sábado, 9 de maio de 2015

Covilhã - Frei Heitor Pinto III


   O nosso blogue vive do espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias, que continuamos a explorar. Desde sempre soubemos o interesse do investigador por Frei Heitor Pinto, que originou a publicação da obra “Fr. Heitor Pinto (Novas achegas para a sua biografia)”, o 1º da sua vasta obra. Aquando das comemorações do IV centenário da morte do frade jerónimo, que se realizaram na Covilhã a 2 de Dezembro de 1984, empenhou-se totalmente para que a figura de Frei Heitor fosse mais divulgada.


    A propósito de monografias covilhanenses, Luiz Fernando Carvalho Dias lembrou Frei Heitor Pinto:
“Não ainda em monografia, mas como simples descrição, registo a primeira imagem da Covilhã em forma literária. Cabe ao nosso Frei Heitor Pinto, o escritor português mais divulgado e com mais edições no século XVI. Trata-se de uma imagem enternecida, como que uma saudade de peregrino a adivinhar exílios, muito embora a abundância dos adjectivos desmereça da evocação:

 “ … Inexpugnável por fortes e altos muros, situada num lugar alto e desabafado e de singular vista, entre duas frescas e perenais ribeiras, com a infinidade de frias e excelentes fontes e cercada de deleitosos e frutíferos arvoredos. […] “ (1)

    Estamos a publicar informações sobre Frei Heitor Pinto. Baseamo-nos em reflexões do investigador, em fotografias e textos da Exposição de 1984 e na obra sobre Frei Heitor Pinto.
    Acompanhemos a obra “Fr. Heitor Pinto (Novas achegas para a sua biografia)” de Luiz Fernando Carvalho Dias:
 
Naturalidade e Profissão Religiosa
 
A Vila de Melo e a Covilhã disputam a honra de ter sido o berço de Fr. Heitor Pinto.
Abona-se a primeira em documento do Arquivo da Universidade de Coimbra, pela via erudita de Barbosa Machado (1), que, sem decidir-se, oferece a Melo, com essa referência, uma justificação documental, aparentemente irrefutável, pois o hieronimita regeu cátedra de Teologia Positiva, na cidade do Mondego (2).
A Covilhã, por seu lado, não desejando ver fugir da galeria dos seus filhos, esta glória das letras portuguesas do século XVI, também invoca as suas razões.
No arquivo da mesma Universidade ficou registada a assinatura do Escolar Frei Heitor de Covilhã (3).
No segundo volume da Imagem da Vida Cristã, no derradeiro diálogo, um Doutor, em Santa Teologia, defende perante um fidalgo, seu discípulo, que a nobreza da pátria não é um verdadeiro bem: admira-se este da rígida doutrina do mestre, retorquindo-lhe:

«E eu vos ouui já dizer, que andando em terras estranhas suspiraueis por Portugal. E alguas vezes vos ouui particularmente louuar a propria terra, onde nascestes, chamandoa inexpugnavel per fortes e altos muros, situada num lugar alto e desabafado e de singular vista, antre duas frescas e perenaes ribeyras com infinidade de frias e excelentes fontes, e cercada de deleytosos e fructiferos aruoredos,  chamada antiguamente Concajulia, e agora Couilham» (4).

Via-se nesta passagem uma reflexão auto-biográfica, como outras dos Diálogos e dos Comentários, sinal de quanto o autor amava ficar nas suas páginas. Por isso, convencido, Brito Aranha chegou a escrever que ela

«parece tirar de todo as dúvidas, quanto à naturali­dade deste sábio e honrado português» (5)

A aceitá-lo, não podemos deixar de advertir os grandes ressentimentos dos conterrâneos que deviam magoar a alma do frade, para não se coibir de escrever:

«Não sei peraque os homens se prezam tanto da sua terra, pois vemos comunmente, que nella são menos estimados...
Quantos hai que nauegam muyto tempo vento a popa, e em saindo do mar lhe dá o mundo de rostro; no mar acham bonança, e na terra tempes­tade: toda a tormenta acham em sua propria terra: em reinos estranhos são afamados, e nos seus não são ouuidos» (6).

