terça-feira, 22 de maio de 2012

Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social XVIII




Os bens imóveis, já o dissemos, provinham de legados e de doações que incluíam sempre certas obrigações para o donatário ou favorecido. Hoje publicamos doações à Misericórdia da Covilhã que comprovam que as confrarias da Alâmpada continuaram a existir depois da fundação da Misericórdia e só se extinguiram formalmente no ano de 1658.

Doação que fizeram os confrades da Alâmpada de S. Pedro desta Vila à Santa Casa da Misericórdia desta Vila (1658)

   Saibam quantos este público instrumento de doação … irrevogável inter vivos valedoura pe…lo melhor modo de direito ou como por outra …. melhor dizer se possa e mais valha em como no ano do nascimento de nosso senhor Jesus Cristo de mil e seiscentos e cinquenta e oito anos aos vinte e cinco do mês de Agosto do dito ano em esta notável vila de Covilhã e santa casa da Misericórdia desta vila aonde eu tabelião adiante nomeado fui, aí estando presentes José de Macedo Tavares, provedor que ora é da dita santa casa e mais deputados da mesa adiante assinados e, bem assim, Diogo Pereira de Leão e Manuel Lopes, barbeiro e Francisco Ribeiro e Jacinto Gomes Pacheco, todos moradores na dita vila e confrades da Alâmpada de São Pedro foi dito perante mim tabelião e das testemunhas adiante assentes que eles de sua livre vontade davam e doavam à santa casa da Misericórdia os foros e pensões pertencentes à dita confraria, assim da maneira que eles haviam e possuem e mais e melhor se melhor os pudessem haver e possuir e podem tratar de tudo e direito o que lhe pertencer e bem assim lhe davam um cálix dourado de prata com sua patena e caixa que está em poder do Revº Prior de S. Pedro desta vila, com a obrigação de uma missa à última oitava do natal pelas almas de seus antecessores e pelas suas deles confrades e para poderem melhor cobrar os ditos foros disseram que entregavam os livros que havia da dita confraria em poder do Padre Manuel Francisco Serra que como capelão que é da dita confraria os tinha o que tudo davam e doavam para alimentos dos pobres da dita Santa casa por que a dita confraria de todo estava extinta e se não pagavam os foros nem se diziam as missas, nem se davam as refeições acostumadas e, por tudo estar perdido, para neste ano se poder melhor satisfazer a obrigação da dita confraria com se dizer a dita missa em cada um ano cobrando-se os ditos foros e esta doação disseram que se obrigavam a cumprir e guardar sob obrigação de suas pessoas e bens sem jamais contra ela irem em parte ou em todo e logo pelos ditos provedor e mais deputados foi dito que eles aceitavam esta doação dos ditos foros da dita confraria e se obrigavam a dizer nesta Santa Casa a dita missa na última oitava do Natal pelas almas dos confrades antigos e pela deles doadores sem a mais haver falta alguma nesse cumprimento para o que disseram, obrigavam os bens da dita Santa Casa e em testemunho e fé de verdade assinam e outorgam eles contraentes e de tudo mandaram fazer este presente instrumento e azam (?) e ouviram ler e assinaram todos e eu tabelião como pessoa pública estipulante e autuante, estipulei e autuei esta escritura em nome de pessoa ou pessoas ausentes a quem a aceitação dela deva e há-de pertencer e as testemunhas que a tudo foram presentes e assinaram Manuel Roes e António Gomes, ambos desta vila, Manuel Álvares Fatela, tabelião público de notas por sua Magestade.
a) Manuel Lopes; a) Migel …a) António Gomes; a) Roiz; a) o provedor José de Macedo Tavares; a) Vicente Gomes; a) Manuel Leitão; a) Manuel da Costa Lemos; a) António Simões; a) Manuel Balseira; a) Vicente Pinto de Gouveia; a) Jorge Vaz.

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Foros da Alâmpada de S. Pedro que também se deram por outra doação a esta Santa Casa. (1658)

Domingos Fernandes Raposo por um souto que foi do Páscoa, 2 galinhas ou 200 rs.; Manuel Delgado Garrido de um pomar que foi de sua sogra; uma galinha ou cem rs.; os herdeiros de Sebastião de Gouveia, de um chão, 80 rs.; Francisco Fernandes de S. Paulo, de uma casa, 100 rs.; Maria Roiz da Madanela, 50 rs.; Henrique Fróis das casas que comprou a Manuel Fernandes 230 rs. e uma galinha; as filhas de Francisco da Veiga, 80 rs.; Francisco Esteves 115 rs.; Boidobra:- os herdeiros de Gonçalo João, meio alqueire de trigo e uma galinha; os mesmos duas galinhas e meio almude de vinho e 60 rs. de outra vinha, digo 160 rs. da vinha da pata grega; Domingos Fernandes, capador, meio alqueire de trigo e meio tostão em dinheiro; António Fernandes, de umas vinhas que foram de seu sogro Domingos Martins, um alqueire de trigo pela velha e um almude de vinho pela velha e três galinhas e quarenta res. Em dinheiro; a mulher de Manuel Carvalho, da fazenda de Manuel Gomes, de umas vinhas que traz o Ruas da Boidobra, um alqueire de trigo e uma galinha; Isabel Antunes, a Castelhana, paga de duas vinhas que eram de Beatriz Nunes Canas, um alqueire de trigo e duas galinhas.

Brueghel - Obras de Misericórdia

Doação inter vivos valedoura que fazem os confrades da confraria de São Paulo desta vila à Santa Casa da Misericórdia da mesma (1658)

   Saibam quantos este público instrumento de doação irrevogável inter vivos valedoura pelo melhor modo de ser ou como por outra via melhor dizer se possa e mais valha …… em como no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e seiscentos e cinquenta e oito anos aos vinte e um dias do mês de Agosto do dito ano nesta notável vila de Covilhã e Santa Casa da Misericórdia desta vila aonde eu tabelião adiante nomeado fui e aí estando em mesa presentes o provedor José de Macedo Tavares e mais deputados no fim desta assinados e bem assim estando presentes o Revdo Tomás Fraústo, prior da Igreja de São Martinho desta vila e o Revdo Manuel Ramos de Calvos e Manuel Lopes, barbeiro, Mateus de Almeida de  Escobar  e Sebastião Roiz de Osório (?) todos moradores na dita vila e confrades da Confraria da Alâmpada de São Paulo da mesma, todos pessoas que eu tabelião conheço, logo por eles ditos confrades da dita confraria todos e cada um foi dito perante mim tabelião e das testemunhas adiante assentes que eles por entenderem ser mais em serviço de Deus e conservação dos sufrágios da dita confraria e a ela era obrigada faziam irrevogável doação dos foros da dita confraria e das propriedades direitos e acções dela à dita Santa Casa da Misericórdia assim do principal como dos caídos até ao presente, isto de sua livre vontade pelo amor de Deus e para as despenderem em alimentos dos pobres que a dita Santa Casa alimenta e isto com a obrigação de sete missas em cada um ano, quatro nos quatro dias solenes de Nossa Senhora a saber Natividade, Assunção, Purificação e Anunciação e três, uma em dia de São João Batista, outra em dia de São Miguel e outra em dia de Todos Os Santos as quais se dirão nesta Santa Casa pelas almas deles irmãos e de seus antecessores e de alumiarem uma alâmpada que está na dita Igreja de São Paulo a qual reconvêm (?) e ordenam se mova para esta Santa Casa nos domingos e dias santos e as missas declararam se dissessem nesta dita igreja por não haver obrigação precisa de se dizerem em outra alguma parte e a rubrica desta doação e obrigação se porá na tábua desta Santa Casa para melhor se dar cumprimento a esta obrigação e encargo e as propriedades e foros se contém em dois livros com os róis ….// que ao fazer desta se entregaram por eles confrades ao dito provedor e deputados para de tudo se fazer título no livro da dita Santa Casa, esta doação disseram se obrigavam a cumprir e guardar sem dúvida nem embargo algum, a alâmpada de que se faz menção está na dita Igreja de São Paulo se entregará ao dito provedor e deputados para a porem nesta Santa Casa e para tudo melhor cumprirem disseram que lhe não chamavam a privilégio ou ou (sic) liberdade a que chamar se possam para em parte ou em todo irem contra esta escritura nem se chamarão a engano e logo pelo dito provedor e deputados da dita Santa Casa da Misericórdia foi dito que aceitavam esta doação na forma que atrás fora relatado e se obrigavam a cumprir com a dita obrigação de missas e a alumiar da dita (sic) alâmpada nesta santa casa sob obrigação dos bens dela sem faltar a coisa alguma no que atrás fica dito e encarregado e em testemunho e fé de verdade assim entregaram eles contra …… doadores e doados e de tudo mandaram fazer o presente …. Que leram e ouviram ler e assinaram e eu tabelião como pessoa pública estipulante e autenticante estipulei e autentiquei esta escritura em nome da pessoa ou pessoas ausentes a quem a aceitação dela deva e acode pertencer e as testemunhas que a tudo foram presentes assinaram Miguel Roiz hospitaleiro da dita Santa Casa e João Gonçalves Roda da dita vila Manuel Alvarez Fatela tabelião público das notas por Sua Majestade o escrevi

