segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social VIII

 As Procissões

Já referimos que, entre outras, eram obrigações dos membros da Confraria participar anualmente na procissão de 5ª feira de Endoenças e na procissão do Dia de Todos-os-Santos, na tarde do dia 1 de Novembro. Eram os dois mordomos que entre outras incumbências deviam transportar as varas nos enterros, nas procissões e nos cortejos dos condenados para o cadafalso. Este espaço de sociabilidade masculina era importante para os confrades, como momento de convívio e união entre eles, mas também valorizava a instituição perante a comunidade.
As procissões, com o tempo e consoante a época, foram-se tornando cada vez mais majestosas e imponentes, sendo um misto de sagrado e profano, uma mistura do religioso – a procissão propriamente dita – com o laico – as feiras ou arraiais. Os exageros foram tantos que até o poder temporal e espiritual se viu obrigado a intervir. Nos cortejos a posição também está determinada, vindo em primeiro lugar o clero, a seguir a nobreza e só depois o terceiro estado (burguesia e povo). Nestas procissões os lugares de destaque eram ocupados pelos irmãos que ocupavam ou tinham ocupado cargos na mesa.
Embora as procissões de presença “obrigatória” fossem a de Quinta-Feira Santa e a de Todos-os-Santos, podiam realizar-se outras na Semana Santa, nos Passos e até extraordinárias, como quando as pestes exigiam pedidos especiais a Deus e aos santos.Era habitual em várias confrarias o Domingo de Passos ser celebrado com uma missa, um sermão e uma procissão. Vejamos os apontamentos de Luiz Fernando de Carvalho Dias sobre este assunto na Misericórdia da Covilhã.

Procissão - Azulejos do Senhor Roubado, Odivelas

·        Regimento da Procissão dos Passos – 1615 

Levará o Pendão – o irmão Diogo Peres da Costa
Pontas a ele – Simão da Costa Nogueira e Manuel Mendes
Linternas – Francisco Botelho da Guerra e João Álvares
Tochas ao pendão – Manuel Nave Robalo; Francisco Correia; Francisco de Gouveia Chama e Álvaro Gaspar.
Levarão o andor – António Camelo Botelho; Álvaro Pires; Bento da Costa; Pº Fig, de Santa Marinha; Diogo Sardinha; Martim d’ Oliveira; Sebastião da Costa de Sousa; António Simões; os mesmos tiram o senhor abaixo.
Linternas ao andor – Luís de Campos; Gaspar Fernandes da Fonte; Filipe de  Macedo Castelo Branco; Gaspar Álvares; Afonso Botelho da Guerra; António Pires Ochavas; Diogo de Serpa da Silva; Diogo Fernandes de S. Martinho; Pº Falcão Tavares; Manuel Fernandes Rosário.
Tochas – António da Costa Castelo Branco; António Delgado de S. Martinho; Miguel da Costa Deça; Francisco Mendes; Domingos Leitão; António Mendes Rosário; Licº Sebastião Teixeira; Pº Fernandes das Portas de Baltra velho; Baltazar Pais Castel Branco; António Fernandes de S. Vicente; Sebastião de Gouveia de Pina; Francisco Fernandes de S. Bartolomeu; Domingos Machado;  António Francisco de S. Martinho; Manuel Barata; Domingos Lourenço; Licº Francisco de Araújo Bulhão; António Dias Marques; António Mendes de S. Martinho; Licº Francisco da Costa Lemos, Belchior Álvares; Manuel Roiz Portella.
Estarão assentando os irmãos dos S. Passos á porta da Casa da Misericórdia: - os irmãos Francisco Fernandes do Poço e António Francisco de S. Vicente.
Estarão no Calvário:- Estêvão Pires e Manuel Antunes.
Pedirão na procissão:- Manuel Fernandes da Madanella; António Pinto.
Curarão os penitentes:- Diogo Francisco e Pº Sangrinho; Pº Afonso e Gaspar Roiz  do Pelourinho.
Farão o lavatório – Baltazar Antunes e Barnabé Cardona.
Trarão o lavatório abaixo: António Fernandes Serra e Manuel Fernandes Nabo.
Darão por Estopas:- Manuel Roiz do Résio de S. Francisco.
Porão o Cristo no Calvário:- Os padres Francisco Fernandes, capelão; Francisco Fernandes, mordomo de Capela; Belchior Pereira.
Trará a bandeira abaixo – Baltazar Pais Castelbranco
Tangerão as campas:- João Fernandes, Vasco Roiz e António Roiz de S. Vicente.
Terá cargo do painel de S. Francisco e cobrará as esmolas:- Domingos Coutinho.
Terá cargo do painel de S. Vicente:- Diogo Fernandes Fontes.
Do de Nossa Senhora do Rosário – António Pires.
Terá cargo do painel das Portas de baltravelho . António Roiz.
Terá cargo da caixa – Amador Antunes.
E do andor – António Manuel. 

     Se a Procissão do Senhor dos Passos era importante – em muitas terras ainda hoje o é – as da Semana Santa superavam-na. A religiosidade das pessoas manifestava-se mais neste período de reflexão e penitência e por isso os Irmãos aproveitavam para organizarem uma “rica e bonita” procissão e fazerem boa figura, provavelmente com o fim de a instituição vir a receber mais dádivas e até heranças. Era normal a Mesa reunir-se com o objectivo de preparar a festividade: desde a compra de velas ou azeite, até à limpeza da Igreja, tudo era decidido. Vejamos, como exemplo, o que aconteceu em 1686, quando preparavam uma das procissões: 

