Concluimos hoje a publicação do
processo de Gonçalo Vaz (1), que Luiz Fernando Carvalho Dias copiou na Inquisição de Lisboa.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição/S. Francisco, Covilhã |
[...] A 18 de Janeiro de 1586 começam a ser ouvidas algumas das
testemunhas do réu no Mosteiro de S. Francisco, Capela de Jorge Cabral, pelo muito Revdo Padre Frei João de Aveiro, Guardião do
Convento de Sto. António Extra Muros.
Igreja de S. Francisco, Capela dos Cabrais |
As testemunhas da Covilhã dizem que o réu é tido e havido
como católico ouvindo missas e sermões.
Jorge Mendes (Martins?) é que escreve os depoimentos.
- Simão Vaz declara
que é verdade que o Réu tratar sempre com homens honrados e com os mais principais
da terra e assim o via muitas vezes no Mosteiro de S. Francisco tratar e
conversar com os frades e assim com os clérigos da terra.
- Cristóvão Roiz, genro de António Afonso, diz que o
réu passava os dias da semana a visitar os tecelões a que dava trabalho aos
pisoeiros. Que sabe que o Réu quando andava fora de casa andava em Medina, em
Castela e no Algarve.
- António Fernandes de Cáceres, cunhado de Gonçalo
Vaz.
Gonçalo Vaz quando ía a Castela trazia espadas, para
vender.
- Diogo Vilela, 36 anos- A Feira das Virtudes é dia
de N. Senhora de Setembro.
Também ía à feira das Mercês e viu o Gonçalo Vaz em Lisboa,
algumas vezes, com panos.
- Maria Fernandes, mulher de João Fernandes, o Buro
de alcunha, 30 anos, Que o R. morava à porta de S. Domingos desta vila.
Costumava passar o dia em casa do R. desde que tomava a roca pela manhã.
- Marçal de Colónia, flamengo de nação, 45 anos, diz
que nas casas para onde foi morar Gonçalo Vaz, a S. Domingos depois de sair das
suas, havia uma fornalha no sobrado - que ele o sabia por lá ter vivido há
cerca de 20 anos.
- Manuel Mendes, filho de Pero Francisco, já
defunto, mercador, de 36 anos, que há dez anos a esta parte foi à Feira das
Virtudes; umas vezes Gonçalo Vaz estava lá, outros ía com ele.
- Cristóvão Roiz, cardador, 23 anos, era vizinho do
R. e trabalhou algumas vezes em sua casa, que o R. ordinariamente comia na sala
diante de todos os oficiais e algumas vezes os convidava a tomar alguma coisa à
mesa.
- Diogo Sardinha,
morador no Tortozendo, mercador, 35 anos, que não se recorda de ver o R. na
Feira das Virtudes, mas um ano ou dois antes que o prendessem o viu lá a vender
espadas.
- Isabel Fernandes, 60 anos, mulher de Francisco
Álvares, carcereiro da vila, diz que o R. foi preso haverá 13 ou 14 anos.
- Guiomar de Matos, x. n., mulher de Manuel Lopes,
x.v., 55 anos.
- Fernão Lopes, filho de Simão Roiz, mercador, da
cidade da Guarda, 30 anos, diz que foi para Beja enquanto Gonçalo Vaz ficou em
Évora depois da Feira da Flor da Rosa.
- Diogo Mendes, x.n., do Fundão, 60 anos, diz que
Gonçalo Vaz é primo co-irmão da mulher dele testemunha, que quando o R. foi
preso em Lisboa até apresentar os papéis que trazia de Roma, deu-lhe fiança
Jácome Borges.
- André de Sousa, genro de Diogo Mendes, 40 anos,
x.n.
- Diogo Vilela, 36 anos, nunca da Feira das Virtudes
foi com o dito Gonçalo Vaz a Lisboa acabar de vender as suas mercadorias como é
costume fazerem os mercadores desta terra.
- Fernão Henriques, filho de Fernão Manuel, 22 anos.
Livro de Baptizados da Igreja do Lugar do Fundão
- em 28 de Setembro 1572 baptizei Diogo, filho de André de
Sousa e de Isabel Mendes, sua mulher, foi padrinho Jorge Roiz e madrinha Clara
Lopes.
