domingo, 11 de dezembro de 2011

Covilhã - O Alfoz ou o Termo desde o Foral de D. Sancho I ao séc. XVIII - I

    Começamos hoje a publicar reflexões de Luiz Fernando Carvalho Dias sobre a Covilhã do século XVI, no respeitante ao alfoz concelhio. Em seguida apresentaremos a investigação relacionada com este assunto.

            Levado pela curiosidade de conhecer o que foi a vida e obra de Frei Heitor Pinto - frade Jerónimo e nosso conterrâneo - vi-me na contingência - aliás grata ao meu espírito - de estudar a história da Covilhã, no sec XVI. Eis a razão porque já há bastante tempo os meus estudos se dirigiram para a história deste velho burgo - e mais particularmente se localizaram nesse século. Pela abundância de documentação, pelo interesse que a mesma apresentava, concluí por me certificar que a história da Covilhã está inteiramente por fazer: e a que está feita, mercê das novas correntes que orientam os estudos históricos, há que refundi-la coando-a pelo crivo estreito e dificil do documento.
            Entre as partes manuscritas da história da Covilhã salienta-se o vasto manancial de documentos das Chancelarias Reais, os documentos referentes ao Santo Ofício, os processos de vita et moribus dos ofícios e bacharéis da justiça e mais cargos da coroa, os espólios dos conventos, os registos das Ordens  Militares, e algumas monografias inéditas.
            Das fontes impressas, vária documentação dispersa, notícias históricas de Dicionários, entre eles o Geográfico do Padre Luiz Cardoso, a monografia de Moura Quintela e pouco mais.
            Nesta palestra procurei escolher um assunto que estivesse na órbita dos meus trabalhos e que despertasse alguma curiosidade no auditório que tenho a honra de me ouvir.
            Mas como assunto histórico que é, dentro daquele critério de estrita historicidade do qual não é possível fugir em estudos desta natureza, a palestra há-de sair necessariamente monótona e desagradar a quem se contenta com os fogos de vista da retórica fácil. Esse não é o caso de V. Exªs e portanto “ Deus super omnia “.

Mapa de Portugal e os limites prováveis do Alfoz
 da Covilhã ao tempo do Foral de D. Sancho I

            Comecemos por dar uma ideia, ainda que sucinta, do alfoz concelhio. Dos limites primitivos marcados pelo foral, já não restam no sec. XVI aquelas grandes áreas incultas que justificavam tão vastos domínios. O concelho já tem, portanto, no século XVI, aquelas demarcações que se manterão intactas até ao meado do século XVIII - quando o Fundão alcançou a autonomia. Quais são esses limites - onde os fomos buscar? Manter-se-ia o concelho unido, como uma peça única ou já havia características de desagregação dos territórios que o constituíam?
            Primitivamente o concelho da Covilhã alargava-se do Côa até ao Tejo: esta era a estrutura geral da carta de foral de D. Sancho I. Com a colonização interna, com a fundação e reedificação de aldeias e vilas, com o arroteamento das terras, as primitivas grandes áreas incultas cederam à indústria do homem. Pela sua vastidão, pela sua posição geográfica - o concelho da Covilhã foi uma espécie de alfobre de novos concelhos, ou então sofreu decepações várias para se alargarem e formarem concelhos cujas sedes se encontravam fora dos seus limites . Entre os primeiros citaremos S. Vicente, Castelo Novo, Ródão, Castelo Branco, Oleiros, Sortelha, etc.; e entre os segundos Penamacor.
            Todas estas modificações nas fronteiras e no interior dos concelhos se deram nos primeiros reinados - por isso aí devemos ir buscar as fontes curiosíssimas das lutas entre os concelhos que se formavam de novo e os concelhos velhos de que aqueles se desagregavam. O século XVI é pois uma época em que essas pequenas lutas deram lugar a outras preocupações: os limites estão mais ou menos definidos, embora aqui e além haja as suas dúvidas que os oficiais da Coroa ou os donatários resolvem com o testemunho de pessoas velhas, ajuramentando-as aos santos evangelhos ou, em último caso, recorrendo até às sentenças da Coroa.
            Em questão de limites estamos pois numa época de verdadeira jurisdicidade. A não ser o caso esporádico de Penamacor, resolvido mesmo assim com uma sentença, nada existe já daquelas velhas rixas intestinas de que nos fala Herculano na sua História de Portugal.
            Quais eram pois os limites do concelho da Covilhã no século XVI? Deparou-se-nos por acaso um interessantíssimo documento que resolve definitivamente esta pergunta: trata-se nem mais nem menos do que o tombo dos limites do concelho, mandado fazer pelo Infante D. Luiz, no segundo quartel do referido século.

O Infante D. Luís

            O alvará do Infante manda fazer nova demarcação dos termos do concelho por estarem os ditos mal demarcados e por vezes os marcos e malhões danificados. Manda também o Infante que nos anos seguintes se visitem os marcos e malhões a fim de verificar se houve alguma mudança e esta ser devidamente corrigida.
            O alvará referido é datado de Évora, de 23 de Dezembro de 1532 e antecede o tombo das demarcações.
            Neste tempo o lugar mais fundeiro do concelho da Covilhã era a aldeia de Cambas, e a demarcação dos limites do concelho ia pela cabeça do baraçal, águas vertentes e day direito à selada do val derradeiro e day direito à selada do corenhal águas vertentes - e daí direito à selada do pretelinho e day direito ao penedo alto águas vertentes e day direito a S. Domingos e day ao cabo dos penedos águas vertentes, e day direito às seladas e das seladas direito sobre as mestas e daí se vai direito à selada do machial e daí direito à cabeça gorda.

