segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Covilhã - Contributos para a sua História dos Lanifícios X

A População e a Indústria dos Lanifícios

A influência do problema da população é de primeira plana no estudo económico da história dos lanifícios. A instalação de uma manufactura e o seu desenvolvimento esteve sempre condicionado pelo valor demográfico de uma região. Se por vezes os teóricos do pensamento económico utilizaram as indústrias para desenvolver e aumentar o potencial demográfico dos estados, a verdade é que só em teoria o fizeram, porque no fundo foi sempre a população que determinou a instalação de focos lanificiais, condicionou o seu desenvolvimento e limitou a sua extensão. Igual preocupação pela população manteve a política económica. Os estadistas do mercantilismo sabiam perfeitamente as ligações que existiam entre a população e as exigências dos panos. A sua acção económica foi sempre precedida de inquéritos populacionais. O Conde da Ericeira, Pombal e D. Rodrigo da Cunha mediram sempre, mais ou menos, conforme os tempos e as determinantes políticas, as possibilidades de instalação das suas empresas. Era, além disso, a lição dos teóricos nacionais e estrangeiros.
            Basta lembrar-nos que no domínio da técnica manual dessas épocas, a laboração de cada tear pressupunha o trabalho efectivo de vinte a vinte e cinco pessoas. A fiação absorvia o maior contingente. Por isso Rodrigues da Silva liga ao problema da população tão grande interesse. É que nos lanifícios da sua época a fiação manual ainda se mantinha num período nitidamente experimental. Simão Pereira da Silva, industrial da Covilhã e de Celorico, experimentou um filatório construído por um inglês ou irlandês aportado do Norte, teve contudo de o pôr de parte, por não dar os resultados esperados e volta de novo à fiação manual. (1)
Como devia porém ser apreciado o problema da população com vista a uma política de fomento económico? Como devia o teórico arbitrista ou economista apresentá-lo ao político? Quais os termos da sua equação? Aqui é que Rodrigues da Silva não analisa os fenómenos em todas as suas consequências e dele não sabe tirar todo o partido de que ele era susceptível. Limita-se a indicar os números dos habitantes ou fogos de certas vilas e concelhos, a indicar a arbitrariedade e pouca certeza dos números recolhidos ou apresentados por cada censo ou cálculo e nada mais. Mas, mesmo assim, presta incalculáveis serviços ao historiador da economia, quando nos indica a fonte desses números, a confusão dos seus resultados porque uns referem fogos e outros almas e quando nos confessa as suas dúvidas sobre os números do censo do Conde de Linhares. De facto quaisquer dos censos ou recolhas populacionais eram insusceptíveis de aproveitamento para um esboço de política económica, quando de tantos documentos e informações era notória a instabilidade do trabalho em certos centros, a concorrência de outros ramos da produção à própria produção lanificial em determinadas regiões, quando noutras a população se consagrava exclusivamente ao fabrico dos panos, numa palavra, quando os censos ou recolhas não tinham em atenção a própria distribuição da população segundo os graus da hierarquia social, religiosa, económica ou profissional da sociedade. A política económica esbarrava, pois, sempre com a fiabilidade dos números e, por isso, as suas tentativas de incremento económico cediam facilmente e quase sempre às realidades superiores e transcendentes de certas leis naturais que essa política só ocasionalmente e de momento conseguia forçar.
Conhecendo o número de teares existente em cada lugar ou vila e a exigência de mão-de-obra que cada tear arrasta atrás de si, verificamos, normalmente, que a  capacidade produtiva de cada centro se encontrava esgotada. Podia a política dos ministros mais activos da monarquia transpor aqui e além essas barreiras com a deslocação da população de umas técnicas para outras, mas tudo voltava ao antigo. A população condicionava de facto e irremissivelmente o desenvolvimento manufactureiro. Por isso não há que admirar que durante quase três séculos o número de teares existentes nesses centros se mantivesse quase sempre dentro dos mesmos limites, apesar de nos inquéritos se dizer, por exemplo, a Pombal até onde eles poderiam aumentar; mas não obstante a força do ministro, ele foi incapaz de atingir ou sequer modificar esse condicionalismo. A política económica devia, por isso, seguir outros caminhos que Rodrigues da Silva não indica, independentemente da população ou ainda atendendo a ela. Na primeira hipótese, e foi essa geralmente a seguida, fomentar a transferência da pequena manufactura artesanal e mercantil para organizações capitalistas, captando a mão-de-obra da manufactura livre para a manufactura protegida, forçando assim a morrer a indústria tradicional. Foi o que aconteceu em Portalegre. A indústria manufactureira artesanal passou com armas e bagagens para a Fábrica Real que concentrou em si todas as possibilidades produtivas da terra.
No Alentejo manteve-se o condicionalismo anterior ao Pombalismo: população e instrumentos de trabalho mantêm o seu nível anterior.
Na Covilhã, a população aumenta e esse aumento dá possibilidades à indústria livre de se manter no nível anterior e ainda de se constituir a empresa pombalina que atingiu cerca de quatrocentas pessoas.
No Fundão a empresa pombalina absorveu as possibilidades populacionais da vila. Só aqui se deu a segunda hipótese. A política pombalina criou por si uma manufactura completamente de novo, trazendo mestres de fora e com eles ensinando e adestrando os aprendizes, porque a antiga manufactura do Fundão estaria praticamente desaparecida.
Das duas hipóteses a segunda era a única capaz de fazer aumentar a produção com eficiência, embora exigisse mais atenção, cuidado e direcção. A primeira tinha o inconveniente de substituir técnicas arreigadas por outras novas; dava lugar à substituição de manufacturas de baixa qualidade por panos de melhor tipo; conduzia à difícil substituição de mercados com os transtornos de levar a manufactura nacional a ter de concorrer com a técnica inglesa muito mais aperfeiçoada e a abandonar-lhe o mercado baixo em que estava acostumada; exigia empresários, técnica e financeiramente capazes e estes faltavam na indústria particular e muito mais claudicariam num regime de “régie” directa ou de concessão mais ou menos dirigida. 