Ainda no séc. XVIII perdurava na Covilhã a tradi­ção de que lá nascera. Regista-a, em 1734, o prior da Igreja de S. Silvestre, Pe. Manoel Cabral de Pina, na sua documentada Monografia, destinada ao primeiro Dicionário Geográfico do Pe. Luis Cardoso (7).
É claro que estes três argumentos fortes mas con­jecturais cediam perante documento e este continuava, pela autoridade de Barbosa Machado, a figurar nos per­gaminhos da Vila de Melo, pois nem sempre foi sinal de naturalidade o topónimo a seguir ao nome dos fra­des; o mestre, o diálogo e o comentário do discípulo podiam não significar mais do que mero artifício literário e argumentar-se contra uma falível tradição de 150 anos, período que medeia entre a data vulgarmente atribuída à morte de Fr. Heitor Pinto e o fecho da monografia covilhanense.
Confessamos o interesse que nos despertou o pleito, por Heitor Pinto, pela verdade hístórica e até por algum bairrismo. Daí a natural curiosidade de resolver a dúvida.
Convém começar por analisar as fontes de Barbosa Machado. Correndo a colectânea de Documentos sobre Fr . Heitor Pinto, do Dr. Brito e Silva (8) parece poder concluir-se que o Arquivo da Universidade não con­tém qualquer documento que invalide a tese covilha­nense: ao contrário, é nele que se alicerça o primeiro baluarte desta orientação. Isto não quer dizer que no tempo de Barbosa Machado lá não existisse um documento: queremos até admiti-lo, mas levantar-se­-iam logo as seguintes dúvidas: O autor da Biblioteca Lusitana conheceria o original ou iria buscá-lo trun­cado ou alterado, a outra fonte? Qual o valor dessa fonte? O documento seria coevo do P.e Pinto ou ela­borado posteriormente?
Registemos que Barbosa Machado indica como progenitora de Fr. Heitor uma D. Ana de Melo (9). Este apelido podia induzir, em erro, o autor do presumível documento ou a pessoa sob cujo auspício se redigiu, por ser Melo o solar da família desse apelido.
Na ordem de S. Jerónimo era muito livre e variá­vel a antroponímia dos religiosos: O célebre Fr. Diogo de Murça usava também os apelidos de Guedes e Pinto, como rezam alguns cronistas. Usaria Fr. Heitor, alguma vez, o apelido materno?
Encontrámos, há anos, num arquivo de Lisboa, um Livro do Reitor da Universidade de Coimbra, que nos pareceu então obra do séc. XVII ou princípios do XVIII; buscado posteriormente, foram baldadas todas as dili­gências para o localizar; dele constava o mesmo que do Catálogo dos Lentes da Universidade de Coimbra (10) e do Alfabeto de Lentes (11) de Francisco Leitão Ferreira, i. e. que Fr. Heitor Pinto era natural de Melo.
Lê-se, no primeiro, a fls. 16:
«Fr. Heitor Pinto, natural de Melo, monge de S. Jerónimo ... », e, no segundo, a fls. 65:
«Fr. Heytor Pinto, no catalogo do Reytor da Universidade, ms. II, fol. 9, ibi., se diz que foi natural de Mello ... ».
O ms. II, citado por Ferreira, deve ter sido fonte comum a este e a Barbosa Machado, porque doutro modo a Biblioteca Lusitana não deixaria de citar aquele escritor.
De qualquer maneira, a análise desta fonte é por agora pràticamente impossível.
Havia pois que seguir por outro caminho. Eis senão quando nos surpreendeu o documento que arruma definitivamente a questão, a favor da Covilhã.
 