Alvaro    Cambas - Orvalho  Silvares e Bogas de Cima   Aldeia Nova do Cabo
Oleiros
Sarzedas   Janeiro de Cima    Folques           S. Vicente                    Souto da Casa
                     Unhais-o-Velho Pampilhosa
Erada - Serra                                      Alcaide                        Alcaide com Castelo Novo
(Paúl)                                               Capinha                                  com Penamacor
Casegas e Cebola  Folques     Penamacor
                                                                                    Alvoco

            Neste demarcam-se sucessivamente os limites das freguesias da Covilhã com os termos de Alvoco, Folques, Pampilhosa, Álvaro, Oleiros, Sarzedas, S. Vicente, Castelo Novo, Penamacor, Sortelha, Caria, Belmonte, Valhelhas e Manteigas.
            Estas demarcações começam em 1533, sendo juiz pela Ordenação e vereador mais velho Gonçalo Pais de Castelo Branco e vereadores Nuno Matela e Antº Nunes e procurador do concelho Fernã dafonseca e escrivão da Câmara Fernã Carvalho. As demarcações são concisas e perfeitas: indicam-nos os lugares onde os malhões, os marcos e as cruzes se encontram; dão-nos a toponímia que deve remontar a eras muito antigas, e como as testemunhas que depõem andam sempre à volta dos setenta a oitenta anos, autoriza-nos a concluir que estas demarcações foram em parte as dos primeiros séculos da nossa história e na outra parte o resultado da formação dos concelhos de que a Covilhã foi, territorialmente, origem.
            Como o tombo é escrito em vários anos e regista rectificações de limites, sucede indicarem-se nele por vezes vários magistrados - Por exemplo às demarcações de 1534 preside o Licº Simão de Pina - juiz de fora com alçada pelo Infante; Jorge Soares e Bastião Mendez, escudeiros e vereadores e Pero Pacheco, procurador do concelho, outras vezes aparece entre os vereadores Fernão d’ anes escudeiro, cujo nome encontraremos mais adiante.
            O tombo dá-nos também notícia de várias capelas existentes na zona fronteiriça do concelho, notícia de povoações arrasadas, lugares por onde eram cortados os caminhos velhos, indicação de sepulturas, etc...
            Por aqui se pode fazer uma pequena ideia dos subsídios que dá para a história da região.
            Oferece-nos também um quadro curioso das magistraturas nas aldeias do termo - indicando os nomes humildes dos juízes de cada uma delas, de toda essa gente autenticamente portuguesa, coeva desse período extraordinário da nossa história que vai do meado de quatrocentos ao último quartel de quinhentos.
            Mas o concelho da Covilhã, apesar de muito diminuído no seu alfoz, não apresentava de facto uma unidade perfeita.
            O Alcaide, a antiga aldeia de Pretor, mantinha um senado municipal e magistraturas próprias - restos certamente de antigo predomínio e o Fundão, que começara por ser no princípio da monarquia uma herdade ou um Reguengo da Coroa, alargado na sua povoação, com uma florescente indústria de Lanifícios; transformado numa colmeia de pequenos mercadores judeus e cristãos velhos, iniciava então aquela dura campanha para autonomia que somente nos meados do século XVIII, veria coroada de êxito com a formação do seu concelho e de um alfoz mais vasto do que aquele de que se apartara.
            Curiosas são essas lutas políticas entre a vila da Covilhã e o Fundão, no século XVI! Primeiramente o Fundão pretende alcançar uma situação administrativa idêntica à do Alcaide, governar-se por si, com as suas magistraturas, mas conservando-se dentro do alfoz da Covilhã – e subordinado a ela no mínimo. Assim em todos os documentos coevos os representantes do Fundão pretendiam ficar, por assim dizer à parte, v.g. no contrato das sisas, assinado entre a Covilhã e D. João III; o Fundão e dois ou três lugares das suas proximidades resolveram tomar as sisas à parte do bloco constituído pelo concelho da Covilhã. A fórmula usada no contrato é sempre esta “ constante que a vila de Covilhã, não entenda na repartição do dito lugar”.
            A Covilhã, por sua vez, defendia-se desta ânsia de desagregação, produzida pela intensa valorização do Fundão: nos capítulos das cortes, na confirmação que os reis novos lhe faziam dos privilégios, nas cartas do concelho para o Infante D. Luiz, que foi o seu único donatário no século XVI, a câmara lembra, pede, insiste, parece querer ligar sempre a Coroa e o donatário com essas repetidas promessas, a certeza de que o alfoz já tão repartido, não voltará a ser fonte de tantas desagregações e de concelhos novos. E, de facto, durante este século XVI o alfoz não se desagrega – embora o Fundão tenha dado dois passos, um certo e outro falso, no caminho da sua emancipação: o certo foi alcançar do Infante D. Luiz uma equiparação à situação já referida do Alcaide; o falso por ter jogado decididamente no partido do Prior do Crato. Mais adiante quando estudarmos a posição da Covilhã nesse pleito histórico entre o Prior, os Braganças e o rei Filipe, aprofundaremos mais este assunto.
            Conhecidos quais os concelhos formados à custa do concelho da Covilhã nos séculos anteriores, quer as suas sedes pertencessem ou não ao alfoz covilhanense, verificadas as suas confrontações, em geral, no século XVI e lidos alguns desses autos de limitação, estudada a forma como o concelho mantinha a sua unidade e o fermento de desagregação que nele existia, temos concluída a primeira parte do nosso trabalho.

Nota dos Editores - O mapa foi retirado pelos editores de "Do Foral à Covilhã do século XII", Fundão, 1988.


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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social X

Serviços prestados pela Misericórdia

Concluímos hoje a publicação dos serviços prestados pela Misericórdia da Covilhã, com os peditórios de pão, vinho e azeite, em 1604. Através destes podemos observar os inúmeros locais onde estas recolhas se efectuavam. Mostramos dois mapas actuais dos concelhos da Covilhã e do Fundão, para se localizarem vários dos lugares referidos.


Concelho da Covilhã


Concelho do Fundão
                                                             

pão q se tirou este anno de / 604 polos lugares / 

turtuzendo 

paul 

- irão os irmãos domingos machado e pêro fiz tinueiro trouxeram d’esmola 6 alq. de centeio, 1 alq. de trigo e 206 rs. em drº

erada 

- P.e domingos Vaz – cura do lugar e Baltazar sequo – 3 alq. de centeio; 370 rs. em drº 

Dominguiso 

- Gaspar Vaz – 3 alq. e mº de centeio; mº de trigo; um afuzel de linho. 

