quinta-feira, 25 de abril de 2013

Covilhã - Os Tombos VII


    Vamos continuar a publicar tombos de várias instituições da Covilhã e seu termo. Já publicámos os tombos dos bens da Misericórdia, dos de Santa Maria da Estrela, dos bens do Bem-Aventurado Senhor São Lázaro (Gafaria), dos bens e propriedades da comenda da Igreja de Santa Maria da Covilhã existentes no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias, bem como as Inquirições de D. Dinis e de D. João I.
     Hoje continuamos a publicar o “Tombo de Sam Joam das Refegas Comenda de Aldea de Mato (localidade designada, desde 1949, por Vale Formoso) 1555 (Tombo dos beens e propiedades da jgreja de são João das aRefeguas termo da vila da Cuuilhaã)
Brasão de Vale Formoso
(In Município da Covilhã Junta de Freguesia)
(Em nome de Deus, ámen, saibam quantos este instrumento de tombo e certidão e declaração dos bens e propriedades da igreja de São João das Arrefegas termo da vila de Covilhã, virem que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e quinhentos e cinquenta e cinco anos aos vinte dias do mês de Maio no lugar de Aldeia do Mato termo da vila de Covilhã nas casas de Gaspar Roiz estando aí de presente digo em presença de mim tabelião ao diante nomeado e testemunhas […]) 