Aos seis dias do mês de Março de seiscentos e oitenta e seis nesta Santa casa de Misericórdia desta vila em mesa de despacho estando presente o provedor dela e deputados de mesa foram chamados a ela os definidores do presente ano, estando assim todos juntos lhe foi proposto pelo provedor Filipe Caldeira Castel Branco o quanto necessitava esta santa casa de um palio para a procissão de sexta-feira santa por estar muito roto e maltratado o que nela havia, e que na casa não havia por ora rendimentos para se poder fazer o dito palio que votassem os ditos definidores se convinha mandasse fazer o dito palio novo do dinheiro que estava em poder de Manuel Robalo Mendes procedido da herança que deixou a esta casa Brites de Figueiredo Pimentel; e por eles todos foi dito convinha muito fazer – se o dito palio e visto não haver rendimentos pudesse divertir – se o dito dinheiro para o dito palio e que se mandasse fazer com o custo e perfeição necessária de que mandou o provedor a mim o Padre João Teixeira, mordomo da capela, fizesse este termo que todos assinaram, assim definidores como deputados da mesa, que eu sobredito fiz em ausência do escrivão desta Santa Casa, dia, mês e era supra. (assinaturas) 

A procissão das Endoenças, na Quinta-feira Santa, tem um regimento ainda mais completo já que era a mais majestosa de todas. Se em qualquer procissão o povo ia engrossando à medida que ela passava, nesta havia ainda os penitentes que muitas vezes se auto-flagelavam e por isso no final era oferecido vinagre ou vinho e uma pequena refeição. Na Quinta-feira Santa recorda-se a Última Ceia de Cristo com os Apóstolos e também o lava-pés de Cristo aos Discípulos e por isso também era costume, o provedor actual ou o antigo lavarem os pés a 12 pobres, jantarem com eles e até com 12 presos. A solidariedade entre grupos sociais diferentes ficava assim resolvida. 

·        Regimento da Procissão das Endoenças/ Quinta-Feira Santa da Era de 1615

Levará o Pendão – o irmão Filipe de Macedo Castelo Branco.
Pontas a ele – Sebastião de Gouveia de Pina e Manuel Fernandes Rosário.
Tochas – Manuel da Nave Robalo e Diogo Fernandes de S. Martinho.
A primeira bandeira
Trás o pendão- Domingos Leitão.
Lanternas- Domingos Machado e Álvaro Pires.
Tochas:- Licº Francisco da Costa Lemos; Pêro Fernandes das portas de baltra velho; Sebastião da Costa de Sousa; Martim de Oliveira; Manuel Barata; e Pêro Fernandes de Stª Marinha.
Capela
A primeira bandeira:- Os padres Jerónimo Vaz e Manuel Roiz.
Responderão:- O Revº Prior Francisco Vaz  e o Padre Manuel Francisco, a quem se pedirá.
A segunda bandeira:- Luís de Almeida. Lanternas:- o Licº Sebastião Teixeira e António Mendes Rosário.
Tochas:- Diogo Sardinha; António Delgado de S. Martinho; Francisco de Gouveia Chama; Manuel de Andrade; e Belchior Álvares.
Capela:- o Revº Prior Mateus Fernandes e o Padre Francisco Fernandes Cruz.
Responderão:- os Padres Belchior Pereira e Fernão Cardoso, a quem se pedirá.
O Cristo:- o Provedor passado, como é costume.
Lanternas:- Luís de Campos; António Costa Castelo Branco; Manuel Mendes, António da Costa Teles; e Gaspar Álvares.
Tochas:- Miguel da Costa de Eça; Sebastião Álvares, Baltazar Pais Castelo Branco; António Pires Ochavas; Simão da Costa Nogueira; Gaspar Fernandes da Fonte; Bento da Costa e Álvaro Gaspar.
Capela:- o Revº Prior Simão Roiz de Calvos; o Revº Prior Jorge Seco.
Responderão:- O Revº Prior João Álvares; os Padres Francisco Fernandes, capelão; Sebastião Mendes, e os mais a quem se pedirá.
Levarão o lavatório:- o Padre Cabral; Manuel Mendes; António Figueiredo Serra e Manuel Fernandes Nabo.
Proverão os candeeiros:- António Simões; Pero Afonso Nabo; António Roiz, das portas de baltra velho; e Manuel Fernandes, das portas de S. Vicente.
Terão cuidado de prover as portas dos muros e de baltra velho Crastas.
De S. Francisco Barreiros – Digo Fernandes Fontes e António Roiz Raxeiro.
Farão o lavatório:- Manuel Roiz pesueiro e Domingos Coutinho.
Trá-lo-ão abaixo:- Manuel Fernandes da Madanela e Manuel Nunes.
Darão pos estopas:- Pero Roiz de S. João e António Nabais.
Curarão os penitentes;- Gaspar Roiz, pelourinho; António Fernandes de S. Vicente; António Fernandes de Stª. Maria; Manuel Figueiredo Hilário e João Fernandes, tecelão.
Acompanharão o Sant.mo Sacramento até à meia-noite:- Francisco Fernandes do poço; Pêro Dias e António Francisco de S. Vicente.
Da meia-noite até pela manhã:- Custódio Antunes,; António Dias Marques e Domingos Lourenço.
Pedirão as esmolas com bacias e cestas que trarão de suas casas:- Francisco Fernandes de S. Bartolomeu; Manuel Roiz, Estêvão Pires e Francisco Mendes. 

Nota dos editores - Recordemos João Villaret a declamar "A Procissão" de António Lopes Ribeiro".

Fontes – Araújo, Maria Marta Lobo de – “As Misericórdias Portuguesas enquanto palcos de sociabilidade no século XVIII”, in História: Questões e Debates.
Documentos do Arquivo da Misericórdia da Covilhã.


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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição XXI

Lista dos Sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas.

511       Ana Nunes Medalha ou Ana Nunes, x.n., de 68 anos, viúva de Francisco Carvalho Chaves, x.n., que foi rendeiro, natural e moradora no Fundão, filha de Francisco Lopes ou Francisco Lopes Preto, x.n., mercador, natural de Castelo Branco e de Brites Nunes, neta paterna de Domingos Rodrigues e de Maria Lopes, de 28/8/1706 a 17/12/1707, reconciliada por culpas de judaísmo em 23 / 8 / 1683, presa agora por relapsia das mesmas culpas, 3 anos de degredo para o Brasil. (É também a referida sob o nºs 381 desta lista. O pai, o irmão e os filhos são os referidos sob os nºs 198, 532, 479, 509 e 515).
PT-TT-TSO/IL/28/1701-1.                      