a) Prior Tomás Fraústo    a) Pe Manuel Ramos de Calvos 
a) Mateus dalmeida descovar             a) Manuel Lopes
a) Sebastião Roiz dizoro              
                              a) O provedor Joseph de Macedo Tavares
                                                       a) Vicente de Gouveia
a) Jorge Vaz                        a) Manuel da Costa Lemos
a) Manuel Leitão                              a) António Simões
                                de João + Glz Roda
a)      Roiz
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Foros da Confraria da Alâmpada de S. Paulo que se deram por outra doação a esta Santa Casa (1658)
Francisco Fernandes Delgado paga de foro de um souto 50 rs.; João Mendes Tereso de uma vinha e terra 200 rs.; os herdeiros de João de Sousa Falcão e assim sua mulher dos soutos do Prado quem os tiver pagam 270 rs.; O licª Estêvão Correia de um souto; as filhas do Orgudo (sic) de um souto 80 rs.; Diogo Fernandes Laranjo das casas 100 rs.; Domingos Fernandes Raposo, de um souto; António Fernandes Coelho de um souto da Faleira; Filipe Caldeira dos soutos e mais fazenda desta Alâmpada 370 rs.; a filha do Panalvo, de S. João, da casa 200 rs.; a mulher de Francisco Antunes Espicaçado de um souto de Pedro Cabral 240 rs.; Mateus Fernandes Farinha de um souto, 80 rs.; Francisco Esteves de uma terra e souto 100 rs.; Brás Luís de uma vinha que comprou 80 rs.; Maria da Serra de um chão 100 rs.; António Botelho, o Coca, da casa 100 rs.; O feitor de Luís Louseiro de um souto 100 rs.; a mulher de Manuel Nunes Cabaço de uma vinha 100 rs.; a viúva de Francisco Coelho de um olival que foi de Maria de Figueiredo 100 rs.; Domingos da Veiga pelos filhos do Licº António Mendes de uma terra 50 rs.; João Camelo de uma casa da sogra 100 rs.; Manuel Fernandes Serpinha de uma terra 100 rs.; Tomé Roiz, de uma vinha, 50 rs.; Maria Ravasca dumas oliveiras 100 rs.; Teodósia Correia Cabral, da casa da rua Direita, 50 rs., Maria Vaz de Aldeia, de uns soutos 100 rs; a mulher de Francisco Roiz da Costa, da casa que foi de Francisco Ravasco, seu pai, a Stª Marinha, 2 alqueires de centeio, meio alqueire de trigo e meio almude de vinha; João de Sequeira, da casa, 100 rs; Maria Fernandes a Correia, de uma vinha, um almude de vinho e um alqueire de trigo; Maria de Sá a Quitéria da casa em que vive 100 rs.; Maria Luís da casa que foi de Babel Francisca 100 rs; a fazenda de Ana Cardoso 100 rs.; Martim Fernandes Feio, de S. João, de uma vinha 100 rs.; Ana Francisco Gorrião de uma vinha 140 rs.; o feitor de D. Maria de um souto, 100 rs.

Nota dos Editores – Estes documentos foram transcritos do Arquivo da Misericórdia da Covilhã por Luiz Fernando Carvalho Dias.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Covilhã - O Senhorio I


Como pensamos começar a publicar algum material do espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias relacionado com o senhorio da Covilhã, apresentamos hoje um interessante documento do século XVI (1541), da época do Infante D. Luís, um dos senhores da Covilhã. É um rol das pessoas que têm cavalo, rocim (cavalo de pequena estatura ou pileca), mula ou égua na região da Covilhã. D. Luís, filho de D. Manuel e irmão de D. João III, era da alta nobreza, embora no século XVI encontremos algumas modificações neste grupo social, relacionadas com a centralização política e com a expansão. Contudo uma nobreza provincial, uma dúzia de famílias, continua a deter títulos e terras; abaixo daquela camada social encontra-se a nobreza de espada: os vassalos, fidalgos, cavaleiros e escudeiros.   O interesse e a preocupação pelas conquistas no norte de África e na Índia percorrem todo o século XV e XVI: neste século sabemos de algumas praças conquistadas na Ásia devido às políticas dos vice-reis e de outras em África. Os Mouros e os Turcos foram uma preocupação governativa, quer dos reis portugueses, quer dos castelhanos e até do Papa. O próprio infante D. Luís combateu em Tunis em 1535, tendo sido recompensado por Carlos V com um relicário do Santo Lenho que se encontra na Covilhã, na Igreja de Santa Maria.
A curiosidade desta lista está nas indicações que nos traz: os nomes das pessoas, a idade, a sua situação social, a sua ligação à administração central ou local e a profissão. Convém referir que encontramos neste rol muitos cavaleiros, fidalgos, escudeiros, aios, pajens, um clérigo nobre, bem como mercadores que dizem “nã ter crjaçã de nigem”. Alguns já são nossos conhecidos de outras publicações: D. Joana de Castro, Fernão de Anes, Mendo Cão, D. Cristóvão de Castro. Encontramos correlação entre a posição social e o tipo de animal referido. A caracterização dos animais é muito pormenorizada o que nos leva a crer que esta relação interessasse grandemente aos projectos militares do Rei e do Infante D. Luís. Outra curiosidade é a quantidade de éguas existentes nas povoações rurais do termo da Covilhã.(1)

Trelado da dilijêcya que se fez por mãdado del Rey e Jfate dom luis nosos senhores sobre os cavalos e Rocys e egoas desta vila e termo 