It. Primeiramente virão os ditos fieis hum chão de Reguadia que a dita igreja de São João e sua anexa de alldea do mato tem onde chamão os quintairos e parte da banda do norte com chão de martim guomçallves e começa a demarquar pello Ribeiro e dahi se vay a hum marquo que está loguo adiamte e di cortando direito a braço com o dito chão de martim guomçallves ate emtestar na estrada que vaj pera o quamjnho do Rallo e tornão pollo quamjnho abaixo ate cheguar ao chão de maria // Vicente e partimdo com o dito chão torna outra vez direito ao Ribeiro e leua em semeadura noue allqueires de llinhaça pessue o dito chão da man.rª e paga de foro hua guallinha e Reção de sete huu a igreja.
It. a ditta igreja mães hua courella de terra qualeua que está aos baçellos que os ditos fieis virão e apeguarão e começa a demarquação em hum marquo que está na quina da dita courella e dahi torna sobre a maão direita diguo da parte do norte a par de hua Mouta e dahi vai direita abaixo até outro marquo que está no outro quanto da dita courella e dahi torna sobre a maão direita partindo com terra de diogueanes até o marquo que está no meio e dahi vai sempre direito até o marquo da vinha (?) de João e de diogueanes e dahi torna atravessando o quaminho até tornar ao dito marquo que está a par da mouta leua em semeadura três allqueires de centejo primeiro pessue a dita courella aº frz dalldea de mato e pagua de foro desta e doutra que ao diante irá declarada duas gualinhas e a Reção deste hum à Igreja.
Item. mais a dita Jgreja outra courella de terra qualeua. que esaa lloguo adiamte a pressa dos quintarios e começa a demarquação della em hum marquo // que está da banda do nordeste metido em huua sillueira e dali vai direito ao quaminho que deçe dalldea do mato para os mojnhos direito a um comareito partimdo sempre daquella parte com terra do quastello de belmonte que traz tomé piz e cheguamdo ao dito quaminho torna por elle abaixo até cheguar a hum chão dellinho de joão lluis per hum vallado que está amtre o dito chão e a dita courella e dahi torna partindo com o dito chão até cheguar ao outro de diogo piz qualereiro ymdo sempre direito a Reguo com os ditos chaãos a outro chão da quapella de gracia de figueiredo a hum marquo que está na quina na dita courella e dahi torna sobre a mão esquerda até o marquo primeiro que está na sillueira comtra o dito graçia de figueiredo (sic) leua em semeadura dous allqueires de centeio pessue a dita courella o dito aº fernandes e dambas pagua o dito foro atrás declarado.
Tem mais a dita Igreja outra courella loguo adiamte acima da fonte da Lameira longua e parte conuem a saber da parte do norte emcabeça no quantinho atras declarado que vaj dalldea do matto pera os moinhos partimdo com terra da molher damtonio guomes que hi ara (?) yndo com ella a Reguo per dous marquos // ate cheguar ao outro quaminho que do dito luguar vay pera a fonte da Lameira lomgua e dahi tornou ho quaminho acima ate cheguar a huua courella de joaõ a.º ovelheiro e dahi torna partindo com o dito joão affomso per dous marquos que estão amtre ambos até outra vez tornar ao quaminho dos moinhos sempre de hum quabo e do outro a demarquação direita e llevará em semeadura seis allqueires de centeio posue a dita courella francisquo pirez pagua de foro hua galinha a Igreja por esta courella e por outras que tras e a Reção de sete hum.
Item mais outra courella que está abaixo da fonte da Lameira a lomgua que parte da bamda do luguar a Reguo de hum quabo até o outro contra De/lluis di’z e esto per tres marquos todos em quaReiro que estão amtre ambos até ambas. estas courellas entestarem da banda da villa com terra de Rodrigo omem e pella parte debaixo parte contra do quastello de bellmonte per dous marquos que estão antre ambas e entesta da parte de sima na barroqua sequa e lleva em semeadura dous allqueires de çenteio e possue a dita courella francisquo pirez atras conteudo.//
It. mais outra courella lloguo abaixo que parte com a mesma terra do quastello de bellmonte e polla bamda da terra do quastello estão tres marquos todos em carreiro e polla parte de baixo contra o Rio parte comtra de m.elle dessa e com terra de santa maria de bellmomte sempre a demarcação direita até entestar na barroqua sequa partindo tambem comtra sancta maria de cuujlhãa e tem quatro marquos todos em carreiro e da bamda da villa emtesta em hua terra da see que traz pero de matos do dito luguar e em cada hua quina tem seu marquo leva em semeadura tres allqueires  de cemteio pessue a dita terra o dicto francisquo pirez.
It. outra courella que está loguo ahi passando a barroqua sequa e entesta na mesma barroqua. e parte da bamda do Rio com courella de João afomso e antre ambas estão quatro marquos e assi vão ambas até a outra barroqua omde chamão o ameeiro das quintarias e dahi passa esta da igreja adiante partimdo pola dita barroqua do ameeiro até emtestar em hua courella do dito pedrallvares per hum marquo que ambas esta e da parte de sima parte a Reguo com terra de breatiz guomçallves molher que foi de pero anes per quatro marquos que // amtre ambas estão até outra vez chegar a barroqua sequa leva em semeadura tres allqueires de cemteio pesue a dita terra francisquo piz.
It. mais tem a dita igreja outra courella de terra que jaz da barroqua das quintarias por diante contra a villa começa a demarcação della na dita barroqua da bamda do Rio parte com  terra de pedreanes e antre elas ambas estão tres marquos antiguos e vai (a) dita demarcação direita até chegar à barroqua sequa e torna polla barroqua sequa acima até chegar a hua terra dos deitos damtonio guomes a hum marquo que jaz a quyna e dahi torna partindo sempre com a dita terra que foi damtonio guomes e estão antre hua e outra tres marquos em carreiro até outra vez chegar à barroqua das quintairas e levará em semeadura seis alqueires de centeio em semeadura (sic) e pessue a dita terra francisquo pirez atras comteudo.
Item mais a dita igreja outra courella no allagoeiro e comeca a demarcação dela em hum marquo que está no quanto della partindo ali em terra da courella diguo da capela de gracia de figueiredo convem a saber entesta com a dita terra e da banda de baixo parte tambem // com ella e assi vem partindo a Reguo per dous marquos antiguos até chegar ao chão de martin guonçallvez e dahi torna acima entestando com o dito chão atrás da parte de cima a uma terra de bastião fernandes e com o dito bastião fernandes vai a Reguo per tres marquos antiguos ate outra vez chegar até a da capela de gracia de figueiredo e leva em semeadura cinquo allqueires de centeio e pessue esta terra pero fernandes jenro de felipa fernandes.
It. outra courella tem a dita igreja acima dos portos dos  carros omde chamam a tapada que parte do quabo de cima com antonio pires per tres marquos antiguos e entesta com o Rio zezere e da parte de baixo não há demarcação antre ela e outra de pero fernandes que a dita terra traz e da outra banda contra alldea de mato entesta com terra de Rodriguo omem esta courela tras o dito pero fernandes e é necessário meter marquos  com ela.
It. outra courella mais a dita Igreja loguo assima e começa della convem a saber passante o Rio omde chamão amtre as águoas emtestamdo ahi com amtonio fernandes per hum marquo antiguo e dahi tornou pella bamda de baixo // partindo até o quabo com antão Lourenço até entestar na terra de Rodriguo omem . e pella bamda de sima parte tambem a Reguo  per marquos antiguos com terra do quastello de belmonte e leva em semeadura hua fanegua de centeio e pessue a dita terra antonio fernandes de santana e pagua desta e doutras que traz hua galinha e de Reção de sete hum.
It. mais outra courella a dita Igreja que jaz às praeiras da estrada pera cima e parte da banda do nordeste com antonio fernandes a Reguo até o simo per cinco marquos até entestar noutra courela da dita Igreja que traz o dito francisquo pirez e da bamda contra coujlhaã parte a Reguo contra de santa maria de coujlhaã até outra vez tornar a estrada e desta banda tem dous marquos antiguos . esta bterra traze a sonegada Lianor fernandes e em sua pessoa deslindouleva em semeadura hua fanegua de centeio.
It. mais outra courella a dita igreja loguo ahi abaixo da estrada para cima até hir entestar na barroqua aequa do ameeiro e parte da banda do nordeste contra de santa maria de cuujlhaã atras conteuda e da outra parte de baixo parte contra de guonçallo fernandes // e tem um marquo no meio leva em semeadura hum allqueire de centeio e pessue esta terra o dito francisquo pirez atras conteudo com as mais atras decraradas.
It mais outra courella, abaixo desta. que parte dabanda da estrada contra do quastello de bellmomte ate cheguar a barroqua da pousoa com marquos amtiguos; e torna barroqua asima ate a terra de manoell dessa e dahi tornamdo partindo com elle ate outra vez emtestar comtra do dito manoell deSa e lleua em semeaduratres allqueires de cemteio e pusue esta terra o dito francisquo pirez com as terras decraradas.
It mais outra courella que a dita Igreja tem. ao porto de bellmomte e começa a demarquação della no dito porto e vem partimdo da bamda de sima com terras de diogo afonso e erdeiros de guaspar pirez a Reguo direito com ambas até chegar em sima . a entestar com terra do quastello de bellmonte e dahi  torna outra vez abaixo a quaminhoque vay pera bellmonte e no simo homde emtesta com terra do quastello tem hum marquo e polla outra bamda contem quatro quatro e da parte do quaminho tem dous leva em semeadura seis allqueires de cemyeio por ser esta terra. o dito francisco pirez.
It. maes tem outra courella de terra abaixo e começa a demarquação della . na barroqua que vai ter ao freixo e dahi pella bamda da estrada partimdo sempre comtra do quastello de bellmomte per marquos amtiguos ate o quaminho que vem da lameira de per esguilla . e do dito quaminho pera Ribeiro do cimquo partimdo comtra de mateos gonçallvez daledea do Souto e assi em a quabeça na mesma terra de matheus gonçallvez e torna pella parte de çima partimdo com terra de  francisco Roiz per marquos amtiguos até tornar ao quaminho da Lameira de per esguilla e passamdo adiamte parte com terras de manoell de Saa que traz amtonio vicemte e tudo por marquos amtiguos e llevara de semeadura seis allqueires de cemteio e possue esta terra ijnes pires molher que foj de gº anes e pagua de foro por esta e outras duas guallinhas a Igreja a Reçam de sete hum.