512          Guiomar Henriques ou Guiomar Maria Henriques, x.n., de 31 anos, natural e moradora no Fundão, filha de Gabriel Nunes, mercador, natural de Proença e de Isabel Henriques, natural do Fundão, onde moravam, neta paterna de Luís Vaz e de Isabel Lopes e materna de Francisco Vaz, médico, natural da Guarda e de Isabel Henriques, bisneta de Rui Vaz e Leonor Henriques, pais do avô materno e António Fernandes e Leonor Rodrigues, pais da avó materna, casada com Diogo Nunes Ribeiro, tratante, de 15/4/1706 a 25/11/1707. (O pai, a mãe e as irmãs são os referidos sob os nºs 332, 355, 480 e 481 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/9113.

513        Leonor Mendes, x.n., de 50 anos, solteira, natural e moradora no Fundão, filha de João da Cunha, x.n., mercador e de Isabel Henriques, neta paterna de Manuel Mendes, natural do Fundão e de Isabel Maria, natural de Sevilha e materna de Francisco Mendes ou Francisco Mendes de Almeida, x.n., mercador e de Beatriz Nunes, “a vaca”, x.n.,de 15/11/1707 a 5/12/1707. (A mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 338,  453,  475, 478, 523 e 621 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/6642

514          Isabel de Morais, x.n., de 42 anos,  natural do Fundão, (Bragança), moradora em Lisboa, casada com Francisco de Santiago, rendeiro, filha de Francisco Navais,ou Novais ?ou Morais ?, rendeiro e de Leonor Nunes, de 24/10/1705 a 16/9/1707.
PT-TT-TSO/IL/28/8009.

515         Brites Carvalho, x.n., de 37 anos, casada com Francisco Lopes Preto (ou Francisco Lopes Bulha ?), médico, natural e moradora no Fundão, filha de Francisco Carvalho Chaves, x.n., e de Ana Nunes Medalha ou Ana Nunes, x.n., neta paterna de Francisco Carvalho Chaves, x.n. e de Leonor Mendes e materna de Francisco Lopes, mercador e Brites Nunes, bisneta de Diogo Carvalho Chaves, x.n., homem de negócio, e Brites Henriques, pais do avô paterno, de 1/9/1706 a 27/3/1708. (A mãe é a referida sob os nºs 381 e 511 desta lista. O marido e os irmãos são os referidos sob os nºs 477 (ou 486), 479 e 509).
PT-TT-TSO/IL/28/1702.

516       Ana Mendes Veiga, x.n., de 38 anos, casada em 4ªs núpcias dele com Francisco Lopes Preto, (Procº 28/3361), rendeiro, (a 1ª vez com Guiomar Henriques; a 2ª com Mécia de Chaves; a 3ª com Ana Henriques), natural da Guarda e moradora no Fundão, filha de Francisco Mendes Veiga, x.n, mercador e de Beatriz Mendes ou Brites Mendes, neta paterna de Jorge Mendes, x.n., sapateiro e de Ana Mendes, x.n., de 26/9/1706 a 17/11/1707. (O pai e o marido são os referidos sob os nºs 255 e 532 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/1393.

517        Jerónima Henriques de Chaves, x.n., de 31 anos, casada, com Gaspar Lopes Henriques, médico, natural do Fundão, moradora em Lisboa, filha de Francisco Lopes Preto, que vivia de sua fazenda e de Mécia de Chaves, (2ªs núpcias dele), neta paterna de Francisco Lopes Preto, x.n., mercador, natural de Castelo Branco e de Beatriz Nunes ou Brites Nunes, x.n., e materna de Francisco Carvalho Chaves, x.n. e de Leonor Mendes, bisneta de Domingos Rodrigues e de Maria Lopes, pais do avô paterno, de Diogo Carvalho Chaves, x.n., homem de negócio, e Brites Henriques, pais do avô materno de 6/9/1706 a 26/11/1707, que abjurou no auto público de 20/10/1704, presa agora por indícios das mesmas culpas. (É também a referida sob o nº 455 desta lista. O pai, o marido e os filhos são os referidos sob os nºs , 532, 382, 491, 518 e 921).
PT-TT-TSO/IL/28/8265-1.

518         Catarina Micaela de Chaves, x.n., de 17 anos, solteira, natural e moradora em Lisboa, filha de Gaspar Lopes Henriques, x.n., médico e de Jerónima Henriques de Chaves, neta paterna de João Esteves Henriques, x.n., homem de negócio e de Catarina Henriques, neta materna de Francisco Lopes Preto, que vivia de sua fazenda e de Mécia de Chaves, bisneta de Diogo Henriques e Branca Lopes Henriques, pais do avô paterno, e de Álvaro Rodrigues e Custódia Henriques, pais da avó paterna e de Francisco Lopes Preto, x.n., mercador e de Beatriz Nunes, x.n., pais do avô materno e de Francisco Carvalho Chaves, x.n. e de Leonor Mendes, pais da avó materna, trisneta de Domingos Rodrigues e de Maria Lopes, pais do bisavô Francisco Lopes Preto, de Diogo Carvalho Chaves, x.n., homem de negócio, e Brites Henriques, pais do bisavô Francisco Carvalho Chaves, de 21/8/1705 a 16/11/1707. (O pai, a mãe e a irmã são os referidos sob os nºs 491, 517  e 455, e 921 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/1705.

519         José Fernandes, ½ x.n., solteiro, mercador de panos, natural e morador no Fundão, filho de Manuel Fernandes Monacho e de Maria Rodrigues, de 22/10/1707 a 16/11/1707
PT-TT-TSO/IL/28/1960

520         Custódia Henriques, x.n., de 22 anos, solteira, natural e moradora em Lisboa, filha de Simão Lopes Samuda, x.n., médico, natural de Odemira e de Isabel Henriques, x.n., natural da Covilhã, neta paterna de António de Samuda e Guiomar Dias e materna de João Esteves Henriques e Catarina Henriques, bisneta de Diogo Henriques e Branca Lopes Henriques, pais do avô materno e de Álvaro Rodrigues e Custódia Henriques, pais da avó materna,  de 22/8/1703 a 3/12/1707, 3 anos para o Brasil. (A mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 298 e 482,499, 450, 451, 483 e 484 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/1390.