Anno do naçymento de nosso senhor Jhesu christo de mjll e bc Rj annoss aos xxbij dias do mes de mayo na vila de couylhã nas pousadas de dona joana de crasto camaraira moor da ifanta filha del Rey nosso senhor etc estando hy pousado antonio Jill senhorio do logar daldea noua das donas termo da dicta villa e estando outrosy hy o Licenciado antonio barros Juiz de fora cõ alsada na dicta vila he termo pelo Ifante dõ luis per autoridade del Rey nosso senhor / loguo eles sobredicttos mãdarã chamar a mj tabeliam ha diante nomeado e me diserã como ell Rey nosso senhor e asy o Jfante outro sy nosso senhor lhes mãdavã asêtar ho numero dos cavalos que avya na dicta vila e termo e asy a jête outra todas asarmas que tynhãa segundo lhe mãdavã per hu Rejymento seu que lhe mãdara pera fazer o que dicto he e asy hua provisã de dom dioguo alcajde moor e capitã da dicta vila pera ele antonio Jyll ho fazer cõ ele Juiz a que tãm bê viera hua carta do Jfante nosso senhor pera o dicto caso e que por bê do que dicto he eles queriã loguo começar fazer a dicta diljjêcya comiguo tabeliam que pera o dicto caso escolherã por acharê ser mais auto pera Jso e açeyto pera o serviço de suas altezas he segredo da Justiça por me mãdarê que so carguo do Juramento dos santos avãjelhos que me derã que eu tevesse ê segredo ho numero da jête de cavalo quee se achasse e guardase em todo o serviço de suas altezas e eu ho promjtj asi fazer por o dicto juramento cõ eles juiz e antonio Jyll como alcajde moor e capitam per sua provisãa da quall hua e outra os trelados sã os segjntes Eu dom djoguo de crasto alcajde moor e capitam da vila de couilhãa cometo mjnhas vezes ao senhor antonio Jyll pera ê loguar dalcajde mor da dicta vila fazer a dylijêcya que el Rej nosso senhor sobre os cavalos que ha na dicta vila e termo mãda fazer a quall comjsã lhe dou por o asy aver por seu serviço ho mujto escrarecçydo prycipe e senhor o jfante dõ luis senhor da dicta vila ffecto ê êxabregas aos dezasete dias de majo era de J (mil) bc Rj anos // a quall provisã hera asynada pelo dicto dom dioguo segundo se por ela mostra//.

D. João III

Amtonio barros eu jfante dõ luis vos êvjo muito saudar ell Rey meu senhor / quer saber os cavalos que ha ê esa vila de couilhã e seu termo êcomêdo vos que façais loguo esta dilijêcya cõ antonio jill cõforme ao Rejymento qujo trelado vos ele apresêtara e isto cõ certa brevjdade e segredo como de vos cõfyo e me êviay o que asy fizerdes çarado e aselado per pesoa fjell sprita ê lixboa a xbj de majo luis goncaluez a fez de J bc Rj anos / a quall carta mostrava ser asynada per sualteza//.
E trelado asy todo como dicto he o dicto antonio jyll e antonio barros juiz mandarã a mj tabeliam de todo fazer este auto e que loguo comecase fazer obra como de fecto loguo no dicto dia ê as pousadas do dicto antonio Jyll ele e o dicto Juiz mandarã vyr hy todos hos homêes que tynhã cavalos e asy se hêformarã de quê os tynha na vila que nã esteuese nela e se fez e vierã hy todos se spreveo pela maneira segujnte pero ffrancisco tabeliam ho esprevi cõ ãtrelynha que diz moor//. 

