sexta-feira, 9 de março de 2012

Covilhã - Rui Faleiro IX

Os Primeiros Dados Biográficos de Rui Faleiro – 1507

Começámos as pinceladas biográficas de Rui Faleiro em 1517, altura em que foi para Sevilha. Hoje recuamos até ao princípio do século XVI, quando certamente se encontrava em Salamanca; só assim, em 1507, podia testemunhar que durante mais de cinco anos Diogo Gomes da Silva frequentara o curso de Cânones, porque o vira entrar “as scolas e ouujr as lições que geralmente se liam”. Provavelmente nessa altura já era casado e fora para Salamanca alimentado com os dinheiros do sogro, como dizem as testemunhas da mulher, Eva Afonso, no processo de 1526/27.

Cátedra de Salamanca no tempo dos Reis Católicos


1507 – 20 de Novembro

assentos comprovativos da escolaridade de Diogo Gomes da Silva, a fim de poder receber o grau de bacharel em Cânones.

Cursos de diogo Gomez

Aos xx dias do mês de nouembro de bc bij Diogo Gomes da silua scolar em canones em conselho pedio licenca para se graduar na dicta scientia ao qual foy mandado que prouase primeiro seus cursos e pera prouação delles apresentou per testemunhas ao bacharel francisco fernandez lente de canones de 3ª e Ruj faleiro scolar em canones aos quaes Eu bedel per mandado do conselho deij juramento dos euangelhos per elles corporalmente tangidos e lhes fiz pergunta se sabiam elles que o dicto  diogo gomes tinha ouujdo de canones no studo de salamanca, b. annos per enteiro segundo forma do statuto deste studo e per elles foy dicto que per o juramento que fecto tinham sabiam o dicto diogo gomes ter cursado no dicto studo e na dicta sciencia  mais de b annos  e que esto sabiam por que o viam entrar as scolas e ouujr as licões que geralmente se liam e do sobredicto al nom diseram Eu dicto bedel esto scpriuj.

a) Franciscus                                                                Rodericus
     bachalarius                                                              faleyro.


A seguir Luis Madureira, outra testª prova que Diogo Gomes ouviu três anos 1501, 1502 e 1503, anos em que a testemunha esteve em Salamanca, mas sabe por ouvir dizer que lá continuou. Até 1507. (1)

Nota dos editores - 1) Documento do espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias: Sá, A. Moreira de, (documentos coligidos e publicados por), "Auctarium Chartularii Universitatis Portugalensis", Lisboa, 1973, Instituto de Alta Cultura, Vol 1º (1506-1516), Pag  53, LXXII -.

http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/11/covilha-rui-faleiro-iii.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/09/covilha-rui-faleiro-i.html

terça-feira, 6 de março de 2012

Covilhã - Santa Maria da Estrela VII

     Publicamos hoje alguns documentos do espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias com outros privilégios - antes divulgámos o de coutada - conferidos ou confirmados por D. João I e D. Afonso V ao Mosteiro e frades de Santa Maria da Estrela: “priujllegios foros liberdades e bõos custumes”; regalia de não aposentadoria (isenção); poderem pedir esmola e não serem maltratados; protecção régia a todos os que forem pregar e pedir esmola para as obras do Mosteiro; privilégios a quatro lavradores que moram na cerca de Santa Maria da Estrela.

dos priujllegios do mosteiro da maceira

Carta per que o dicto senhor confirmou e outorgou ao abade mosteiro e conuento do mosteiro de maceira todos seos priujllegios foros liberdades e bõos custumes que sempre husarom e etc… em cojmbra xxij dias de março de mjl iiij c xxbiij años (ano de 1386) (1)

Priujllegios do moesteiro de maceira termo de coujlhaa

Dom Joham pella graça de deus Rey de portugal e do algarue a uos Jujzes da nossa villa de coujlhãa e a todallas outras nossas justiças e a outros quaaes quer que desto ouuerem conhicimento per qualquer guisa que seia a que esta carta for mostrada saude sabede que o abade e conuento do moesteiro de maceira dastrella termo dessa villa nos êujarom mostrar hua carta del rrey dom denis nosso bisauoo a que deus perdoe em a qual he contheudo que alguus cavaleyros e outras pesoas lhes pousauam em suas herdades e aldeas contra sua uontade e lhes faziã em ellas mal e força e lhas dãpnificavã segundo todo esto  e outras cousas mais compridamente em a dicta carta som contheudas. E ora nom embargando que assy teem a dicta carta dizem que se temê de lhes pousarem em as dictas herdades e aldeas contra suas vontades e lhes nom querem guardar a dicta  carta em a qual cousa dizem que lhes seria fecto grande agrauo e sem razam E que nos êujauam pedir por mercee que lhes ouuesê os sobre ello alguu remedio e lhes confirmasemos a dicta carta. E Nos ueendo o que nos assy dizer e pedir êujarom E querendo lhe fazer graça e mercee Teemos por bem e confirmamoslhes a dicta carta E porem uos mandamos que a ueiades e lha comprades e guardedes e façades comprir e guardar em todo bem e compridamente pella guisa que em ella he contheudo e lhe nom uaades nem consentades contra ella hir em nehua guisa que seja e a nossa mercee e talante de lhe assy seer aguardada como dicto he umde al nom façades dante em santarem xiiij dias de mayo el rrey o mandou per diego martjnz doutor em leix nom seendo hi uaasco gil licentiado em leis seus uassallos ambos do seu desembargo joham aluarez a fez era de mjl iiij c Rb años. (ano de 1407) (2)

…. Moesteiro de santa maria da estrela priuilegio porque el Rey tomou o dicto moesteiro frades a seus homêes e todas suas cousas em sua guarda e emcomêda

Dom afonso etc A quantos esta carta virem fazemos ssaber que nos tomamos em nossa guarda E em comêda e ssub nosso defendimento o gardiã e fraires do mosteiro de sancta maria da estrella E o dicto mosteiro  mosteiro (sic) E todos sseus homês E todallas outras suas coussas E os fraires que forem a pregaar pera a obra do dicto mosteiro que lhe nõ tomê nê êbarguê as esmollas que lhe derê os fieis chrispaãos pera Repairamento da ssobre dicta cassa e porê mãdamos etc.. carta ê forma dada ê lixboa xbij dias de julho gonçalo de moura a fez anno de nosso senhor Jhesu christo de mjl iiij c L Ruj galuô o fez escpreuer. (1450)  (3)