521         Ana Nunes, x.n., de 37 anos, natural da Covilhã e moradora no Fundão, filha de Diogo Pereira, mercador e Violante Rodrigues, neta paterna de Manuel Lopes, x.v., barbeiro e de Mécia Pereira, naturais da Covilhã e materna de Francisco Lopes ou Francisco Lopes Preto e de Serena Nunes, bisneta de Manuel Lopes e Brites Antunes, x.x.v.v., pais do avô paterno e de Diogo Pereira, alfaiate e Leonor Mendes, x.x.n.n., pais da avó paterna, de Manuel Rodrigues, o borrinhos de alcunha e de Violante Mendes, pais do avó materna, naturais e moradores que foram no Fundão, casada com João da Cruz (2º casamento dele), tendo posteriormente casado com Diogo Rodrigues, natural de Castelo Branco, de 4/9/1706 a 22/11/1707. Genealogia, pag 32. (O pai, a mãe, o marido, os filhos e os irmãos são os referidos sob os nºs 348, 347, 361, 713, 773, 777, 800, 477, 536 e 541 desta lista).
PT-TT-TSO/IL/28/3790

522        João Rodrigues Morão, x.n., de 30 anos, mercador, natural de Idanha-a-Nova, morador em Alpedrinha, filho de Jorge Rodrigues Morão, x.n., ferreiro e de Beatriz Ribeiro ou Brites Ribeiro, neto paterno de João Henriques Morão, x.n., ferreiro e de Ana Mendes, x.n., e materno de Diogo Nunes e de Mécia Nunes, bisneto de Diogo Nunes Morão e de Mécia Nunes, pais do avô paterno; de Luís Vaz e Isabel Lopes, naturais e moradores em Proença, pais do avô materno; e de Francisco Roiz e Brites Ribeiro, pais da avó materna, casado com Ana Nunes, de 12/11/1707 a 9/12/1707. (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 489, 623, 555, 587, 608 e 878 desta lista)
PT-TT-TSO/IL/28/1387

523        Francisca da Cunha, x.n., de 51 anos, solteira, natural e moradora no Fundão, filha de João da Cunha, mercador e de Isabel Henriques, neta paterna de Manuel Mendes, natural do Fundão e Isabel Maria, natural de Sevilha e materna de Francisco Mendes ou Francisco Mendes de Almeida, x.n., mercador e de Beatriz Nunes, x.n.,” a vaca”,  de 15/11/1707 a 9/12/1707.(A mãe, a avó materna e os irmãos são os referidos sob os nºs 338, 375, 453, 475, 478, 513 e 621 desta lista).
Processo digitalizado PT-TT-TSO/IL/28/2130

524     Francisco Nunes de Paiva, x.n., de 40 anos, médico cirurgião, natural de Proença-a-Velha, morador na Covilhã, filho de Gaspar Rodrigues de Paiva, lavrador e de Leonor Henriques, casado com Leonor Henriques, x.n., (A mulher e os filhos são os referidos sob os nºs 875, 848, 850, 853, 863, 866, 905, 950, 968 e 976 desta lista), de 4/8/1706 a 26/1/1708.
PT-TT-TSO/IL/28/5387      

525        Lázaro Rodrigues, x.n., de 50 anos, sapateiro, natural de Monsanto, morador no Fundão, filho de Marcos Mendes, x.n., mercador e de Violante Rodrigues, x.n., viúvo, casado que foi com Maria de Vargas.(A filha e o irmão são os referidos sob os nºs 989 e 508  desta lista), de 20/4/1708 a 25/4/1708
PT-TT-TSO/IL/28/4577

526      Maria Leitão, x.n., de 46 anos, natural e moradora no Fundão, mulher de Gaspar de Lopes, tratante em sedas, filha de Domingos Leitão, sapateiro e de Catarina Rodrigues, de 23/11/1708 a 4/12/1708.
PT-TT-TSO/IC/25/3207

527      Gaspar Rodrigues Nabo, x.n., advogado, natural e morador no Fundão, filho de Baltazar Fernandes, letrado e de Bernarda Rodrigues, viúvo de Francisca de Andrade Pereira (2º casamento), tendo sido casado em 1ªs núpcias com Isabel da Paz Tavares, (O irmão consanguíneo é o referido sob o nº 546 desta lista), de 26/9/1705 a 11/7/1709.
PT-TT-TSO/IC/25/1781                               

528      António de Andrade, x.v., cirieiro, natural e morador no Fundão, filho de Diogo Luís e de Leonarda de Andrade, casado com Ana Rodrigues, de 26/9/1705 a 21/6/1711, por judaísmo, data do auto de fé, defunto nos cárceres em 17/9/1708.
PT-TT-TSO/IC/25/7220

529      João da Fonseca, x.n., de 48 anos, tabelião, natural e morador em Trancoso, filho de Álvaro da Fonseca e de Isabel Lopes, naturais de Trancoso, casado com Violante Nunes, natural do Fundão. (Não tem datas).
PT/TT/TSO/IE/21/5995