Nota dos editores - 1) Rever o texto sobre “Baldios – os ventos do fisiocratismo. A arte de fabricar. Deficiências” em “Covilhã - Subsídios para a sua História dos Lanifícios IX”

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição XVIII

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas.

 451    Manuel Samuda de Leão, x.n., de 26 anos, solteiro, médico, natural e morador em Lisboa, filho de Simão Lopes Samuda, x.n., médico, natural de Odemira e de Isabel Henriques, natural da Covilhã, neto paterno de António de Samuda e Guiomar Dias e materno de João Esteves Henriques e Catarina Henriques, bisneto de Diogo Henriques e Branca Lopes Henriques, pais do avô materno e de Álvaro Rodrigues e Custódia Henriques, pais da avó materna, de 16/3/1703 a 30/9/1706,  auto público de 12 / 9 / 1706. (A mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 298, 449 e  450 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/7178.
Há outro Simão Lopes Samuda, sobrinho deste Manuel Samuda de Leão, solteiro, de 22 anos, médico, natural e morador em Lisboa, filho de Rodrigo de Siqueira, natural de Lisboa e de Violante Nunes Rosa, natural de Beja, neto paterno do dito Simão Lopes Samuda e da 1ª mulher dele Leonor da Silva, de 15/5/1703, procº IL/28/2784.

452      António Gomes Cáceres, x.n., de 22 anos, solteiro, natural e morador na Covilhã, filho de António Gomes de Cáceres, tratante e de Leonor Rodrigues, x.n.,, neto paterno de Manuel Gomes e de Isabel de Cáceres, auto público de 19/10/1704. Veio a casar com Ana Fróis. (O pai, a mulher e o filho são os referidos sob os nºs 446, 805 e 992 desta lista).
Não se encontra referido nos processos do ANTT.

453      João Mendes da Cunha, x.n., de 36 anos, viúvo, tratante, natural do Fundão, morador em Lisboa, filho de João da Cunha e de Isabel Henriques, neto paterno de Manuel Mendes, natural do Fundão e Isabel Maria, natural de Sevilha  e materno de Francisco Mendes ou Francisco Mendes de Almeida, x.n., mercador e de Beatriz Nunes, x.n., de 23/8/1703 a 29/10/1704. (A mãe, a avó materna, os irmãos e os filhos são os referidos sob os nºs 338, 375, 453, 475, 478, 513, 523, 621, 573 e 627 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/4694.

454   Pedro Lopes Henriques, x.n., de 35 anos, de alcunha “O Arroja”, solteiro, mercador, natural do Fundão, morador em Lisboa, filho de Manuel Nunes, x.n., mercador, e de Graça de Luna, x.n., neto paterno de Pedro Rodrigues Álvares, natural do Fundão e de Mécia Rodrigues e materno de Manuel Jorge ou Manuel Jorge Arroja e Justa de Paiva, bisneto de Manuel Rodrigues “o redondo”, sapateiro e de Branca Rodrigues, pais do avô paterno e de Jorge Rodrigues Roxas ou Jorge Rodrigues Arroja e Violante Rodrigues, moradores que foram no Fundão, pais do avô materno, de Duarte de Paiva e de Graça de Luna, pais da avó materna, de 22/8/1703 a 6/11/1704. (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 353, 368, 413, 468 e 530 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/2793.