Pormenor do Retábulo de Santo António
Dom afonso etc. A quãtos esta carta virem fazemos saber que nos damos nossa carta ao goardiã e ffraires do moesteiro de sãta maria da estrella por que aos fraires que forem preegar pera darê essmollas pera as obras do dicto moesteiro e homêes seuus e conffrades que pera ellas pidjrem nõ fosse feito nojo nê desaguissado alguu e lhas leixem pidjr sem lhas nûca êbargando cõ certa pena que por nos he posta aos que contra ello fforê segûdo majs conpridamente na dicta carta se contem E ora o djcto goardiã e fraires nos Emviarõ pidjr que lhe dessemos logar que ê cada huu logar podessê por huu homê fiell que recebesse E pedisse ê seu nome as Esmollas que lhes os ditos fiez christãos dessê e nos visto seu Requerimento E como desejamos por sjrujço de deus e de nossa senhora samta maria e o djto moesteiro se ffazer praz nos que nos que ho goardjam e ffraires que Em cada huu ano fforê no dicto moesteiro possã poer ê cada hua cidade e vjlla ou logar julgado hua pessoa fiell abonada e de boa cõciencia que peça e Receba e rrecade as dictas esmollas pera se lhe nõ perderem e seerê goardadas e fectas dellas o que ho dicto goardiã e ffraires hordenarê per aas dictas obras Por Em mãdamos a todollos nossos coregedores E juizes e justiças e ofiçiaees e pessoas que esto ouuerê de ver que ho leixê asy poer sem lhes poondo sobrello outro alguu êbargo honde all nõ ffaçades dada Em a çidade deuora xbiij dias de julho pedro afonso a ffez ano de nosso senhor Jhesu christo de mjll e iiij c L iij anos. (1453) (4)

moesteyro de samta maria da estrella priuillegio pera quatro lauradores seos que morarem demtro da cerqua da dito moesteiro

Dom afonsso e etc. A quamtos esta carta virem fazemos saber que nos queremdo fazer graça e merçee ao abade e monges do moesteyro de samta maria da estrella que estaa açerqua desta villa de couilhãa. Teemos por bem e queremos e mandamos que quatro homêes que seiam seus lauradores e morarem demtro do cerquo do dito moesteyro seiam daquy em diamte priuilligiados e escusados de paguarem em todallas peytas fymtas talhas pedydos seruiços emprestidos que agora ou daquy em diamte per os comçelhos ssam ou forem lamçadas per quallquer guisa que seia nem vãao com presos nem com dinheiros nem seiã tytores nem curadores de nenhuuas pessoas que seiam salvo sse as tytorias forem lidemas nem siruam nem vaão seruir em outros nenhuus emcarregos dos dictos comçelhos nem aJam nenhuus officios delles comtra sua vomtade. E porem mandamos a todollos nossos corregedores Juyzes Justiças offiçiaaes e pessoas a que o conheçimento desto pertemçer per quallquer guisa que seia a que esta nossa carta for mostrada que ajam daquy em diamte os ditos quatro lauradores que morarem no dito moesteyro como dito he por escusados e relleuados dos ditos emcarregos e os nom cõstrãgam pera per ssy nem per outrem averem de seruir em elles e lhe cumpram e guardem e façam em todo bem comprir e guardar esta nossa carta como em ella he comtheudo por quamto assy he nossa merçee ssem outra duuyda nem embargo que huus e outros a ello ponham. Dada em a dita vila de couilhãa a xvij dias  de julho affonsso garces a fez anno de nosso señor Jhesu christo de mil e iiij c Lxx.  (1470) (5)

Fontes – 1) ANTT – Chancelaria de D. João I, livº 2º, fls 8vº
                           2) ANTT – Chancelaria de D. João I, Livº 3º, fls 101.
                           3) ANTT – Chancelaria de D. Afonso V, Livº 34, fls 127.
                           4) ANTT – Chancelaria de D. Afonso V, Livº 4º, fls 57.
                           5) ANTT – Livº 2º da Beira, fls 16.
                      

sexta-feira, 2 de março de 2012

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição XXVIII

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas.

 631     Brites Henriques, x.n., de 23 anos, solteira, natural e moradora na Covilhã, filha de Francisco Henriques Ferreira ou Francisco Henriques ou Francisco Henriques Ruivo, tintureiro e de Joana Henriques, neta paterna de Pedro Henriques Ferreira, mercador e de Catarina Rodrigues, x.n, naturais e moradores que foram na Covilhã, e materna de Baltazar Henriques, médico e de Maria Ferreira, x.n., bisneta de Francisco Henriques Ferreira, curtidor e de Maria Ferreira, naturais da Covilhã, pais do avô Pedro Henriques Ferreira e de António Lopes ou António Lopes Satão, mercador, natural do Fundão e de Ana Rodrigues Satoa, natural da Covilhã, onde moravam, (O pai e os irmãos germanos são os referidos sob os nºs 445, 571, 648 e 624 e os irmãos consanguíneos os nºs 653, 840, 797, 799, 842 e 798 desta lista), de 22/12/1712 a 20/7/1713.
Processo digitalizado PT/TT/TSO/IL/28/964                     

632  Clara Mendes, x.n., de 34 anos, solteira, natural da Guarda e moradora na Covilhã, filha de Simão Franco, sapateiro e de Brites Mendes, neta paterna de Manuel Rodrigues, x.n., natural da Guarda e Joana Mendes, x.n., natural de Monsanto e materna de Fernando Rodrigues e Clara Dias, naturais da Guarda onde foram moradores, bisneta de Manuel Dias e de Ana Mendes, pais do avô materno e de João Rodrigues e de Beatriz Mendes, pais da avó materna,  (A mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 563, 628, 647, 651, 654 e 703 desta lista) de 27/8/1712 a 16/8/1713.
Processo digitalizado PT/TT/TSO/IL/28/958                     

633    Maria Nunes, x.n., de 17 anos, natural e morador no Fundão, filha de Pedro Lopes Álvares ou Pedro Lopes, x.n., tratante (2º casamento) e de Mécia Rodrigues, x.n., casada com Francisco Rodrigues, x.n., mercador, neta paterna de Pedro Rodrigues e materna de Tomé da Silva, sapateiro e de Maria Nunes, bisneta de Gaspar de Siqueira, x.n., tratante e Grácia Mendes, x.n., naturais de Sousel, pais de Tomé da Silva; de Gaspar Mendes e Mécia Roiz, naturais e moradores no Fundão, pais de Maria Nunes, (O pai, a mãe e os irmãos germanos e consanguíneos são os referidos sob os nºs 487, 490 e 493, 590, 610, 615, 758, 815, 596, 609, 618 e 629), de 3/11/1712 a 2/9/1713
PT-TT-TSO/IL/28/7265

