sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Covilhã - Rui Faleiro I

Dados biográficos de Rui Faleiro         

          Começamos hoje a publicar documentos sobre o cosmógrafo Rui Faleiro, que Luiz Fernando Carvalho Dias transcreveu nas inúmeras vezes que, nas décadas de sessenta e setenta do século XX, se deslocou a Sevilha ao Arquivo Geral das Índias e outros que ele achou importantes para o conhecimento da vida daquele cosmógrafo. (1)

         O seu interesse prende-se com o facto de Faleiro ser covilhanense, tendo mesmo uma rua com o seu nome, que vai da Praça do Município (Pelourinho) para a Serra. Com estes documentos pensamos ir preenchendo a biografia de Rui Faleiro desde que estudou e viveu em Salamanca, Siena e Lisboa até ao fim da sua existência. Ele viveu no auge dos Descobrimentos portugueses, já que atravessou os reinados de D. João II, D. Manuel e ainda chegou ao de D. João III. Queria pertencer à Junta dos Matemáticos e foi preterido, quis regressar à pátria e foi preso, provavelmente porque a política de sigilo entre Portugal e Espanha levava para a cadeia quem saísse da sua Terra e fosse servir o país vizinho. É em 1517 que abandona Portugal com seu irmão Francisco e com Fernão de Magalhães. Magalhães deixa o país, porque pediu ao rei D. Manuel uma recompensa pelos serviços prestados no Oriente e no norte de África, mas o rei nunca lha concedeu. Juntou-se a Rui Faleiro e começaram a preparar uma viagem de circum-navegação por ocidente, atravessando do Atlântico para o Pacífico no sul do continente americano, com a finalidade de provarem que o rico arquipélago das Molucas (a Especiaria) estava fora do hemisfério que pelo Tratado de Tordesilhas pertencia a Portugal. Tratava-se de uma viagem muito perigosa, porque era preciso determinar com rigor a longitude das ilhas e os conhecimentos sobre o assunto estavam ainda pouco desenvolvidos. Vão oferecer os seus préstimos a Sevilha e logo encontraram apoiantes, entre eles o Bispo de Burgos, que convenceram o rei Carlos I, futuro Carlos V, a aprovar o projecto. São considerados em pé de igualdade, sócios se quisermos, ambos com o cargo de capitão-geral da armada; mas Rui Faleiro, dados os seus conhecimentos, ficou encarregue de construir alguns instrumentos de orientação necessários na viagem, bem como regimentos, sobretudo um regimento com soluções para o problema da longitude. Em determinado momento zangam-se os dois e, embora Fernão de Magalhães continue a pedir a Faleiro os regimentos, parte para a viagem no verão de 1519. Na opinião do especialista Teixeira da Mota as instruções de Faleiro estão incluídas, e chegaram a ser utilizadas, na relação da viagem de Fernão de Magalhães escrita por António Pigaffeta.
     Mas o que levou ao divórcio entre os dois? Terá sido a loucura de Rui Faleiro? Ou o vaticínio da sua morte pela leitura dos astros, caso embarcasse? Ou zangas entre os dois capitães-gerais? Ou uma ordem régia?
     Qual vai ser o papel do irmão, Francisco Faleiro, em toda esta saga? Sabemos que em 1519 recebe um soldo do rei para preparar a Armada que for a seguir à de Fernão de Magalhães/Rui Faleiro; também não acompanha Fernão de Magalhães; num processo com Eva Afonso, mulher de Rui Faleiro, vem a ganhar a curadoria e administração dos bens do irmão devido à doença deste; em 1531 queixa-se ao rei por não ter ido em nenhuma viagem; fez parte de júris ou juntas da Casa da Contratação de Sevilha, que resolvia pleitos ligados ao mar; em 1567 vivia em Sevilha, com setenta e três anos de idade, na freguesia de San Juan de la Palma. Escreve o “Tratado del Esphera y del Arte del Marear” (1535), considerado por alguns uma compilação tardia dos conhecimentos de Rui Faleiro e de outros. No entanto também há especialistas e estudiosos dos irmãos Faleiro que valorizam Francisco e minimizam o valor pessoal de Rui que cedo enlouqueceu, ou “foi tomado pelos demónios da família”. Há mesmo quem ironicamente, supomos nós, lhes chame “os dois sapientes provincianos da Covilhã”.