Pezo e sua freguesia 

- António pires das ochavas; dieguo fiz e fr.cº fiz seu filho – 3 alq. e ¾ de centeio, 5/2 de trigo e zimas (?) estrigas 

Barquo 

- Paulo da cunha e fr.cº glz carpinteiro – 2 alq. e mº de trigo e 2 alq. e mº de centeio 

relvas e ourondo 

- Baltazar sequo e António moreno – 4 alq. e mº de centeio; 250 rs. em drº 

Silvares 

- António fiz serão e bertolameu Vaz – 3/2 de centeio e 230 rs. em drº 

Casegas e sua freguesia 

- Belchior fiz e António simois – uma fanega de centeio e ¼ ; 280 rs. em drº 

Unhais o Velho 

- Silvestre António e Jerónimo manso digo Simão Botelho e ieronimo manso trouxe desmola 3/2 de centeio e 260 rs em drº

Dornellas e sua freguesia 

- irão os irmãos antº pinheiro e pº diz pisoeiro – 4 alq. de centeio; 80 rs em drº; 20 rs q deu o mampº

ianeiro de Sima

- Dºs Fez das portas de Sam V.te e antº Frz sapateiro – 1 alq. e 4ª de centeio; um pouco de trigo e 250 rs em drº

ianeiro de baixo

- iam alvares e seu irmão mateus Lopes – 3 alq. e mº de centeio e ½ alq e 4ª de trigo

orvalho

- Fr.cº pinheiro e dº Fernandes – hum lançol e uma camissa que he uma mortalha e 1 alq. e 4ª de centeio e 40 rs em drº.

Villar

- Antº Fr.cº de S. V.te e m.el Pinto – 1 alq. e mº de centº e 1 alq. de trigo e 60 rs. em drº

lavacolhos

- Pº Roiz de S. Yº e Belchior alveres – 3 meios de centeio e mº alq. de trigo

Casteleio

- Manoel Nunes e epro frz pedreiro – 3 alq. e 4ª de trigo e 3 alq, de centº 605 rs e hum afuzel de linho.

freixal e quinteiros

- antº delgado e fr.cº fiz das portas da villa – 2 alq. de centeio, mº de trigo e 224 rs. e mº em drº

Souto da casa

- P.e António Manuel e p.e pêro Vaz – 2 alq. e mº de centeio e huma 4ª de trigo e perto de um adeito de linho e 310 rs.

Aldª Nova

- o prior Cristóvão da Costa e p.e fr.cº Fez e Belchior de Proença

Alcongosta

- o l.dº Salvador diz e manoel freire – 3 alq. de pão; 1125 rs. em drº

Aldª nova das donas

- Pero Antunes e d.ºs Coutinho, digo António da Costa e domingos Coutinho – 4 alq. e salamino de centeio e ¾ de trigo e 74 rs. em drº

aldª do Alcaide

- Luiz d’almeida e o p.e bastião Mendes cura no lugar e bastião roiz – 7 alq. e mº de centeio; 2 alq. de trigo e 3 afuzeis de linho e 1230 rs.

Valverde

- Joam frz e esta na mão do mampostº a esmola do ano passado que sam sinquo meios de centeio e 125 rs. em drº - trouxe de esmola 2 alq. de centeio e hu de trigo.

fatella

- Vasco roiz e antº Mendes – 2 alq. e mº de centeio e ¾ de trigo e umas estrigas e em drº 210 rs.

Alcaria

- Gaspar Fez e p.e Simão Roiz / - 8 alq. de centeio e 6 de trigo

pero viseu

- Manuel Temudo e Nicolau da Cunha – 7 alq. de centeio e umas cebolas e umas estrigas e 3 rs em drº

Capinha

- Filipe de Macedo e antº da costa – 12 alq. de centº e 4 de trigo e 60 rs em drº

ferro

- Luiz de Campo e p.e M.el Roiz – uma fanga de centeio e 5 afuzis de linho e sebolas

peraboa

- Belchior da Costa e l.çº pires – 11 alq. de centeio e 192 rs em drº

Salgueiro quintã escarigo

- iosephe de Macedo Pina e o l.do Estêvão v.te – 13 alq. e mº de centº; 5 e mº de trigo

monte do bispo

- baltezar pais – 3 alq. e meio de centº

Caria

- o L.do m.el Ravasquo e Diogo perez – 8 alq. de centº e 3 adeltos de linho e 150 rs em drº

Teixoso pouzadouro

- Fernão Barata lameira e jorge faria garces – 14 alq. de centº; 610 rs

Oriais

- M.el da nave e m.el fiz tozador – uma fanega de centeio

aldª do mato

- Jorge fr.cº e dº marques – 10 alq. e ¾ de centeio – 2 alq. de trigo – duas pedras de linho e hu lançol e 533 rs

aldª do Souto

- Fr.cº Mendes – uma fanega de centeio

aldª do carvalho

- o prior antº Gomes e seu irmão ambrosio ravasquo – 5 alq. e mº de centeio e 13 rs em drº

Verdelhos e Sameiro

- bastião de Gouveia e ao Sameiro o irmão antº Nabais – 3/2 de trigo

Boidobra

- Miguel da nave e o P.e Gabriel de Figueiredo cura do mesmo lugar – uma fanega de centeio e hu adeto de linho e 2 braços de cebolas

a vila de belmonte

- belchior d’ouliveira e antº l.ço – 13 alq. e mº de centeio e humas estrigas e 80 rs

maçainhas e quintãs

- alvaro pires – 6 alq.res de centeio e humas estrigas

inguias e sua freguesia

- antº fiz alfaiate e pº fiz de S. V.te almocreve – 3 alq. e mº de centeio; umas estrigas e um patacão

valverdinho

- antº fr.cº de Sam Martinho – uma fanega de centeio

Bendada

- Simão da Costa e m.el Mendes – 9 alq e mº de centeio

agoas bellas

- dº vilella e m.el Roiz surador – 10 alq. e q.tª de centeio

Sortelha e sua freg.