It. mais tem a ditta ygreja outra terra acima desta e parte da parte de baixo e de sima. com terras de Rodrigo omem per marquos amtiguos // comvem a saber cimquo pella parte de cima e quatro polla de baixo e da bamda do nordeste entesta nas terras do dito Rodriguo omem e de francisco alluares o velho e alli tem tres marquos amtiguos e lleua de semeadura dous allqueires de pão de centeio pesue esta terra pero fernandes do dito Luguar e pagua de foro duas guallinhas e a Reção de sete hum.
It. mais outra terra tem a dita Igreja. omde chamão allaguoa Redomdamente sobre si parte polla estrada do comçelho e da bamda de coujlhaã parte com terra do quapella de graçia de figueiredo ate cheguar ao Rio e do Rio passa adiamte partimdo com o dito guarçia de figueiredo ate emtestar com terra de amtonio fernandez e da molher que foj de diogo vicemte e dahi torna outra vez quaminho do Rio partimdo com a dita terra de guomçallo fernandes e passamdo o Rio e partimdo com o dito guomçallo fernandes per marquos amtiguos ate outra vez cheguar a estrada do comçelho leua em semeadura doze faneguas de cemteio e pusue a dita terra bemto fernamdes dalldea do mato e pagua de foro cimquo galinhas e a Reção de sete hum.
Item mais a dita Igreja outra courella de terra que estaa abaixo das vinhas do dito // Luguar . e parte com o Reguo com as mesmas vinhas comvem a saber polos tapumes e com marquos das mesmas vinhas ate ir emtestar na vª de domingos filho damtão vicemte e dahi se torna pella parte debaixo e parte a Reguo com outra terra de erdeiros delle Pero aires e estão amtre e huua dous marquos amtiguos e lleuara em semeadura hua fanegua de çemteio pessue a dita terra pero fernamdes a tras comtou os e emtesta a dita terra da bamda da villa com huua terra de sancta maria de cuujlhaã e hahi ….. dous marquos amtiguos.
It. outra terra tem a dita Igreja abaixo desta e parte a Reguo com outra terra damtão framcisquo do dito loguar e começa a demarquação della na baRoqua da pousaa . e vai dahi partimdo com o dito amtão francisco ate o meio della e dahi se vai direito a Reguo adiamte partimdo comtra de sancta maria de cuujlhaa que trazem lianor fernamdes e os erdeiros de pero guomçallves e nesta se am de meter marquos homde falltão que vai a so ate yr emtestar no quaminho dallaguoa leva em semeadura hua fanegua de cemteio tras esta terra Ines pirez do dito luguar com outrase pagua de todas as que tras duas guallinhas e a Reção de sete hum e no meio desta courella temfeito amtão esteues hum baçello // que está sobre sim (sic) dumarquado que lhe deo o comemdador pera isso assi como está . avallado posto e por poer e deste bacello paga simco gallinhas de foro.
It. maes outra courella tem a dita Igreja abaixo destas e começa a demarquação della na baRoqua da pousoa e dahi se vai pella parte de cima partimdo com João fernamdes athe cheguar as llameiras e dahi torna a fazer vollta pella bamda de baixo e faz huua chave sobre a maõ esquerda e dahi torna a correr direito avamte partimdo polla parte de sima contra de cristouaõ Lourenço athe cheguar ao quaminho da Laguoa e vai pollo quaminho abaixo ate cheguar a huua da quintaã da Lageosa e dahi torna partimdo com a dita terra ate outra vez cheguar as Lameiras . e polla bamda de baixo tem quatro marquos amtiguos e polla bamda de sima tem tres marquos e esta todo bem demarquada e Leua em semeadura cimquo allqueires de cemteio pessue a dita terra amtão guomçallues do dito luguar.
It. mais tem a dita igreja outra courella tambem ao lomgo das vinhas dos chaaos e começa a demarquação dela ao Laguar uelho partimdo hi com a vinha de fernaõ de anes e di se vai ao Lomguo da estrada do comçelho que vaj pera a Laguoa ate cheguar a terra de guomçallo fernandes a hum marquo que está na borda da estrada e dahi se torna per baixo partimdo com terras de amtonio pires até tornar a emtestar nas vinhas, comvem a saber . hua vinha de pero de matos e esta courella tem dado o comemdador para se fazerem vinhas nella e huua chave da dita courella leua guaspar Roiz em que tem começado de poer vinha e a outra parte Repartira pellas pessoas a que a tem dada e quada hum meterá marquos amtre sim e a parte com quem partir.
It. maes outra courella que tem a mesma Igreja que jaz omde chamão a Lameira da cabello gramde e começa a demarquação dela da bamda do nordeste em hua terra de briatis guomçallves e dahi se vai pollo Ribeiro do cimquo abaixo ate hir dar no outro Ribeiro da azenha e há hi faz huua chave sobre a mão esquerda amtre ambos os Ribeiros a quall chaue esta demarquada com marquos amtigos e aquabada a chave torna pollo Ribeiro da azenha açima ate cheguar a hum chão dantonio pirez e passamdo o dito chão sempre direito açima parte com a dita ines pirez comvem a saber com terra sua e passamdo desta terra de ines pirez sempre direito parte com terra da molher que foi damtonio guomes per marquos // amtiguos ate entestar com chão de breatiz guomçallves e dahi se torna pera baixo partimdo comtra da mesma breatis guomçallves e hahi faz huua chaue pequena partimdo com muitos ereos per marquos amtiguos que hi estão eaquabada esta chaue desce direito abaixo até partir com terra de amtão guomçallves sempre per marquos e dahi acabada a demarquação della leua  esta terra em semeadura seis faneguas de cemteio pussue esta terra pero alluares pagua de foro della tres guallinhasquada hum ano e a Reção de sete hum.
It maes outra terra tem a dita Igreja loguo ahi a Reguo com a sobredita e o Ribeiro dazenha em meio e vaj pello Ribeiro abaixo ate cheguar a huua terra de pedreanes e de ahi torna partindo com terra do dito pedreanes per marquos liquidos ate cheguar a hua courella de pero amdre sempre direito e dahi faz vollta acima partimdo e so o comaro dahi ate o simo parte com terra de Rodriguo omem per marquos amtiguos que hi estão ate cheguar a terra de guomçallo guomes e dahi faz cham com huu chão que se hi meteo de briatis guomçallues molher que foj de guomçallo martinz per marquos e parede e aquabado a chão de bre//atis guomçallves parte com terra de bemtalluares e dahi faz outra chaue a terra dalluaro pirez e aquabada a chaue vai adiamte partimdo com o dito alluaro pirez ate cheguar outra ves a terra danueser damtonio guomçallues e dahi chegua ao chão damtonio pirez e dahi se torna ao Ribeiro Leua em semeadura tres faneguas de cemteio possue essa terra cristouão Lourenço.
It mais outra courella tem a dita Igreja que jaz ao porto dazenha e começa a demarquação dela em hum marquo que esta amtre ella e outra terra de guomçallo guomes e dahi pella bamda do Ribeiron corre direito açima partimdo com terra de isabell fernandez até dar na estrada e dahi vai ao lomguo da estrada ate cheguar passamte o porto torna per sima a fazer vollta pollo Reguo daguoa de Reguadia dos chaãos dazenha ate cheguar ao Ribeiro e passa o Ribeiro e passamte o Ribeiro vai assi ate cheguar a estrada todo por marquos e parede possue esta terra cristovão Lourenço atras comteudo leua em semeadura seisallqueires de centeio pagua de foro em quada hum ano desta e das maes que tras duas gualinhas e a Reção de sete hum.//
It. maes tem a dita Igreja hum chão de Reguadia aos chaãos dazenha que parte pella estrada do comçelho e pollo Ribeiro dazenha e pello Ribeiro abaixo ate cheguar a hum chão de maria vicemte e dahi torna per hum alicesse de pedra ate cheguar a outro chão de vicemte pirez e assi vai partimdo ate a estrada e este chão mete hua chaue pello chaõ de guaspar fernandez omde estão marquos craros e amtiguos pessue este chão a molher que foi de joaõ guomçallves dalldea do souto leua em semeadura todo seis allqueires de Linhaça e pagua de foro de quada hum año do sitto chaõ e doutras coussas que tras duas guallinhas e a Reção de sete hum.
It maes tem a dita Igreja outra terra que esta as naues e começa a demarquaçaõ na estrada que vay pera cuujlhaã e dahi se vai direito abaixo comtra o Rio per marquos amtiguos partimdo com terra do quabido da Guarda que tras pero de matos do dito luguar ate cheguar a huma terra de sancta marinha e dahi torna a fazer vollta a mão esquerda partimdo com terra de amtaõ framcisquo e dahi faz vollta açima partimdo sempre com terra de amtaõ francisquo ate outra ves cheguar aa estrada de // cuuylhaã e leua em semeadura seis allqueires de cemteio possue esta terra ynes pirez dalldea do matto por seu foro atras decrarado e a ysto disse pero de mattos que nesta terra omde dis que parte com terra da see de que elle dis ter titollo de prazo do quabido que há duvyda por outro prazo dis que parte a terra da See com …. Que foy de afonso apariçio e aguora dizem partir com seu neto amtaõ framcisquo e que por parte do quabido de cuJa mão elle tras a dita terra protestaua se desfazer esta duuyda.
Estamdo vistas e apeguadas e demarquadas todas as ditas propeadades e quada huua dellas per os ditos fiees eu taballiaõ demtro da ygreja de samta maria do dito Luguar semdo todo o pouo jumto na dita Igreja lhe notefiquei sem embarguo dei a pera a dita carta lhe ser notefiquada como todas as propiadades da dita Igreja fiquavaõ demarquadas e vistas e dadas per os ditos fiees verdadeiramente e que se ajmda allgua teuesse duujda que se fizesse loguo desfazer e por nam auer duuyda amtre elles ditos fiees disserão que sob carguo do dito juramento que Recebido tinhaõ elles avião e ouueraõ as deuyssoes e demar//quações que feitas tinhão por boas e verdadeiras e sem hua duuyda e por verdade assinaraõ aqui e Foraõ a todo presentes por testemunhas guaspar Roiz morador no dito Luguar dalldea de matto e framcisquo de sequeira moço solteiro filho de mim taballião e eu pero vaaz taballião que ho escrevi.