     Analisemos agora documentos que nos vão ajudar a reconstituir a biografia de Rui Faleiro a partir de 1517, quando foi para Sevilha. Posteriormente, a propósito dos problemas familiares, ainda pensamos esboçar alguns traços anteriores.
     Rui Faleiro, Francisco Faleiro e Fernão de Magalhães vão então oferecer os seus serviços ao rei de Espanha, Carlos I, em 1520 também Carlos V, Imperador da Alemanha, numa época de feroz concorrência entre os países ibéricos.


Retrato de Carlos V (quadro de Jan Vermeyer)

     Em 23 de Fevereiro de 1518 , em Valladolid, Rui Faleiro e Fernão de Magalhães outorgam uma escritura em que se comprometem a dar a João de Aranda, feitor da Casa da Contratação de Sevilha a oitava parte do produto que obtiverem da viagem às Molucas.
     Já em Março os dois apresentam ao Rei uma memória com o projecto e as condições em que se comprometem a empreender a viagem.
     No dia 22 de Março são confirmadas as negociações (o acordo) feitas com Rui Faleiro e Magalhães. É também neste dia que o Rei  os nomeia capitães da Armada da Especiaria.
E ainda dá conhecimento aos oficiais da Casa da Contratação, que os fez capitães com um salário de 50.000 maravedis/ano. Vejamos o documento relativo a Rui Faleiro: 

Real Cédula en la que se previene a los Oficiales de la Casa de la Contratación que el bachiller Rui Falero há sido recibido por capitan, com cierto salário. 

El Rey - Nuestros officiales de la Casa de la Contrataçión de las Indias que residis en la ciudad de Sevilla. Sabed que mi merced y voluntad es de tomar y recibir por nuestro capitán al Bachiller Rui Falero, y que haya y tenga de salário en cada un año cincuenta mill maravedis; por ende , yo vos mando que los pongades é asentedes así en los nuestros libros y nominas de esa Casa que vosotros tenéis, y le libréis y pagueis los dichos cincuenta mill maravedis este presente año, desde el dia de la fecha desta mi cédula en adelante fasta en fin dél, y dende en adelante en cada un año à los tiempo y segund y como y cuando libráredes y pagáredes a los otros que de Nos tienen salários en esa Casa, é tomada su carta de pago, ó de quien su poder hobiere, com la cual y com el traslado signado de escribano público desta mi cédula, mando que sean recebidos y pasados en cuenta á vos, el nuestro tesorero, en cada un año los dichos cincuenta mill maravedis, y asentad el traslado desta mi cédula en los libros, y sobrescrita y librada de vosotros volved, esta, original, al dicho Bachiller Rui Falero. Fecha en Valladolid á veinte y dos de Marzo de mill y quinientos diez y ocho años. – Yo el Rey. – Por mandado del Rey. – Francisco de los Cobos. – Y en las espaldas de la dicha cédula están dos señales de firmas. Y púsose en las espaldas de la dicha cédula lo seguiente: Asentóse esta cédula de Su Alteza en el libro de los ofícios y situados que tienen los Oficiales de Sus Altezas que residen en Sevilla, á fojas veinte y cuatro, en diez y nueve dias del mês de Mayo de mill y quinientos y diez y ocho años, para que se guarde y cumpla lo en ella contenido, segund que Su Alteza lo manda. 

Em Abril o Rei dá instruções que devem ser guardadas e cumpridas na viagem que vão fazer: 

Instrucciones generales dadas por el Rey á Magallanes y Falero para el Viaje que habian de hacer. 