- Migel da Costa deca e antº Mendes – 14 alq. de centeio

Casteleiro

- António Nunes Camelo e pº falcão tavares – 9 alq. e mº de centº

Sancto Antº e freg

- Amador Antunes – 3 alq. e 4ª de centº e 2 estrigas

Santestevam

- Martim douliveira e migel de Proença – 7 alq. de centº e ¾ de trigo e um afuzol de linho e 2 vintens em drº

mouta

- o prior de S. Pedro Rodrigo Manuel – 7 alq. de centº

Pena Lobo

- antº fiz sizeiro – 2 alq. e mº de centº e o mampostº deu uma fanega e um adeto de linho

Valhelhas

- manuel duarte e alvaro gaspar – 9 alq. de centeio e ¼ de trigo e 82 rs.

Gonsalo

- joam de pina da fonseca e fr.cº pires de S. Paulo – 3 alq. e salamim de centº

famaliquãm

- fr.co alvares fatella e fr.co fiz ferador, levara carta do Sñr. provedor – trouxeram um pouco de linho.

Sarzedo
- antº fiz carpinteiro – 3/2 de centeio

Valdemoreira Sameiro

- manoel fiz Carvalho – 2 alq. de centº menos um salamim e parte dum aratel de linho
- de Sameiro – 2 alq. e mº de centº e duas estrigas

Telhado

- ? Botelho – 4 alq. e mº de trigo e 3 alq. de centº e uma juliana frz deixou um alq. de trigo e hu de centº; 150 rs em drº que deu o mamptº

Cortes todas

- Migel Vaz – 4 alq. e mº e salamim de centº

Unhais da Serra

- Gaspar alvares digo André fiz fores – 3 meios de centeio

Casas da Serra e dos quadrados

- ieronimo Vaz – um alq. de centeio                                     Gaspar alvres boticário

As quintas de cazirotos

- Miguel fr.co irá às quintas de cazirotos – esta esmola dizem que não pediram

Malcata

- Manuel Delgado e Simão botelho digo manuel  Delgado e Silvestre Antº 3 alq. e mº de centº e dous queijos e humas estrigas e setenta rs. em drº

quadrados

- ieronimo Vaz – 3/2 de centeio e um adeito de linho e 20 rs.

- Tº do vinho que se tirou polos / lugares Este anno de 604

- tirou-se de vinho pólos lugares este anno / de 604 oitenta e um almudes q foram vendidos a preso de nove vintes /

- no turtuzendo se tirao oito almudes q se / venderam  o preso oito vintes o almude

- no teixoso se tiraram 13 almudes forão / vendidos a preso de 130 rs.

-  que faz em soma todo o vinho cento e doze almudes.

- Tº do azeite

- nesta villa tirou-se 8 alq. de azeite

- aldª nova e aldª de Joane – 3 alq. e mº

- Tortuzendo – 20 quartilhos

- Teixoso – 2 alqueires

- Souto da Casa – trinta quartilhos

                                      q somou todo dezasete alqueires. (1)

Nota dos editores – 1) A transcrição foi feita por Luiz Fernando de Carvalho Dias, no Arquivo da Misericórdia da Covilhã.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Covilhã - Mosteiro de Santa Maria da Estrela IV

Continuamos a publicar a transcrição feita por Luiz Fernando de Carvalho Dias do “Foral do Real Colégio de S. Bernardo e da sua Abadia da Estrela. Feito em 1680 por Frei Benedito de S. Bernardo”. Na parte final apresentamos bens que o Mosteiro de Santa Maria da Estrela tinha em “rriba de doiro” e no “bispado de lamego”.


Iluminura do Mosteiro do Lorvão


Capinha         pag 526
Neste lugar e seu lemite tem a Abbadia / de Nossa Sñra da Estrella muitos prazos /  de vidas, os foros dos quaes cobram os re/deiros do dito lugar por anderem / anexos a renda delle; os quaes pra/zos e foros delles sam todos os q adiante / se seguem 

Segundo p q me parece acho q era conveni/ente tirar estes foros sabidos da dita renda / e reservallos nos arrendam.tºs pª o Colle/gio, e mandallos cobrar, porquanto de / os não cobrarmos, não sabemos aonde vão / nem quem os possue e he certo q m.tºs se / hão-de sonegar, e perder; e para eu por / aqui os q adiante aponto me custou m.tº / por não achar no Cartorio rol algum / delles, nem mais lembrança q o tombo / que he o tom 2º do cartorio/.
O inconveniente que se pode pôr a cobrarmos / estes foros per nos, he dizer q estão longe / milhor fora se estiveram perto; porem co/mo tambem nos resulta a conveniencia / de procurar os laudemios das alienações / e cobrar a renda, e renovar os / prazos, nunca pode ser mao hir o Cela/reiro, ou outro Religio (sic) em o tempo mais / livre hua vez no anno a tratar de tudo /, e vizitar aquella abbadia; e q.dº la / não possa hir o religioso da Abbadia os / podera cobrar, dando-lhe pª isso ordem / e como m.tºs prazos estao extintos / he conveniencia / se renovem com os acrescentam.tºs pª o Collegio e não / pª os Rendeiros, q nem por isso dão mais pella renda. 