fernã carvalho sprivã da camara da vila de couilhãa dise ser cavaleiro de jeraçã uiueo cõ dom Joã lobo filho que foy de barã vyvio e vyve sêpre como cavaleiro e teve sêpre caualo (1) e mostrou hu caualo meão castanho sera de jdade de qorêta e cynqo anos pouqo mais ou menos//.
Rodrigo afonso tabeliam judiçiall teve sêpre cavalo ffoy crjado de dom Rodrigo de crasto que deus tê mostrou hu cavalo (2) castanho meão sera de sesêtanos pouqo mais ou menos.//
ffrancisco da costa sprivã dos orffãos dise ser caualeiro da casa del Rej nosso senhor acreçêtado de moço da camara por diante teve sêpre cavalo apresêtou hu caualo (3) ruço cavalo ao parecer pera soffrir muito trabalho omê que sera de corêtanos pouquo mais hou menos.//
Estevã Ryquo djse ser paje de dom Rodrigo de crasto que deus tem e ffilho de cavaleiro e caualeiro por sy e de jeraçã djdade de cinqoêtanos poqo mais ou menos teve sêpre caualo (4) e mostrou hu cavalo castanho meão esquro meão e dise que hera vedor e ffejtor dos panos da vila.//
ffernã de annes mercador dise nã ter crjaçã de nigem vive õrradamente e abastado teue sêpre caualo (5) e tem ao presente e por ser ffora o nã mostrou e dise loguo estevã Riquo que ele ffernã de anes tynha hu caualo castanho craro pera pasar e por os synais que dele deu o dicto esteuã Riquo o mandarã sêtar no Livro dos caualos sera de jdade de corêtanos pouqo mais ou menos.//
ffrancisco vaz meyrynho da vila dise ser criado de joã ffogaça que deus tê ffoy seu paje e ayo de seus netos / teve sêpre caualo (6) e ao presête tem hu cavalo castanho craro e dise mais ser neto de Vasco martinz caualeiro de ljnhajê e mostrou delo hua carta del rey dom afonso ê porgamjnho cõ hu sello pêdete e serja de jdade de cjnqoêtanos pouqo mais ou menos.//
O Licenciado mendo quã dise nã ter obrygaçã de pesoa algua e ser caualeiro de jeraçã teve sêpre caualo (7) e mostrou hu cavalo castanho craro meão ele sera de xxbij anos.//
pero teixeira juiz das sysas dise ser de jeraçã de caualeiros fydalguos dos ljvros del Rey e ele criado del Rey a saber moço da camara teve sêpre caualo (8)e dise ser neto de Vasco paiz de castelo branquo que hera ffjdalguo da casa do jffate dom ãRyque / e apresentou hu cavalo Ruço meão / e ele djdade de trjtanos.//
lujs tome sprivã dos orffãos dise ser caualeiro de ljnhajem e criado de dom chrispovã de crasto teve sempre caualo (9) mostrou hu caualo escuro e ele ser de trjta e cjnqo annos poucquo mais ou menos.//
gaspar da costa dise ser de jeraçã de caualeeiros e criado de dom nuno manoell que deus tê e de trjta e cjqo annos teve sêpre caualo (10)e o ter aguora e por ser ffora o nã mostrava e diserã esteuã Ryquo e ffrancisco vaz muito (?) conhecer (?) o seu caualo dele gaspar da costa que hera hu caualo castanho de bom corpo.//
joã nunez dise ser de jeraçam de cavaleiros e djdade de cyqoêta e cynquo ate lx anos e ter sêpre caualo (11) e criado de joã gomez da sylua craveiro e ter hu cavalo murzelo creçydo e por ser ffora o nã mostrou.//
Lourenço nogeyra dise sser criado do jffante dom ffernando que santa groria aja e de jeraçã descudeiros e na vila he tido por escudeiro djdade de qorêtanos poqo mais ou menos mostrou hu potro (12) ffouveiro de tres anos.//
dynis amriquez mercador tê hu caualo (13) Ruço e nã he na terra e mandarã a mj tabeliam que por saber diso dese aquy mynha ffe e diguo que tê hu caualo Ruço bõ e ele djnis anrriquez nã parece ora n terra por algus Respeytos e sera de qorêtanos pouqo mais ou menos.//
gonçalo lopez mercador mostrou hu cavalo (14) Ruã bõ e crecydo e sera de jdade de trytanos poquo mais ou menos e dise nã obrygacã algua./
Antonio cardoso alcajde dise ser cavaleiro ffjdalguo de jeraçã e de jdade de lxb anos poqo mais ou menos teve sêpre cavalo (15) e apresêtou hu cavalo castanho meão/
Antonio diaz mercador tê hu cavalo (16) castanho escuro grande de corpo bom e por nã estar ele nê o cavalo na vila mandarã ffazer esta decraraçã a pero vaz e antonio cardoso que diserã ser verdade o de acjma dicto e asj ter sêpre caualo e djdade de qorêta e cynqo annos poquo mais ou menos / e nã tê criaçã de ffidalgo nhu e eu tabeliam asi o digo//
manoell da costa mercador nã he na vila e tem hu cavalo (17) Ruço de bom corpo e bom cavalo e asy o dise antonio cardoso alcajde e pero vaz e eu tabeliam e teve sêpre cavalo e sera de trjtanos poquo mais ou menos e nê he sobre obrigaçam de pesoa algua.//
pero vaz dise ser de jeraçã descudeiros e cavaleiros e criado de dom Rodrigo de crasto que deus tem djdade de l.tª anos ate cyqoêta e cynquo annos teve sêpre caualo (18) mostrou hu potro de dos anos andrino que vira cavalo de marqua.//
pero vaz tabeliam das notas nã sta na vila e djserã antonio cardoso e pero vaz escudeiro que stava avjdo por escudeiro e que ffora criado de chãcarell moor e de jdade de qorêta anos poqo mais ou menos / e que tevera sêpre cavalo e aguora tynha hu caualo (19) castaho meão e pella êfformaçã que dele derã se mãdou asêtar no Livro dos cavalos.//
Antonio lopez anadell dos besteiros nã sta na vila he mercador e tê hu caualo castanho (20) de bõ tamanho e sêpre teve caualo e sera de qorêtanos poqo mais ou menos / e por ele nê ho cavalo nã ser na vila se asêtou jsto asy a dicto dantonio cardoso e de mj tabeliam que digo ser asy.//
manoell diaz mercador nã tê obrigaçã de nigem he de xxx annos poqo mais ou menos mostrou hua egoa Ruça de bom corpo que vista mãdarã sêtar no Livro dos cavalos (21) por ser pera jso.//
baltezar dazevedo Juiz dos orffãos da vila dise ser moço da camara del Rej dom manoell que santa groria aja he o acrecêtara a escudeiro e dj a caualeiro e que era djdade de ciquoêtanos e teve sêpre cavalo (22) apresentou hu cavalo Ruço casy tostado darezoado corpo // fiz ãtrelinha que diz del Rey dom manoell.//
antonio de matos dise ser caualeiro da casa del Rey nosso senhor djdade de lx anos pouqo mais ou menos teve sêpre cavalo (23) e por ser mall disposto tê hua mula (1) vaja ê que anda/
Ruy nunez dalbuquerque nã he na vila dis se ser parête de dom djogo de crasto alcajde moor e por tall he tydo avjdo he de sua criaçã tê hu cavalo (24) de corpo./
djogo ffernandez cjdadã dise nã ter obrigaçam algua dise ter hua egoa (1) destrebaria muito cstanha e castyça teve sêpre cavalo  e ao presête sta sê ele sera didade de qorêtanos pouquo mais ou menos./
digo eu ffrancisco da qunha ffreyre que sã ffidalgo da casa del Rey nosso senhor e asy me acharã asentado nos ljvros e que sêpre tyve cavalos e cavalo ha pouqo tempo que me ueyo hua êffermjdade que nã podia andar nele e vydio e cõprej hua mula (2) que agora tenho e quãto ha as armas por mjnha jdade ser perto de sesêtanos os dey a meus paretes que nã tenho mais de lanças e rodellas.//
dom chrispovã de castro ffidalguo da casa del Rej nosso senhor e do seu cõselho tê hua ffaqa muito boa e hua mula (3) ao presête.//
antonio tavares ffidalguo da casa do mestre de sãtyaguo e comêdador dourique teve sêpre caualos e ao presête tê hu cavalo (25) e hua mula (4) e de çyqoêta anos pouqo mais ou menos e por ele nê o cavalo nã starem na vila se asêtou isto asi a dicto dantonio Jyll que o ffiz como atras no ato ffiz mêçã./
esta naldea de joane dom gaspar de sousa ffjdalguo da casa del Rey nosso senhor que dise a antonio jill vyr agora da corte e que disera a el Rej nosso senhor o cõ que o podia servir.//
Antonio jill senhoryo do logar daldea nova termo da dicta vila dise nã ter obrigaçã de njgem e mostrou dos cavalos (26, 27) bõs e teve sêpre cavalos sera djdade de lb anos poqo mais ou menos./

Aos trynta dias do mes de majo de mill e bc Rj annos no logar do trytosendo termo da vila de coujlhãa os dictos Licenciado antonio barros juiz e asy antonio jyll ffizerã ha dicta deljjêcya que sualteza manda ffazer e se ffez hy toda da maneira que se sege e asi a mandarã sprever e ffazer a mj tabeliam pella maneira que se sege pero ffrancisco tabeliam ho esprevi./
Se achou que o pryor garçya de ffigueiredo pryor da Igreja do dicto logar tynha hu caualo (28) castanho boom e hua mula (5) murzela e he homê ffidalguo e desa casta e djdade de qorêta e cynqo anos pouqo mais ou menos e esta êfformaçã se sêtou asi per baltesar luis dominguiz luis seu qunhado/
leam sardjnha dise ser cavaleiro da casa del Rey nosso senhor e que ffoy criado de Ruj de melo de proêça e de jdade de qorêta e cinqo annos pouqo mais ou menos teve sêpre cavalo e ao presête mostrou hu cavalo (29)  castanho bom//
nuno camelo dise ser de jeraçã de caualeiros e que ffoy criado de bras telez a saber seu paje e servjo o cardeall que santa groria aja de moço da camara e de jdade de tryta anos poqo mais ou menos mostrou hu potro (30) Ruço de bõ corpo de dous annos e sêpre dise ter cavalo//
se achou vyver no dicto loguar hu manoell deça que diserã leã sardinha e baltezar lujs ser djdade de xxb anos e que era de jeraçã de cavaleiros e jête hõrrada e ter sêpre cavalo e ao presente ter hu cavalo (31) Ruço meão e por o que dele e do cavalo se dise sentou asy aquj//

Aos trynta dias do mes de majo de J bc Rj anos na vila de couilhã os dictos antonio jill e antonio barros juiz djserã que no logar do souto da casa nã vivya mais que hu ãrrique vaz que tevese cavalo e estava hy ele e o cavalo e se sêtase hy e asy mesmo a dioguo ffernandez dalcongosta todo termo da dicta vila que outrosi hy stava presête ele e o cavalo e per nã aver mais ê estes logares que se ffizese hy a dljjencya e se ffez por elo da maneira que se sege e madou a mj pero ffrancisco tabeliam que a ffizese como se sege//
Anrique vaz do souto da casa dise ser escudeiro da casa del Rey nosso senhor e criado de jorge da sylva que deus tê e didade de qorêta e cynqo annos pouqo mais ou menos sêpre teve cavalo (32) e apresentou hu cavalo castanho meão//
dioguo ffernandez dalcongosta dise ser escudeiro do bispo da guarda djdade de cynqoêtanos poqo mais ou menos teve sêpre cavalo e apresentou hu cavalo (33) castanho meão//