(Continua)

Fonte – ANTT: Índice das Corporações Religiosas, Conventos Diversos, Refegas
B. 51 - 213

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Covilhã - Inquéritos à Indústria dos Lanifícios XVII-XV

Inquérito Social XV
     Continuamos a publicar um inquérito social “Aspectos Sociais da População Fabril da Indústria dos Panos e Subsídios para uma Monografia da mesma Indústria” da autoria de Luiz Fernando Carvalho Dias, realizado em 1937-38. 

Salários de Empreitada 

Depois de começado o Inquérito, verificada a injustiça dos salários de empreitada, a FNIL resolveu publicar as circulares 16 e 24 que estabelecem o salário mínimo nesta espécie de trabalho.
O trabalho de empreitada verifica-se quase exclusivamente na tecelagem. Outras profissões, como a de meter fios, a de cerzir, a espinça e a urdidura são, por vezes, exploradas, também, em regime de empreitada; porém não foi possível estabelecer uma estatística do trabalho de empreitada nestas profissões, pelo regime de excepção que ela significa. Limitar-nos-emos, porém, a fazer-lhe referência sempre que isso houver mister.
A estatística do trabalho de empreitada refere-se, pois, unicamente à tecelagem e agrupa os operários conforme a média do seu salário semanal.
Na Covilhã não figuram os operários divididos pelo sexo porque, neste grémio, o trabalho de tecelagem é exclusivo dos homens. Uma breve passagem de vista por este mapa denota logo um acréscimo no salário de empreitada no grémio da Covilhã; é ele proveniente de três factos essenciais: tecelões aptos, predomínio do tear largo, abundância de teares mecânicos. A tecelagem manual do grémio da Covilhã aparece nesta estatística representada unicamente pelos tecelões do Teixoso e pelos tecelões manuais que trabalham nas fábricas da cidade, pois só desses se preencheram os boletins de inquérito.
O grémio do Sul, como já fizemos referência, é de todos os grémios aquele onde a média da tecelagem atinge a cifra mais baixa.
O risco proveniente da má qualidade do fio recaía sobre o operário. A um mesmo operário acontecia que tinha durante quinze dias entre mãos, a mesma peça de fazenda. Duas ou três fábricas, porém, do grémio do Sul, onde predomina o tear largo, pagavam salários idênticos aos da Covilhã.
Independentemente desta estatística dos salários de empreitada na tecelagem, vamos fazer alguns comentários a esta espécie de trabalho para melhor se compreenderem os benefícios das circulares 16 e 24.
Começamos pelo grémio do Sul. O trabalho de empreitada neste grémio, desde as grandes às pequenas empresas que dele usam, é caracterizado pela sua inconstância: o operário sofre todos os riscos da empresa e não aufere nenhum dos seus lucros. Na fábrica M. Carp, que se pode considerar a maior fábrica do grémio do Sul, usa-se da empreitada na espinça, na bordagem, na passagem, na repassagem, na tecelagem e na urdidura. Encontram-se salários irrisórios de 20$00 por semana, entre as mulheres; a média da tecelagem feminina pelo que pudemos averiguar, anda por volta de 30$00 semanais. Enquanto o trabalho de empreitada é mal pago, todo o outro trabalho industrial é muito bem remunerado. Em Nunes dos Santos & C.ª verifica-se a mesma inconstância no trabalho: lá se encontram na empreitada cerzideiras com 15$00 semanais, espinçadeiras com 16$00 e tecedeiras com 20$00, trabalhando as 48 horas por semana. Em Manuel Diniz J.ºr Irmão, como a tecelagem é quase exclusiva dos homens e predominam teares largos, a média é igual à da Covilhã. Em Peres Ferreira & C.ª nada mais há acrescentar ao que se disse de M. Carp. Em Mação e Minde os salários de empreitada das mulheres andam à roda de 18$00 e 30$00 semanais, e antes do salário mínimo ganhavam menos 50%, o que equivalia a dizer que se os salários não eram de fome, isso dependia unicamente do facto de a indústria ser um trabalho complementar na vida desta gente, que consagra a maioria das suas horas ao trabalho agrícola. Nos pequenos centros, como estes, de indústria caseira, verifica-se um salário mais reduzido, ao mesmo tempo que a gente é mais remediada, com o seu pouco de terra, a sua casa e um pouco de vida agrícola própria. Em Arrentela os salários de empreitada ainda são menores que em M. Carp e Peres Ferreira. Houve uma tecedeira nesta fábrica que trabalhou os seis dias e recebeu ao fim da semana 8$00, outra 12$00, várias 16$00. Com as fábricas de Lisboa, verifica-se a mesma inconstância no trabalho. Outras operárias temendo represálias, limitavam-se a responder que não se lembravam quanto ganharam na última semana. Em Portalegre a média da tecelagem anda à volta de 60 a 70 escudos por semana. Em Santa Clara de Coimbra a tecelagem e o trabalho de empreitada é exclusivo das mulheres, como o cerzir e espinça é idêntico ao da Covilhã na sua média. Em Alenquer há salários mais altos que em Lisboa, mas nota-se idêntica inconstância no trabalho.
No grémio de Castanheira de Pêra existe o trabalho de empreitada na tecelagem, na espinça, na urdidura e no franjar. Há uma fábrica onde se não adopta o regime da empreitada na tecelagem. Em Mira d’Aire a maioria dos tecelões ganhava a 1$20 o Kilo.
No grémio de Gouveia os tecelões manuais de Manteigas, como no grémio da Covilhã os do Teixoso e Cebolais, ganham uma média de 35$00 a 45$00 por semana. Na Guarda e em Gouveia usa-se a empreitada na tecelagem, no cerzir e na espinça. Em Alvoco da Serra a tecelagem por empreitada desce muito baixo na sua remuneração e, em Maçainhas e nos Trinta sucede o mesmo que nos pequenos centros de Mação e Minde, que já referimos.
No grémio da Covilhã, Santos Marques & C.ª aparece com as médias mais baixas na tecelagem, enquanto Augusto d’Oliveira & F.º Sucessor aparece com as mais altas. No Tortozendo Moura & Baptista paga a tecelagem de uma forma muito baixa. Os tecelões manuais do concelho da Covilhã, que não aparecem na presente estatística pelas razões expostas, há que declarar que são muito mal pagos e como as tecedeiras de Lisboa, sofrem da mesma maneira os riscos da má qualidade do fio. As urdideiras e as metedeiras de fios do Tortozendo ganham, em geral, um salário inferior às da Covilhã.
No grémio do Norte trabalham de empreitada as cerzideiras, as espinçadeiras e as metedeiras de fios. Na dobagem as empreitadas são muito baixas. Naquelas fábricas que são, ao mesmo tempo, de algodão e lã, algumas profissões encontram-se sujeitas aos salários de empreitadas dos algodões.
A média dos salários da tecelagem anda na Covilhã entre os 60$00 e os 100$00 escudos semanais, em Gouveia entre os 35$00 e os 75$00, no Sul à roda dos 15$00 e 35$00, em Castanheira de Pêra entre os 35$00 e os 65$00. Cebolais, no grémio da Covilhã, pagava a tecelagem por uma tabela especial, mais baixa do que a da Covilhã; enquanto o ramo da Covilhã tem 4.000 passagens, em Cebolais tinha 6.000; o ramo era pago da mesma maneira, mas Cebolais ganhava em cada ramo 2.000 passagens. Mira d’Aire e Minde são duas terras situadas a menos de uma légua: a diferença no pagamento da tecelagem, provém de que Minde, ao contrário de Mira d’Aire, é um centro de indústria primitiva, de indústria tão primitiva que se a tecelagem fosse paga da mesma maneira, as cintas e os alforges de Minde deixariam de existir. Há só que impedir que os teares de Minde fabriquem outros artigos que não os regionais que lhe competem.
Salvo o grémio do Sul, no grémio do Norte e em algumas fábricas de Castanheira em que se verificou pelas folhas de férias dos patrões a verdade das declarações operárias, é possível que na elaboração da estatística do trabalho de empreitada haja deficiências. Porque nos parece que ela dá no entanto uma ideia aproximada da empreitada, na tecelagem, houvemos por bem aproveitá-la juntando-lhe este pequeno comentário que a torna mais explícita e mais certa.
Modo de Pagar o Salário 

O salário, em regra, é pago à semana; em Cebolais, porém, era pago de quinze em quinze dias; em Avelar, de mês a mês por vontade dos operários, com justificação de que trabalhando ao mesmo tempo na agricultura, esta lhes era suficiente à vida e, portanto, preferiam receber o salário da indústria, junto e no fim do mês, para melhor o poderem economizar. 