                               pag 527
1680 # O P.e miguel frs. m.ºr em Caria paga de 15 oliveiras / com sua terra no foreiro da Capinha hu frangão, e / o mais q lhe couber do prazo donde sahio, por prazo fei/to ao mesmo p.e no anno de 1680. Tom 8 fl /
1661 # A João L.cº da Capinha de hu olival às ovelhas / e outro no foreiro, e hu chão à casinha e ou/tro no moinho paga 27 quartilhos de Azeite / tres gªs 12 ovos e hu arratel de cera por / prazo feito a Anna A.º v.ª de D.ºs L.cº no anno / de 1661 e por prazo feito a f.cº frs por o taba/liam m.el Alvres fatella de Covilham.
Capinha                  pag 527 vº
1650 # Fr.cº Roiz filho de Anna Roiz de hu pumar ao / Porto do Curral paga duas g.ªs e hu frangão 7 por prazo feito a fr.cº Aº no anno de 1650 / pello t.ªm João Antunes da fonseca em Coimbra / tom.
# Brites G.tº por An.tº João paga de hu / moinho com seu cham de regadia / sinco alq. de pam meado e hua / galinha por / prazo feito a
Capinha                  pag 528
Herdeiros de Mª G.tº de hu cham e hortinha / e huas oliveiras ao Pereiro pagam doze quarti/lhos de azeite e hua quarta de centeo por prazo / etc.
# Simão A.º paga de ametade do prado tres q.tªs / de centeo idem
Capinha                  pag 528 vº
1619 # Anna Gaspar de hus chãos ao Spº Santo e outro / na Varzea mº alqueire e solmi de centeo, hua gali/nha e hu frangão por prazo feito a Antº G.ªr no / anno de 1619 pello tr.ªm M.el Ribrº na Estrella tom./
1669 # Antº fr.cº Capitam de huas azenhas e lagar ao Pon/tam paga alq. de trigo, duas gªs, hu frangão / e mº alqueire de Azeite por prazo que se lhe fez no / anno de 1669. tom /
Capinha                  pag 529
1665 # M.el soltº. Fº de M.el Roiz como herdeiro de sua may / Mª Antunes paneira de hu chãos ao porto do Cur/ral e outro ao Spº Santo paga hua gª. por prazo feito aos ditos seus paes no anno de 1665, na Capinha pello t.ªm Domingos da Veiga tom.
# Dº. Francisco paga de hu pumar seis vintês /, hua galinha e hu frangão por prazo feito / etc.
Capinha                  pag 529 vº
# Simão Affonso paga de hus chão ao Spº Santo / e dous no foreiro e outro ao Chafariz e Huas / terras à bica alq. e mº de centeo, hua quarta de / de trigo, trez g.ªs e mea e 16 ovos por prazo / idem
1641 # D.ºs fr.cº paga de huas terras no val das ovelhas / e hua no Ribrº das eiras duas g.ªs por prazo / feito ao mesmo no anno de 1641 na Capinha pello t.ªm M.el Ribeiro.
Capinha                  pag 530
1671 # Thomas G.tº de hu chão ao Spº Santo, hu alq / de centeo por prazo feito ao mesmo na Capinha / pello t.ªm Antº Pires fragoso no anno de 1671. tom
# Antº. Alvres paga de hu hu cham com suas oliv.rªs / no foreiro alq. e mº de trigo por prazo feito a /
Capinha                  pag 530 vº
1652 # D.ºs Simão paga do prazo dos queiroaes e hu chão / à eirinha outo alq. de pam meado, hua quarta / de trigo e duas g.ªs por prazo feito ao mesmo em / Covilham, pello t.ªm M.el Alvres fatella no anno / de 1652
1654 # Clara, filha de G.ªr Simão paga quatro alq. de me/ado e hua gª. per prazo feito ao dito seu Pae no / ano de 1654. tom 7, fls 14. ou o das fol. / 33. ou o da fol. 29
Capinha                  pag 531
# Clara, filha de G.ªr Simão paga das casas de Fr.cº / frz mº alq. de trigo e hua gª. etc.
# Sebastiam G.tº de hua  terra em Val das Ovelhas / e outra ao fundo da Varzea paga mº alq  de cº hua 4ª de trigo e hua gª. etc
Capinha                  pag 531 vº
# Fr.cº G.tº fº de Diogo G.tº de hu cham ao porto do Curral / paga duas G.ªs etc.
1665 # M.el L.çº o moço de huas azenhas e chãos paga / vente alq. de pam meado trº e cº e tres g.ªs por prazo / feito ao mesmo no anno de 1665, tom 7, f. 31
1709 Renovado a M.el Luis Bpº no anno de 1709 / em alqr. E meio de trigo e senteio mea/do. O qual emprazam.tº esta avulso para se por no / tom 19 no trienio do D. R.ºr Fr. Ber.dº / Telles e foi em tres vidas. He a Por tinta / vermellha.
Está nas notas do Tabelião Jº. Rois Illario a fol. 29 athe fol 34. nesta Cid.e de Co/imbra. Porem aparece.
Capinha                  pag 532
1665 # A veuva de fr.cº Geraldes q cazou 2ª vez com / D.ºs Martij paga do cham do Foreiro, e outro / na varzea mº alq. de trigo, mª galinha e dez / rs. por prazo feito ao dito fr.cº geraldes na Capi/nha pello t.ªm D.ºs da Veiga no anno de 1665 /
# D.ºs L.çº por seu pai F.cº Mendes de Peraboa de hua terra no val das Ovellas e dous chãos ao Foreiro paga mº alq. de trigo pela velha, hua 4ª e solmy de centeo e mª g.ª por prazo feito a
Capinha                  pag 532 vº
1665 # D.ºs Antunes Seboleiro de hua terra em Val das O/velhas, paga um solmy de cº e mª galinha, e / huas oliveiras no foreiro por prazo feito ao mesmo / no anno 1665. na Capinha pelo t.ªm D.ºs da Veiga / a casa deste prazo vai abaxo.