El Rey – Lo que vos, Fernando de Magallanes, caballero natural de reino de Portogal, y el Bachiller Rui Falero, asimismo del dicho reino, en el viaje que com la buena ventura habéis de facer, es lo seguiente:
Primeiramente, habéis de ir derechamente à la cibdad de Sevilla á presentar vuestras provisiones é capitulaciones á los nuestros Oficiales de la Casa de la Contratación de las Índias, que residen en la dicha cibdad, e solicitareis que, conforme à ello é à lo que yo cerca dello les mando escrebir, vos armen luego cinco navios que yo vos mando dar y vos los bastezcan de la gente y cosas nescesarias, é facerme héis saber algunos dias antes que este presto todo para cuando pensáis partir, y asimismo cuando estuvierdes presto é á la vela, porque de todo quiero ser informado.
Ansimismo, como sabeis, yo he de nombrar personas que vayan com vos en la dicha armada por nuestros fatores, contadores e escribanos, como Nos quisiéremos, para que tengam cuenta é razón de la gente é mercadorias nuestras que en ella llevardes, é tomen é reciban todo lo que dello resultare.
Habéis de tener mucho cuidado que en ello que hobierdes de facer en el dicho viaje, asi en el resgate é contratación de las mercadorias é cosas que en nuestro nombre se hobieren de facer, se haga por las dichas personas que asi nosotros nombraremos para ello, é no por vosotros ni por outra alguna, é por ante nuestro escribano de la dicha armada, é que todo lo que hobierdes de facer que toque á nuestro servicio, lo hagais tomando el parecer de las dichas personas, é com su acuerdo é seyendo todos juntos é conformes para ello, é sobre todo vos encomiendo la conformidad  dentre vosotros.
Otrosi: vos mando que todo lo que de la dicha armada nos perteneciere, asi de rescate ó contratación, como en outra cualquier manera, lo hagáis entregar luego libremente por ante el escribano de la dicha armada al nuestro tesorero ó factor que en ella Nos inviaremos, conforme à nuestra instrucción que para ello llevare, para que él lo traiga á los nuestros Oficiales de la Casa de la Contratación de las Índias, de Sevilla.
Item: luego que com la ayuda de Nuestro Señor hobierdes llegado á las dichas tierras é islas que así is á descobrir, me hagais saber vuestra llegada lo más presto que ser pueda, para que yo sepa como sóis llegados en salvamiento, como yo espero en su misericórdia que se fará. Fecha en Aranda de Duero à … (roto) de Abril de quinientos diez é ocho años. – Yo EL REY. – Por mandado del Rey. – Francisco de los Cobos. – Y al pie están dos señales de firmas. 

No dia 16 de Abril o Rei escreve aos oficiais da Casa da Contratação, perguntando-lhes se nela  haverá alguém que “como terceiro” acompanhe os dois portugueses na viagem. Quer também outras pessoas para tesoureiro, vedor e escrivão da Armada à Especiaria.
 Em 17 de Abril Carlos I promete privilégios aos herdeiros de Faleiro e Magalhães, se estes falecerem durante a viagem. É também nesse dia que Magalhães e Rui Faleiro  passam a receber mais 8.000 maravedis/mês: 

Real Cédula por la que se aumenta a Magallanes y á Falero sus sueldos de capitanes en atención á que van con una armada á descubrir “á la parte del Mar Oceano”. 

El Rey - Nuestros officiales de la Casa de la Contrataçión de las Indias que residis en la ciudad de Sevilla. Porque como vereis, Nos enviamos à Fernando de Magallanes y al Bachiller Rui Falero con una armada nuestra a descubrir á la parte del Mar Oceano, y demás de los cincuenta mill maravedis que les habemos mandado asentar de salário en cada un año à cada uno, por nuestros capitanes, mi merced y voluntad es que hayan y lleven el tiempo que andovieren en la dicha armada en nuestro servicio ocho mill maravedis de sueldo cada uno cada mês, etc….
Fecha en Aranda á diez y sete de Abril de mill y quinientos diez y ocho años. – Yo el Rey. 