530      João Rodrigues de Paiva ou João Rodrigues de Luna, x.n., de 37 anos, solteiro, mercador, natural do Fundão e morador em Lisboa, filho de Manuel Nunes, contratador e de Graça de Luna, neto paterno de Pedro Rodrigues Álvares e de Mécia Rodrigues e materno de Manuel Jorge ou Manuel Jorge Arroja, curtidor, natural do Fundão e Justa de Paiva, natural de Penamacor, bisneto de Manuel Rodrigues, “o redondo”, sapateiro e Branca Rodrigues, pais do avô paterno; de Jorge Rodrigues Roxas ou Jorge Rodrigues Arroja e Violante Rodrigues, moradores que foram no Fundão, pais do avô materno; e de Duarte de Paiva e Graça de Luna, pais da avó materna, trisneto de Pedro Álvares, curtidor e Ana Rodrigues, pais do bisavô Manuel Rodrigues e de Leonor Rodrigues, mãe da bisavó Branca Rodrigues, de 28/3/1708 a 9/9/1708, 5 anos para o Brasil. (O pai, a mãe e os irmãos são os referidos sob os nºs 353, 368, 413, 454 e 468 desta lista).
PT/TT/TSO/IE/21/7879

Fonte – Os dados em itálico foram retirados do “site” do ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo relativo aos processos do Tribunal da Inquisição.
Na cota dos processos, as indicações IL/28, IC/25 e IE/21 referem-se aos tribunais, respectivamente, de Lisboa, Coimbra e Évora.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Covilhã - Mosteiro de Santa Maria da Estrela II

    Retomamos a publicação de documentos sobre o Mosteiro de Santa Maria da Estrela, Covilhã, também conhecido por da Nave da Estrela de Boidobra, ou por Mosteiro de Maceira de Covelliana. Começamos com o Livro dos Erdamentos (Herdamentos, Herança). Herdade, segundo o historiador Oliveira Marques, vem “do latim clássico haereditas, atis, através do latim medieval hereditas, atis, «a herança» (em sentido lato), «os bens de raiz» (em sentido restrito, por oposição a bens móveis)”. Mas como a herança consistia, quase sempre,em bens fundiários, surgiu a confusão com herdade, ainda hoje uma propriedade rural.(1)

     A cópia de Luiz Fernando de Carvalho Dias e as fotografias do documento mostram-no incompleto e sem data. Soubemos em TT  Online que o “Tombo dos bens do Mosteiro de Santa Maria da Covilhã, em Boidobra e Tentilhoso e outras Terras” forma um caderno cuja capa é uma carta de D. Álvaro, bispo de Silves, dada em 1456. 

Nota dos editores – 1) Dicionário de História de Portugal, dir. Joel Serrão, Iniciativas Editoriais 

Livro dos erdamentos e terras que o mosteiro de sancta maria de Covilhãa ha com os lugares iuso scritos.
Primeiramente junto com o mosteiro terras assy que partem pellos marcoz e divjssoes antigas.

Titolo de boy dobra 
Item. primeiramente huus chaãos que trazem os filhos do broco assy como partem com terras de ssam Vicente desscontra o lugar e de outra parte com Joham vjcente o bravo e parte do outro cabo com terra do concelho, e parte o Ribeiro per a terra da abbadia.
Item. dalem do Ribeiro do negro huã erdade que parte com a ama e com courella de saam Vicente e maes com courella desgas coelho e com outra courella de gº anes per alcunha ssantacro.
Item. hua courella que jaz as vinhas dos canjstreros e parte com ellas, toda de longo e parte de outro cabo com terra de Vasco fernandez o Ribeirinho das quonchadas e com outra courella que ora he do alcayde e com outra de affonso vaaz casaguas do trotussendo e com outra courella de allvara  afonso do trotussendo e sabya lleer e screver.
Item. Outra courella aho sabuguejro que parte com terra dos Raçoeiros de santa maria e de outro cabo com pero machado de covjlhaa e doutro cabo pello camjnho do concelho.
Item.. hua courella que vay ahos pardieiros da marinha e parte dambollos cabos com terras de Diego pjrez.
Item.outra courella que começa aho Ribeiro do negro e vay per estes outeyros acima e parte de ambollos cabos com Fernam Gill e vay entestar com mem gonçallvez e seos ereos.
Item. outra courella a ponte dos piscos que parte com vasco paaez e da outra parte com mem guomçallvez e seus ereos e vay entestar com hua degas coelho.
Item. outra courella aho pego do Roncam que esta mjstica  com terra de joham vicente bravo e com terra de joham tavares e parte contra de Rodrigo affomso sscudeiro e com outra ...ma e mais vay emtestar com outra de djogo pjrez.
Item. outra courella a galeiroa que parte com V... gonçalvez de selees  e dos outros cabos todos com Joham tavarez
Item. outra courella aho poço Frjo que parte de hua parte com Joham tavares e da outra com maria feya e chega a cumeada as terras de ssam martinho.
 Item.  outra courella junto com o poço frjo que parte com ssam martinho e doutro cabo com affonso gonçallvez e seos ereos e vay ataa a cumyada.
Item. a terra do marrujo como esta demarcada.
Item. outra courella aho porto da charneca que parte com terra de sam pedro e com terra de santa + ( cruz ) doutro cabo e achega a cumeada.
Item. outra aho Ribeiro da charneca que parte com pero machado de hum cabo e do outro com o moreno e seos erdeiros toda.
 Item. hua courella que esta a ponte de corges e parte com santiago e do outro cabo com ssimom fernandez e chega ataa as antas.
Item.. outra courella que vay a fonte de frey fernando que parte com sam pedro dambollos cabos e entesta em hua dos cativos.
Item. outra courella que esta a Redor da vinha do casado e parte de hua parte com sam lazaro e vay emtestar no bacello de allvaro de matos.
Item. outra terra que vay ao ameall e se começa a ponte dos piscos e pera a estrada parte com joham vaaz do cabreiro e vaay emtestar na vinha de Joham da costa.
Item. outra courella que vay logo hy a beira do camjnho e parte com Joham vaaz do cabreiro e do outro cabo com o alcayde, a saber, Joham de ffigueiredo.
Item. hua courella a portella do sabugueiro abayscos pardieyros e atravessa a lameyra e parte com os caminhos do quonçelho dambollos cabos e parte de fundo de çima com o cabido. 