1663 # Cnª M.el de hua casa no foreiro q comprou ao sobredito D.ºs Antunes paga hua 4ª de trigo / por prazo feito na Capinha pello t.ªm D.ºs da Veiga / no anno de 1669 (?) – tom
Capinha                  pag 533
# Damiam Fr.cº filho de Fr.cº Aº de hu chão ao / Porto do Curral paga alq. e mº de trº outenta / rs. e hua g.ª etc
1641 # D.ºs G.tº Engenho de hu olival no foreiro paga / hua galinha e hu frangão por prazo feito ao / mesmo no anno de 1641, pello t.ªm M.el Ribrº.
Capinha                  pag 533 vº
# G.ªr G.tº fº de Anna Aº paga do prazo de Val / das ovelhas dous alq. e 4ª de trº hua galinha / e trinta rs. da Caza por prazo etc
# Mª G.tª do Assougue de hu chão ao / Porto do Curral paga três G.ªs etc
Capinha                  pag 534
1641 # D.ºs Martiz Cabeçudo de hu chão e oliv.rªs no foreiro / paga hua galinha e hu frangão por prazo feito / ao mesmo, pello t.ªm M.el Ribrº. No anno de 1641
# O M.e de Campo D.º Dias Preto de hu chão ao Porto / do Curral paga duas g.ªs por prazo feito a
Capinha                  pag 534 vº
# Mª Giraldes de hu chão ao Porto do Curral e dous / ao Spº Santo, e hua terra em Val das Ovelhas paga / alq. e q.tª de tº. E mea g.ª e doze ovos por prazo feito a
# Filippe Diz estalajadeiro de hua casa a relva paga alq. e meyo de trigo e outenta rs. por prazo etc.
Capinha                  pag 535
1619 # Francisco Martiz de hu chão ao Spº Santo e ou/tro no foreiro e hua casa paga tres 4ªs de trº, duas / g.ª e mea e seis ovos por prazo feito a D.ºs Ribrº na / Capinha  no anno de 1619 (sic)
# Filhos de Mª G.tº de hu cham ao Porto do Curral / paga hu alq. de trigo, hua g.ª e hu frangão / por prazo feito a
Capinha                  pag 535 vº
# M.el G.tº Ferreira de hu chão com duas oliveiras / no Foreiro paga duas g.ªs e hu frangão / etc
# Izabel Luiz de hu cham e cazinha paga mº alq. de centeo etc
Capinha                  pag 536
# Jorge Antº de hu chão ao Pontao paga mº alq. de / centeo e hua galinha por prazo feito ao mesmo / na Capinha pello t.ªm M.el Pinheiro no año de 1641
# D.º Fr.cº do chão à Sña q foi da molher de Thome Simão e Antº fr.cº da Casa ao Castello q foi / da mesma pagam ambos três quartas de centeo e hua / g.ª etc.
Capinha                  pag 536 vº
# Bento Gerardes da horta iunto ao moinho / que vendeo a Mª Paes, e à mesma do assento do di/to moinho pagam ambos duas g.ªs etc
1641 # Antº Esteves de hua caza no Castello paga / hu alq. de centeo por prazo feito a Antº Duar/te na Capinha pello t.ªm M.el Ribrº no anno de 1641 /
Capinha                    pag 537
1669 # Mª Fr.cª de hu chão ao Porto do Curral e outro / na estrada paga dous alq.res de centeo e hua g.ª / por prazo feito à mesma em Coimbra pello t.ªm M.el / de Sampayo no anno de 1669. tom
1669 # João Giraldes fº de André Pires de / huas terras no Carvalinho e outras alem / da Ribeira paga treze alq.res de trigo, alq. e mº de centeo e duas g.ªs por prazo feito / ao dito seu pae em Covilhã pello t.ªm D.ºs / da Veiga no anno de 1669. tom.
Capinha                    pag 537 vº
# D.ºs Antº Giraldo de hu chão na eirinha e olival / no foreiro, paga / hua quarta de trigo e hu / frangam etc
# Fr.cº Jorge de hu cham na eirinha e / huas terras à Bica, paga / hua quarta de trigo e mª galinha etc
Capinha                  pag 538
1669 # Mª L.çª de hua azenha, Pomar e Vinha paga qua/torze alq. de pam meado pella velha, e seis ga/linhas por prazo feito a João Mendes na Ca/pinha pello t.ªm D.ºs da Veiga no anno de 1669. / Paga mais pelo mesmo prazo do cham q parte cõ / Antonio Alvres mº alq. de centeo.
# B.en Giraldes de hu cham ao Porto do Curral e outro à Igreja hua quarta de trigo e duas / galinhas por prazo etc
Capinha                  pag 538 vº
# Fr.cº Gregório de hu cham na estrada, q comprou a Fr.cº Marques; e / Francisco Vaz do Salgueiro de outro cham / na estrada q foi do mesmo Fr.cº Marques / pagam ambos alq. e mº de centeo por prazo / etc.
# D.ºs Simam o velho de hu cham na estrada e / hu olival no foreiro paga hu alq. de cº / pella velha, hua quarta de trº, hua galinha e dous frangãos, por etc.
Capinha                  pag 539
# D.ºs Simam por seu Neto de hua caza na / Rua direita e hu olival na relva paga meyo / alq. de trigo, sinco galinhas, 12 ovos e hu / frangão por prazo etc.
1634 # Eugenia Antunes viuva de M.el Martiz / da Ig.rª de hu cham e hua casa hu alq. de / pam meado por prazo que a ambos se fez em / Covilham pello t.ªm M.el Alvres fatella / no anno de 1634.
1669 # A mesma de hu cham e oliveiras / paga reçam de nove e mº alq. de cº pella velha / por prazo q a ambos se fez no anno de 1669 tom / 7, fol. 173
Capinha                  pag 549 vº
# João Geraldes paga da ametade de hua / caza meyo frangam
(à margem) mº frangam 