455      D. Jerónima Henriques de Chaves, x.n., de 25 anos, (1º processo) e 30 anos (2º processo), natural do Fundão (Ciudad Rodrigo, Espanha), moradora em Lisboa, casada com Gaspar Lopes Henriques, médico, filha de Francisco Lopes Preto, que vivia de sua fazenda e de Mécia de Chaves, neta paterna de Francisco Lopes Preto, x.n., mercador e de Beatriz Nunes ou Brites Nunes, x.n., e materna de Francisco Carvalho Chaves, x.n. e de Leonor Mendes, bisneta de Domingos Rodrigues e de Maria Lopes, pais do avô paterno, de Diogo Carvalho Chaves, x.n., homem de negócio, e Brites Henriques, pais do avô materno de 6/9/1703 a 29/10/1704( 1º) e de 6/9/1706 a 26/11/1707. ( O pai, a mãe, o marido, ela e os filhos  são os referidos sob os nº 532, 382, 491, 517, 516, 518 e 921 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/8265 e 8265-1.

456      Domingas Henriques, x.n., de 60 anos, natural e moradora na Covilhã,  viúva de Simão Fernandes Lousada, mercador,  com quem foi casada em 2ªs núpcias, tendo sido casada em 1ªs com João Henriques Ferreira, filha de António Lopes, x,n., mercador e de Ana Rodrigues, viúva, neta paterna Manuel Lopes e Domingas Rodrigues e materna de Álvaro e Vioante Rodrigues, de 19/8/1704 a 6/11/1704. (O filho é o referido sob o nº 496 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/2100.    

457     Maria Henriques, x.n., de 28 anos, natural da Covilhã e moradora em Lisboa, filha de Jorge Henriques e de Maria de Cáceres, viúva de Paulo Mendes ou Paulo Mendes Garcia, x.n., ourives de ouro, por judaísmo, de 9/9/1703 a 4/3/1705. Auto de fé de 20/11/1704.
PT-TT-TSO/IL/28/1949                                

458    Maria Henriques, x.n., de 20 anos, natural da Covilhã e moradora em S. Vicente da Beira, filha de Francisco Henriques ou Francisco Henriques Ferreira, x.n., tratante  de panos e de Joana Henriques, x.n., casada com Duarte Rodrigues da Costa, tratante de panos, neta paterna de Pedro Henriques Ferreira, mercador e de Catarina Rodrigues. (O pai e a filha são os referidos sob os nºs 445 e 1029 desta lista), Auto de fé de 20/11/1704.
PT-TT-TSO/IL/28/1946                                

459      Leonor Rodrigues, x.n., de 51 anos,  natural da Guarda e moradora na Covilhã, viúva de Manuel Dias Monsanto, filha de Belchior Rodrigues, x.n., mercador e de Leonor Rodrigues, x.n., de 28/3/1703 a 19/10/1704. (A irmã é a referida sob o nº 424 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/4693.         

460    Diogo Rodrigues Lopes, x.n., de 40 anos, requerente de causas, natural da Covilhã, morador em Lisboa, filho de Jorge Rodrigues, mercador e de Isabel Lopes, viúvo de Violante Rodrigues, de 8/2/1704 a 13/2/1705, preso em 15/3/1704, por judaísmo. Auto de fé de 19/10/1704. (A filha é a referida sob o nº 461 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/2097.                              

461      Branca Rodrigues, x.n., de 26 anos, solteira, natural e morador em Lisboa, filha de Diogo Rodrigues Lopes, mercador, natural da Covilhã  e de Violante Rodrigues, neta paterna de Jorge Rodrigues, mercador e de Isabel Lopes, de 23/8/1703 a 5/11/1704, auto de fé de 20/10/1704. (O pai é o referido sob o nº 460 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/9029.     
                       
462      Baltazar Henriques ou Baltazar Henriques Coelho, x.n., mercador, de 54 anos, natural da Covilhã, morador em Lisboa, junto à Igreja de S. Miguel em Alfama, casado com Branca Henriques, x.n., natural do Fundão, filho de António Fernandes Velho ou António Fernandes Coelho, mercador e de Jerónima da Fonseca, naturais e moradores na Covilhã, neto paterno de Jorge Coelho e de Catarina Henriques e materno de Diogo da Fonseca e de Catarina da Fonseca, (O pai, a  mulher e o filho são os referidos sob os nºs 260, 440 e 636 desta lista), de 13/11/1704 a 9/12/1704.
PT-TT-TSO/IL/28/9034     

463      Baptista da Cunha, 1/2 x.n., solteira, de 37 anos, natural de Montemor – o – Velho, moradora no Fundão, filha de Custódio da Cunha ou Custódio da Cunha Oliveira, mercador, natural do Alcaide, Fundão e de Madalena Pessoa, x.v., moradores na Guarda, neta paterna de Martinho Oliveira ou Martim de Oliveira, x.v., lavrador e de Juliana da Cunha, x.n., naturais do Alcaide, bisneta de Brás de Oliveira, avô paterno do pai e de Miguel Henriques Falcão e de Brites da Cunha, avós maternos do pai, trisneta de Rodrigo da Cunha, pai da bisavó Brites da Cunha, tetraneta de Pedro da Cunha e Brites do Mercado, pais do trisavô Rodrigo e quinto neta de Luís do Mercado, cavaleiro fidalgo da Casa Real, pai da tetra avó Brites do Mercado, em 10/2/1705. (O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs 285, 465 e 495 desta lista). (1)
PT-TT-TSO/IL/28/9035.

