  

294      Ana Rodrigues, x.n., solteira, de 15 anos, natural da Covilhã e  moradora na Guarda, filha de Pedro Vaz Covilhã, x.n., trapeiro, natural da Covilhã e de Leonor Rodrigues, natural da Guarda, neta paterna de Tomé Vaz, trapeiro e Isabel Rodrigues e materna de Manuel Rodrigues Pela e Ana Rodrigues, bisneta de Miguel Vaz e de Leonor Rodrigues, pais do avô paterno; de Diogo Rodrigues e Maria Fernandes, pais da avó paterna; de João Rodrigues, x.n., sirgueiro, natural de Vila Viçosa e de Isabel Mendes, x.n., natural da Guarda, pais do avô materno; e de Aires Rodrigues, x.n., sirgueiro e de Isabel Rodrigues, x.n., pais da avó materna, de 22/6/1666 a 9/5/1668. (O irmão é o referido sob o nº 289 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/2044                                

295      Catarina Rodrigues, ½ x.n., de 40 anos, filha de Domingos Rodrigues, x.v. e de Branca Rodrigues, x.n., mulher de Jorge Rodrigues, x.n., tosador, natural e moradora na Covilhã, de 17/3/1667 a 27/3/1668.
PT-TT-TSO/IL/28/2080                    

296      Helena Rodrigues, x.n., solteira, de 30 anos, natural e moradora na Covilhã, filha de Henrique Morão Pinheiro, x.n., advogado e de Marquesa Mendes, x.n., neta paterna de Diogo Álvares, ”o Boi”, x.n., mercador e de Clara Morão ou Clara Moroa, x.n., viúva,  de 28/1/1667 a 2/5/1668. (O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs 297, 287, 290, 293 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/913                      

297      Henrique Morão Pinheiro, x.n., advogado, de 80 ou 83 anos, natural de Niza e morador na Covilhã, viúvo de Marquesa Mendes, filho de Diogo Álvares, ”o Boi”, x.n., mercador e de Clara Morão ou Clara Moroa, x.n., viúva, neto materno de Francisco Morão e Leonor Henriques, em 1/3/1667. (A tia e os irmãos são os referidos sob os nºs 156, 287, 290, 293 e 296 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/915                             mf. 2399

298      Isabel Henriques, x.n., de 27 anos, natural da Covilhã e moradora em Lisboa, filha de João Esteves Henriques,x.n., mercador e de Catarina Henriques, x.n., viúva de Simão Lopes Samuda, médico, (2ªs núpcias dele), neta paterna de Diogo Henriques e Branca Lopes Henriques e materna de Álvaro Rodrigues e de Custódia Henriques, presa de 5/11/1667 a 1/9/1670. Teve outro processo em 1706, mas sem número. (A mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 300, 286, 299 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/1830

299      Diogo Henriques ou Diogo Henriques Ferreira, x.n., de 21 anos, solteiro, mercador de feiras, natural da Covilhã e morador em Lisboa, ao Lagar do Cabo, freguesia de S. Nicolau, filho de João Esteves Henriques, x.n., mercador e de Catarina Henriques, x.n., neto paterno de Diogo Henriques e Branca Lopes Henriques e materno de Álvaro Rodrigues e de Custódia Henriques, preso de 4/11/1667 a 1/9/1670, por judaísmo. Veio a casar, depois com sua sobrinha Joana Henriques ou Joana de Castro, filha de seu cunhado João Álvares de Castro e de sua irmã Branca Lopes Henriques, conforme consta do processo de justificação sumária de casamento de Lisboa de 1/10/1669, C.E. (Câmara Eclesiástica), S.M. m.695 P 239. (A mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 300, 286 e 298 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/2073.     

300      Catarina Henriques, x.n., de 50 anos, filha de Álvaro Rodrigues, x.n., mercador e de Custódia Henriques, x.n., viúva de João Esteves Henriques, x.n., mercador, natural da Covilhã e moradora em Lisboa, ao Lagar do Cabo, freguesia de S. Nicolau, de 5/11/1667 a 1/9/1670. (Os filhos são os referidos sob os nºs 286, 298 e 299 desta lista).

PT-TT-TSO/IL/28/3088.     

Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.