Diz Gonçalo Vaz que tem muitos inimigos por ter sido seu pai procurador do Concelho, entre eles
Ciciso (Cício) Nunez de Albuquerque (2) de Covilhã.
Que é irmão de Luiz Vaz que há 14 ou 15 ou 16 anos matou de
uma estocada Manuel Cão, filho do Licº Mendo Cão e de Brites Proença, pelo que
o pai dele R. e dois irmãos solteiros foram presos acusando-os Brites de
Proença, seu filho António Cão, António de Proença, escrivão e António de
Proença, meirinho de Covilhã, saindo os presos soltos e as partes acusadoras
condenadas em 80.000 rs de custas, cujos são seus inimigos e de quem tem carta
de inimizade.
É inimigo Estêvão Magro, etc...
É inimigo António Feio, por ser amigo e parente dos
Proenças e amigo de Estêvão Magro. Teve palavras de escândalo, para sua mulher
Leonor Roiz e ele R. o ameaçou de morte se não fora clérigo, há 9 ou 10 anos, e
assim é inimigo de Fernão Carvalho, irmão dele prior, da sua mãe Isabel Feia e
de sua irmã.
Que é inimigo duma mulher (Ana Pires) que foi criada de seu
cunhado António Fernandes de Cáceres e lhe criou um menino que chamou Francisco
por muitas vezes o R. a injuriar e lhe chamar puta velhaca e por pelejar muitas
vezes com ela, etc... que disse aos parentes que pusessem a ama do filho fora
de casa - que enquanto o não fizessem que nunca os trataria por parentes; que
ela parira de vários, etc...
Que desde o ano de 1575 era inimigo de Francisca Dias,
parteira, moradora na Covilhã, por ele R. difamar dela, que dormira com dois
irmãos e que dava mulheres em sua casa, entre elas uma mulher muito honrada,
viúva; vivia numa casa da sogra do R.
É inimiga Maria Antunes, mulher de Francisco Covas
Castelhano, por há dez anos ele R. lhe chamar ladra, alcoviteira e bruxa
publicamente; que ele R. dava muito má vida a sua mulher por se dar com ela;
que é muito amiga de António Proença; o R. não quiz dar seus panos a tingir ao
genro dela Diogo Vilela, que ele R. se escondeu muitas noites em casa de Rº de
Matos, alfaiate que morava defronte dela para lhe dar uma cutilada pelo rosto.
Que ela é ladra, alcoviteira de mulheres honradas, que
andou quando viu Marcos Teixeira a alvoroçar a gente plebeia para testemunhar
contra o R.
Item Genebra Fernandes, a Pêga de alcunha, x.n., que ora
mora em Abrantes por várias causas sem importância.
Item de Maria, moça, filha que ficou de Lopo Fernandes,
disse muito mal dele R. e de sua mulher; que lhes comeria os fígados, se
pudesse.
Idem, Leonor, moça de soldada, que foi criada da sogra dele
R. porque fez que um criado da dita sua sogra não casasse com ela, porque a
achava má mulher de seu corpo e é moça de mau viver.
Item Maria Simões por ele R. a pôr fora de casa por parir
dum parente dele R.
Item Guiomar Teixeira e suas filhas Clara, Isabel e Maria,
por um irmão dele ter cópula carnal com a Clara, que a forçara e parir dele, e
por isso ao R. e irmão muitas pragas.
Item que pelejou com a Isabel, filha e irmã das sobreditas,
criada que foi dele R. por andar de amores com o filho de Fernão Manuel.
Item com António Roiz, morador no Bairro de S. Francisco,
irmão de André Roiz, o clérigo, por ele R. haver sido grande amigo de Miguel de
la Plaza, Castelhano, irmão de Frei João Guio (?) da Ordem de Malta e lhe dizer
que não fizesse negócio com o dito António Roiz porque o enganava.
Item Baltazar de Figueiredo, tabelião diante o juiz da
Covilhã, porque ele R. testemunhou contra ele num feito de António Ferreira do
Fundão dizendo que ele fizera falsidade o que foi há 7 ou 8 anos e o dito
Baltazar de Figueiredo veio em contraditas ao R. no qual disse palavras muito
difamatórias contra ele R. que o juiz mandou riscar.
Testemunhas
Licº Álvaro Roiz, procurador de Covilhã.