634      Martinho da Cunha ou Martinho da Cunha de Oliveira, x.n., solteiro, de 20 anos, tratante, natural de Idanha-a-Nova e morador no Fundão, filho de Manuel da Cunha ou Manuel da Cunha Pessoa ou Manuel da Cunha Pessoa de Oliveira, mercador, natural de Montemor-o-Velho, do termo de Coimbra e de Leonor da Cunha (1ª mulher), neto paterno de Custódio da Cunha de Oliveira e de Madalena Pessoa ou Madalena Pessoa de Gouveia, bisneto de Martinho de Oliveira e Juliana da Cunha, pais do avô paterno, de Gaspar de Oliveira e Francisca Pessoa, xx. vv., naturais de Montemor-o-Velho, pais da avó paterna, trisneto de Brás de Oliveira, pai do bisavô Martinho; de Manuel Pessoa, x.v., pai da bisavó Francisca; e de Miguel Henriques Falcão e de Brites da Cunha, pais da bisavó Juliana,  tetraneto de Rodrigo da Cunha, pai da trisavó Brites da Cunha, penta neto de Pedro da Cunha e Brites do Mercado, pais do tetra avô Rodrigo e hexa neto de Luís do Mercado, cavaleiro fidalgo da Casa Real, pai da quinta avó Brites do Mercado,casado com Isabel Nunes Moedas, (Tem outro processo referido sob o nº 1014 desta lista. Os irmãos, o primeiro, germano e os outros consanguíneos são os referidos sob os nºs 607, 960, 965 e 1003 desta lista). Abjurou em forma em auto público de Coimbra em 6/8/1713, Teve depois novo processo na Inquisição de Lisboa. (1) , de 2/3/1746 a 24/9/1747, relaxado em carne. Era irmão de Diogo Nunes da Cunha Pessoa ou Diogo da Cunha Pessoa.
PT-TT-TSO/IL/28/8106.

635   Filipe Rodrigues, x.v., de 33 anos, alfaiate, natural do Tortozendo e morador na Guarda, filho de João Rodrigues, natural do Tortozendo e de Maria Gonçalves, natural do Telhado, neto paterno de Gaspar Rodrigues, de 7/9/1713 a 24/10/1714, por perturbar o livre e recto ministério do Sto Ofício, trazendo recados de pessoas xx. nn., a uma que vinha presa para os cárceres do mesmo. 3 anos para Castro Marim.
PT/TT/TSO/IL/28/10137                  

636      José de Sousa, x.n., de 19 anos, solteiro, que trabalha no Estanco Real, natural da Covilhã e morador em Lisboa, filho de Baltazar Henriques ou Baltazar Henriques Coelho, x.n., desfolhador do tabaco no mesmo Estanco e de Branca Henriques, x.n., naturais da Covilhã, neto paterno de António Fernandes Velho, mercador e de Jerónima da Fonseca, naturais e moradores na Covilhã e materno de Diogo Lopes Ferreira, x.n., tabelião de notas, natural do Fundão e de Beatriz Henriques, x.n., natural de Monsanto, moradores que foram na Covilhã, bisneto de  Jorge Coelho e de Catarina Henriques, pais do avô paterno, de Diogo da Fonseca e de Catarina da Fonseca, pais da avó paterna, de António Lopes Ferreira e de Branca Rodrigues, pais do avô materno e de Manuel Rodrigues “o Redondo”, natural de Monsanto e de Branca Rodrigues, natural do Fundão, pais da avó materna, (O pai e a mãe são os referidos sob os nºs 462 e 440 desta lista), de 9/2/1714 a 15/10/1714.
PT/TT/TSO/IL/28/8745                    

637    Manuel Rodrigues Tavares ou Manuel Mendes Tavares, x.n., de 58 anos, tendeiro, natural do Fundão e morador em Lisboa, filho de Diogo Mendes de Almeida e de Leonor Rodrigues, casado com Branca Nunes, natural da Guarda, neto materno de Jorge Rodrigues, sapateiro, e de Branca Manuel, x.x.n.n.. (Os filhos são os referidos sob os nºs 616, 619 e 626 desta lista) de 4/11/1707 a 15/3/1714, antes reconciliado no auto de 26/9/1674 (procº 11789) – preso por relapsia.
PT/TT/TSO/IL/28/11790       

638  Joana Maria, x.n., natural do Fundão, casada com Manuel Jorge, x.n., trabalhador, de 15/2/1714 a 28/6/1714
PT-TT-TSO/IL/28/7460

639    Branca Rodrigues, x.n., de 50 anos, mulher de Manuel Rodrigues Penteado, natural do Fundão, moradora em Idanha-a-Nova, filha de Pedro Lopes e de Leonor Rodrigues, naturais do Fundão, que foi viúva de Gaspar Mendes, (A irmã é a referida sob o nº 603 desta lista), de 3/4/1715 a 12/4/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/10148

640   Francisco Lopes Penteado, x.n., de 36 anos, solteiro, sapateiro, natural e morador em Idanha-a-Nova, filho de António Nunes Aires, natural do Fundão e de Ana Rodrigues, natural de Castelo Branco, de 3/4/1715 a 12/5/1715, auto de 10/5/1715
PT-TT-TSO/IL/28/10150 

641    Manuel da Cruz, x.n., de 27 anos, tratante, natural da Guarda e morador na Covilhã, filho de Manuel da Cruz, x.n., mercador e de Beatriz Mendes, x.n., casado com Isabel Henriques, x.n., (A mulher, os filhos e o irmão são os referidos sob os nºs 989, 969, 980 e 734 desta lista), de 7/5/1715 a 16/5/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/7900                    

642      José Nunes Rios ou José Rios, x.n., de 42 (48) anos, tendeiro, natural de Belmonte e morador no Fundão, filho de Mateus Rios, x.n., e de Sebastiana Nunes, casado com Ana Maria,   (A mulher e os filhos são os referidos sob os nºs 882, 744 e 745 desta lista), de 17/6/1715 a 22/6/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/7888                    