O Salário conforme o preço médio da vida 

O salário nas diversas regiões acompanha em regra o preço médio da vida. Assim se explica que na Covilhã e Lisboa os salários sejam superiores ao mínimo e, que em Cebolais, Castanheira de Pêra, Minde, Mação e Maçainhas, aquando do Inquérito, houvesse uma tendência para não o atingir. Essa tendência é também muito acentuada por todo o grémio de Gouveia.
Foi-nos impossível adquirir em todos os centros uma lista completa com o preço dos géneros de 1ª necessidade, com o fim de fazer o estudo comparativo entre as receitas e as despesas do nosso operário. Limitamo-nos, por isso, a registar o preço daquelas mercadorias, nas localidades onde foi possível obtê-lo:


N. B. - O preço das batatas entende-se por uma arroba, o feijão por cada litro, os restantes por kilo. 

            Pelo que acabamos de ver não são os géneros de primeira necessidade em si, com os seus preços que podem justificar a diferença de salários que verificamos existir, entre os diferentes grémios. Devemos antes procurá-la no baixo nível de vida dos grémios de Gouveia e Castanheira de Pêra, na divisão da propriedade rústica e, no facto das famílias operárias se repartirem ao mesmo tempo pela indústria e pela agricultura.

Nota dos editores - Como inserimos as tabelas segundo o sistema de imagem, aconselhamos os nossos leitores a clicarem com o rato sobre elas, para que o visionamento seja mais perfeito.

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Capítulos anteriores do Inquérito Social:
Inquéritos III - I
Inquéritos IV - II
Inquéritos V - III
Inquéritos VI - IV
Inquéritos VII - V
Inquéritos VIII - VI
Inquéritos IX - VII
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Inquéritos XI - IX
Inquéritos XII - X
Inquéritos XIII - XI
Inquéritos XIV - XII
Inquéritos XV - XIII
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição LI


Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas.
     
941      Jorge Fróis Pereira, x.n., mercador, natural da Covilhã e morador em Murça de Panóias, filho de Manuel Pereira Mendes, mercador e de Maria Fróis ou Maria Fróis Moniz, casado com Brites Maria da Silva, neto paterno de Diogo Pereira ou Diogo Nunes Pereira, x.n., mercador e de Ana Mendes ou Ana Mendes Pereira e materno de Manuel Fróis Moniz, x.n., mercador e Maria Henriques, bisneto de Álvaro Pereira, curtidor, natural de Fronteira e de Violante Pereira, moradores que foram na Covilhã, pais do avô paterno; de Martinho Mendes ou Martim Mendes, mercador e de Leonor Pereira, pais da avó paterna; de Francisco Rodrigues de Almeida e de Maria Rodrigues ou Maria Fróis, naturais da Covilhã, pais do avô materno; de Jorge Fróis e de Maria Henriques, pais da avó materna; trisneto de Gaspar Mendes e Leonor Rodrigues, pais do bisavô Martinho Mendes; de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e de Mécia Pereira, pais da bisavó Leonor Pereira; de Henrique Fróis, natural da Covilhã e  Maria Henriques, natural de Linhares, moradores que foram na Covilhã, pais do bisavô Jorge Fróis e tetraneto de Manuel Lopes e Brites Antunes, x.x.v.v., pais do trisavô Manuel Lopes;  de Diogo Pereira, alfaiate e Leonor Mendes, x.x.n.n., pais da trisavó Mécia Pereira; de Manuel Fróis e Ana Rodrigues, pais do trisavô Henrique Fróis; e de Jorge Fróis e de Leonor Nunes, natural da Guarda, pais da trisavó Maria Henriques, (O pai, a mãe e o irmão são os referidos sob os nºs 781, 804 e 963 desta lista), de  27/7/1745 a 29/7/1745.
PT-TT-TSO/IC/10/69/7 e       PT-TT-TSO/IC/25/8321        

942      Luísa Mendes, x.n., natural da Covilhã e moradora em Viseu, filha de Bernardo de Lara ou Bernardo de Lara Pimentel e de Catarina Henriques ou Catarina Henriques de Seixas, casada com João Rodrigues Brandão, neta paterna de Brás Nunes de Lara, x.n., mercador e de Brites Nunes, x.n., e materna de António Lopes Ferreira ou António Lopes, x.n., tintureiro e de Luísa Mendes ou Luísa Mendes de Seixas, x.n., bisneta de Manuel Lopes, mercador e Brites Nunes, naturais de Espanha, pais do avô paterno e de Manuel da Cruz, curtidor e de Brites Mendes, natural da Guarda, pais da avó paterna, de Pedro Henriques Ferreira e Catarina Henriques ou Catarina Rodrigues, pais do avô materno e de Diogo Mendes e Isabel de Seixas, pais da avó materna, (O pai, mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 692, 723, 940, 943 e 945 desta lista), presa em 25/4/1746.
PT-TT-TSO/IC/10/69/12                              

943      Brites Maria de Seixas ou Beatriz Maria de Seixas, x.n., mercadora, natural da Covilhã e moradora em Vouzela, filha de Bernardo de Lara ou Bernardo de Lara Pimentel e de Catarina Henriques ou Catarina Henriques de Seixas, casada com António Mendes Henriques, mercador, neta paterna de Brás Nunes de Lara, x.n., mercador e de Brites Nunes, x.n., e materna de António Lopes Ferreira ou António Lopes, x.n., tintureiro e de Luísa Mendes ou Luísa Mendes de Seixas, x.n., bisneta de Manuel Lopes, mercador e Brites Nunes, naturais de Espanha, pais do avô paterno e de Manuel da Cruz, curtidor e de Brites Mendes, natural da Guarda, pais da avó paterna, de Pedro Henriques Ferreira e Catarina Henriques ou Catarina Rodrigues, pais do avô materno e de Diogo Mendes e Isabel de Seixas, pais da avó materna, (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 692, 723, 940, 942 e 945 desta lista), presa em 30/9/1745.
PT-TT-TSO/IC/10/69/16       e PT-TT-TSO/IC/25/6591                  

944      João Francisco ou João Francisco Oróbio, x.n., solteiro, negociante, natural da Covilhã e morador em Santa Ovaia, Canas de Sabugosa, filho de Mateus Oróbio Furtado ou Mateus Oróbio, mercador e de Catarina Navarro, natural de Fuente Beguna, Castela, neto paterno de João Francisco Oróbio ou João Navarro, natural de Sevilha, Espanha e de Inês Gomes Furtado ou Inês Gomes, natural de Trancoso e materno de Manuel Lopes Álvares, natural de Sevilha, morador que foi na Covilhã e de Inês Gomes, natural de Espanha, bisneto de Mateus Oróbio, mercador e de Maria Manuel Navarro, pais da avó paterna e de João Álvares e Catarina Navarro, pais do avô materno e de Manuel Gomes e Ana Lopes, pais da avó materna, (A mãe e os irmãos germano e consanguíneo são os referidos sob os nºs 728, 786 e 789 desta lista. Consta também no nº 1026 desta lista com outro processo), preso em 3/8/1745.
PT-TT-TSO/IC/10/69/31                              