Em 21 de Maio de 1518, a pedido dos oficiais da Casa da Contratação, é prorrogado o prazo para a preparação da Armada até Dezembro.
Em 28 de Setembro, D. Álvaro da Costa, embaixador de Portugal em Espanha, a tratar do casamento de D. Manuel com D. Leonor, irmã de Carlos I, dá novas de Magalhães e Faleiro – “anda casi fora de seu syso” - ao rei D. Manuel: 

Carta de D. Álvaro da Costa para D. Manuel acerca de Fernão de Magalhães, de Saragoça 28 de Setembro de 1518 

“... Eu fiz diligência com Dom Jorge acerqua que yda laa do seu alcayde e ele diz que hira em toda a maneira asy senhor que esto está desta maneira e com tudo eu nunca deixarei de trabalhar nisto o que poder ...”
E antes:
“ a mim senhor pareceme que vossa alteza pode recolher fernam de Magalhães que será grande bofetada pera estes que polo bacharel nom dou eu muito que anda casi fora de seu syso...” (2) 

A cópia que se segue não está datada, mas o contexto relaciona-se com o documento anterior e com descrições apresentadas a seguir, pois refere o embaixador de Portugal e as perseguições que Magalhães e Faleiro sofreram. 

“Aqui em Zaragoza prosseguió Hernando de Magallanes su demanda, y porque vino un embajador de Portugal a tragtar del casamiento de Madama Leonor, hermana del Rey com el rey Don Manuel de Portugal, digose que andaban por matar a él y al bachiller Ruy Faleiro los de la parte del dicho Embajador, y así andaban ambos a sombra de tejado, y por esto el Obispo de Burgos, cuando se tardaban en el negociar com él despues del sol puesto, enviaba gente de su casa, que hasta su posada los acompañasen.” 

Em 24 de Outubro de 1518 Magalhães escreve ao Rei de Espanha e entre outros assuntos “fala na afronta das bandeiras e do convite de Portugal para voltar”.
As cartas de Novembro dão conta dos desacatos contra Magalhães. Será que estes desacatos tiveram a ver com a baixa política portuguesa contra os traidores?
Em 10 de Março de 1519 por uma real cédula de Barcelona ficamos a saber:”...la armada que mandamos inbiar con Ferndo de Magallanes e ruy falero nnuestros capitanes cavalleros de la orden de Santiago al descubrimyº de la especeria...”
Em 5 de Maio o Rei promete a Magalhães e a Faleiro dar-lhes cartas de privilégio de cavaleiros e outras mercês compatíveis com os serviços que prestarem. Tudo quando regressarem da viagem.
Em 8 de Maio o Rei volta a dar instruções a Magalhães e Faleiro. Continuamos a ver Faleiro integrado na preparação da Viagem.
Em 18 de Junho - Sebastião Álvares ou Alvarez, feitor ou cônsul e agente secreto de Portugal em Sevilha criava um teia de intrigas entre os capitães espanhóis e Fernão de Magalhães para impedir a viagem às Molucas. É certamente neste contexto que escreveu ao rei D. Manuel: 

Carta de Sebastião Alvarez para D. Manuel, de Sevilha, 18 de Junho de 1519. 

“... (Magalhães) fez grande admiração de eu tal saber e aqui me disse a verdade e como o correo era partido que eu já tudo sabia. E me disse que certo não haveria cousa porque ele desse com a carga em terra senão tirando-lhe algua cousa do capitulado, porém que primeiro haveria de ver o que V. Alteza faria. eu lhe disse que mais queria ver os regimentos e Ruy faleiro que dizia abertamente que não havia de seguir sem farol e que havia de navegar ao Sul ou não hira na armada e que ele cuidara que ía por capitão-mor e que eu sabia que avia outros mandados em contrário os quaes ele não saberia senão a tempo que não pudesse Remediar sua honra .... falei a rruy faleiro per duas vezes nunca me all Respondeo senã que como faria tall, contra el Rei seu senhor que lhe tanta mercê fazia a todo o que lhe dezia nom me respondia all, parece me que está como homem torvado do Juizo e que este seu familiar lhe despontou algum saber se o nele havia, pareceme que movido fernão de Magalhães que Rui Faleiro seguirá o que Magalhães fizer ...”
§ o faleiro tem caa seu pay e may e irmãaos hum deles leva consigo ...”  (2) 