Miguel da Costa
Jorge de Serpa
Belchior da Costa, escrivão
Antão Vaz e Simão Vaz, irmãos
Francisco Delgado, almocreve, x.velho
Manuel Lopes que foi tabelião e a mulher Maria, x.n.
Guiomar de Matos
Francisco Roiz Moniz, x.n., mercador
Miguel Vaz, tosador, x.novo
Diogo Roiz, filangago, x.n.
Bartolomeu Mendes, x.v., que fez panos e mora a S. João do
Hospital
Henrique Lopes, rendeiro dos portos em Covilhã
Francisco Flores, x.n., sapateiro
Maria Roiz, moça solteira, filha de Jorge Fernandes
Mantinha, que se foi da Covilhã e dizem que está em S. Felizes, lugar de
Castela.
Domingos do Reino, cardador, x.velho.
Antónia Fernandes Santarena, de alcunha mulata
Diogo Giraldes, tecelão, x.velho
André Roiz, tecelão, de S. João, x.velho
e Francisco Roiz, seu irmão, filhos de Amador Roiz.
Miguel Vaz, tosador e sua mulher Leonor Roiz, x.novos.
Isabel Dias, a panca, padeira, x.velha
Pero Fernandes, o
Cardosinho, cardador, x.velho
Lourenço Dias, cardador, de Covilhã
Baltazar Ferreira, cardador, x.velho
Francisco Roiz da Pedreira, escrivão
Dr. Álvaro Roiz, x.velho
Licº Sebastião Teixeira, x.velho
Francisco Roiz, escrivão
Dr. Domingos Vaz, x.v., inimigo do pai do R.
António do Vale, escrivão
Fernão Manuel, tintureiro, x.n.
Miguel Vaz, x.n., tosador.
Autos de Suspeição contra o Licº Estêvão Magro
Estêvão Magro era prior de S. Tiago e Arcipreste.
- Que sendo amigo dele, ele arcipreste dissera, andar ele R. ausente dois anos por seus negócios, que bem sabia porque era, dando a entender que era por culpas de judeu.
- Que sendo amigo dele, ele arcipreste dissera, andar ele R. ausente dois anos por seus negócios, que bem sabia porque era, dando a entender que era por culpas de judeu.
- Que sabendo ele Vaz este facto ... voltou, ele Vaz disse do Magro que sabia
que este abraçara e tocara com modos desonestos a uma fª duma mulher honrada,
tida por virgem e honesta cujo nome ele Vaz não declara pela honra da rapariga,
mas que as testemunhas dirão e daí o ser ele Magro seu capital inimigo;
punha-se vermelho quando o viu e ele Vaz murmurou do arcipreste com o Lcdº
Diogo Gonçalves dizendo que se curara de alguma mula ou cavalo.
- Que no ano de 582, deu o dito arcipreste o dia de S.
Matias aos 24 de Fevereiro, sendo ano bisexto e ele Vaz disse no Pelourinho
perante muita gente que o Prior comia a Renda da Igreja e que não sabia
declarar quando caíam os dias santos; tomou-se o prior muito disso, fizeram
apostas, discutiram e ficaram inimigos.
- Que o prior, no adro de S. Tiago da Covilhã, ao passar
uma mulher com hábito de penitência disse que se não podia confiar em nenhuma
pessoa de nação porque todos eram judeus - ao que ele Vaz respondeu com cólera
que também não havia de confiar de nenhum vilão ruim ainda que andasse em
diferentes vestidos e logo um Jorge Vaz foi ter com ele Gº Vaz a perguntar o
que tivera com o prior e assim ficaram inimigos.
- Que o prior é muito amigo de António de Proença, escrivão
e de Uriana Ribeira e suas filhas e parentes porque o dotaram de fazenda
patrimonial para se ordenar de ordens sacras e uma das filhas de Uriana Ribeira
é casada com o dito António de Proença, tabelião das notas de Covilhã do qual e
de seus parentes e cunhados o recusante Vaz tem carta de inimizade Real para não
serem testemunhas contra ele pelas quais razões lhe é muito suspeito e por tal
deve ser julgado.