Todos estes prazos pre/tensem e andam annexos à Renda da / Capinha e os rendeiros della cobram / os foros delles, como atras fica dito. 

pag 549
# Fr.cº Luiz o Bispo das terras à Bica paga / mª galinha por prazo feito a
(à margem) mª gª
# Pº Geraldes Ribeiro de hu cham de regadia / paga tres g.ªs e 2 ovos e hu frangão por pra/so feito a D.ºs Ribeiro na Capinha no anno de 1629.
Capinha                  pag 548 vº
1665 # O Rev.dº P.e Fr.cº da fonseca de Carvalho, Prior da Capinha / de hua horta ao chafaris paga hu fran/gam por prazo feito ao mesmo pello t.ªm / D.ºs da Veiga na Capinha no anno de 1665. / tom. 7, fol 181.
 # Mª G.tº de hu cham no foreiro paga hua / galinha por prazo feito a
pag 548
# Antº Rois de Carvalho de hu cham no Foreiro / paga duas g.ªs e doze ovos por prazo feito a /
1641 # D.ºs Esteves de huas oliveiras no Foreiro / e hu cham a Lãpada paga outo quarti/lhos de azeite e tres g.ªs por prazo feito / a Ben. G.tº na Capinha pello t.ªm M.el Ribeiro no anno de 1641
Capinha                            pag 547 vº
# Antº Mendes de Castelo Branco de hua casa / na Rua direita paga hua g.ª por prazo feito a /
Dizem trocou com Luiz da Cunha ferrador cõ / outra também foreira q fica atras. /
1641 # Mª Proença de hu olival à Azenha / de M.el L.çº paga hu afuzal de linho por / prazo feito a Miguel G.tº na Capinha / pello tªm. M.el Ribeiro no anno de 1641.
Capinha                            pag 547
# Fr.cº Salvado de hua cham à Relva que foi de Fr.cº / Nunes Marico paga mº alq. de tr.º por prazo / feito a
# D.ºs L.çº Cunha de hua horta ao Porto do Cur/ral chafaris paga hua g.ª por prazo feito a
Capinha                            pag 546 vº
1654 # Julia Fr.cª de hua casa no Foreiro e hu chão à cazinha e outro ao chafariz / paga alq. e mº de centeo e três q.tªs de tr.º / por prazo feito a D.ºs Martis na Capinha / pello t.ªm M.el Alvres fatella no anno de / 1654.
# Antº fez ferrenho de hua casa na rua di/reita paga mº alq. de centeo por prazo fei/to a
Capinha                            pag 546
1650 e 1655 # Mª Luiz de hua caza e oliveiras no Fo/reiro e huas (sic) terra no Porto do Curral paga / hu alq. de pam meado e duas g.ªs por prazo / feito a Antº G.tº no Carttº pello tªm João / Antunes da Fonseca no anno de 1650. das / terras e do olival por feito a Mª /7 Luiz na  na Capinha / pello tªm. D.ºs da Veiga no anno de 1655.
# Damiam Giraldes de huas casas no Foreiro / e hu cham ao chafariz paga alq. e mº de / trigo e hua q.tª de centeo por prazo feito a
Capinha                            pag 545 vº
1669 # Mª da fonseca por Pº Dias de Peraboa / do cha de olival à Ig.jª paga hu alq. de / azeite por prazo feito ao mesmo na Ca/pinha pello t.ªm D.ºs da Veiga no anno de 1669.
1654 # João G.tº Franco de hua casa na rua direita / paga hu alq. de trigo e hua g.ª por prazo feito ao mesmo pello t.ªm / M.el Alvres fatella no anno de 1654 / tom 7, fol. 11.
pag 545
# Antº Giraldes Alferes de hu olival em / Val das Ovelhas mº alq. de azeite e hua / quarta de tr.º por prazo feito a
# D.ºs Mendes de Escarigo de hu chão e olival / à ig.eª paga hu alq. de azeite por prazo / feito a
pag 544 vº
# Mª João de hu chão ao Porto do Curral / paga duas galinhas p. p. f.tº a
# Herdeiros de Marquesa Mendes da Guarda / pagam hu alq. de trigo p. p. fei/to a
pag 544
# Simão Antunes de hua casa à relva / paga hu frangam com João Giraldes / p. p. f.tº a
# Felipe de Macedo de hua caza à Igreja / paga mea g.ª por p. f.tº a
pag 543 vº
# Pero frz Moucho de Peraboa de hu cham / ao Castelo paga mº alq. de centeo por pra/so feito a
# Isabel Cassadora de hua casa ao Castello / paga com Mª Esteves quarenta rs. por / prazo feito a
pag 543 vº
1641 # Paga mais o mesmo Antº Mendes de Castel Branco / das casas em q vive tres quartas de trigo por / prazo f. a D.ºs Mendes no anno de 1641.
1641 # Paga mais o mesmo do cham de fronte da es/talage mº alq. de centeo, pello mesmo pra/so atras feito a D.ºs Mendes no anno de 1641.
Capinha                     pag 542 vº
1667 # Francisco Mendes de huas azenhas q comprou a / seu tio Antº Mendes de Castel Branco paga / doze alq. de pam meado pela velha por / prazo feito a M.el João pello t.ªm M.el de / Andrade em Coimbra no anno de 1667./
1641 # Antº Mendes de CastelBranco paga da / tapada quatrocentos e vinte rs. por pra/so feito a D.ºs Mendes na Estrella pello t.ªm / M.el Ribr.º no anno de 1641
pag 542
# Antº Mendes de hua casa no Foreiro, que / comprou a D.ºs Marquez paga mº alq.re de centeo e quarenta rs.
# Fr.cº João Frazella de hua casa no Fo/reiro, paga quarenta rs. por prazo feito a
Capinha                     pag 541 vº
1652 # O P.e D.ºs Luiz de hu forno no Foreiro paga / hua quarta de trigo por prazo feito a Fr.cº / Luiz na Capinha pello t.ªm M.el Alvres Fatella no anno de 1652
1665 # Braz Domingues de hua caza no Foreiro / paga hua 4ª de trigo e mª q.ª por prazo / feito ao mesmo na Capinha pello t.ªm D.ºs / da Veiga no anno de 1665
pag 541
# D.ªs Antonia de hu cham na estrada paga / hua quarta de centeo por prazo feito a
# Antº frz. Roxo de hua caza no foreiro / paga mº alq. de centeo por prazo feito a
pag 540 vº
# P.º G.ªr de hu cham à cazinha paga mº / alq. de centeo por p. f. a
1671 # Luiz da Cunha Ferrador de hua caza no Foreiro pa/ga meyo alq. de trigo e hu frangam, por / prazo feito ao mesmo na Capinha pello t.ªm / Antº Pires fragoso no anno de 1671. tom/ 7, fol 220. Dizem ter trocado esta casa / com Antº Mendes, a q o Cvttª não deu licensa.
Pag 540
# P.º Roiz do lugar do Alcayde de hua casa fo/reira hua quarta de trº e quarenta rs. por pra/so  feito a
# Cn.ª Domingues molher de P.º Esteves de / hu cham na cazinha e hua horta ao Pon/tam paga hu alq. de centeo p. prazo feito a
Capinha                     pag 539 vº
# Affonso Pires de hu cham no Foreiro, sin/coenta rs. por prazo feito a
# D.ºs Fr.cº Leitão de hua casa paga hua / quarta de trigo por prazo feito a 