464      Branca Nunes, x.n., de 17 anos, mulher de Sancho Pessoa, mercador, natural e moradora no Fundão, filha de Manuel Mendes, mercador, natural do Fundão e de Branca Nunes, natural da Guarda, moradores no Fundão, neta paterna de Leonor Rodrigues e materna de Isabel Rodrigues, (O marido e os filhos são os referidos sob os nºs 495, 811, 898, 908, 978 desta lista), em 12/7/1705, solta em Abril de 1705.
PT-TT-TSO/IL/28/9028.

465      Francisca da Cunha, 1/2 x.n., solteira, de 34 anos, natural de Montemor-o-Velho e moradora no Fundão, filha de Custódio da Cunha ou Custódio da Cunha Oliveira, mercador, natural do Alcaide e de Madalena Pessoa, x.v., moradores na Guarda, neta paterna de Martinho Oliveira e de Juliana da Cunha, bisneta de Brás de Oliveira, avô paterno do pai e de Miguel Henriques Falcão e de Brites da Cunha, avós maternos do pai, trisneta de Rodrigo da Cunha, pai da bisavó Brites da Cunha, tetraneta de Pedro da Cunha e Brites do Mercado, pais do trisavô Rodrigo e quinto neta de Luís do Mercado, cavaleiro fidalgo da Casa Real, pai da tetra avó Brites do Mercado, de 11/2/1705 a 18/4/1705, abjurou. (O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs 285, 463 e 495 desta lista). (1)
PT-TT-TSO/IL/28/2347.

466      Isabel da Cunha, x.n., solteira, de 30 anos, natural e moradora no Fundão, filha de António Fernandes ou António Fernandes Vaz, x.n., médico e de Beatriz da Cunha, x.n., neta paterna de Francisco Vaz, x.n., médico, natural da Guarda e de Isabel Henriques, x.n., natural do Fundão, onde foram moradores e materno de Martim de Oliveira ou Martinho de Oliveira, x.v., e de Juliana da Cunha, x.n., natural e moradores de Alcaide, de 11/2/1705 a 18/4/1705.
PT-TT-TSO/IL/28/4698.
           
467      Antónia Nunes, x.n., de 40 anos, natural de Idanha-a-Nova e moradora em Belmonte, filha de Rodrigo Mendes e de Brites Rodrigues, casada com Francisco Fernandes Loução, (O marido e os filhos são os referidos sob os nºs 827, 762, 763, 791, 793, 844 e 846 desta lista), em 4/5/1705.
PT-TT-TSO/IL/28/10579.

468      Manuel Jorge Arroja, x.n., de 40 anos, homem de negócio, solteiro, natural do Fundão e morador em Lisboa, filho de Manuel Nunes, homem de negócio e de Graça de Luna, neto paterno de Pedro Rodrigues Álvares e de Mécia Rodrigues e materno de Manuel Jorge ou Manuel Jorge Arroja ou Jorge Roxas, curtidor, natural do Fundão e Justa de Paiva, natural de Penamacor, bisneto de Manuel Rodrigues, “o redondo”, sapateiro e Branca Rodrigues, pais do avô paterno e de Duarte de Paiva e Graça de Luna, pais da avó materna, de 22/11/1704 a 25/9/1705. (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 353, 368, 413, 454 e 530).
PT-TT-TSO/IL/28/3404.

469      Álvaro Henriques Ferreira ou Álvaro Henriques de Castro, x.n., de 43 anos, mercador, natural e morador na Covilhã, contratador da fábrica dos panos finos da Covilhã, filho de Pedro Henriques Ferreira, x.n., mercador e de Catarina Rodrigues, casado com Maria (Leonor?) Pereira, de 26/2/1704 a 23/9/1705. (A mulher, os filhos e os irmãos são os referidos sob os nºs 503, 579, 760, 445, 470 e 499 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/5334.                   