Oferece as seguintes testemunhas:
a)- Guiomar Pires, x.n., viúva, mulher que ficou de António
de Andrade.
b)- Fernão Cabral, alcaide mor de Belmonte.
c)- António Roiz e Lourenço Roiz, filhos de Francisco Roiz
da Pedreira.
d)- Jorge Vaz, filho de Fernão Vaz.
e)- o mesmo Fernão Vaz, x.n., mercadores.
ao 2º artigo
a)- Fernão Cabral.
b)- Guiomar Pires.
c)- Cristóvão Roiz, cardador, genro de António Afonso.
d)- Jácome Roiz, x.n., boticário, 64 anos.
e)- Henrique Lopes, x.n., escrivão das sisas.
f)- Jorge Vaz, supra.
g)- Duarte Dias, mercador.
ao 3º artigo
a)- Licº Diogo Gonçalves, x.n., primo co-irmão dele
recusante Vaz.
ao 4º artigo
a)- Domingos Vaz, x.n., tosador.
b)- António Roiz, supra, filho de Francisco Roiz.
c)- António Fernandes, x.n., tendeiro, o amito de alcunha.
ao 5º artigo
a)- Jorge Vaz, filho de Fernão Vaz.
ao 6º artigo
Para provar a inimizade do António de Proença dá em prova a carta de inimizade d’ El Rei que se acha em
casa de Diogo Dias e Gaspar Dias irmão dele recusante uma certidão do feito por
ter acusado Fernão Vaz, pai dele recusante e assim seus irmãos pelo dito
António de Proença e sua irmã Beatriz de Proença, criminalmente pedindo fossem
enforcados por morte de um filho da dita Beatriz de Proença o qual matou ( foi
morto por ) Luís Vaz, seu irmão e segundo sua lembrança foi escrivão deste
feito António do Vale, escrivão diante o juiz de fora de Covilhã, ou quem em
verdade foi.
Testemunhas para provar a amizade do prior com António de Proença e Uriana Ribeira e suas filhas:
a)- Francisco Roiz da Pedreira.
b)- Francisco Roiz, seu filho.
c)- Miguel da Costa, x.v., cavaleiro fidalgo, vizinho do prior.
d)- Belchior da Costa, escrivão.
c)- Miguel da Costa, x.v., cavaleiro fidalgo, vizinho do prior.
d)- Belchior da Costa, escrivão.
Testemunhas para provar que Uriana ou filhas dotaram o
prior : não sabe quem foi o escrivão, mas
deve ser um dos 4 ou 5 que há em Covilhã, os quais são Francisco de Sequeira,
Francisco Coelho, Jorge Coelho e António de Proença.
- 4/11/1585 - Provimento dos inquisidores
mandando ouvir as testemunhas do Réu.
- É encarregado de averiguar o caso o prior de Alcongosta
Licº António Nicolau que ouve as testemunhas na Igreja do Mosteiro de S.
Francisco de Covilhã.
Belchior da Costa, tabelião da dita vila, diz ser fidalgo
da Casa d’ El Rei.
Pero Vaz da Costa, cavaleiro fidalgo morador na Covilhã.
Carta de Inimizade de D. Sebastião
Passada a favor do Licº Fernão Vaz e seus filhos contra a viúva do Licº Mendo Cão, Beatriz de Proença e a
todos os seus filhos e parentes até ao 4º grau, em especial António de Proença,
meirinho e António de Proença, tabelião de notas, todos moradores na Covilhã e
seus inimigos capitais, por Luiz Vaz haver morto um menor, filho de Beatriz de
Proença e sobrinho dos dois Antónios de Proença, chamado Manuel Cão. (Manoel
Cam)
Dada em Lisboa a 25/8/1572.
O Licº Fernão Vaz e seus filhos Diogo Dias e Gaspar, moço
menor, estiveram mais de um ano e meio presos na cadeia da vila, querelados como
ajudadores da morte de Manuel Cão, mas foram absolvidos. Foi também querelado
pelo mesmo caso o sobrinho do Licº Fernão Vaz, de nome Licº Diogo Gonçalves. (Os
Cães pagaram custas no valor de 80.000 rs)
Certidão passada por João de Barbedo, tabelião do Judicial
na Vila de Covilhã (sucedeu na nota a
Braz Nunes) dizendo que não achou no cartório o feito do crime - 28/11/1585.