643      João Rodrigues, x.n., de 25 anos, sapateiro, natural da Idanha-a-Nova e morador na Covilhã, filho de António Gonçalves e de Maria da Conceição, naturais de Proença-a-Nova, casado com Leonor Rodrigues, (A mulher e os filhos são os referidos sob os nºs 660, 896 e 956 desta lista), de 19/6/1715 a 1/7/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/8744                    

644      Diogo Pereira, x.n., de 16 anos, solteiro, tendeiro, natural e morador na Covilhã, filho de Diogo Pereira ou Diogo Nunes Pereira, natural de Fronteira e de Ana Mendes ou Ana Mendes Pereira, natural da Covilhã, terá vindo a casar com Jacinta Mendes, neto paterno de Álvaro Pereira e Violante Pereira e materno de Martim Mendes ou Martinho Mendes e de Leonor Pereira, bisneto de Gaspar Mendes e Leonor Rodrigues, pais do avô materno e de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e de Mécia Pereira, pais da avó materna, e trisneto de  Manuel Lopes e Brites Antunes, x.x.v.v., pais do bisavô Manuel Lopes e de Diogo Pereira, alfaiate e Leonor Mendes, x.x.n.n., pais da bisavó Mécia Pereira, (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 437, 435, 439, 503 e 781 desta lista), de 19/6/1715 a 29/6/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/10135                  

645    Ana Nunes, x.n., de 42 anos, viúva de António Vaz, mercador, natural e moradora na Covilhã, filha de Manuel Dias Nunes e de Maria Nunes, (Os filhos são os referidos sob os nºs 665, 667, 749, 792 e 810  desta lista),  de 21/6/1714 a 1/7/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/8741                    

646     Beatriz Nunes, x.n., de 43 anos, mulher de Domingos Lopes Fernandes ou de Domingos Lopes, natural de Idanha-a-Nova e moradora na Covilhã, filha de Francisco Rodrigues, natural de Idanha-a-Nova e de Mécia Fernandes, natural de Monsanto, (O marido e os filhos são os referidos sob os nºs 658, 783, 790 e 819 desta lista), de 22/6/1715 a 1/7/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/10136                  

647      Jorge Mendes, x.n., de 24 anos, solteiro, sapateiro, natural da Guarda e morador na Covilhã, filho de Simão Franco, x.n., sapateiro e de Beatriz Mendes, x.n., naturais da Guarda, neto paterno de Joana Mendes, x.n., e materno de Fernando Rodrigues e Clara Dias, bisneto de Manuel Dias e de Ana Mendes, pais do avô materno e de João Rodrigues e de Beatriz Mendes, pais da avó materna,  (A mãe, o filho e os irmãos são os referidos sob os nºs 563, 999, 628, 632, 651 e 703, 654 desta lista), tem 6 irmãos – Clara Maria, Brites Mendes, Fernando Sousa, Ana Mendes, Manuel de Sousa e Luís Rodrigues, Veio a casar com Isabel Aires. x.n., natural de Monforte, de 27/6/1715 a 3/7/1715.
Processo digitalizado PT/TT/TSO/IL/28/8753                   

648    Manuel Lopes Henriques, x.n., de 27 anos, solteiro, natural e morador na Covilhã, filho de Francisco Henriques ou Francisco Henriques Ferreira, x.n., tintureiro, e de Joana Henriques, x.n., neto paterno de Pedro Henriques Ferreira, mercador e de Catarina Rodrigues, x.n, naturais e moradores que foram na Covilhã, e materno de Baltazar Henriques, médico e de Maria Ferreira, x.n., bisneto de Francisco Henriques Ferreira, curtidor e de Maria Ferreira, naturais da Covilhã, pais do avô Pedro Henriques Ferreira e de António Lopes ou António Lopes Satão, mercador, natural do Fundão e de Ana Rodrigues Satoa, natural da Covilhã, onde moravam, (O pai e os irmãos germanos são os referidos sob os nºs 445, 571, 631 e 624 e os irmãos consanguíneos os nºs 653, 840, 797, 799, 842 e 798 desta lista), de 1/7/1715 a 8/7/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/7904                    

649    Martinho Mendes, x.n., de 26 anos, solteiro, mercador, natural e morador na Covilhã, filho de Manuel Lopes Henriques ou Manuel Lopes Henriques Raposo, mercador e de Leonor Pereira, neto paterno de Francisco Lopes Monsanto e Maria Henriques e materno de Martim Mendes ou Martinho Mendes, mercador e de Leonor Pereira, bisneto de Francisco Lopes e Constança Lopes, pais do avô paterno, de Luís Fernandes e Isabel Fernandes, pais da avó paterna, de Gaspar Mendes e Leonor Rodrigues, pais do avô materno e de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e de Mécia Pereira, pais da avó materna, trisneto de  Manuel Lopes e Brites Antunes, x.x.v.v., pais do bisavô Manuel Lopes e de Diogo Pereira, alfaiate e Leonor Mendes, x.x.n.n., pais da bisavó Mécia Pereira, (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 427, 441, 438, 650, 681, 685, 688, 774 e 900 desta lista), de 3/7/1715 a 8/7/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/7897                    

650    Manuel Lopes Pereira, x.n., de 20 anos, solteiro, estudante de medicina, natural e morador na Covilhã, filho de Manuel Lopes Henriques ou Manuel Lopes Henriques Raposo, x.n., mercador e de Leonor Pereira, neto paterno de Francisco Lopes Monsanto e Maria Henriques e materno de Martim Mendes ou Martinho Mendes, mercador e de Leonor Pereira, bisneto de Francisco Lopes e Constança Lopes, pais do avô paterno, de Luís Fernandes e Isabel Fernandes, pais da avó paterna, de Gaspar Mendes e Leonor Rodrigues, pais do avô materno e de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e de Mécia Pereira, pais da avó materna, trisneto de  Manuel Lopes e Brites Antunes, x.x.v.v., pais do bisavô Manuel Lopes e de Diogo Pereira, alfaiate e Leonor Mendes, x.x.n.n., pais da bisavó Mécia Pereira. Veio a casar com Jacinta Maria de Carvalho. (O pai, a mãe, a mulher e os irmãos são os referidos sob os nºs 427, 441, 892, 438, 649, 681, 685, 688, 774 e 900 desta lista), de 1/7/1715 a 10/7/1715.
PT/TT/TSO/IL/28/7902           

Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora. 
Nota dos Editores - 1) Os dados apresentados neste parente do poeta Fernando Pessoa, foram também retirados do texto intitulado “Fernando Pessoa – Poeta e Pensador tem origem em Alfaiates”, de José António Vaz; e do portal “Geneall.pt”, base de dados, sobre o Estudo da Árvore Genealógica do mesmo escritor.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Covilhã - Invasões VIII

A Guerra da Restauração na Beira (1641)

Portugal esteve sob o domínio filipino (espanhol /castelhano) durante sessenta anos. Em 1 de Dezembro de 1640 dá-se uma revolta – uma conspiração – da qual resultou a queda de Filipe III e a aclamação de D. João, Duque de Bragança, como D. João IV.
     Uma das primeiras medidas régias foi a reorganização das forças militares, pois se sabia que o governo espanhol viria invadir Portugal para defender o trono filipino. Também foi criado o Conselho de Guerra, a Junta das Fronteiras e os Governadores de Armas. Para a Beira foi escolhido D. Álvaro de Abranches, com o título de capitão-general e residência em Pinhel. Foi precisamente uma “Relação” do que se passou em 1641 na Beira Alta raiana que encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias. A Guerra da Restauração começou nesta altura, mas a Paz só é assinada em 1668. O documento não refere a Covilhã, mas várias terras da zona e até próximas. Ao lermos as fotografias da “Relaçam do que svcedeo na Prouincia da Beira, depois que chegou Dom Aluaro de Abranches por Capitão General della…”, ficamos convencidos de que na Beira só houve uma guerra de escaramuças, uma guerra do gato e do rato. Apresentamos também um mapa de Portugal (parte), onde indicámos povoações referidas na Relação.



 A descrição (a Relação) vai de 5 de Fevereiro a 30 de Setembro de 1641. Vamos evidenciar alguns aspectos do documento:
1 – Os portugueses são sempre valorizados em relação aos castelhanos.
2 – A prioridade era restaurar ou construir muralhas.
3 - É evidente a preocupação, em Junho, com a colheita de trigo e, portanto, a necessidade de proteger as pessoas que desempenhavam essa função.
4 – Esta guerra resumia-se a movimentos militares na raia e, por isso, por vezes a choques entre populares, quer de tipo religioso, quer a destruição de açudes ou de barcos carregados de trigo.
5 – Uma proposta, em nome do rei D. João IV, para que moradores castelhanos (da raia, claro) “se quisessem passar à sua obediência lhe tiraria os tributos, que pagauão aos Reys de Castella, & lhe daria todo o fauor, & ajuda necessário…”


    Neste mapa indicamos Coimbra, onde Álvaro de Abranches chegou a 5 de Fevereiro e muitas outras povoações fronteiriças referidas: Almeida, Pinhel, Sabugal, Sortelha, Alfaiates, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Freixo-de-Espada-à-Cinta, Guarda. Em Espanha localizamos Ciudad Rodrigo. 



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social XIII

Bens móveis da Misericórdia da Covilhã

      Como já publicámos, a administração da confraria segundo o Compromisso de 1516, cabia a um órgão colegial, designado por mesa, composto por treze elementos, um deles o provedor, que presidia e representava a instituição. Dos restantes, seis, obrigatoriamente, teriam que ser oficiais mecânicos e os outros, bem como o provedor, de melhor condição social; nove eram designados por conselheiros, um por escrivão e dois por mordomos.
      Encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias, inventários de bens da Misericórdia da Covilhã, que vamos hoje apresentar: a maior parte dos bens móveis são peças religiosas – arte sacra – e somente pouquíssimas de outro tipo. Há pouco tempo foi inaugurado na Covilhã o Museu de Arte Sacra que mostra retábulos, relicários, altares, crucifixos, livros, ourivesaria, paramentos litúrgicos. Vale a pena visitar.
      Em 1648, no dia 1 de Março, estando o cabido geral reunido, o provedor e a mesa apresentaram três propostas, uma das quais se relaciona com o nosso assunto: a entrega ao novo provedor de um inventário feito pelo provedor velho de todos os bens do cabido. Estas propostas deveriam vir a fazer parte dos estatutos.


 Bens Móveis

 1604 - Inventário das pesas da capella / e sancristia forão entregues ao P.e Pêro Vaz/

- o pontifical q deu Joam Soares com suas / alvas capa frontal almaticas e cor/dois de retroz

- o pontefical branco comu inteiro / o pano da tumba amarelo dos irmãos / outro pano tambe novo da tumba guar/necido de branquo q serve a todo /

- o pano velho da tumba

- huma capa de chamalote preto

- outra capa de damasco branquo / e a de jam soares

- hum pano do púlpito de sitim amarelo

- hum pano de chamalote preto do púlpito

- hum frontal de damasquilho da índia / de cores e xabastros de tafetá branquo /

- hum frontal de damasco amarelo usado

- huus pedaços de damasco amarelo e azul //

- dous frontais de altar hum de rede / outro de pano vermelo uzado q vem a ser / ãtre todos asi novos como velhos dez

- huma vestimenta de damasquilho amarelo / com seus xavastro azul com sua alva admito / e cordam

- outra de damasquilho vermelho cõ alva / admitto e cordam e o mais

- outra vestimenta de damasquilho vermelho / cõ suas pertenças /

- Huma vestimenta de chamalote preta / com xavastros de veludo da mesma cor preto /

- outra vestimenta de burato (sic), com xavastros / de veludo tudo preto. esta não tê alva.

- outra vestimenta de damasquilho vermelho / e branquo

- Sam as vestimentas sete afora os dos orna/mentos q não servem senão nas festas / sete.

- hum pano de estante grande de damasqui/lho branquo com as bordas de seda verme/lha

- outro da istante do altar de damasquilho / vermelho

 #

- duas sobrepelizes de linho e huma fina / da índia com sua taleiga que são três.

- humas toalhas finas da índia Guarnesidas de Seda.

- humas toalhas adamasquadas q são duas / da mesma taia mais q as toalhas todas são nove . S. seis adamasquadas e as três lhãns

- seis amitos . s. quatro novos e dous velhos

- três panos dos mõs do altar.