A Profissão de Fr. Heitor Pinto

Trata- se da profissão de Fr. Heitor Pinto, em Santa Maria de Belém.
Note-se que todos os biógrafos citaram correcta­mente a data da profissão, e o documento conheceram-no, pelo menos, os cronistas da ordem. Chegou a ser glosado no séc. XVIII, como se vê do original, o que não obstou a que, entre os confrades, um lhe atri­buísse a naturalidade de Lisboa.
Mas o documento está inédito:

«Eu frei eitor de Covilham do bispado da guarda faço profissão E prometo obediençia a deos E a Santa m.ª e ao bem aventurado nosso padre sam hiero­nimo e a ti padre frei afonso do turçifal prior do mosteiro de nossa sora de bethlem E provinçial da mesma ordem do nosso padre são hieronimo E a teus sucessores e de viver sem propio e em cas­tidade sg.do a Regra de Sãto augustinho até morte e em testemunho de verdade fiz e asinei este por minha maõ no dito mosteiro oje oito dias del més dabril do anno do naçimento de nosso sõr iesu christo de mil e quinhentos e quarêta e tres años.
 frei eitor»   (12)

Diz a glosa do séc. XVIII que parece dever atribuir-se a Fr. Jacinto de S. Miguel:

«este Religioso foi o insigne p.e M. D.ºr fr. Heitor Pinto Lente de Scriptura na U.de de Coimbra, cuja Cadeira criou denouo o S.ºr Rej D. Sebas­tião p.ª elle; morreo em Castella; ias sepultado em o Conu.to da Sisla de Toledo com hú Lettreiro sobre sua sepultura q. diz: Hic iacet Hector ille Lusitanus»

 Por que é este documento definitivo?
Melo pertencia à diocese de Coimbra e assim apa­rece no Catálogo de todas as Igrejas e Comendas e Mosteiros de 1320 (13); o mesmo consta do Livro I.º, misto de baptismos, casamentos, óbitos c crismas da referida freguesia, datado de 1607 (14), e ainda da monografia dessa Vila, da autoria do P.e Pedro Nunes Louro, de 5 de Maio de 1758, para o Dic­cionário Geográfico do P.e Luís Cardoso (15). Só come­çou a fazer parte da Diocese da Guarda depois da nova demarcação das dioceses do Reino, levada a efeito pela Bula Gravissimum Christi de Leão XIII, de 30 de Setembro de 1881, executada por sentença do Cardeal Bispo do Porto, de 4 de Setembro de 1882 (16).
      Não podia assim Fr. Heitor da Covilhã ser natural de Melo, quando se declarava filho espiritual da Diocese da Guarda.
      Mas o interesse do documento de Belém não se circunscreve ao problema da naturalidade.
      Sendo um autógrafo, é, entre os documentos conhe­cidos, o mais antigo e testemunha um rumo novo na sua vida.
      O lapso que demonstra o uso do artigo espanhol quando escreveu del més dabril revela um recente convívio com a língua castelhana, de acordo com os seus estudos seculares de Direito civil, em Salamanca, como confessa no prefácio dedicatória ao Cardeal D. Henrique, dos seus Comentários a Isaias:

«Ego cum fuissem ab ineunte aetate in literis Latinis versatus, et postea nonnullos annos et Salmanticae et Conimbricae juri ciuili operam dedissem...» (17)

      Em nenhuma das Universidades perdura hoje rasto desta passagem: em Coimbra, porque não é notada pelo Dr. Brito e Silva, e na cidade do Tormes por­que, consultando os escassos elementos, aí existentes, anteriores a 1543, que podiam relacionar-se com ela, nada encontrámos. Tudo seria diferente se o apelido secular do escritor tivesse sido outro: abria-se então um campo vastíssimo à investigação (18).

Guardou-nos ainda este autógrafo o formulário das profissões do Jerónimos, no séc. XVI.
Com o ritual da cerimónia, constante do Códice de Belém (19), ficámos habilitados a reconstituir o ambiente de espiritualidade que envolveu a consagração a Deus do antigo escolar de leis, nesse recuado dia 8 de Abril de 1543 (20).
 