Ao deradeiro dia do mes de majo do dicto ano no logar do ffundã termo da vila de coujlhãa os dictos Licenciado antonio barros juiz e antonio Jill mandarã vyr perante sy os cavalos que avia no dicto logar e asy sêfformarã doutros que erã ffora e se ffez loguo a dlijêcya de se ver os caualos das pesoas que hos tem e se virã os os segjntes e se ffez como se sege pero ffrancisco tabeliam o spreuj//

joã daraguã dise ser de jeraçã de ffidallguos e he da criaçã do conde de portalegre e djdade de setêtanos pouqo mais ou menos teve sêpre cavalo e apresentou ao presente hu cavalo (34)castanho meão de bôs espritos//
aluaro nunez mercador dise nã ter obrigaçã de pesoa algua e djdade de xxb anos pouqo mais ou menos teve sêpre cavalo e ao presente mostrou hu potro (35) de dos annos creçydo Ruço//
dioguo gonçalvez mercador teve sêpre caualo e amostrou hu bõ cavalo (36) castanho sera ele de xxx anos pouquo mais ou menos dise nã ter obrigaçã de pesoa algua//
ayres gonçalvez mercador nã he na terra rê hu cavalo (37) Ruço de marqua e ele ser de trintanos pouqo mais ou menos e nã ter obrigaçã de pesoa algua sêtou se a dicto de diogo gonçalvez jsto asy//
joã ffernandez o brãquo a saber o moço lavrador djdade de xxbijº anos pouqo mais ou menos mostrou hua egoa grande e creçyda Ruça muito boa e mãdarã sêtar por cavalo (38) aqy//

Titolo dos Rocys da vila e termo

antonio da costa dise ser escudeiro ffjdalguo de jeração e que se vira dõ aluaro da costa como seu sobrinho que hera e djdade de qoreta e cyqo annos pouqo mais ou menos / teve sêpre cavalo mostrou hu Rocy (1) castanho de marqua//
Joã lopez dos chaos se diz ter hu Rocy (2) novo castanho de marqua / ele sera de xxxb anos poqo mais ou menos//
joã ffernandez sisyro morador ? no ffundã mostrou hu Rocy (3)castanho craro de marqua ele sera de lx anos pouqo mais ou menos /
duarte goncalvez mercador morador ? no ffundã nã tê obrigaçã de ffydalguo nhu ser de qorêta e cynqo anos pouqo mais ou menos teve sêpre cavalo e mostrou hu Rocym (4) castanho de marqua//
no loguar do ffundã vive hu jorje afonso creriguo de misa e dise antonio jyll ter hu Rocy (5) castanho bonjto//
ffernã daffonse mercador morador? No ffundã dise nã ter obrigaçã de pesoa algua mostrou hu rocy (6) de marqua castanho e teve sêpre cavalo dise ser de jeraçã descudeiros e de jdade de xxx ij anos poqo mais ou menos//

Titulo das egoas dos logares do termo

Ao prymeiro dia do mes de junho de mjll e quinhêtos e qoreta e hu annos no loguar do ffundã termo da vila de covilhãa o dicto antonio Jyll e o dicto Licenciado antonio barros juiz mandarã trazer hj as hegoas dos logares ho Redor como abaxo vaj cada logar decrarado e se virã hy todas has segujntes e se sentarã per seu mandado como se adiante segue pero ffrancisco tabeliam esprevi.
Titulo dalcarya/

ffernã duarte mostrou hua egoa castanha crara creçyda boa/
ffernã daluarez mostrou hua egoa castanha escura de marqua//
ffrancisco yanes mostrou hua egoa castanha de marqua//
dioguo ffernandez mostrou hua boa hegoa alazãa de marqua/
ffernã duarte mostrou hua hegoa castanha escura de marqua/
joã eannes mostrou hua egoa castanha crara crecyda/

Titulo da ffatela

afonso vaz mostrou hua eguoa ffouveira de marqua/
bastyã pirez mostrou hua egoa grade de corpo cõ hua sua filha de dos anos/
jorje mourã mostrou hua egoa ffouveira de marqua/
domingos pirez mostrou hua egoa andryna de bõ corpo/
pero mendez mostrou hua egoa Ruça meãa de corpo/
grigorio pirez mostrou hua egoa Ruça meaã/
dioguo affomso mostrou hua egoa preta boa e de bom corpo/
ffrancisco paiz mostrou hua egoa preta creçyda/
griguorio Lourenço mostrou hua egoa murzela de marqua/

Titulo do loguar de vall verde/

joã gonçalvez torrã mostrou hua egoa Ruça boa de marqua/
tome aluarez mostrou hua egoa castanha crara creçyda boa/
Joã Roiz mostrou hua egoa preta meãa/
breatiz pirez veuva mostrou hua egoa preta de marqua/
ffernã dafonso mostrou hua egoa castanha escura cõ hu filho da mesma cor bõs/
pero roiz mostrou hua egoa murzela da marqua/

Titulo de pero viseu

joã vaz gralha mostrou hua egoa Rosylha de marqa.
joã affomso mostrou hua egoa Ruça meã.
joã domjgez mostrou hua egoa murzela boa de marqa.

Titulo do logar da capinha/

domjguos gonçalvez mostrou hua egoa castanha crara muito boa/
joã aluarez mostrou hua egoa Ruça de marqua/
gregorio pirez mostrou hua egoa andryna de marqua/
antonio pirez mostrou hua egoa castanha creçyda cõ hua ffilha vaya abas castyças/

Livro descarjguo

pero aluarez mostrou hua egoa castanha de marqua e hua ffilha da mesma cor.
antonio affomso mostrou hua egoa castanha de marqua/
Loureço affomso mostrou hua egoa ffouveira de marqua/
gregorio Jyll mostrou hua egoa Rosylha de marqua/
ffernã dafonso mostrou hua egoa castanha de marqua.
joã ffernandez mostrou hua egoa castanha de marqua/
ffernã daluarez mostrou hua egoa murzela de marqua cõ hu potro de sobre anno/
pero vaz mostrou hua egoa melada de marqua/
antonio pirez mostrou hua egoa Ruã e hu potro castyço de marqa/

Titulo daldea do alcajde/

antã vazhua egoa Ruã de marqua/
Ramos ffernandez mostrou hua egoa Ruça qujmada de marqua.
afonso Yannes mostrou hua egoa castanha de marqua.
migell salvadohua egoa castanha de marqua/
martym afonso mostrou hua egoa castanha de marqua/
ffernã pirez mostrou hua egoa Ruã de marqa./
joã mêdez hua egoa murzela de marqua/
dominguos affomso hamostrou hua egoa castanha de marqua/
Rodrigo afonso mostrou hua egoa murzela de marqua/
antonio pirez mostrou hua egoa murzela de marqua/
domjguos mêdez hua egoa Ruã de marqua/
afonso yannes mostrou hua egoa andryna de marqua/
martym affomso da Rua do madeyro mostrou hua egoa Ruã de marqua/
pero afonso mostrou hua egoa Ruã de marqua/
grigoryanes mostrou hua egoa castanha de marqua/
domingos vaz mostrou hua egoa castanha de marqua/

hos quais autos asy vã treladados da letra de mj tabeliam bê e ffyellmente na verdade sê boradura nê antreljnha nê cousa que duvida ffaça que loguo resalvado nã va tudo e vã desta maneira espritos e carados selados cõ o selo desta vila e por asj jrê e pasar asy na verdade eu dicto pero ffrancisco tabeliam na vila de covilhãa e seu termo pelo Jffante dõ luis nosso senhor que o sprevj e asynej de meu ppubrico synall que tal he e os cõcertey cõ hos dictos juiz e cõ antonio Jyll que asynarã aqy oje vyte dous de junho de J bc Rj anos.
                                                                                                       privada
Licenciado Antonio Jill                       Antonius Licenciatus

Nota dos editores – 1) Encontrámos:
Cavalos - 38
Mulas - 5
Rocins – 6
Éguas – 1+53
Éguas (filhas) – 3
Éguas (filhos) - 2

Fonte - ANTT – Gaveta 20, Maço 10, nº 1

terça-feira, 15 de maio de 2012

Covilhã - Fotografias Actuais V


    Nas proximidades do Jardim Público e da Igreja de S. Francisco/Nossa Senhora da Conceição, foi há pouco inaugurado o Museu de Arte Sacra. Do seu espólio destacam-se as colecções de pintura, escultura, ourivesaria, paramentaria e figuras de roca, na sua maioria peças do século XVIII ao século XX. Muito interessante é a recriação de uma capela, na parte superior do edifício doado por Dona Maria José Macedo Alçada.