945      Rosália Maria de Seixas, x.n.,solteira, natural da Covilhã e moradora em Viseu, filha de Bernardo de Lara ou Bernardo de Lara Pimentel e de Catarina Henriques ou Catarina Henriques de Seixas, neta paterna de Brás Nunes de Lara, x.n., mercador e de Brites Nunes, x.n., e materna de António Lopes Ferreira ou António Lopes, x.n., tintureiro e de Luísa Mendes ou Luísa Mendes de Seixas, x.n., bisneta de Manuel Lopes, mercador e Brites Nunes, naturais de Espanha, pais do avô paterno e de Manuel da Cruz, curtidor e de Brites Mendes, natural da Guarda, pais da avó paterna, de Pedro Henriques Ferreira e Catarina Henriques ou Catarina Rodrigues, pais do avô materno e de Diogo Mendes e Isabel de Seixas, pais da avó materna, (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 692, 723, 940, 942 e 943 desta lista), presa em 2/7/1745.
PT-TT-TSO/IC/10/69/40

946      Manuel Gonçalves, de 27 anos, trabalhador, pastor, solteiro, natural da freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Caria, termo da Covilhã e morador na aldeia do Outeiro, termo de Monsaraz, arcebispado de Évora, filho de Gonçalo Fernandes e de Isabel Gonçalves, de 28/1/1743 a 18/10/1744, por fazer curas com palavras e acções supersticiosas e presunção de ter pacto com o demónio, condenado a ir 3 anos para a cidade de Viseu.
PT/TT/TSO/IE/21/1446

947    Manuel Nunes Sanches, x.n., de 24 anos, solteiro, cirurgião e estanqueiro, natural de Idanha-a-Nova ou Monsanto e morador em Vila Franca de Xira, filho de Francisco Nunes de Paiva, x.n., cirurgião, natural de Proença-a-Velha e de Leonor Henriques, x.n., natural de Idanha-a-Nova, moradores na Covilhã, neto paterno de Gaspar Rodrigues e de Leonor Henriques e materno de Manuel Nunes Sanches, x.n., médico, natural de Idanha-a-Nova e de Guiomar Nunes, natural de Monsanto, moradores que foram na Idanha e em Alpedrinha, bisneto de Henrique Fróis e de Maria Nunes, pais do avô materno e de Marcos Mendes e de Violante Rodrigues, pais da avó materna, (O pai, a mãe, o filho e os irmãos são os referidos sob os nºs 524, 875, 1031, 848, 850, 853, 863, 866, 905, 950, 968 e 976 desta lista), de 17/10/1726, de 25/7/1728.
PT-TT-TSO/IL/28/8256

948      Diogo José Tavares, x.n., de 25 anos, solteiro, homem de negócio, natural e morador na Covilhã, filho de Manuel Tavares, x.n., homem de negócio, natural do Fundão, morador na Covilhã e de Antónia Mendes Seixas, x.n., natural de Celorico, moradora na Covilhã, neto paterno de Manuel Mendes e Branca Nunes e materna de Diogo Mendes e Isabel de Seixas, (A irmã é a referida sob o nº 981 desta lista), de 23/12/1745 a 12/5/1746.
PT-TT-TSO/IL/28/4743        

949      Ana Fróis, x.n., natural da Covilhã e moradora em Tomar, filha de Jorge Fróis ou Jorge Fróis Moniz e de Isabel Nunes, x.n., neta paterna de Manuel Fróis Moniz, x.n., mercador e Maria Henriques, e materna de Diogo Rodrigues e Inês Nunes, bisneta de Francisco Rodrigues de Almeida e de Maria Rodrigues, naturais da Covilhã, pais do avô paterno e de Jorge Fróis e de Maria Henriques, pais da avó paterna, trisneta de Henrique Fróis, natural da Covilhã e  Maria Henriques, natural de Linhares, moradores que foram na Covilhã, avós da avó materna e tetraneta de Manuel Fróis e Ana Rodrigues, pais do trisavô Henrique e de Jorge Fróis e Leonor Nunes, pais da trisavó Maria Henriques, (O pai. a mãe e a irmã são os referidos sob os nºs 778, 851 e 951 desta lista), de 16/12/1745 a 26/11/1760.
PT-TT-TSO/IL/28/6958                    

950      António Ribeiro Sanches (ou António Alvares, nome indicado pela irmã Leonor, referida na lista sob o nº 853, no respectivo processo), x.n., de 19 anos, solteiro, sem ofício, natural e morador na Covilhã, filho de Francisco Nunes de Paiva, x.n., natural de Proença e de Leonor Henriques, x.n., natural de Idanha-a-Nova, neto paterno de Gaspar Rodrigues e de Leonor Henriques e materno de Manuel Nunes Sanches, x.n., médico, natural de Idanha-a-Nova e de Guiomar Nunes, natural de Monsanto, moradores que foram na Idanha e em Alpedrinha, bisneto de Henrique Fróis e de Maria Nunes, pais do avô materno e de Marcos Mendes e de Violante Rodrigues, pais da avó materna, (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 524, 875, 848, 850, 853, 863, 866, 905, 947, 968 e 976 desta lista), sentenciado em mesa em 27/2/1745, de 9/1/1730 a 27/2/1745.
PT-TT-TSO/IL/28/11185

Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.
Esta lista, tal como as anteriores, é da autoria dos editores.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.

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Estatística baseada nesta lista dos sentenciados na Inquisição:

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Covilhã - Contributos para a sua História dos Lanifícios XVIII


     Continuamos a publicação de documentos notariais, designadamente procurações e contratos em que são intervenientes os contratadores da Fábrica das Baetas e Sarjas da comarca da Guarda, residentes na Covilhã.
      Encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias muitas cópias destes documentos notariais. Hoje debruçamo-nos sobre aqueles em que, individualmente, participam Luís Romão Sinel, Henrique Fróis, o Moço e André Nunes moradores na Covilhã. 

Declaração o Capp.ªm Luiz Romão Sinel com Francisco Garcia Lima e outro 

Saybam quantos este instromento de declaração virem que no ano do nacimento de N. S. Jesus Cristo de 1678 em 28 dias do mes de Março na Cidade de Lisboa, junto à Igreja da freguesia da Magdalena e cazas da morada de francisco Garcia Lima, homem de negocio, estando ele aí presente e Antonio Alves de lima, morador na dita freguesia; isto de uma parte e da outra o Capitão Luis Romão Sinel morador na Vª da Covilhã, e pousa nas ditas casas, por eles partes foi dito a mim tabaliam perante as testemunhas ao diante nomeadas que por escritura outorgada em minha nota neste mesmo dia largara ele Capitam Luis Romão Sinel com jorge froes e André Nunes, seus companheiros em igual parte a eles francisco garcia lima e Antonio Alves de lima, a oitava parte do contrato da fabrica e manufactura das baetas e sarjas, que por sua intervenção se aviam introduzido na dita vila da Covilhã,e aviam Rematado por praso de oito anos no Conselho da Fazenda de Sua Alteza para averem e herdarem o ganho que Deus desse, digo e herdarem a oitava parte do ganho que Deus desse no dito contrato ou pagarem a perda que lhes tocar no caso que a haja e o mais declarado na dita escritura como dela melhor constará o que se referem, E depois de o terem assim outorgado se ajustaram eles partes entre si, a que ele Capitão Luis Romão Sinel queria largar a eles francisco Garcia Lima e Antonio Alves de lima, para ambos a metade da terça parte que ele capitam tem no dito contrato de maneira que lhe ficasse só tocando nele a sexta parte, e a outra sexta a elles francisco Garcia e Antonio Alves de lima E por assim estarem justados de comum consentimento declaram eles partes, que no dito contrato e em todo o tempo dele toca a eles francisco Garcia de Lima e Antonio Alves de lima a sexta parte do dito contrato alem das duas oitavas partes dele que pela dita escritura nesta referida lhes tem largado os ditos Jorge frois e andré nunes, das duas terças que cada um deles tem, na forma que se declara na dita escritura, a qual não averá lugar para a outra oitava parte que do dito contrato, ele capitão avia largado a eles francisco Garcia e Antonio Alves de lima, por que em lugar dela lhe larga a metade da sua terça parte que é a sexta referida para a qual contribuiram eles francisco Garcia e Antonio Alves de lima com o dinheiro que for necessario e lhes tocar à dita sexta parte que ele capitam assim nele larga no dito contrato, e averam assim ganho que Deus der e lhe tocar como pagarem a sua parte de perda conforme o que herdão no caso em que haja tudo na sua forma que se conthem e declara na dita escritura e debaixo de todas suas clausulas e condições como se de novo foram repetidas expressas e declaradas a que se sometem eles partes e sujeitam e querem que em tudo se cumpra como nela se contem e declare sem duvida alguma excepto na oitava parte que ele capitam da sua terça que tem no dito contrato pela dita escritura avia largado a elles francisco Garcia e Antonio Alves de lima porque em lugar della lhe larga a ametade da dita sua terça, na forma que fica referido correndo sempre por conta delles francisco Garcia e Antonio Alves de lima a agencia do dito contrato e o mais declarado na dita escritura e nesta e como em huma e outra se declare. E para tudo comprirem e guardarem com as custas disseram que obrigavam como em efeito logo obrigaram todos os seus bens moveis e de Rais avidos e por aver e o melhor para deles E em testemunho da verdade assim o outorgaram, pediram e aceitaram E eu tabaliam por quem tocar ausente como pessoa publica estipulante e aceitante e as testemunhas que foram presentes Antonio Garcia Lima sobrinho dele Francisco Garcia morador nas ditas casas e Manuel Roiz Vieira morador na dita freguesia E eu tabaliam conheço a eles partes serem os proprios que na nota assinaram com as testemunhas. Domingos da Silva tabaliam o escrevi = entrelinhey = em igual parte = assim = pagaram = delle = sua = 