Notas:
1. Barbosa Machado - Biblioteca Lusitana, 2ª. ed, Lisboa, 1933, tom 2.º, fls. 392.
2. J. de Brito e Silva – Fr. Heitor Pinto, estudante e professor da Universidade de Coimbra. Coimbra, 1925.
3. Arquivo da Universidade de Coimbra. Actos e Graus, tom. 4.º, fls. 16 (1550).
4. Fr. Heitor Pinto - Imagem da Vida Christam . Lisboa, 1843. Tom. II, parte II , fls. 741 e 742. Trata-se da mais antiga descrição da Covílhã. As Ribeiras são a Ribeira Velha ou da Carpinteira e a de Goldra: eram, no séc. XVI, marginadas de moinhos, pisões e tin­tes e hoje de fábrica de lanifícios.
5. Inocêncio Francisco da Silva - Dicionário Bibliográfico, con­tinuado por Brito Aranha. Tom. 10. fls. 1 e 2.
6. Fr. Heitor Pinto - Imagem, etc, Tomo 2.°, Parte 2.ª, fls. 740.
7. Monografia da Covilhã – P.e Manuel Cabral de Pina – Ms. inédito, datado da Covilhã de 22 de Março de 1734. O original perdeu-se no Terramoto. A cópia que possuo é dos principios do séc. XIX, mas posterior às invasões Francesas. Cedeu-me um exem­plar o Ex.mo Senhor Artur de Moura Quintela, que citou largamente este manuscrito nos seus «Subsídios para a Monografia da Covilhã. Covilhã, 1899», pelo que lhe rendo os meus agradecimentos. O questionário que lhe serviu de base é diferente daquele que foi enviado aos párocos, depois do Terramoto de 1755, a que faz referência Pedro d’Azevedo, no Archeólogo Português, vol. 1.º, fls. 269 e segs.
8. J. de Brito e Silva - Obra já citada.
9. Barbosa Machado - Ob. cit., tomo. 4.°, pág. 141. Vid. Apên­dice.
10. Bib. Nac. de Lisboa - Sec. de Reservados. F.G., ms.955.
11. Bib. Nac. de Lisboa - Sec. de Reservados. F.G., ms. 954.
12. Arq. Nac. da T. do Tombo - Liv.· 45 do mosteiro de Belém, fls. 8. Trata-se do livro da profissões do Mosteiro de Belém do ano de 1509-1639. É um volume de 0,180mx0,225m, com capas de madeira, forradas de pano carmesim, assetinado, já esmaecido; a lombada é de veludo também carmesim, mas vivo. O frontispíeio, tem impresso o selo dourado, oval, da Ordem de S. Jerónimo, com as armas invertidas; no verso, o mesmo selo, com as armas direitas. As duas primeiras folhas são de papel e estão em branco: a sua marca d'água é um leão rompante, coroado, sobre um estrado, segu­rando uma adaga com a pata. No estrado, correm dua filas de dizeres, sobrepostas; na 1.ª lê-se: «Honic» e na 2.ª : J. H. e 2». Seguem-se mais duas folhas de papel, sem marca d'água; a pri­meira e quarta páginas estão em branco, contendo a segunda e a terceira o formulário da cerimónia da profissão dos Jerónimos, cujo teor damos adiante. Começam depois as folhas de pergaminho, com os termos das profissões dos monges. As últimas já estão escritas em papel.
13. Arq. Nac. da T. do Tombo - Livro Branco da Sé de Coimbra – ms. em pergaminho; Liv. 97 de Santa Cruz de Coimbra, ms.
14. Arq. Nac. da T. do Tombo - Sec. dos Reg.ºs Paroquiais – Most.º de S. ­Vicente de Fora – 1.º Livro de mistos da freguesia de Melo.
15. Arq. Nac. da T. do Tombo - Memórias Paroquiais para o Diccionário do P.e Luís Cardoso. Liv.º 23, n.º 125, fls. 779.
16. Carlos de Oliveira - Apontamentos para a Monografia da Guarda. Guarda, 1940.