Certidões que o Réu deu em sua defesa (não tem página numerada)
Jerónimo Freire escrivão da casa da sisa dos pa/nos desta
cidade de lixª faço saber Aos/ que esta
sertidão virem que guoncallo Vaãz/ da covilhan despachou nesta cassa os paños/
abaixo declarados E delles pagou os dr.tos/ tambem abaixo declarados os quais
panos/ despachou no Ano de mill quinhentos setenta/ he ojto annos/ ---
§ ê dous de jan.ro quinze c.ºs de pano pagou cem rs/ Ite ê
vinte seis de Junho dezojto c.ºs de saragoça a duzentos/ e oitenta pagou
duzentos sinquoêta dous rs/ § no dito dia dezaseis c.ºs de Saragoça a duzentos
ojtenta/ rs pagou duzentos vinte quatro rs/ § no dia seis c.ºs de verdezo a duzentos
quorenta/ pagou setenta e dous rs/ ê vinte sete de Junho vinte dous c.ºs de
saragoça A / duzentos ojtenta pagou trezentos e ojto rs/ § no dito dia dezasete
c.ºs de palmilha a duzentos/ ojtenta rs pagou duzentos trinta ojto rs/ ê
prim.ro de Julho Goncallo Vãaz plo L.do djº glz trinta/ sinqº c.ºs de pano
branqº a duzentos dez trezentos/ sasenta e sete/-------
§ ê trez de Julho vinte hû c.º de saragoça vinte quatre/na
a duzentos e noventa as trezentos quatru rs/ § ê quinze de Julho diguo no dito
dia quinze c.ºs/ de saragoça a duzentos ojtenta rs duzentos e dez/ § no dito
dia dezaseis c.ºs de picote a cento ojtenta rs cento quorenta quatro rs ----/ §
no dito dezasete de palmilha a trezentos rs duzentos/ sinquoêta sinquo rs // no
dicto dia guoncallo Vãz plo djº glz dezaseis/ c.ºs de pano branqº vinte
quatreno a duzentos a duzentos rs cento / he quorenta rs / § no dito dia trinta
c.ºs de palmilha e verdezo por/ dois panos a trezentos vinte rs quatrocentos
he/ ojtenta rs/ § elle no dito dezojto c.ºs de palmilha a duzentos/ e noventa
rs / duzentos e satenta e hû rs/ § ê quatro de julho dez c.ºs de palmilha a
trezentos/ rs cento sinquoêta Rs/ § ê ojto de julho trinta tres c.ºs de
palmilha/ a duzentos e sasenta quatro cento e vinte / nove rs / § ê nove de julho quorêta tres c.ºs de
palmilha por / dous panos a trezentos rs seis centos quorêta / he sinqº rs / §
no dito dia vinte sinqº c.ºs de picote a cento ojtenta/ duzentos vinte sinqº
rs/ § no dito dia vinte quatro de picote a cento setenta / duzentos e quatro rs/
§ no dito dia guoncalo vaãz plo Ldo djº glz dezasete/ c.ºs de vinte quatreno
p.to a duzentos e trinta Rs/ cento noventa e sinqº rs/ E no dito livro da R.cta
desta cassa não estavão / mais adicões q ho dito guoncallo Vaaz despachase/ q
as vinte e hua q vão escritas nestas
duas / laudas as quais treladej do dito livro a que / me Reporto ê Lixª oje
xij dag.to 1585/
a) Jrº Freire
Jerónimo freire escrivão da casa da sisa dos panos / desta
cidade de lixª Faço saber Aos que esta /
sertidão virem que guoncallo vaaz de covilhan / despachou nesta cassa os panos
abaixo declara/dos e delles pagou dr.tos tambem abaixo declara/dos os quais
panos despachou / no Anno de mill quinhentos setenta he / nove annos/ ---
§ ê quatro de majº trinta c.ºs de palmilha a trezentos / he
quarenta rs pagou quinhentos e dez/ § elle no dito dia por seu paj ho L.do
fernão vaãz / vinte e dous c.ºs de fiorentino a trezentos he quo/renta rs pagou
trezentos he setenta quatro rs / § elle no dito dia trinta ojto ( entrelinhado
) c.ºs de saragoça a trezentos he quorêta rs seis çentos quarenta seis rs /
elle no dito dia vinte sinqº de palmilha a tre/zentos sinquoêta rs pagou quatro
çentos / trinta sete rs / § elle no dito dia vinte sinqº c.ºs de palmilha A
trezentos sasenta rs pagou quatro çentos sinqºêta / rs / § elle no dito dia