(Faltam folhas)           

Divissoens da demarcaçam que foy fecto com os de penamacor foy dado ao moesteiro e estam as mãos na estrema do pam de fernam de añes e dy aa ffoz do Ribeiro que vem contra o vall da augua e se mete no dito vall  das ovelhas per cima per o vall da hurra e esta ficou com o moesteiro e des os marcos per fundo que o aja o dicto contra concelho.
Item. hua erdade na capinha que se chama da morogeyra a quall da parte do fundo com Joham do vimjeeiro e de çima com Lourenço domjnguez e que hja per a do conçelho e que entestam em a erdade vicente anes e antoneanes.            j

Em nome de deos eu fernam eanes e mjnha molher maria anes fazemos carta a vos dom abbade de sancta maria destrela e a todo o convento e ffrairis desse lugar de hua nossa herdade que nos avemos em termo de pena macor onde chamam o valle do ffreyxeo de dom o quall nos deu o concelho de pena macor. e parte com Joham pjrez allfayte e com gonçalo gonçallvez e com pero martjnz algaz. Item. outra erança que nos avemos em termo de covjlhaã onde chamam a Rapoula e Collmeal que nos avemos da parte de nossa may dona marina evjnhas e casas e herdades e colmeas.
Sajbam quantos este estromento virem e leer ouvjrem que em presença de mjm Gº Gonçalvez pubrico tabeliom de nosso Senhor el Rej em monssancto e das testemunhas que adiamte som scriptas, moor  domijnguez molher que ffoy de mem soarez cavaleiro em monsancto jazendo doente do corpo e saã do entendimento e de sa livre vontade e neguu desto a constrangelo feze sseu testamento o quall eu com mjnha maão pubrica screvj e antre outras que sam conteudas no testamento mandou a dita moor domjnguez a abbadia de maceira de covjlhaã---- os casaaes que ella avja em medelim com todas sas pertenças salvo o casal que comprou mem soarez que ffoy de martim crerigo. que cantassem missas por sua alma da dicta moor domjnguez e de sseu filho Joham pjrez  e testemunhas.

Saibam quantos este estormento de descambo virem como eu ffrey stevam abbade de sancta maria destrella, com outorgamento do convento do dicto lugar, dou a vos pero mendez ffilho de meem domjz de sancto andre em scambo hua courella dalmojnha na corredoira apar de o tavolado; como parte com Johane anes Rocino e com santiago, e polo comaro da vinha que foy de Joham Furaho e polla via pulvega, E dou vos hua vinha no ssangujnhal como parte com stevam geraldez tabeliam e com Johane anes j con a filha dandre dovjs e doutra parte com filha de Rosto domem e com domingos gregorio e com a confrarja dos mjnjnos ( sic ) E dou vos de duas courelas de vjnhaas a par de a granja, como parte com domjngos creligo e com Joham Johanes ovelheiro morador na rua de Sam Vicente e com pascoal revelho e pella devessa que e testamento da dicta ordem e com vicente martjinz çapateiro e com passcoall andre, dou vos a vos a dicta almojnha e vinhas com todas sas entradas e saídas e pertenças como as mjlhor e mais de direito poderdes aver pera todo sempre e eu sobredito pero meendez dou a dita ordem o mejo do cassall do orvalho da portella do tortusendo o quall partia con a dicta ordem com ssas pertenças e dou vos de melhorja hum herdamento o quall parte com hereos de domjngos Salvadores e com Issaque e polla via publiqua e que Esta he a Renembrança das erdades de sancta maria destrella que ha em ferro. a saber, primeiramente duas jejras de vinhas que partem com o prioll de sancta maria, com Joham martjnz o cavaleiro e com domjngos bertolameu, et, com pero comja e com martim casado hestas som as herdades que mandou pero moreno e dona ermessenda e dom gabrjell e mem ssoldo SS. primeiramente hua pessa derdade que parte com o prior de sancta maria e com joham martjnz o cavaleiro e com Joham chamusca, SS. parte com dona ermezenda.SS. com domjngos bertolameu e com meem domjnguez e com martjm cassado. It. com domjngos johanes. Hesta he a erdade que mandou joham andre e marja pjz a sancta maria destrella. FF primeiramente, j. pessa derdade que parte com lourenço mjgueiez e com domjngos fernandez e com domjngos  bertolameu e com mem domjnguez e com domjngos Johanes da outra parte. e com a erdade que foy de pero moreira. hesta he a Remenbrança da erdade que ha sancta maria destrella em ferro a quall hy deu pero pjrez. SS. primeiramente . j. pessa derdade que parte com o prioll de sancta maria. SS. com martim pjrez galego Hesta he a vjnha que tem domjngos johanes de sancta maria destrella em ferro que parte miguell paez e com domjngos johanes e com Joham martjnz e com Joham martjnz ( sic ) de ferro e com domingos bertolameu. Item deve hy Joham pjrez filho de pero mendez.J. peça dedade em na do Revelido e parte com Joham bota e com Fernam pays. hesta he a erdade que deu martim martjnz a sancta maria destrella por sa alma primeiramente hua peça que jaz no ffjo e parte com domjngos bertolameu e com martim johanes.
Saibam quantos esta carta de descambo virem e leer ouvjrem que nos ffrey pedro abbade do mosteiro de maceira e convento desse lugar ffazemos tal cambo pera todo sempre connosco domjngos pjrez bulibuló e com nossa molher catalina gil. convem a saber que nos damos a vos e a vossa molher de susso dita a nossa vinha com seu souto que avemos aa ponte de manta em colo que ffoy del Rey como parte com joham steveez o mercador e polla via publica e pela augua que vay pera as almoynhas e como parte com souto que ffoy de Joham paaez do sabugall e com pero anes que vos agades pera todo sempre e os que de vos veerem. e eu domjngos pirez e mjnha molher catalina gil damos a vos abbade e convento de susso dito e a vosso mosteiro por cambo pera todo sempre a nossa terra e vinha que nos avemos no tortussendo de juso, como parte com nossa vinha que ffoy de martim da charnequa, e como parte pello valado e com o corrego da augua e com teatamento de sam myguell e pella cima como em testa conosco pellos marcos etcª. vinha e asento de ... 
+ Em nome de deos amen eu Francisco pjrez morador no tortusendo de cjma termo de covjlhaa vendo a vos martim denjz meu genro e sua molher margaryda pirez, moradores no dito logo a metade de hua vinha com huum asento de lagar que eu ey hu chamam o val das donas que eu comprey de vasco estevez filho de ffernam pirez labam que parte com domjngos hirmaão do dicto vasco estevez e com martim njcolaao e com gº anes da portella vendo a vos a dicta vinha e lagar etc.... 