Museu de Arte Sacra
Ao lado do Museu, “num edifício que serviu às Escolas Primárias da freguesia, estão provisoriamente acondicionadas a Biblioteca Municipal Dr. António dos Santos Viegas, com cerca de 15.000 volumes e o Museu Arqueológico Dr. Leite de Vasconcelos (em organização), projectando-se a transferência de ambos” Estas são afirmações de Luiz Fernando Carvalho Dias,na sua “Descrição da Covilhã de 1943” Hoje, neste edifício está sediada a Banda da Covilhã.
Do outro lado do Museu deparamos com um monumento ao Soldado Desconhecido. Foi inaugurado em 1930, lembrando os mortos da 1ª Grande Guerra e hoje também os da Guerra Colonial. 

    Se atravessarmos a rua em frente ao monumento, vemos o Palacete Jardim. Integra-se no estilo “arte nova” e foi influenciado pela tradicional “casa portuguesa” e, claro, pelo gosto internacional da época. Foi mandado construir pelo industrial Joseph Bouhon, segundo o projecto do arquitecto Ernesto Korrodi, na 2ª década do século XX.
Palacete Jardim
     Fonte (Monumental, dizemos nós) das Três Bicas, de 1855. Até 1940 esteve no Pelourinho.

Fonte das Três Bicas

Nota dos editores - As fotografias foram tiradas por Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição XXXII

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas.

 711     Manuel de Matos, x.n., de 26 anos, sapateiro, natural de Muxagata e morador no Fundão, filho de Gabriel Rodrigues, natural de Freixo de Numão e de Maria Rodrigues, natural de Muxagata, casado com Isabel Pereira, neto paterno de Manuel Soares e de Beatriz Sousa e materno de Manuel Rodrigues Brandão e Beatriz Lopes, (A mulher, as filhas e o irmão são os referidos sob os nºs 720, 1000 e 1004 e 708 desta lista), de 6/5/1725 a 23/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/9934        

712     António Rodrigues, x.n., de 26 anos, sapateiro, natural de Monsanto e morador no Teixoso, filho de Manuel Rodrigues Franco, natural de Monsanto e de Leonor Rodrigues, natural do Fundão, casado com Catarina Nunes, (A mulher é a referida sob o nº 791 desta lista), de 21/8/1723 a 23/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/9639       

713      Apolinário da Cruz, x.n., de 25 anos, solteiro, sapateiro, natural do Fundão e morador em Lisboa, filho de João da Cruz, que foi mercador, natural do Fundão e de Ana Nunes, natural da Covilhã, (2.ªs núpcias dele, as 1ªs foi com Maria Henriques ou Isabel Henriques), neto paterno de Manuel Jorge Arroja ou Manuel Jorge Roxas e Justa de Paiva e materno de Diogo Pereira e Violante Rodrigues, bisneto de Jorge Rodrigues Roxas ou Jorge Rodrigues Arroja e Violante Rodrigues, moradores que foram no Fundão, pais do avô paterno, de Duarte de Paiva e Graça de Luna, pais da avó paterna, Manuel Lopes, x.v., barbeiro e de Mécia Pereira, x.n., pais do avô materno e de Francisco Lopes ou Francisco Lopes Preto, tendeiro e Serena Nunes, pais da avó materna, trisneto de Manuel Lopes, x.v. e Brites Antunes, x.v., pais do bisavõ Manuel Lopes; de Diogo Pereira x.n., alfaiate e Leonor Mendes, pais da bisavó Mécia Pereira; de Domingos Rodrigues, x.n. e Maria Lopes, pais de Francisco Lopes; e de Manuel Rodrigues, x.n., “o borrinhos” de alcunha e Violante Mendes, x.n., naturais e moradores que foram no Fundão, pais de Serena Nunes, (O pai, a mãe, os irmãos germanos e os consanguíneos são os referidos sob os nºs 361, 521, 773, 777, 780, 800,  desta lista), de 18/8/1726 a 14/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/9622       

714   Gaspar Mendes Furtado, x.n., de 31 anos, mercador, natural do Fundão e morador em Belmonte, filho de João Francisco Oróbio ou João Navarro, natural de Sevilha, Espanha e de Inês Gomes Furtado ou Inês Gomes, casado com Clara Henriques de Lara ou Clara Henriques, neto paterno de Mateus Oróbio, mercador e de Maria Manuel Navarro, (O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs 535, 675, 676, 715 e 729 desta lista), de 28/5/1725 a 29/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/9636

715     Luís Navarro Oróbio, x.n., de 21 anos, tratante de feiras, solteiro, natural da Guarda e morador no Teixoso, filho de João Francisco Oróbio ou João Navarro, rendeiro, natural de Sevilha e de Inês Gomes Furtado ou Inês Gomes, neto paterno de Mateus Oróbio, mercador e de Maria Manuel Navarro, (O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs  535, 675, 676, 714 e 729 desta lista), de 16/7/1725 a 23/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/6891

716     Jorge Fróis, x.n., de 35 anos, mercador, solteiro, natural e morador na Covilhã, filho de Simão de Carvalho, que foi mercador  e de Ana Henriques, naturais da Covilhã, neto paterno de António Fernandes Nunes, x.n., mercador e Ana Rodrigues, x.n., e materno de Jorge Fróis, x.n., homem de negócio e de Maria Henriques, x.n., bisneto de Simão Fernandes Carvalho, x.n., natural de Linhares e Catarina da Fonseca, x.n., natural da Covilhã, pais do avô paterno, de Henrique Fróis e Maria Henriques, pais da avó materna, trisneto de Manuel Fróis e Ana Rodrigues, pais de Henrique Fróis e de Jorge Fróis e Leonor Nunes, pais da bisavó Maria Henriques, (O pai, a mãe e as irmãs são os referidos sob os nºs 409, 411, 663, 718, 730, 794, 927, 932 e 934 desta lista), de 16/6/1725 a 1/4/1727. Cunhado de António José da Silva “O Judeu”.
PT-TT-TSO/IL/28/8778                    

717    Miguel Gomes Álvares, x.n., de 24 anos, sem ofício, solteiro, natural do Teixoso e morador em Lisboa Ocidental, filho de Manuel Lopes Álvares e de Inês Gomes, (O pai e os irmãos germano e consanguíneo são os referidos sob os nºs 662, 728 e 678 desta lista), de 12/5/1725 a 14/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/9258                    