470      Diogo Henriques Ferreira, x.n., de 42 anos, médico, natural e morador na Covilhã, assistente em Lisboa, filho de Pedro Henriques Ferreira, x.n., mercador e de Catarina Rodrigues, casado com Beatriz Mendes Seixas, x.n., de 1/10/1703 a 11/9/1711. Terá casado em 2ªs núpcias dele e 1ªs dela com Violante Pereira ? – ver o nº 858 desta lista. (Os irmãos são os referidos sob os nºs 445, 471 e 499 desta lista). foi médico em Sesimbra.
PT-TT-TSO/IL/28/3689                   

Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo a processos do Tribunal da Inquisição.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.

Nota dos Editores - 1) Os dados apresentados neste parente do poeta Fernando Pessoa, foram também retirados do texto intitulado “Fernando Pessoa – Poeta e Pensador tem origem em Alfaiates”, de José António Vaz; e do portal “Geneall.pt”, base de dados, sobre o Estudo da Árvore Genealógica do mesmo escritor.


As Publicações do blogue:

Estatística baseada nesta lista dos sentenciados na Inquisição:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social V

Vamos agora dar uma ideia da organização administrativa da Misericórdia da Covilhã, tendo como fontes o Compromisso da Misericórdia de Lisboa de 1516 que se aplicou à Covilhã, como já foi referido, e os vários livros que fazem parte do arquivo da Santa Casa da Misericórdia covilhanense cujos documentos foram transcritos por Luiz Fernando Carvalho Dias.
Pretendemos apresentar o modo como funcionava a instituição; os seus funcionários com as respectivas obrigações; a identificação de alguns membros da administração da Misericórdia no século XVII, bem como de funcionários da instituição na mesma época; também publicaremos os títulos das doações que as confrarias da Alâmpada de S. Pedro e de S. Paulo fizeram à Misericórdia no ano de 1658; através dos Livros de Receitas e Despesas de 1597-98 queremos ainda mostrar a acção desenvolvida pela Misericórdia.

A confraria da Misericórdia era uma instituição de cariz religioso, formada por um número fixo de 100 homens “de boa fama, sã consciência, honesta vida, tementes a Deus e guardadores dos seus mandamentos, mansos e humildes a todo o serviço de Deus e da Confraria” e que tinha por fim a realização das catorze obras de misericórdia.
Do Compromisso de 1516 constam as catorze obras de misericórdia:
As sete espirituais são:
- “ensinar os simples;
- dar bom conselho a quem o pede;
- castigar com caridade os que erram;
- consolar os tristes;
- perdoar aos que erram;
- sofrer as injúrias com paciência; e
- rogar a Deus pelos vivos e pelos mortos”.

As sete corporais são:
- “remir os cativos e visitar os presos;
- curar os enfermos;
- cobrir os nus;
- dar de comer aos famintos;
- dar de beber a quem tem sede;
- dar pousada aos peregrinos e pobres; e
- enterrar os finados”.

Iluminura italiana do séc. XVI do interior de um hospital




Constituíam obrigações dos seus membros: Servir a Deus na confraria cumprindo os seus fins; desempenhar os cargos para que fossem eleitos, salvo impedimento justificado; acorrer, sempre que chamados pelo provedor ou oficiais, ao lugar onde estiver a confraria; e participar, anualmente:
1) na sede da Misericórdia, no dia 2 de Julho, dia da Visitação, na eleição da mesa da confraria; (Documento 1)
2) na procissão de 5ª feira de endoenças; e
3) na procissão do Dia de Todos-os-Santos, na tarde do dia 1 de Novembro.
Deveriam ainda comparecer, sempre que possível, aos funerais dos irmãos falecidos e no dia imediato à eleição de novos irmãos que os substituíssem.
A exclusão da confraria só teria lugar, quando o irmão faltoso persistisse na violação do Compromisso, após haver sido admoestado por 3 vezes pela mesa da instituição. (Documento 2)