Parece curiosa a informação de algumas exigências de Faleiro para ir na Armada, de ir ou não como capitão-mor, de estar “torvado do juízo” e o facto de ter a família em Sevilha e um dos irmãos (será Francisco?) ir na Viagem.
Em 9 de Agosto de 1519, são efectuadas diligências em Sevilha por causa da ordem que o Rei deu para que Faleiro não fosse na armada de Magalhães.
Em 20 de Setembro de 1519 a Armada parte finalmente para a descoberta da Especiaria....
Terminamos com este documento,também sem data,já depois da separação de Magalhães e Faleiro, que recebeu 100.000 maravedis “por su vida”. Indica-se que  o bacharel Faleiro não quis ir na Viagem, referem-se algumas razões para esse comportamento e ainda se diz que ele, entretanto, enlouqueceu. 

“Higoles el Rey merced del habito de Santiago al Magallanes y al bachiler Ruy Falero y ciertas Mercedes si cumpliesen lo que habian prometido, y creo que al Ruy Falero hizo merced de 100.000 maravedis por su vida en la Casa de la Contratacción de Sevilla, porque no quiso ir al viaje com Magallanes por algunos respetos que tuvo, y dijo se que de miedo del Magallanes o porque riñeron, o porque lo cognoscia, que la compañia del Magallanes, donde mandase, no le convenia. Finalmente, después de partido Magallanes, o quizá antes, perdió el siso tornandose loco el Ruy Falero.” 

Notas dos editores1) Como  Luiz Fernando Carvalho Dias não nos deixou reflexões sobre o assunto, todo o texto escrito (no tipo de letra Courier New) é da responsabilidade dos editores.
2) As cartas de D. Álvaro da Costa para D. Manuel e de Sebastião Álvares para o mesmo Rei, que transcrevemos, não têm indicada a fonte.
O mesmo acontece quanto ao processo de curadoria, instaurado por Eva Afonso, mulher de Rui Faleiro, na parte que decorreu em Portugal e que iremos apresentar. 

Bibliografia  e fontes consultadas e a consultar nos próximos episódios – Albuquerque, Luís (1985) – “Os Descobrimentos Portugueses”, Publicações Alfa. Casas, Bartolomeu de las – “História de las Índias”, tomo III e tomo V. Cortesão, Armando  (1969-70)  “História da Cartografia Portuguesa”, Junta de Investigações do Ultramar. Gonçalves, Júlio (1961) - “Faleiro e Medina”, separata do Boletim da Sociedade de Geografia, Janeiro /Março 1961. Medina, J. Toribio de (1888) –  “Colección de documentos inéditos para a História de Chile”, (1518-1818), Vol. I, Santiago do Chile. Navarrete, Martin Fernandez – “Collección de los Viajes y Descubrimientos”. Serrão, Joaquim Veríssimo (1969) – “Um Memorial de Francisco Faleiro ao Imperador Carlos V, 1531”, in Arquivo Cultural Português, Vol. I, Paris. Archivo de Indias de Sevilha (documentos). “Colección General de documentos relativos a las Islas Filipinas, existentes en el Archivo de las Índias de Sevilla” (1918 1923), Compañia General de Tabacos de Filipinas, Barcelona. “Dicionário de História de Portugal”, dir. Joel Serrão, Iniciativas Editoriais. "História de Portugal", dir. José Hermano Saraiva, Publicações Alfa.


http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/11/covilha-rui-faleiro-iii.html

Sem comentários:

Enviar um comentário