718    António Fróis Nunes, x.n., de 37 anos, mercador, natural e morador na Covilhã, filho de Simão de Carvalho, o Velho, mercador e de Ana Henriques, casado com Antónia Nunes ou Antónia Nunes Rios, x.n., neto paterno de António Fernandes Nunes, x.n., mercador e Ana Rodrigues, x.n., e materno de Jorge Fróis, x.n., homem de negócio e de Maria Henriques, x.n., bisneto de Simão Fernandes Carvalho, x.n., natural de Linhares e Catarina da Fonseca, x.n., natural da Covilhã, pais do avô paterno, de Henrique Fróis e Maria Henriques, pais da avó materna, trisneto de Manuel Fróis e Ana Rodrigues, pais de Henrique Fróis e de Jorge Fróis e Leonor Nunes, pais da bisavó Maria Henriques, (O pai, a mãe, a mulher e os irmãos são os referidos sob os nºs 409, 411, 808, 663, 716, 730, 794, 927, 932 e 934 desta lista), de 3/7/1725 a 23/10/1726. Tem outro processo de 3/10/1737 a 20/6/1745, 5 anos para as galés. Cunhado de António José da Silva “O Judeu”.
PT-TT-TSO/IL/28/2419  e 2419-1

719      Salvador de Almeida, x.n., de 18 anos, solteiro, natural de Belmonte, morador em Vilar Turpim, filho de Francisco de Almeida, “O Gatinho”, rendeiro, natural de Almeida e de Branca Henriques, neto materno de António Henriques, mercador, natural de Castela e de Brites Nunes, natural da Guarda, onde eram moradores, bisneto de Diogo Henriques e Brites Nunes, naturais e moradores em Castela, pais do avô materno e de Belchior Mendes, mercador e de Branca Rodrigues, naturais e moradores que foram na Guarda, pais da avó materna, (Os irmãos são os referidos sob os nºs 746 e 910 desta lista), de 16/11/1726 a 18/11/1726.
PT-TT-TSO/IC/25/8853 e 12602                   m.f. 6983

720      Isabel Pereira, x.n., de 26 anos, casada com Manuel de Matos, sapateiro, natural do Teixoso e moradora na Guarda, filha de Rodrigo Mendes, x.n., marchante e de Maria Pereira, x.n., (2º casamento deste, o 1º foi com Brites Rodrigues), neta materna de António Fernandes e de Brites Nunes (2º casamento deste, o 1º foi com Catarina da Fonseca), bisneta de João Lopes e de Ana Rodrigues, pais da avó materna; trisneta de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e Mécia Pereira, x.n., pais do bisavô João Lopes; de Josefa Rodrigues, mãe da bisavó Ana Rodrigues; tetraneta de Manuel Lopes, x.v., e Brites Antunes, x.v., pais do trisavô Manuel Lopes; e de Diogo Pereira, x.n., alfaiate e Leonor Mendes, x.n., pais da trisavó Mécia Pereira. (A mãe, o marido, as filhas e os irmãos germanos e consanguíneos são os referidos sob os nºs 856, 711, 1000, 1004, 865, 869, 467 e 820 desta lista), (Genealogia fls 71) de 20/1/1725 a 26/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/8785

721     Maria Henriques, x.n., de 16 anos, solteira, natural de Penamacor e moradora na Covilhã, filha de Simão Rodrigues, x.n., sapateiro, natural de Monsanto e de Branca Rodrigues, x.n., natural do Fundão, neta paterna de Francisco Rodrigues e de Mécia Fernandes e materna de Gaspar Rodrigues e de Catarina Lopes, bisneto de António Rodrigues e de Isabel Nunes, pais do avô materno e de Francisco Rodrigues e Branca Lopes, pais da avó materna,  (O pai, a mãe, ela e os irmãos são os referidos sob os nºs 833, 849, 870, 722 e 871, 782, 806, 837 desta lista), de 7/8/1726 a 27/6/1727.
Tem outro procº 1821-1, de 4/10/1728 a 18/6/1731.
PT-TT-TSO/IL/28/1821                    

722     Isabel Nunes, x.n., de 22 anos, solteira, natural de Penamacor e moradora na Covilhã, filha de Simão Rodrigues, x.n., sapateiro, natural de Monsanto e de Branca Rodrigues, x.n., natural do Fundão, neta paterna de Francisco Rodrigues e de Mécia Fernandes e materna de Gaspar Rodrigues e de Catarina Lopes, bisneto de António Rodrigues e de Isabel Nunes, pais do avô materno e de Francisco Rodrigues e Branca Lopes, pais da avó materna, ,  (O pai, a mãe, ela e os irmãos são os referidos sob os nºs 833, 849, 871, 721 e 870, 782, 806, 837 desta lista), de 7/8/1726 a 17/12/1739.
PT-TT-TSO/IL/28/9153                    

723      Catarina Henriques, x.n., de 26 anos, natural e moradora na Covilhã, mulher de Bernardo de Lara Pimentel, ou Bernardo de Lara, x.n., mercador (1ªs núpcias) em 2ªs núpcias com Gaspar Rodrigues Brandão, filha de António Lopes ou António Lopes Ferreira, x.n., tintureiro e de Luísa Mendes ou Luísa Mendes de Seixas, x.n., neta paterna de Pedro Henriques Ferreira e Catarina Rodrigues ou Catarina Henriques e materna de Diogo Mendes e Isabel de Seixas, (O pai, a mãe, o marido, os filhos e os irmãos são os referidos sob os nºs 499, 502, 692, 940, 942, 943, 945, 690 e 765 desta lista), de 16/6/1725 a 19/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/1569                    

724   Ana Henriques, x.n., de 22 anos, solteira, natural da Covilhã e moradora em Lisboa Ocidental, filha de Francisco Henriques ou Francisco Henriques Ferreira, x.n., que foi tintureiro e de Beatriz Henriques, x.n., neta paterna de Pedro Henriques Ferreira e de Catarina Rodrigues e materna de Diogo Lopes Ferreira, x.n., tabelião, natural do Fundão e de Brites Henriques, bisneta de Francisco Henriques Ferreira, curtidor e de Maria Ferreira, naturais da Covilhã, pais do avô paterno; de António Lopes ou António Lopes Satão, mercador, natural do Fundão e de Ana Rodrigues Satoa, natural da Covilhã, onde moravam, pais da avó paterna; de António Lopes Ferreira e de Branca Rodrigues, pais do avô materno  e de Manuel Rodrigues “o Redondo”, natural de Monsanto e de Branca Rodrigues, natural do Fundão,  pais da avó materna. (O pai e os irmãos consanguíneos são os referidos sob os nºs 445, 571, 648, 631 e 624 e os irmãos germanos os nºs 653, 840, 799, 842 e 798 desta lista), de 7/8/1726 a 26/10/1726.
Tem mais dois processos 4804-1, de 3/10/1737 a 27/10/1739 e 4804-2 de 11/8/1729 a 27/10/1729.
PT-TT-TSO/IL/28/4804                    

725      Maria Nunes, x.n., de 28 anos, viúva de Manuel Rodrigues, sapateiro, natural de Manteigas e moradora na Covilhã, filha de Francisco Gomes de Cáceres, natural de Espanha e de Brites Nunes, natural de Belmonte, neta paterna de Fernandes Gomes de Cáceres e Maria de Cáceres e materna de Gaspar Ferreira e Maria Nunes. (Os irmãos são os referidos sob os nºs 726, 727 e 929 desta lista), Presa em 25/7/1725, auto de 13/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/9932           