A mesa

A administração da confraria, segundo o Compromisso de 1516, cabia a um órgão colegial, designado por mesa, composto por treze elementos, um deles o provedor, que presidia e representava a instituição. Dos restantes, seis, obrigatoriamente, teriam que ser oficiais mecânicos e os outros, bem como o provedor, de melhor condição social; nove eram designados por conselheiros, um por escrivão e dois por mordomos.
O mandato dos seus membros era anual, salvo o dos mordomos que era mensal, podendo, no entanto, todos ser reeleitos se, para o efeito, a isso anuíssem.
As eleições para a mesa da instituição iniciavam-se, anualmente, no dia 2 de Julho, dia da Visitação de Nossa Senhora, (Documento 1) com a escolha de um colégio eleitoral formado por dez irmãos eleitores, cinco de cada condição social, eleitos pelo conjunto de todos os irmãos da confraria. Para esse efeito, nesse dia, os membros da instituição reuniam-se em assembleia-geral na capela da Misericórdia, e cada um dos seus membros, pela ordem estabelecida no compromisso, era interpelado para que indicasse dez irmãos que deveriam fazer parte do dito colégio eleitoral. Era aos dez mais votados que competiria, depois, no dia imediato, eleger o provedor e os restantes membros que iriam compor a mesa da confraria. Para o efeito cada um desses dez irmãos eleitores apresentava o seu rol dos treze elementos que entendia que deviam fazer parte da mesa da confraria. Seriam, depois, dos mais votados dessas listas que sairiam o provedor e os outros doze membros da direcção da instituição.
No dia seguinte à eleição, reunia-se a mesa e era ao Provedor que competia repartir os cargos pelos restantes doze elementos, dando a cada um o cargo para que esse se sentisse mais apto e que melhor pudesse servir a instituição; mas de modo que cada tipo de função fosse desempenhado simultaneamente por um oficial mecânico e por um membro de classe social mais elevada.
No entanto, da análise da acta de eleição de 1595 (Documento 1) bem como da de outras fontes (Documento 3), verificamos que na Misericórdia da Covilhã a mesa era constituída pelo provedor, o escrivão, o tesoureiro, o mordomo da capela, o solicitador e por oito conselheiros, sendo o primeiro dos conselheiros o provedor do exercício anterior. O mandato dos membros da mesa era anual, salvo o do solicitador e o do mordomo da capela que era mensal.
Existiam ainda, mensalmente, dois mordomos das esmolas que, no entanto, não faziam parte da mesa da Misericórdia. (Documentos 3 e 4)
As reuniões da mesa, designadas por cabido, realizavam-se ordinariamente duas vezes por semana, uma às quartas-feiras depois da missa da confraria e outra aos domingos à tarde, devendo a elas comparecer os seus membros, a fim de despacharem os assuntos correntes da instituição.
A competência do provedor era, praticamente, ilimitada, cabendo-lhe, para além da distribuição dos cargos pelos componentes da mesa, a que já nos referimos, designar os irmãos que iriam acompanhar os finados, dirigir as reuniões como presidente da mesa, aplicar penas aos membros da instituição que infringissem as suas obrigações. No entanto, no tocante à parte financeira relacionada com a realização de despesas em dinheiro, com a aquisição de roupas para pobres e em tudo o que se relacionasse com o despacho das petições apresentadas à misericórdia, o provedor nada podia decidir sem a opinião e o acordo da maioria absoluta dos membros da mesa que estivessem presentes.
O Provedor, no desempenho das suas funções, deveria permanecer, sempre que possível, na sede da instituição, especialmente, nos dias previstos para o cabido. Tinha ainda a obrigação de, uma vez por mês e acompanhado pelo escrivão, visitar as cadeias e os hospitais, para verificar o estado dos presos e dos pobres e envergonhados.
Dos nove conselheiros, dois eram designados conselheiros dos hospitais; outros dois dos doentes, mais dois dos presos, o escrivão e um outro conselheiro tinham a seu cargo os envergonhados e, por fim, dois conselheiros das esmolas.
Finalmente os dois últimos membros da mesa eram designados por mordomos.
Os conselheiros dos hospitais tinham a seu cargo a visita aos hospitais e pobres doentes que houvesse na localidade. Começavam por inquirir das suas necessidades e comprovando que eram carenciados, davam-lhes esmola às 2ªs feiras: pão e dinheiro, pousada e cama como achassem conveniente e lhes fosse ordenado pelo provedor. Destes necessitados teriam que fazer uma lista com a respectiva identificação e morada para, de futuro, poderem ser assistidos. Deviam ainda contabilizar as despesas feitas e delas dar conta, em soma, ao provedor.
Os conselheiros dos doentes deviam visitar os enfermos pobres, quer os presos quer os da localidade, visitando-os e fornecendo-os das mezinhas, vestidos, camas e pousadas, segundo o que lhes parecesse necessário ou lhes fosse ordenado, ou pelo provedor ou pelo médico da confraria. Deveriam ainda tomar nota, num caderno, destes factos para sua lembrança. Além disso teriam o cuidado de fornecer as “mezinhas espirituais”, como a confissão, comunhão e a extrema-unção aos moribundos.
Os conselheiros dos presos tinham a seu cargo dar de comer aos presos sãos que fossem pobres e desamparados e que estivessem inscritos numa relação previamente elaborada. Para isso, ao domingo forneciam-lhes o pão que chegasse até 4ª feira, mais uma posta de carne e meia canada de vinho. Às 4ªs Feiras dariam mais pão e meia canada de vinho. Para a aquisição da carne e dos restantes géneros distribuídos estes conselheiros recebiam, da instituição, o dinheiro necessário.
Outro conselheiro e o escrivão tinham o cuidado de visitar os envergonhados indicados pelo provedor e pelos outros oficiais. Previamente deviam inquirir das suas carências junto dos priores, dos curas das igrejas, dos confessores e da vizinhança dos necessitados. Seguidamente inscrevê-los-iam num rol para depois serem assistidos. A estes oficiais ser-lhes-ia fornecido o dinheiro necessário para poderem desempenhar a sua função.
Dois outros conselheiros ocupar-se-iam de receber as esmolas que defuntos ricos deixassem à confraria, bem como recolher as rendas e foros pertencentes à instituição, as deixas testamentárias, os requerimentos de demandas e outras receitas extraordinárias, segundo o que lhes fosse ordenado pelo provedor.