de tintilholo 

Conheçuda cousa seia a quantos esta carta vjrem que nos ffrey pº abbade de sancta maria destrella e ho convento desse mesmo lugar Damos e outorgamos a vos domjngos stevez e a vossa molher maria anes hum nosso casall que avemos na villa de covilhaã, no lugar que he chamado tintilhollo com hua courella assy como parte pello Rio do Zezer ata cima como parte com domjngos gonçalvez, e de outra parte com domjngos martjnz dicto cossiam, e da outra parte com joham johanes de tintilhollo, o quall casall acaeceo a nos com sa courella de Joham pjrez dito galego e da sa molher domjngas pjrez.
Item. damos a vos domjngos stevez e a vossa molher marja joahnes com este casal e com esta courela ja dicta quatro courellas as quaaes jazem em Riba do Zezer com hua nossa vinha que avemos na charnequa em termo de covjlhãa, a saber, a primeira courella parte com domjngos calvo e da outra parte com martim belmonte e da outra parte com marja viegas e da outra com pero gomez, a segunda courela parte com sam pedro e da outra parte com sancta cruz, e da outra parte com maria viegas. Item.a terceira courela parte com dona elvira com oleyro e com seus hereos, e da outra com meem da costa e da outra parte com domjngos da alegria (?) e da outra com sancta cruz. Item a quarta courela parte com Joham dias egoas e da outra com ffilhos de vicente nogueira e da outra parte com pero gomez. Item a vinha parte com domjnguos johanez de hua parte e da outra com vicente nogueira e da outra parte pella via publiqua. 

da quintarja 

Saibham quantos esta carta vjrem e ouvjrem como nos ffrey j. abbade de sancta maria destrela da par de covjlhaã e o quonvento deste lugar messmo em sembra damos e outorgamos pera todo o sempre a vos domjnguos domjngues dicto do omezio e a vossa molher Luzia esteveez e a todos aquelles que da nossa parte de poz mais vjrem, hua peça do nosso herdamento que avemos hu chamam a quintarja como vem do camjnho de covjlhãa ao porto de correzes assy pela Ribeira a susso como parte connosco djogo domjngos de sy como vem pella estrada ao sobredicto camjnho etcª.
In nomine domjnj. Eu gonçalo gil escudeiro filho que foy de Dona elvira ffaço carta de doação a sancta maria de maceira destrella per mjnha alma e daquellas de onde eu venho quantos herdamentos eu ey em Silvares e em seus termos assy em monte como em fonte e hum meu qujnhom do casall do trotusendo de sussam que foy de petro mendez dito calvo  e parte com ffjlhos de pero mendez dito calvo.

In xpi nomine hec carta vendicionjs et firmjtudinis quod ego petrus johannjs. SS. jussi facere vobis domino m. abbate sante maria de stella et conventuj ejusdem loci de mea hereditate quam habeo in termjno covjlhane in loco qui dicitur de capina que divjdit ex una parte per ponte de petra quomodo vertit ad serram vertentem aguas ad ribarum de capjna et quomodo divjdit cum filijs de sueirjno et cum pelagio et cum fernando molleiro et quomodo vertit cum domino fernando ad vjam publicam et unam quorelam quomodo divjdit ex duabus partibus cum petro porcayso et cum d. astilleus in amplo et alius cum ipso et quomodo dividit cum Johanem mamon et inde cum Johannem molleiro et quomodo dividit cum gunçalvo arjz et inde cum dominjco colmenarjo et quomodo dividit super viam cum vallo de petro johanjs camejro vertentem aguas et jnde per penedum de super petra scripta quomodo uadit ad montem et quomodo divjdit cum menendo duabus quorellis et inde per penedos de super mestas de Riberijs.

Item. In dei nomjne. Notum sit omnibus tam presentibus quam futuris, quod nos frater petrus dictus abbas et quonventus sanctae mariae de stella facimus escambum, cum matheo iohannis et uxore sue marjne petri de nostrjs hereditatibus quas habemus in termino de covjlhanae. Nos petrus abbas et quonventus damus matheo iohannis et uxorj suae hereditatem nostram qua est juxta fluvjum de meimonia  in loco qui dicitur de saxo qualem habujmus ex parte petri pestana sicut divjdit per aqua de meimonia ex una parte. et de alia cum donno bartholameo et de alia cum fratibus ordinis sanctae crucis et de alia cum hereditate sanctae mariae magdalenae.
Et ego matheus johannis cum uxore mea do supradicto abbati et fratribus hereditatem meam quam habeo juxta fluvium de meimonia super pontem petrinam qui fuit de johanni no seirogano sicut dividit cum donno munjo ex una parte. et de alia cum stephano gonssalvj. et quomodo nadit ad montem ex utraque parte flumjnjs nuli contrario liceat.

Conheçuda cousa seja a quantos esta carta virem e leer ouvjrem que nos frey affonsso abbade de sancta maria de strella e quom o convento desse lugar damos a vos domjngos perjz buli buli e a vossa molher catalina gill o nosso casall o quall avemos em termo de covjlhaã no trutusendo de jussaaom hu chamam a crux. Damos a vos este casal com todas sas pretenças que pretençem a este casall; a saber, em cambo por hua vossa herdade a quall vos aveeis em Riba de meimoa em termo da capjnha como parte per a meimoa e da outra parte com tareija ffernandez. e da outra com viçente monjs.