- dous panos de galhetas cõ hum prato / destanho

- huma alquatifa velha serve sobre / o quixão

- quatro quasticais de latam dous grandes

- duas bacias grandes da oferta

- três bacias pequenas das esmolas

                                     prata

- dous cálices cõ suas caixas hu delles / dourado
                                        #

- hum turibullo de prata novo

                                     livros

- hum missal grande novo e outro velho / três livros de canto

- dous manuais e duas bursas de cor/porais

- dous veos brancos e dos pretos q 4

- sete mezas de corporais. e quatro pu/rificadores

- três campas de tanger duas bandeiras pe/quenas

- huma escova de alimpar os altares

- huma arqua pequena onde se recolhe a cera

- quatro alenternas

- humas coredicas azuis cores mais / destopa e outras de rede /

- huma caixa de corporais onde estão / os sobreditos asima /

- três pedras dara e huma caixa das os/tias

- huma estante dourada

- huma caldeirinha dagoa benta

#

Todas estas pesas asima declaradas se / acharam nesta sancristia desta sancta / Casa da m.ia este anno de 604 e se / emtregarão ao p.e pêro Vaz mordomo da Capella o presente anno e se obri/gou a dar conta dellas em todo o tempo / que servisse a dita capella e asinou / e eu Paulo dazevedo q este fiz oie .5. / de julho de 604.

a)      pêro vaaz

a)  G.ªr Roiz

a)      Gabriel de fg.do     a) Antonjo manoel


1617 - Peças da Capela (Cousas que há daver na confraria)

Um pendão que tenha de ambas as partes a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, que estará numa grande haste de madeira com uma cruz de madeira em cima, que deverá acompanhar todos os autos de misericórdia quando for ordenado; uma campainha manual que servirá para chamar gente e sem a qual a confraria nunca sairá; saios negros para os irmãos que forem nos autos de misericórdia e haverá duas andas, uma para levar os corpos dos justiçados e a outra para transportar os corpos dos pobres e dos que se enterrarem com a confraria; e uma grande arca para se arrecadarem as receitas da confraria e outra arca, que estará na capela, para se depositar roupa para pobres, fruto da oferta do povo e uma pequena arca que estará na mesa onde reúnem os confrades, para nela serem lançadas as suas esmolas, estando vedado aos oficiais da mesa receber, em mão, quaisquer donativos.

Peças da Capela

Entre elas: uma bandeirinha para enterros da irmandade; duas corrediças do retábulo da sacristia, da Índia (sic), um pano de corrediças que deve de servir em o retábulo que está no Coro; uma estante de Pau da China dourada; uma custódia de prata dourada com seu cálix, dois cálices de prata, um turíbulo de prata, umas galhetas de prata, um pires de prata, um vaso dos santos óleos; várias alfaias da Igreja de damasco da Índia; peças de estanho de Flandres.

1617

Livros – um livro para as faltas dos irmãos que faltam aos enterros

Pão - Vários de várias aldeias

Doações

4 lençóis deu Joana de Mendanha

5 lençóis que vieram de Dornelas

Nota dos editores - Os documentos foram transcritos por Luiz Fernando Carvalho Dias do Arquivo da Misericórdia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Covilhã - As Coutadas I

As Coutadas

O Mosteiro da Senhora da Estrela e o seu abade receberam de D. Pedro, de D. Fernando e de D. João I coutada de uma zona do Rio Zêzere frente à Abadia, embora entretanto lhe tenha sido retirada, como já verificámos. As coutadas (ou o couto) e o rio Zêzere levaram-nos a publicar uns documentos do espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias. Até D. Manuel (1498), o que hoje nos parece singular, as coutadas eram habituais, pois o rei e até os nobres podiam conceder a alguém o privilégio de exercer em exclusividade actividades agrícolas, pecuárias ou piscatórias em determinadas terras ou locais, como no rio Zêzere.
     Primeiro publicamos uma Carta de D. João I, em que couta a ribeira do Zêzere junto do Castelo de Valhelhas (1) ao cavaleiro Fernão de Álvares de Queirós. Na carta de coutada é indicada a deliberação régia e a multa que os infractores devem pagar. Neste caso: “… Que perca as armadilhas e as redes com que pescar e demais pague ao alcaide bc libras…”. Ainda é interessante referir que se peça ao rei para possuir uma parte do rio com a finalidade de apanhar trutas para si e para os amigos. Estamos em 2012 e continuam a pescar-se trutas naquela zona.
            Em seguida mostramos duas cartas de coutada, também de D. João I, em terras do termo da Covilhã. Todos estes documentos dão conhecimento e forçam os juízes e oficiais régios a cumprirem e obrigarem a cumprir o que neles está expresso, inclusivé o pagamento de coimas.  



Coutada a Ribeira do zezer em dirreito do castello de valhelhas
 a fernã daluarez 


Dom Joham e etc. A uos jujzes que ora sodes de ualhelhas ou fordes ao diamte e a todallas outras nossas justiças e a outros quaaesquer officiaaes a que desto o conhecimento perteemcer por qualquer guisa que seia a que esta carta for mostrada saude sabede que fernã daluarez de queiroos caualleiro morador em essa villa nos êujou dizer que aas uezes elle queria mãdar matar alguas trutas em a Ribeira do zezer que uay per apar da dicta villa pera ssy e pera fazer serujço a alguus seus amjgos em o qual lugar nom achauam pascados por quanto a dicta Ribeira era corrida specialmente a rredor da dicta villa E que porem nos pedia por mercee que lhe coutassemos huu pedaço da dicta Ribeira em que elle pudese mandar matar alguu pescado que outrem ho nom matase em aquello que lhe assy coutarmos E nos veendo o que nos elle dizer e pedir enuyou e querendo lhe fazer graça e mercee Teemos por bem e coutamos lhe daquella Ribeira do zezer ê direito e em face do castello huu pedaco della quanto hua beesta pode cosar com huu virotam / em o qual pedaço seiam logo postos marcos da sua parte e da outra E postos assy os dictos marcos e diujsoões Mãdamos que nom seia nehuu tam ousado que lha a dicta Ribeira assy coutada e demarcada uaa pescar sem sua licença E que qualquer que em ella for achado a pescar que perca as armadilhas e as redes com que pescar e demais pague ao alcaide bc libras cada uez que em o dicto pedaço assy diujsado for achado sem sua licença e mãdado. E porem uos mandamos que o façades logo assy comprir e guardar e fazede logo tomar hua beesta de jgual cõdiçom e poer logo as diujsoões como dicto he por quanto nossa mercee e uontade he de lhe coutarmos o dicto pedaço de Ribeira pera elle auer do pescado aas uezes pera ssy e seus amjgos Umde al nom façades dante em stremoz xxbj dias de feuereiro el rrey o mandou per vasco gil de pedroso licenciado em leis seu uasallo e do seu desembargo nom seendo hi o doctor diogo martjnz seu compunhom joham fernandez a fez era de mjl iiijc L iiij annos. (Era de 1454 e Ano de 1416).