Eleição e ofício dos Mordomos

Os dois mordomos, designados como um da capela e outro de fora, tinham, como já foi referido, um mandato de um mês. Os dois primeiros do ano eram eleitos pelos irmãos eleitores, simultaneamente, com os outros membros da mesa e escolhidos, para mordomo, pelo provedor. Os seguintes eram eleitos mensalmente no último Domingo de cada mês, pelos treze membros da mesa, de entre um rol de irmãos que se oferecessem para, no mês seguinte, servir nestes cargos. Os eleitos, em princípio, repartiam entre si os respectivos cargos, ficando um para os presos e outro para a capela. Só se não acordassem na repartição dos cargos é que os tirariam à sorte. Estes dois mordomos tinham ainda a incumbência de transportar as varas nos enterros, nas procissões e nos cortejos dos condenados para o cadafalso.
Ao mordomo da capela cabia arrecadar as esmolas oferecidas no altar e nos outros peditórios que se fizessem em qualquer parte. Deviam, também, inteirar-se dos finados que a Misericórdia tinha que sepultar, fossem eles pobres ou ricos.
Ao mordomo de fora cabia pagar o que fosse necessário pelos presos pobres e desamparados com vista à sua soltura. No início de cada mês, recebia do provedor e dos demais oficiais, certa quantia em dinheiro que devia escriturar em livro próprio e administrar, para prestar contas no fim do mandato.


 (Texto escrito pelos editores)

  Documentos              

1 - Auto que se fez em dia da Visitação de Nossa Senhora a dois de Julho da era de 1595 anos.

Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil quinhentos e noventa cinco aos dois dias do mês de Julho nesta vila da Covilhã e Casa de Nossa Senhora da Misericórdia da dita vila, estando presentes João Fernandes Oliveira, provedor da dita confraria e os mais irmãos dos treze da mesa do ano passado que acabou por o dito dia da Visitação todos aí juntamente mandaram correr sua campa (campainha) conforme o seu uso e costume  por toda a vila para se juntarem todos os irmãos a se fazer nova eleição de oficiais para servirem o ano vindouro que acabará pelo dito dia da Visitação de 1596 e sendo os ditos irmãos juntos as mais vozes saíram por eleitores João Fernandes Oliveira, Cicio Nunes de Albuquerque, Francisco Mendes, André Feio, Pedro Rodrigues, Francisco Coelho, Simão Roiz, Miguel da Nave, Luís do Campo, e o prior Gaspar da Costa, os quais pelo dito provedor foram mandados chamar e notificados que ao dia logo seguinte se achassem todos na dita casa da Misericórdia, e obedecendo eles ao dito mandado logo ao dia seguinte se acharam todos presentes na dita casa e nela ouviram missa e lhes foi dado juramento dos Santos Evangelhos para que bem e verdadeiramente fizessem a dita eleição de provedor e mais oficiais que na dita casa haviam de servir o dito ano e eles prometeram fazer assim e logo foram casados dois a dois e fizeram seus Roles por eles assinados os quais as mais vozes saíram para oficiais os seguintes: provedor Cicio Nunes de Albuquerque, escrivão Francisco Coelho, tesoureiro Simão Roiz, mordomo da capela o padre Francisco Fernandes, solicitador Luís Almeida, conselheiros João Fernandes Oliveira (provedor anterior), Manuel de Figueiredo, Diogo Luís, Paulo de Figueiredo Almeida, Miguel da Nave, Pedro Francisco dos Olivais, Gaspar Álvares, Ambrósio Rabasco os quais foram mandado (sic) chamar e lhes foi dado juramento sobre os santos evangelhos para que bem servissem cada um seu cargo e lhes pro(me)teram (sic) fazê-lo assim e assinaram este auto e eu Manuel Francisco, escrivão da dita confraria que este escrevi, por mandado da dita mesa.
(seguem as assinaturas).
                                                    ( Texto adaptado) 