726    Ana Maria ou Ana Nunes, x.n., de 27 anos, casada com Manuel da Silva Pereira, pisoeiro, natural de Manteigas e moradora na Covilhã, filha de Francisco Gomes ou Francisco Gomes de Cáceres, x.n., que foi mercador, natural de Espanha e de Brites Nunes, natural de Belmonte, neta paterna de Fernandes Gomes de Cáceres e Maria de Cáceres e materna de Gaspar Ferreira e Maria Nunes. x.n., (O marido e os irmãos são os referidos sob os nºs 695, 725, 727 e 929 desta lista), 16/6/1725 a 26/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/1879           

727    Leonor Nunes, x.n., de 20 anos, solteira, natural de Manteigas e moradora na Covilhã, filha de Francisco Gomes ou Francisco Gomes de Cáceres, x.n., que foi mercador, natural de Espanha e de Brites Nunes, natural de Belmonte, neta paterna de Fernandes Gomes de Cáceres e Maria de Cáceres e materna de Gaspar Ferreira e Maria Nunes. x.n.,  (Os irmãos são os referidos sob os nºs 725, 726 e 929 desta lista), de 23/7/1725 a 26/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/6889            

728      Catarina Navarra ou Catarina Navarro, x.n., de 34 anos, casada em 2ªs núpcias com Mateus Oróbio Furtado, x.n., tratante, natural de Fuente Beguna, Castela e moradora no Teixoso, filha de Manuel Lopes Álvares e de Inês Gomes, natural de Espanha, neta paterna de João Álvares e de Catarina Navarro e materna de Manuel Gomes e de Ana Lopes, (O pai, os filhos e os irmãos germano e consanguíneo são os referidos sob os nºs 662, 786, 789, 944 e 1026, 717 e 678 desta lista), de 24/4/1725 a 23/10/1726. Foi casada em 1ªs núpcias com Belchior Mendes.
PT-TT-TSO/IL/28/9623           

729    Maria Furtado ou Maria Furtada, x.n., de 36 anos, solteira, natural da Guarda e moradora no Teixoso, filha de João Francisco Oróbio ou João Navarro, x.n., rendeiro, natural de Sevilha e de Inês Gomes Furtado, x.n., natural de Trancoso, neta materna de Mateus Oróbio, mercador e de Maria Manuel Navarro, (O pai e os irmãos são os referidos sob os nºs 535, 676, 714 e 715 desta lista), de 7/6/1725 a 22/11/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/9937            

730    Maria Henriques ou Maria Henriques de Carvalho, x.n., de 31 anos, casada com Simão Gomes ou Simão Gomes de Carvalho,  mercador, natural e moradora na Covilhã, filha de Simão Carvalho e de Ana Henriques, naturais da Covilhã, neta paterna de António Fernandes Nunes, x.n., mercador e Ana Rodrigues, x.n., e materna de Jorge Fróis, x.n., homem de negócio e de Maria Henriques, x.n., bisneta de Simão Fernandes Carvalho, x.n., natural de Linhares e Catarina da Fonseca, x.n., natural da Covilhã, pais do avô paterno; de Henrique Fróis e Maria Henriques, pais da avó materna, trisneta de Manuel Fróis e Ana Rodrigues, pais de Henrique Fróis e de Jorge Fróis e Leonor Nunes, pais da bisavó Maria Henriques, (O pai, a mãe, as filhas e as irmãs são os referidos sob os nºs 409, 411, 877, 881, 663, 716, 718, 794, 927, 932 e 934 desta lista), Cunhada de António José da Silva, “O Judeu”, de 13/2/1713 a 23/10/1726.
PT-TT-TSO/IL/28/9931     


Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.
Esta lista, tal como as anteriores foi elaborada pelos editores.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Covilhã - Rui Faleiro XI


Já sabemos que os irmãos Faleiro e Fernão de Magalhães, em 1517, abandonaram Portugal e foram para Sevilha servir o rei de Espanha. Acompanharam-no vários portugueses, provavelmente alguns covilhanenses. Hoje vamos apresentar documentos ou títulos de documentos do espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias sobre Domingo, filho de Jorge Álvares e de Catalina Afonso, também conhecido por Domingos de Cubillana, que morreu em 1522. 

                  Relação do soldo que se paga aos marinheiros, grumetes e pagens da armada de Magalhães. Sevilha 1519. Domingo, grumete, natural de Covilhã, que es en Portugal, filho de Jorge Alvares e Catalina Afonso há-de haver de soldo a ochoziºs maravedis por mês pagarão-se-lhe por ele, o soldo de quatro meses adiantados . 

*** 

Domingos de Cubillana, morreu a 3 de Junho de 1522. Filho de Jorge Álvares, tabelião na Covilhã, sobrinho de Frei António da Covilhã, que era confessor de Vasco da Gama, foi a Sevilha como procurador do pai do sobrinho, para receber a pensão que este tinha direito.                                                 

                                           ***  

             Para que los Oficiales de Sevilla paguen a fray Antonio de Cubillana como procurador de Jorge Alvarez, padre y heredero de Domingo de Cubillana, que fué por grumete en el armada de la Especeria, veinte mil maravedis para en parte de pago de lo que hobo de haber de su salario e quintaladas, demás de otros veinte ducados que le pagó Diego de la Haya. 


Catedral de Sevilha

            En diez y seis de jullio de quinientos treinta y cinco años. Se dió cédula de Su Majestad para que los Oficiales de Sevilla paguen a fray Antonio de Cubillana, como a procurador de Jorge Alvarez, padre y heredero de Domingo de Cubillana, que fué por grumete en el armada de Magallanes veinte mil para en cuenta y parte de pago de lo que hobo de haber de su sueldo e quintaladas. 

            En Madrid, veinte dias de agosto de quinientos treinta y cinco años, se dió cédula de Su Majestad, refrendada del secretario Samano y señalada del doctor Bernal e licenciado Gutierre Velásquez, del Consejo de las Indias, para que los Oficiales de la Casa de Sevilla paguen a fray Antonio de Cubillana como a procurador del dicho Jorge Alvarez, padre y heredero de Domingo de Cubillana, difunto, que fué por grumete en la armada que fué por capitan general Hernando de Magallanes veinte mill maravedis para en cuenta de su sueldo y quintaladas, los cuales son demás, de otros veinte ducados que por cédula de Su Majestad, fecha en Madrid, a quince de julio de quinientos treinta y cinco fueron librados al dicho fray Antonio, para en cuenta del dicho sueldo e quintaladas en Diego de la Haya, y por la dicha cédula de los dichos veinte mil, se mandó que, no embargante que en outra que se habia dado dellos decía que tomase la rázon dello Cristóbal de Haro, que aunque no la tomase, tomándola Sebastián de Portillo, que se pasase en cuenta.
            Assentóse al pié de la dicha cédula, que tomó la razón
            Sebastian de Portillo – (Hay una rúbrica). 

*** 

            En Valladolid, diez y seis de junio de quinientos treinta y sete años, se dió cédula de Su Majestad, señalada de los señores del Consejo de las Indias, para los Oficiales de Sevilla de la Casa de la Contratación de las Indias, que paguen a fray Antonio de Cubillana, de la Orden de San Francisco, como a procurador de Jorge Alvarez, padre e heredero de Domingo de Cubillana, treinta e un mill e seiscientos e doce maravedis, com que se le acaba de pagar al dicho Domingo de Cubillana lo que hobo de haber de su sueldo e quintaladas, del tiempo que sirvió de grumete en la armada que fué a la Especeria, de que fué por capitán general Hernando de Magallanes, tomando en si poder bastante del dicho Jorge Alvarez para dar el dicho dinero.
         

Fontes - Archivo de Indias, est. 1, cajón 1, leg. 2
História de Chile, vol I, págs 276 e 277.


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