Coutada em Covjlhãa a alvaro fernandez


Dom Joham e etc. A vos juizes de covjlhãa e a todallas outras nossas justiças e a outros quaaes quer a que desto conhecimento perteencer per qualquer guisa que seia a que esta carta for mostrada saude sabede que alvaro fernandez nosso vasallo morador em essa villa nos dise que elle tem hûa defesa que he em termo dessa vjlla que parte pera o camjho que vay pera a do tabeliam ataa o peego dos galegos per a Ribeira de corêzes a qual diz que he coutada per nosso privjllegio que nom paçam ê ella gaados nem bestas nem lhe seguem ê ella hervas nem lhe talhem em ella Rama nem madeira nem lhe matem caça nem lhe façam nem lhe façam ( sic ) outro nehûu desaguisado nem dãpno sob certa pena em o dicto privjllegio contheuda segundo todo esto e outras cousas em o dicto privjllegio mjlhor e mais compridamente he contheudo E nom embargando que a dicta sua defesa assy seia coutada como dicto he diz que algûas pesoas moradores em a dicta villa e outras darredor da comarca lhe deitam os gaados e bestas a pacer em a dicta defesa e lhe cortam a madeira e lhe matam as caças e lhe fazem os outros mujtos desaguisados e que el os cita e demanda per as cojmas que lhe per nos he mandado que aia e que vos lhas nom queredes julgar e que vos mostra o dicto privjllegio e que lho nom queredes guardar segundo todo esto mais compridamente he contheudo em hûu stormento fecto per luis piriz tabelliam dessa villa que perante nos mostrou em a qual cousa elle diz que he de vos muito agravado e que porem nos pedia por mercee que lhe ouvesemos dello remedio e lhe desemos nossa carta pera nos que lhe guardasemos o dicto privjllegio e lhe julgasedes as coymas daquelles que lhe contra elle fossem segundo em elle he contheudo E Nos veendo o que nos assy dizia e pedia E visto per nos o dicto privjllegio e stormêto e as cousas em elle contheudas Teemos por bê e mandamos vos que veiades o dicto privjllegio que assy de nos tem e lho comprades e guardades e façades comprir e guardar bem e compridamête pella guisa que em ella he contheudo e sobre esto lhe nom ponhades outro nehûu embargo em nehûa guisa que seia Ca nossa mercee he de lhe seer bem comprido e guardado pela guisa que dicto he umde al nom façades dante em a cidade xxvj dias do mes de março elrrey o mandou per diego martîz cavaleiro doutor em leis seu vasallo e do seu desembargo. Joham stevez a fez era de mjl iiijc e Liij años. (ano de 1415)


Coutada ê Covjlhãa a alvaro vaasquez


Dom Joham e etc. A vos juizes da nossa villa de covjlhaa e a todallas outras nossas justiças e a outros quaaes quer a que esto ouverem de veer per qualquer guisa que seia a que esta carta for mostrada saude sabede que nos querendo fazer graça e mercee a alvaro vaasques morador em essa villa por mujto servjço que delle recebemos e entendemos de receber Teemos por bem e coutamos lhe hûa defesa que he em termo desa villa que parte pera o camjho que vay pera a do tabelliam ataa o peego dos galegos e polla Ribeira do  corrozes E porem mandamos e defendemos que nom seia nehûu atam ousado que lhe paça com gaados nem bestas na dicta sua defesa nem lhe seguem em ella herva nem talhem em ella rama nem madeira nem lhe mate em ella caça nem lhe faça em ella outro nehûu mal nem dãpno nem desaguisado E qualquer que em essas cousas ou cada hûa della for achado que pague ao dito alvaro ferrnandez de coyma por cada hûa cabeça de gaado grande dez soldos da moeda antiga que soya decorrer E por cada hûu cento dovelhas ou porcos ou outro gaado meudo vinte soldos da dicta moeda cada vez que em ello cada hûu for achado E de mais que lhe corregam todo dano e perda que lhe na dicta sua defesa fizerem E mandamos a vos que lhe façades assy guardar o dicto couto e pagar as dictas coymas e correger a dicta perda e dãpno cada que em ello forem achados ca nossa mercee he de lhe seer assy coutada a dicta sua defesa como dicto he por quãto fomos certo que este couto nom fazia prejuizo aos moradores dessa vjlla nem a mayor parte delles umde al nom façades dante na cidade de lixboa xxv dias de julho ellrrey o mandou por o doutor diego martîz e per vaasco gil de pedroso licenciado em leis seus vasallos e do seu desembargo lopo stevez a fez era de mjl iiijc R ix años. (ano de 1411)

Nota dos editores – 1) Valhelhas fica perto da Covilhã. Foi sede de concelho de 1187 a 1855. Hoje pertence ao concelho e distrito da Guarda.
Fontes - ANTT – Chancelaria de D. João I, Lº 3, fls. 180vº.
ANTT - Chancelaria de D. João I, livº 3, fls 129 vº.
ANTT - Chancelaria de D. João I, Livº 3, fls 180.
“Dicionário de História de Portugal”, dirigido por Joel Serrão, Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1963.
jfvalhelhasclix.pt

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Covilhã - Rui Faleiro VIII


Mais dados biográficos de Rui Faleiro – 1530



Hoje publicamos dois documentos de 1530 que comprovam que o processo entre Eva Afonso e Francisco Faleiro terminara, tendo continuado Francisco como curador de Rui Faleiro. Até quando viveu o cosmógrafo/navegador? Em 1531, em carta a Carlos V, Francisco Faleiro ainda faz alusão ao irmão; depois só refere as dificuldades e as necessidades por que tem passado (ele, Francisco); mas, a partir daqui, não encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias nenhum outro documento sobre Rui Faleiro. Em que documentos se basearam os que referiram a hipótese da sua morte na década de quarenta?

Depois de começarmos esta publicação encontrámos um documento de 1507 relacionado com Rui Faleiro. Iremos publicá-lo, bem como alguns aspectos biográficos de Francisco Faleiro e de outros covilhanenses que participaram na viagem de circum-navegação chefiada por Fernão de Magalhães.