2 – Termo sobre a exclusão de um irmão 
A 3 dias do mês de Julho de mil seiscentos e trinta e nove, dia em que se apuraram os votos e se fez a eleição nesta casa da misericórdia de Covilhã saiu por tesoureiro Gaspar Correia de Almeida o qual se mandou chamar, e vindo lhe pediu o provedor e mais senhores deputados da mesa aceitasse seu cargo para o que se lhe leu o capítulo do compromisso da obrigação e qualidade que há – de ter o tesoureiro, como há – de cumprir a obrigação de seu ofício o qual lido o provedor e mais senhores deputados lhe pediram fosse servido aceitar seu cargo ao que ele respondeu que o tal cargo não serviam os homens de sua qualidade e repetindo – lhe que o tal cargo tinham servido outros tão honrados como ele ao que ele respondeu que disto uma vez não tinham de porfiar e visto seu modo de falar ou para melhor dizer sua pertinácia se lhe leu o outro capítulo do compromisso que trata das pessoas que não aceitam seus cargos o modo que hão – de ter com eles o qual ele viu e ouviu ler e tornando o provedor e mais senhores deputados a repetir aceitasse seu cargo pois sabia muito bem que o menor oficio desta casa era o maior tornou a responder com voz alta e desentoada que não havia de servir o tal cargo quando outras mais honradas que ele o servissem então o aceitaria, e logo o provedor conforme o capítulo de compromisso acima relatado o admoestou primeira vez viesse aceitar seu cargo que lhe estava dado e não o aceitando se procederia contar ele na forma do compromisso ao que ele deferiu que fizesse o que quisessem que não tinham que falar com ele e se foi dando notável escândalo de seu ruim modo a mesa que presente estava e logo ao provedor e mais deputados pareceu bem o mandassem admoestar pelo provedor velho Francisco Botelho da Guerra segunda vez, a que respondeu que não queria aceitar e terceira vez pediram ao Licenciado Jorge Seco provedor que já tinha servido na mesma casa E Fez diligência por duas vezes E o não achou E parecendo bem e conveniente a esta mesa determinaram fosse o andador da casa a saber sua deliberação e indo muitas vezes o não achou e na última vez mandaram saber de sua mulher e sua sogra lhe mandassem dizer sua deliberação do que determinava fazer e elas responderam que não havia de aceitar tal cargo o que tudo examinado pelas pessoas desta mesa e a muita falta que havia de tesoureiro e serem passados já 12 dias sem ele querer obedecer o Provedor mandou votar por contas pretas e brancas se o haviam de riscar ou não e saiu nemine discrepante todas as contas negras que fosse riscado para exemplo dos mais de que se mandou fazer este termo e declaram porquanto veio a notícia desta mesa que se o riscassem este presente ano outro provedor viria que o aceitaria E além de tudo o assim declarado ser irmão contumaz e não querer aceitar nunca cargo que se lhe desse desta mesa não será admitido sem os ….. deste ano  presente, como declara o compromisso de que se mandou fazer este termo que todos assinaram … “
           (Texto adaptado)

 3 – Lista dos membros da Mesa em 1617 
Provedor: Revº Prior Simão Rodrigues de Calvos, arcipreste
Escrivão: Estêvão Vicente Correia
Tesoureiro: António Dias Marques
Da Capela: Revº Padre Belchior Pereira
Solicitador: Miguel de Pina Mendonça
Conselheiros: Miguel da Costa d’ Eça – provedor velho
Gaspar Fernandes da Fonte
Simão da Costa Nogueira
Jorge Francisco
Revº Prior Licº João Alves
Francisco Fernandes, ferrador
António da Costa de Castelo Branco
Sebastião Alves 

4 – Lista dos mordomos das esmolas em 1617 
Julho – Francisco Fernandes; Diogo Francisco, barbeiro
Agosto – Padre Belchior Pereira e Estêvão Pires
Setº - Prior João Álvares e António Pinheiro
Outubro – António Francisco e Diogo Fernandes Fontes
Novembro – Miguel da Costa Deça e Francisco Martins
Dezembro – Domingos Lourenço e António Dias Marques
Janeiro – Álvaro Pires e Manuel Rodrigues
Fevereiro – Jorge Francisco e Álvaro Gaspar
Março – António da Costa Castelo Branco e Francisco Mendes
Abril – António da Costa Teles e Bartolomeu Vaz
Maio – Simão da Costa Nogueira e Domingos Vaz
Junho – Pedro Roiz e Sebastião Pires 

Fontes: Goodolphim, Costa -“As Misericórdias”,  Livros Horizonte, 1998, págs 433-457.
Graça, L. , Graça, J. – “História das Misericórdias Portuguesas”, (2002), Parte I, pag. 11, in http://www.ensp.unl/lgraca/textos58.html.
Sousa, Ivo Carneiro de, “O Compromisso Primitivo das Misericórdias Portuguesas (1498-1500)”, in Revista da Faculdade de Letras, XIII, pags  259-306. Também se encontra disponível na Internet.
“História de Portugal”, direcção de José Hermano Saraiva, vol.4
Livros do Arquivo da Misericórdia da Covilhã consultados por Luiz Fernando Carvalho Dias.


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