Saibam quantos esta carta virem como nos frey Domjngos abbade e o quonvento do mosteiro de sancta maria da strella fazemos carta a vos affonso pjrez morador na nossa aldea da Rapoulla e a vossa molher maria donjz e a todollos que de pos vos vjerem para sempre. da nossa erdade. que avemos na dicta aldea da Rapoula a quall chamam o vall das ovelhas per tall preito e condiçam que a ajades vos e quantos de pos vos veerem toda entreguemente rota e por arromper em monte e fonte della cima ataa o fundo como arrompeo joham martjnz e toda esta que achastes aRota lavradella e adubardella em cada huu anno muj bem.
Item.doutra herdade a quall deu em descambo fernam paez e sua molher elvjra dominguez a quall avjam na capinha quall foj da parte de meem veegas e de sa molher dona luzia como parte com hereos do detraz mem veegas e de sa molher dona luzia.

Estas sam as erdades que o mosteiro ouve por descambo que fez com pero machado tabeliam de covjlhaã por erdades e outras cousas que o mosteiro avja na beira. 

parçarjas 

Item primeiramente em as parçarias tem hua erdade que leva x alqueires em semeadura e parte de todas as partes quom abbadia e vay teer a hua erdade que chamam de martim Rey que agora he onde sta hum pardieiro de domjngos gonçalvez.
Item outra herdade onde chamam o vimjeiro com huum pardieiro que em a dicta herdade sta que parte da parte de cima com domjngos gonçallvez e entesta com outra herdade do dicto domjngos gonçallvez e da parte de fundo com brjatriz alvarez. Item outra herdade no tegellaees que vem ao outeiro do mamam e parte de cima com herdade do cortes que mora em covjlhaã e da outra parte de fundo com martym Lourenço da capinha e levam ambas em semeadura cinquo teigas em semeadura.
Item outra herdade onde chamam a de maria ffea que parte com o Ribeiro da Capinha e vay teer ao pardeeiro da agaya ( significará águia ? ) e parte da parte de cima com a herdade da Igreja e da parte de fundo com ereeos de maria martjnz e leva hua teiga de trigo em semeadura.
Item outra herdade a cerqua da meymoa honde chamam o ameeiro longo e parte da parte de cima com ereeos de aº anes ho velho da fatella e contra o Ribeiro emtesta com herdade de maria martjnz e de seus ereeos e leva em semeadura tres alqueires de trigo.
 Item outra herdade a que chamam amarugeira e vay da parte dalem da Ribeira daquem e parte de cima com terra do dito mosteiro e da parte de fundo com maria martjnz e de seus hereeos e chega atee os montes manjnhos assy como chegam suas vizinhas e leva em semeadura hua teiga de trigo.
 Item outra herdade com huu prado que parte de hua parte com gº gill e vay do camjnho pera çima a saber, a erdade e o prado da parte de fundo.
Item duas herdades que estam onde chamam os cagões a saber hua onde sta huum anoque e a outra abaixo do dicto anoque que parte com terras do dicto lugar dos cagões E em o dito lugar huu pardieiro com suas paredes alevantadas E outra herdade no dicto lugar antre as casas E o forno que tem hua figueira corjga affora huum Ramo della que vay quontra as ffigueyras do dicto lugar. 

In Christi nomine ego martinus pietatis et uxor mea Sanchina. Vobis domino menendo abbati. et conventui santae mariae de stella facimus cartam testamenti de una nostra hereditate que habemus in termjno covjlhanaa ubi vocatur ascarigus et dividit ex una parte cum domino affonso de alaffone. et de alia cum dominico de lamejra et de allijs partibus de monte ad montem. Damus vobis ipsam hereditatem in testamento pro remedio animarum mearum atque meorum consangujneorum.// lopo gonçallvez trazia esta terra passante de gill vasquez.
Item. em o Ribejro do telhado leva a ordem açima do porto de carantonha hua courella a quall leva b. alqueires em semeadura e parte da ponte daquem a Ribeira dos qujmteiros com diego Lourenço e da outra parte com lianor eanes.

Saibam quantos este estromento virem e leer ouvirem que em presença de mjm gonçallo. n. publico tabaliam de nosso Senhor el Rey em monsancto e das testemunhas adiante nomeadas moor domjnguez molher que foy de mem soarez cavaleiro de monsancto jazendo doente do corpo e saam do entendimento de sa livre vontade e nenguem desto a constrangendo fez seu testamento o quall eu com mjnha maão publica screvj e antre outras cousas que som quonteudas no testamento mandou a dicta moor domjnguez ...... 

(Termina aqui o que demonstra que faltam folhas.) 

  Estes ssam os nomes dos cassais do moesteiro de Sancta Maria de Covilhaã que eu pude ssaber pellos monges de ssalceda, primeiramente hua aldea que chamam san martinha de pena em que ha moradores. 

It. outra aldea a que chamam sã migell de nogejra em que ha de moradores - x.

E estas duas aldeas sam destes dous moesteiros. a saber. do moesteiro da salzeda e de sancta maria da estrela de covilhaã.

It. outra aldea a que chamam anriz (?) que toda ou a mayor parte della he do moesteiro de sancta maria da estrella de Covilhaã em que ha de moradores ------ x.ta

E outra aldea a que chamam sermjllo em que ha moradores forejros e outros ---- xbiijº

It. outra aldea que chamam darreytorjo e ssam todos lavradores e he toda do moesteiro de sancta maria da estrella de covilhaã em que ha de moradores ---- biij ou x.

It. em toda esta terra que he do moesteiro de sancta maria de covjlhaã ho abade della em dia de ssam joham baptista fez os jurados. 

Estes sam os Nomes das pessoas que tem esses livros do moesteiro

Item frey lopo de porto de moos de brjvjarjos ------- hum
E de diornaaes ---- j
Item frey Joham de buarcos de livros --- j
Item frey djogo craro de brevjarjos ----- j
E de diornaaes ----- j
Item Fernam daranha morador no porto de livros ---- j
E mais hu callez de prata --- j
Itema cerqua do moesteiro tem huus homens  de livros do moesteiro --- j