Real cédula para que se pagasen a Francisco Falero las cantidades que Ruy Falero tenía devengadas de su sueldo

 La reina  (1) – Nuestros Oficiales de la Casa de la Contratación de las Índias, que residen en la cibdad de Sevilla. – Francisco Falero nos hizo relación que de las quitaciones quél y el conendador Ruy Falero, su hermano, tienen de Nos en esa Casa les están por pagar dos años, poço mas o menos, y que aunque por Nos vos haya sido mandado que les paguéis por sus tercios, conforme a las ordenanzas desa Casa y como se acostumbran pagar en ella las otras quitaciones, no lo habéis querido hacer, habiendo pagado las otras quitaciones y libranzas que están fechas en esa Casa, de quél y  el dicho su hermano reciben mucho agravio y daño, mayormente no teniendo el dicho su hermano outra cosa de qué se alimentar y sustentar, y me suplico y pedió por merced vos mandase que luego, sin dilación alguna, les pagásedes todo lo que ansi se les debiese de sus quitaciones, o proveyésemos en ello cono la nuestra merced fuere. y Por ende, yo vos mando que todo lo que se les debe a los dichos comendador Ruy Falero y Francisco Falero, su hermano, y les está por pagar y han de haber, conforme a la merced que de Nos tienen en los libros desa Casa, se los paguéis luego sin dilación alguna, y de aqui adelante les pagueis lo que hubieren de haber, conforme a la dicha merced. Fecha en Madrid, a cuatro dias del mês de hebrero de mill e quinientos e treinte. – Yo La Reina .- Refrendada de Samano. - Señalada del Doctor Beltrán y del Obispo de Cibdad Rodrigo y del Licenciado de La Corte y Juárez.


Arquivo das Índias, Sevilha

Real cédula para que se entregasen a Francisco Falero las cantidades que de su sueldo habia devengado y sobre las quales se trabó pleito con Eva Afonso, que las habia hecho embargar.

La reina – Nuestros Oficiales que residis en la ciudad de Sevilla en la Casa de la Contratación de las Índias. – Bien sabeis el pleito que en esa Casa ante vosotros ha pendido entre partes de la una Francisco Falero, hermano del comendador Ruy Falero, e como curador de su persona e bienes, e de la outra Eva Alfonso, mujer del dicho conendador Ruy Falero, sobre que por los del nuestro Consejo de las Índias en cierto pleito que ante ellos pendió entre los dichos Francisco Falero y Heva Alfonso sobre quién habia de tener la curadoria y administración de la persona y bienes del dicho Ruy Falero, mandaron que, si la dicha Heva Alfonso quisiese ir hacer vida maridable con el dicho su marido, entretanto que estoviese en su conpañia, el dicho Francisco Falero fuese obligado a gastar con ella y el dicho su marido lo que hobiesen menester hasta la cuantidad que el dicho Ruy Falero tiene de Nos en esa Casa, como su curador e persona que tiene cargo de los cobrar; y en cuanto la dicha curadoria, reservaron su derecho a salvo a la dicha Heva Alfonso para que lo pidiese ante quien viese que le cumpliese, según que en la dicha sentencia e abto de los del dicho nuestro Consejo se contiene: en el cual dicho pleito que ante vosotros ha pendido mandastes que si la dicha Heva Alfonso quisiese estar fuera de la conpañia del dicho Francisco Falero con el dicho su marido, porque se quexó que del dicho Francisco Falero era maltratado, lo pudiese hacer y el dicho Francisco Falero fuese obligado a gastar con ellos lo que, con o dicho es, el dicho Ruy Falero tiene en esta Casa, segúnd que en la sentencia que sobre ello distes más largo se contiene, por la cual mandastes que se le acudiese con la dicha quitación al dicho Francisco Falero para la gastar, con o dicho es; de la cual, por parte de la dicha Heva Alfonso fué para ante Nos apelado, y en el dicho nuestro Consejo se presentó en grado de apelación, y asimismo el dicho Francisco Falero apelo de que, como dicho es, mandastes que si ella quisiese estar fuera del poder del dicho Francisco Falero con el dicho su marido, lo pudiese hacer y gastase con ellos la dicha quitación; y por ambas las dichas partes fueron dichas e alegadas ciertas razones cada uno dellos en guarda de su derecho, hasta tanto que se concluyeron: e por los de nuestro Consejo fué habido el dicho pleito por concluso e acordaron que debiamos mandar dar esta mi cédula para desembargar al dicho Francisco Falero, la quitación e merced que de Nos tiene en esa Casa el dicho Ruy Falero, su hermano, e acudille con todo ello como a su curador, e yo tóvelo por bien: por ende, yo vos mando que acudáis e fagáis acudir al dicho Francisco Falero, o a quien su poder hubiere, con todos e cualesquier maravedis que asta agora se le deben y están embargadas al dicho Ruy Falero de lo que de Nos tiene en esa Casa y de aqui adelante hobiese de haber, sin le poner en ello embargo ni impedimiento alguno, que Nos por la presente alzamos e quitamos cualquier embargo o secresto que en ellos este puesto a pedimiento de la dicha Heva Alfonso por razón de lo susodicho. – Fecha en Ocaña, a diez e nueve dias del mês de noviembre de mill e quinientos e treinta años.Yo La reina. – Por mandado de Su Majestad. – Joan Vazquez. – Y al pie están três señales de firmas.

En veinte e nueve dias del mês de noviembre de mill e quinientos e treinte años se libraron en el dicho tesorero Francisco Tello a Francisco Falero, hermano del dicho Ruy Falero, e como a su curador, cincuenta e dos mill e ochocientos e treinte e três maravedis, que ha de haber a cumpimiento de todo lo que al dicho Ruy Falero se le debe en esta Casa de su salário hasta fin del mês de agosto deste dicho año de mill e quinientos e treinte, de los cincuenta mill maravedis que Su Majestad le mando dar en cada un año.

Nota dos editores – “La reina” pensamos que seja Isabel de Portugal, filha de D. Manuel I, mulher do rei de Espanha, Carlos I, também imperador Carlos V. O Rei esteve muitas vezes ausente de Espanha devido à guerra contra a França, contra o Império Otomano e contra o luteranismo nascente.
Fontes – “Historia de Chile”, vol. I, pags 266 e 267, Docº XCII e pags. 270 e 271, Docº XCV in Archivo de Índias, 148 – 1 – 3, lib. I, fol. 48; e 39 - 2 - 2/9

http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/11/covilha-rui-faleiro-iii.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/09/covilha-rui-faleiro-i.html