17. Fr. Heitor Pinto - «In Esaiam Prophetam Comª» etc. Lug­duni, 1561. B.N. Lx.ª R. 1675 V e R. 4137 A. São dedicados ao Cardeal D. Henrique: «Domino Henrico Principi Illustrissimo, invictissimi Regis Emanuelis Filio ...». Estes estudos de Fr. Heitor Pinto, em Direito, nas Universidades de Coimbra e Salamanca, com o período de noviciado na ordem, parece que devem fazer recuar a data do seu nascimento, 1528, vulgarmente aceite.
18. ...... Se Fr. Heitor Pinto usasse, no século, outro apelido, talvez fosse possivel encontrar documento comprovativo dos seus estudo seculares. Para não nos alongarmos demasiado apontamos só este exemplo: em 26 de Novembro de 1541, estudavam em Stª Cruz de Coim­bra Heitor de Matos, Heitor Vaz e João Homem como refere o «Auto q. o R.do Sñor prior de Santa Cruz de Coimbra e cançellario do estudo etc.... mãdou ffazer p.ª aver éfformação de como os lentes, lê e aproveytaõ o ouuyntes». Depõem dos estudantes os «Latinos / eytor de matos ouvinte de m.te p.º ãrrique / j.o homê ouuinte de m.te ant.o cayado / eytor vaz ouuinte do m.te de gramatica manoel Tomas / » m . 8221 do F. G. do B. N. de Lisboa (com vários documentos originais de S.tª Cruz de Coimbra).
19. Arq. Nac. da T. do Tombo - Liv.º 45 do most.º de Belém, já citado. Os termos do cerimonial da profissão constam de fls. 3 v. e 4:  «Deus qui corda fidelium, sancti spiritus illustratione docuisti, da famulo tuo in eodem spiritu recta sapere, et de eius semper censo­Iatione gaudere. Deus qui etc. R. sequitur.» «Sois casado: ou seruo: ou obrigado a dar re/zão, ou conta: Sois professo de algua ordem: Tendes / alguã infirmidade encuberta: sois cristaõ nouo. Pois que vos offere/ceis ao habito desta religião ca não ha senão / asperezas. falta de maniares . aspereza de vistidos / continuação de vigilias. fadiga de trabalhos . a/flição dos Ieiüs . o noio da clausura, negar as / cousas proprias . e sobre tudo a propria vontade: / estaes aparelhado pera sofrerdes estas cousas. / O Snõr que comecou esta boa obra / em vos elle a acabe:/ Veni creator spus. / Emitte spü tuum et creabuntur . Et . re / Saluú fac seruurn tuü dñe deus. / Dñe exaudi orationem meam Et . / Dñs vobiscu . Et . Oremus : ~ / Deus qui iustificas irnpiu et nõ vis mortem / peccatorum, maiestatê tuã supplciter exoramus (riscada e noutra letra:) deprecamur / ut famulü tuú de tua mia cõfidêtê celesti protegas / benignus auxilio. et assidua protectione cõserues, ut / tibi iugiter famuletur . et nullis têptationibus a te separetur: Famulü tuü qs dñe cõtinua pietate custo/-di ut qui in sola spe gratie celestis innititur tua sê/per pro­tectione muniatur . Per xpü d. n. Amê: /.
20. A vocação de Fr. Heitor Pinto desabrochou nos gerais de Coimbra e Salamanca. Conta-nos ele, na já referida dedicatória ao cardeal D. Henrique, como Deus lhe bateu às portas da alma e o chamou ao estado religioso. «Coepi mecum cogitare, esse illum vitae statum, ad quem ego aspirabam, mutis at que turbulentis negotiis oppressum, et infinitis animi periculis expositum. Versabatur mihi ante oculos illa dei nostri sentêtia : Quaerite primum regnum dei, et iustitiam eius et haec omnia adiicientur vobis. Et haec in animo versans existimabam, id quod, erat esse religionem rectam viam ad vitam immortalem consequendam. Ea ob causam ingressus sum ordinem diui Hieronymi, ubi viget solitaria quaedam tranquillitas, et religionis obseruantia.»
(Continua)

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