vinte sinqº c.ºs de picote a cento / e noventa rs pagou duzentos e sete rs / §
elle ê seis de majº quorenta ojto c.ºs de picote / por dous panos a cento
setenta rs pagou quatro / çentos ojto rs / § elle no dito dia quorenta e seis
c.ºs de picote dous panos a cento e setenta pagou trezentos noventa hû rs/ §
elle no dito dia vinte c.ºs de picote diguo de vinte quatreno preto a trezentos
quorenta rs / trezentos quorenta rs/
§ elle ê ojto de majº vinte c.ºs de palmilha a tre/zentos e
sasenta rs pagou trezentos e sasenta rs /
§ elle ê treze de majº vinte dous c.ºs de palmilha / a
trezentos sasenta rs pagou trezentos noventa / he seis/
§ elle ê dezoito de majº sinquoêta ojto c.ºs de picote /
por dous panos a cento sasenta pagou quatro / centos satenta ojto rs /
§ elle no dito dia quinze c.ºs de verdezo a trezentos / he
quorenta rs pagou duzentos sinquênta sinqº rs /
§ elle ê dezaseis de setenbro quinze e os de ponbinho / a
trezentos dez pagou duzentos trinta e dous rs / E no dito livro da R.cta desta
cassa não estavão / mais adicões q ho dito goncalo Vaaz de Covilhan /
despachase q as quatorze q vão escritas nestas / duas laudas as quaes treladej
do dito livro / a que me Reporto ê Lixª
xj dag.to 1585/
a) Jrº Freire
a) Jrº Freire
Certidões que o Réu deu em pna de sua defeza
Jeronjmo freire escrivão da casa da sisa dos panos / desta
cidade de lixª faço saber aos que esta /
certidão virem que goncalo vaz de covilhan / despachou ho ano pasado de setenta
sete nesta / cassa os panos/ abaixo decrarados --- S ---
§ ê onze de setrº dous c.ºs de fradenho a duzêtos / e
sasenta cº pagou 416/
§ ê treze do dito trinta hû c.º de saragoça a trezentos v.te / pago 496/
§ ê dezoito do dito por seu paj ho L.do fernão vaz v.te / dous c.ºs de picote verde a duzentos rs ocº 220/
§ ê treze do dito trinta hû c.º de saragoça a trezentos v.te / pago 496/
§ ê dezoito do dito por seu paj ho L.do fernão vaz v.te / dous c.ºs de picote verde a duzentos rs ocº 220/
§ ê v.te do dito sasenta quatro c.ºs de saragoça A /
duzentos noventa cº 928/
§ ê vinte tres do dito cento doze c.ºs de picote A / a cento noventa rs 1069/
§ ê vinte tres do dito cento doze c.ºs de picote A / a cento noventa rs 1069/
§ ê v.te tres do dito v.te sinqº c.ºs de picote A cento /
he noventa cº 237 1/2/
§ ê v.te quatro do dito per seu paj ho L.do fernão vaz /
sinquoêta sete c.ºs de v.te quatreno branqº a du/zentos v.te
627/
§ ê v.te quatro do dito trinta quatro c.ºs de v.te
qua/treno branqº a du/zentos v.te 374/
§ ê v.te quatro do dito plo dito seu paj v.te sinqº c.ºs de v.te quatreno branqº a du/zentos v.te 275/
§ ê v.te quatro do dito plo dito seu paj v.te sinqº c.ºs de v.te quatreno branqº a du/zentos v.te 275/
§ ê v.te seis do dito plo dito seu paj trinta hû c.º / de
v.te quatreno branqº a du/zentos v.te
341/
§ no dito dia v.te hû cº de saragoça a cento novêta rs 194/
§ no dito dia quatorze cº mais ao preço 133/
§ ê v.te sete do dito dezasete cºs de saragoça A /
trezentos rs cº 290/
§ ê v.te sete do dito por seu paj trinta c.ºs de pano /
preto a duzentos sasenta rs o cº 390/
§ ê trinta do dito plo dito seu paj trinta / dous c.ºs de
v.te quatreno preto a duzentos sasenta 416/
§ ê trinta do dito plo dito seu paj v.te / dous c.ºs de pano / preto a duzentos sasenta rs 286/
§ ê trinta do dito plo dito seu paj v.te / dous c.ºs de pano / preto a duzentos sasenta rs 286/
§ ê sete doutubro v.te hû c.ºs de fradenho a cento /
sinquoêta cº 157/
§ ê oito do dito treze c.ºs de picote a cento ojtenta / o
cº 117/