      a) Luis Romão Sinel

   a)Antonio Als de Lima

   a)Fran.cº Garcia de Lima

   a))Antonio Garcia Lima

      a)Manuel Roiz Vi.ª
(1)
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S. Salvador da Baía
 Venda de Engenho Francisco de Brito Freire a Francisco de Brito Sampaio

Nota do investigador - Escrituras em que entra Luís Romão de Sinel e os irmãos Lima sobre venda de Engenhos no Brasil e o morgadio de Francisco de Brito Freire – Janeiro de 1678 

   Em nome de Deus ámen saibam quantos este instrumento de venda quitação e obrigação virem que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1678 em 29 dias do mês de Janeiro na cidade de Lisboa, junto ao Convento e Casa Professa de S. Roque nos aposentos de Francisco de Brito Freire, fidalgo da Casa de Sua Majestade estando ele aí presente e D. Teresa Maria de Távora, sua mulher, isto de uma parte e da outra o Capitão Luiz Romão Sinel, morador na vila de Covilhã, comarca da cidade da Guarda, e ora estando nesta e poisa junto à Igreja da Madalena, em nome e como procurador de Francisco de Brito e Sampaio também fidalgo da Casa do mesmo Senhor e de D. Maria Francisca Xavier Aranha, sua mulher, moradores na cidade do Salvador Baía de Todos os Santos, em virtude de uma sua procuração que aqui apresentou, reconhecida por certidão passada em nome do Dr. João de Góis de Araújo, Desembargador e juiz das justificações da dita cidade da Baía, por ele assinada e subscrita por João Teixeira de Mendonça, escrivão de seu cargo, cuja letra da subscrição da dita certidão e sinal do dito juiz dou fé e conheço e da dita procuração melhor se verá que se trasladará ao diante. Por eles Francisco de Brito Freire e D. Teresa Maria de Távora, sua mulher, foi dito a mim tabelião perante as testemunhas ao diante nomeadas que ele Francisco de Brito Freire é administrador do morgado que instituíram Estêvão de Brito Freire e D. Violante de Araújo, seus avós, e entre os bens que ao dito morgado se anexaram é um engenho chamado de Santo Estêvão, sito no Recôncavo da dita cidade da Baía que consta de várias propriedades e bem assim uma ermida do mesmo Santo, com três altares e outras pertenças, tocantes ao dito engenho o qual, de presente, trás de arrendamento Gaspar Pereira de Magalhães até ao fim de Agosto do ano que embora há-de vir de 1679 E que no dito testamento com que faleceram os ditos instituidores, seus avós, por última disposição dele, ordenaram que sendo caso que ao dito morgado se adjudicassem alguns bens do Brasil que lá possuíam e parecendo a quem o possuísse pelo tempo em diante que para maior conservação e mais proveito e aumento conviesse vender os ditos bens do Brasil o fariam sem para isso ser necessário haver-se provisão real, porem que a poder do dito possuidor e administrador do dito morgado nunca viria o preço de tal venda e se depositaria em juízo ou em mão de pessoa segura e abonada para dela se fazer com o dito preço emprego em bens ou juros neste Reino que seguiriam a natureza do mesmo morgado e contas do dito testamento com que foi instituído como dele melhor se verá que foi aprovado por Francisco Coelho, tabelião de notas nesta cidade e aberto por autoridade do Licenciado Gaspar de Figueiredo da Fonseca cidadão e juiz de fora do cível nela de que lhe mandara passar certidão em seu nome por ele assinada, subscrita por Domingos Serrão, escrivão a seu cargo, aos 5 dias do mês de Outubro do ano de 1630. E por escritura, outorgada nesta cidade, nas notas do dito Francisco Coelho aos 14 dias do mês de Setembro do ano de 1652 fizera a dita Dona Violante de Araújo, doação da terça de seus bens a Gaspar de Brito Freire, seu filho mais velho e pai dele Francisco de Brito Freire com reserva dos usos e rendimentos em sua vida e que por seu falecimento ficariam os bens da dita sua terça ao dito seu filho com o mesmo vínculo de morgado, na forma que ela com o dito Estêvão de Brito Freire seu marido o haviam instituído pelo testamento acima referido, a qual doação foi aprovada e ratificada por alvará Real como deles dita doação e testamento, sua aprovação e abertura melhor se verá, cujos próprios aí me foram apresentados para também se trasladarem adiante E por o dito engenho estar em parte tão remota, ter grandes danificações e andar arrendado em renda limitada digo danificações e pelo tempo adiante se seguirem outras maiores, com que fique sem nenhum rendimento, rende-o já hoje tão limitado que quando chega a poder dos possuidores fica reduzido em menos de metade e ser mais útil para o dito morgado ter tantos bens dele neste Reino na forma da última disposição dos ditos instituidores: Por tanto e por virtude dela se contratarem eles Francisco de Brito Freire e D. Teresa Maria de Távora sua mulher com o dito Francisco de Brito de Sampaio para efeito de lhe haverem de vender o dito engenho com todas as propriedades, fazendas, assim próprias como a ele obrigadas por encargos Reais e sem eles e o mais ao dito engenho pertencente, tudo por preço e quantia de 15.000 cruzados pagos e seguros nesta cidade e entregues aos pagamentos em mão de pessoas abonadas para deles se fazer emprego em bens para o dito morgado na forma da instituição dele e ao diante declarada. Por bem do que disseram mais eles Francisco de Brito Freire e D. Teresa Maria de Távora, sua mulher, que por este público instrumento, pela melhor via de Direito, e em virtude da faculdade dos ditos instituidores seus avós, vendiam como em efeito logo venderam e outorgaram.  (2)

            Na opinião de Luiz Fernando Carvalho Dias, só interessa porque tem a assinatura do Sinel. A procuração é passada pelo Sampaio a vários. 