§ ê nove do dito por g.ço frz trinta ojto c.ºs de saragoça
a trezentos rs 570/
§ no dito dia doze c.ºs de picote a cento ojtenta 108/
§ no dito dia doze c.ºs de picote a cento ojtenta 108/
§ ê quatorze do dito sinquoêta c.ºs de picote a cento ojtenta
/ o cº 450/
§ ê quinze do dito plo dito seu paj trinta / tres c.º de pano a duzentos dez 346/
§ ê quinze do dito trinta e sinqº c.º a du/zentos quorenta rs 320/§ ê dezasete do dito por Jacome Roiz botiquaj/ro trinta hû c.º de mourisqº a duzêtos / sasenta 403/
dos quais panos o dito g.lo vaz plo pagou / os dr.tºs a S. A. na dita cassa e não / achei no dito livro a que me Reporto mais / panos q ho dito g.lo vaz de covilham / despachase/ ê Lixª oje x de outubro 1585/
a) Jjrº Freire§ ê quinze do dito plo dito seu paj trinta / tres c.º de pano a duzentos dez 346/
§ ê quinze do dito trinta e sinqº c.º a du/zentos quorenta rs 320/§ ê dezasete do dito por Jacome Roiz botiquaj/ro trinta hû c.º de mourisqº a duzêtos / sasenta 403/
dos quais panos o dito g.lo vaz plo pagou / os dr.tºs a S. A. na dita cassa e não / achei no dito livro a que me Reporto mais / panos q ho dito g.lo vaz de covilham / despachase/ ê Lixª oje x de outubro 1585/
Jeronjmo Frejre escrivão da casa da sisa dos panos / desta
cidade de lixª faço saber aos que esta certidão / virem que Corj ho L.rº da
R.ctª desta cassa / do anno de setenta e seis e nelle não achej / despachar
G.ço Vaz de Covilhan mercadoria alguã / no dito anno ao qual livro me Reporto e
por / meus S.res êcezidores ( sic ) pedirem esta sertidão lha / pasej ê lixª ao
prim.ro doutubro 1585 / Jjrº Freire./
Gravura da época: o Rossio com o palácio dos Estaus (o palácio da Inquisição) ao fundo |
Em 18 de Janeiro de 1586 é considerado católico
por algumas testemunhas.
A 1 de Junho de 86 ouve a sua sentença: “Ir
ao auto-de-fé com vela acesa na mão, cárcere a arbítrio”.
No dia 26 de Setembro de 1586 o processo de Gonçalo
Vaz na Inquisição é dado por terminado e Gonçalo Vaz solto. Não se encontrou
nenhuma informação da data da morte de Gonçalo Vaz.
A mulher, Leonor Roiz,(3) também foi presa
pela Inquisição, quando o marido, mas só termina o seu processo em 1588.
Notas dos editores – 1) Já referido neste blogue http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/05/covilha-lista-dos-sentenciados-na_27.html sob o nº 100 da nossa Lista dos Sentenciados e em:
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/05/covilha-contributos-para-sua-historia_28.html a propósito da história dos Lanifícios.
2) Cício Nunes de Albuquerque foi provedor da Misericórdia da Covilhã.
3) Leonor Roiz é a número 99 na nossa lista dos Sentenciados:
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/05/covilha-lista-dos-sentenciados-na_27.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/05/covilha-contributos-para-sua-historia_28.html a propósito da história dos Lanifícios.
2) Cício Nunes de Albuquerque foi provedor da Misericórdia da Covilhã.
3) Leonor Roiz é a número 99 na nossa lista dos Sentenciados:
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/05/covilha-lista-dos-sentenciados-na_27.html
Publicações neste blogue sobre o
processo de Gonçalo Vaz:
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/06/covilha-sobre-o-processo-de-goncalo-vaz_28.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/10/covilha-sobre-o-processo-de-goncalo-vaz.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/10/covilha-sobre-o-processo-de-goncalo-vaz_23.html
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