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Escritura de Obrigação fiança segurança e abonação que fazem Baltazar Henriques (a) e suas irmãs Luísa da Fonseca e Catarina da Fonseca da quantia de duzentos mil reis a Luís Romão Sinel, todos moradores nesta vila (Covilhã)
2 de Setembro de 1680

Notas do investigador - O credor é Sinel – dinheiro mandado do Brasil pelo covilhanense João da Fonseca Coelho, que vivia na Baía, para seu pai. Também fala de Francisco Garcia de Lima, correspondente em Lisboa de Luís Romão Sinel e lá mercador.  

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Um engenho de açúcar

Substabelecimento de uma procuração que fez no Reino de Castela o Capitão João d’alemão, assistente na vila de Sallavim (?) ao Capitão Luiz Romão Sinel. João d’alemão era Regedor Perpectuo da Vila de Sallavim (?) (3)

Nota do investigador – O documento refere escravos negros.
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Escritura de metade de umas casas que comprou Sebastião Botelho ajudante e sua mulher Maria Coelha (15 de Outubro de 1686) a Luiz Romão Sinel e sua mulher Maria Correa de Almeida, na freguesia de S. Martinho, por 30.000 Reis. Testªs o Licº Jorge Henriques Morão e André Nunes. (4)
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Prazo que faz Luiz Romão Sinel como procurador do Visconde de Barbacena e Comendador de S. Martinho de Refegas do lugar de Aldeia do Mato, Jorge Furtado de Castro a Domingos Simões, etc... (6 de Dezembro de 1686) (5) 

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Procuração que faz Luiz Romão Sinel (a 27 de Julho de 1695) pagador geral da província, e lugar-tenente do alcaide mór de Castelo desta Vila, e contratador das fábricas dela; Também foi testemunha António Roiz de Lima, morador na Covilhã e Manuel da Silva Fragoso (para haver 194$040 reis que está devendo a ele José Vaz, da vila das sarzedas, procedidos de fazendas da fábrica desta Vª) (6)

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Escritura de Doação de serviços que fez Luís Romão de Sinel aho filho Phelipe Romam Sinel 

Saibam quantos este publico instrumento de doação ou como por outra via em direito melhor dizer se possa e mais valha virem em como no ano do nascimento de N. S. Jesus Cristo de 1699 anos aos 31 dias de Novembro (sic) (30 pois a próxima escritura é do 1º de Dezembro) do dito ano nesta notavel vila de Covilhã e pousadas de mim escrivão pareceu luis romão Sinel e bem asi seu filho phelipe romão Sinel ambos pessoas que eu tabelião conheço e logo pelo dito Luis Romão Sinel me foi dito em presença das testemunhas abaixo nomeadas e assinadas que em a milhor forma e via de direito que possa ser e mais valer doava e renunciava em o dito seu filho phelipe Romão Sinel todos os serviços que tem feito a S. Mag.e que Deus guarde assim neste Reino como em os estados do brazil a qual renunciação lhe faz muito de sua propria e livre vontade por ele dito seu filho lho merecer e lhe ter dado cousa alguma e que pera fazer esta doação não fora rogado nem persuadido de pessoa alguma e que por esta via pede a S. Mag.e que Deus guarde remunere os ditos seus serviços em o dito seu filho o qual sendo a isso assi presente logo por ele me foi dito em presença das mesmas testemunhas que ele aceitava esta dita doação que o dito seu pai lhe fazia e por ele tudo um e outro serem  ....... rogaram a mim tabalião publico de notas lhes fizesse a dita escritura neste livro delas que eles em testemunho e fé de verdade outorgaram aprovaram e ratificaram e viram e ouviram ler e assinaram sendo testemunhas presentes Manuel da Silva fragozo e João correa ambos desta dª vila de Covilhã e Eu tabalião como pessoa publica estipulante e aceitante que esta estipulei e aceitei em nome das pessoas ou pessoa a quem a aceitação desta deva e haja de pertencer Antonio Coelho Ferreira Tabalião publico de notas a escrevi. 
                           a) Luís Romão Sinel
                                                                        a)Manuel da Sylva fragozo
      a)   Phelippe Romão sinel
                                                                              a) João Correa de Almejda (7) 

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Escritura de cem mil reis à razão de juro que tomou Henrique Fróis, o moço e sua mulher à STª casa da Misericórdia desta vila (1 de Março de 1689) (8) 

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Procuração de André Nunes ao Dr. Francisco Barreiros de Carvalho, cónego prebendado da Sé da cidade de Lisboa, para uma causa de embargos e a todas as suas dependencias, em uma requisitoria que veio da cidade de Sevilha sobre uma causa de liquidação que corre neste juiz do geral desta dita vila a qual requisitoria e embargos vão remetidos ao juiz e feitos da Fazenda Real da dita cidade de Lisboa. (9)
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 Procuração que faz André Nunes, contratador da fábrica desta vila da Covilhã e sua molher Joana Nunes (b), moradores nesta vª aos Lic.dºs Gaspar Tavares Falcão, João de Aguiar e a Manoel Rº, e ao Licº Jorge Henriques Morão (c), todos desta vª e a seu filho Cristóvão Nunes Belmonte (d) e na cidade da Guarda aos Licªs Pero de Aragão de Pina, e a Manoel Lopes sarzedo e a Rafael Mendes, e na vila de Idanha-a-Nova aos Licªs Sebastião Roque e a Francisco fernandes Rodrigão e a António Nunes e a Simão Mendes aí advogados e na Vila de Castelo Branco aos Licºs Francisco de Luna e a Francisco Sanches e João Roiz Morato e na cidade do Porto aos Licºs Francisco da Silva Coimbra, João Araujo ferraz e a francisco pereira de Carvalho advogados na Relação, e aos solicitadores dela alonso martines queixono, Braz domingues e Antonio de Brito lobo, e na vila de Guimarães a seu irmão Belchior Roiz Rios (e) e Antonio Carvalho e na cidade de Lisboa aos Licºs francisco milles de Macedo, afonso de pina Caldas, a Luis afonso francisco frances, etc. especialmente ao filho Cristovão Nunes de belmonte para cobrar dívidas, etc...  5 de Agosto de 1695. (10)

Notas dos Editores - a)Baltazar Henriques é referido sob o nº 462 na Lista dos Sentenciados na Inquisição do nosso blogue.
b) Joana Nunes é referida sob o nº 309 na Lista dos Sentenciados na Inquisição.
c) Jorge Henriques Morão é referido sob o nº 290 na Lista dos Sentenciados na Inquisição.
d)  Cristóvão Nunes Belmonte é referido sob o nº 492 na Lista dos Sentenciados na Inquisição.
e) Belchior Roiz Rios é referido sob o nº 259 na Lista dos Sentenciados na Inquisição.

Fontes – 1) ANTT, Tabelião de Lisboa – Domingos da Silva – Livro 96, fls 10 vº, Fls 30 vº
2) Cartórios de Lisboa - Cartório 7 A (1ª parte), Maço 37 Livro nº 95, Fls 63 e segts
3) Livro 6 – 1683, Fls 12 (Qual será o tabelião?)
4) Livro do Tabelião Botelho – 1686, fls 64vº
5) Livro do Tabelião Botelho – 1686, fls 94
6) Livro 8 (1684-1686), fls 130 (Qual será o tabelião?)
7) Livro do Tabelião António Coelho Ferreira – 1698, fls 141
8) Livro do Tabelião António Coelho Ferreira – 1698, fls 40 vº
9) Livro do Tabelião António Coelho Ferreira – 1698, fls 21 vº
10) Livro 8, fls 132 vº (Qual será o tabelião?)

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