Até ao fim estão repetidos
pag 539
# D.ºs Simam por seu Neto de hua caza na / Rua direita e hu olival na relva paga meyo / alq. de trigo, sinco galinhas, 12 ovos e hu / frangão por prazo  (repetido)
1654 # Eugenia Antunes viuva de M.el Martiz / da Ig.rª de hu cham e hua casa hu alq. de / pam meado por prazo que a ambos se fez em / Covilham pello t.ªm M.el Alvres fatella / no anno de 1654.     (repetido excepto na data que era 1634)
1665 # A mesma de hu cham e oliveiras / paga reçam de nove e mº alq. de c.º pella velha / por prazos q a ambos se fez no anno de 1665. tom / 7 fol. 173
Capinha                     pag 538 vº
# Fr.cº Gregório de hu cham na estrada, que com/prou a Fr.cº marques; e Fr.cº Vaz do Salgueiro de outro cham / na estrada , q foy do mesmo fr.cº marques / pagam ambos alq. e    de centeo, por pra/so feito a
# D.ºs Simam o velho de hu cham na estrada e / hu olival no foreiro paga hu alq. de cº / pella velha, hua quarta de trº, hua galinha e dous frangãos, por prazo feito a  (repetido)
pag 538
1665 # Mª L.çª de hua azenha, Pomar e Vinha paga qua/torze alq. de pam meado pella velha, e seis ga/linhas por prazo feito a João Mendes na Ca/pinha pello t.ªm D.ºs da Veiga no anno de 1665. / Paga mais pelo mesmo prazo do cham q par  becõ / Antonio Alvres mº alq. de centeo. (repetido mas com data diferente)
# B.en Giraldes de hu cham ao Porto do Curral / e outro à Igreja hua quarta de trigo e duas / galinhas por prazo feito a (repetido)
pag 537 vº
# D.ºs Aº Giraldo de hu chão na eirinha e olival / no foreiro, paga / hua quarta de trigo e hu / frã/gam por prazo feito a
# Fr.cº Jorge de hu cham na eirinha e / huas terras à Bica, paga / hua quarta de trigo e mª galinha por prazo feito a
pag 537
1665 # Mª Fr.cª de hu chão ao Porto do Curral e outro / na estrada paga dous alq.res de centeo e hua g.ª / por prazo feito à mesma em Coimbra pello t.ªm M.el / de Sampayo no anno de 1665. tom   (repetido mas com a data alterada)
1665 # João Giraldes fº de André Pires de / huas terras no Canalinha e outras alem / da Ribeira paga treze alq.res de trigo, alq. e mº de centeo e duas g.ªs por prazo feito / ao dito seu pae em Covilhã pello t.ªm D.ºs / da Veiga no anno de 1665. tom. (repetido mas com a data alterada)
pag 536 vº
# Bento Geraldes da horta iunto ao moinho / que vendeo a Mª Paes, e à mesma do assento do di/to moinho pagam ambos duas g.ªs por prazo feito a  (repetido)
1641 # Antº Esteves de hua caza no Castello paga / hu alq. de centeo por prazo feito a Antº duar/te na Capinha pello t.ªm M.el Ribrº no anno de 1641 (repetido)
pag 536
# Jorge Antº de hu chão ao Pontão paga mº alq. de / centeo e hua galinha por prazo feito ao mesmo / na Capinha pello t.ªm M.el Pinheiro no ano de 1641
# D.º Fr.cº do chão à Sñra q foi da molher de Thome / Simão e Antº fr.cº da Casa ao Castello q foi / da mesma pagam ambos três quartas de centeo e hua / g.ª por prazo feito a  (repetido)

O Mosteiro de Santa Maria da Estrela também tinha bens a alguma distância da Covilhã. Vejamos: 

Lembranca seia das herdades que o moesteiro de santa maria da estrela ha em rriba de doiro e primeyramente em ferreira na fregujsia de sam christouom de nogueyra as que forom de frey Stevam abade que foy do dicto Moesteiro e traz aas emprazadas joham pascoal e sua molher sancha Lourenço e hua pessoa qual primeiro nomease o postumeyro delles anbos e aujam de dar ao moesteiro por dia de sam joham batista quarenta reaes
# Item em aariz tres Casaaes que traziam emprazados a domjngos perez e sua molher maria domingues e pero dominguez e sua molher stevãa vidal E domingos perez e sua molher luzia stevez e todollos outros que despoys delles ueessem os quaaes forom de johane stevez de taauares so tal prejto e condiçom que todos elles sobredictos E os que despojs delles veessem dessem ao dicto Moesteiro em paz e em saluo seijs quarteiros de pam de cada huu casal e seijs afusuaaes de linho e senhos corazijs e o serviço conuem a saber de cada casal ojto pãaes e dous cobros de carne e dous canones de coelhos e vinho que auonde e senhas veygas de çeua.
 # Jtem em termoo de caria em pena e em aarez e terra da beira termho de caria ojto casaes que trazia emprazados jnes vaasquez molher que foj de martjm variam Caualeiro conuem a saber em cada huu ano por çijnquo libras.
Jtem em peena o casal que chamom dos pasthos o qual trazia joham perez e sua molher domjngas joannes do qual aujam de dar a jugadas e o linho e o corazil e o seruiço assy como he costumada no couto de peena.
# Jtem outro casal em peena que chamam dareeiro de cabo de villa o qual mandou johane estevez de taauares ao moesteiro o qual trazia emprazado Lourenço perez e sua molher luzia perez do qual auja de dar jugada e o vinho e o corazil e o serujço assiy como he custumado no couto da peena.
# Jtem em sam martinho de carcauelos e termho de pena hua courela que o dicto moesteiro ha no dicto logo como parte com a leira do alcaijde e com o casal do outeiro .... de sam martijnho a qual courella chamom de parede da qual auja de dar em cada huu ano por janeiro seijs teeigas de pam conuem a saber tres de çenteo e tres de millho e seruiço e boa conhocença ...... obedientes
Jtem os casaaes de peena ..................................... de sam martinho os quaes ........................ libras em cada huu ano que auja de dar ao moesteiro em paz e em saluo.
Jtem as herdades .... que forom de frey Stevam que foi abade do dicto moesteiro os quaes beens jazem no julgado de sam salvador a par de sam christovam de nogueira as quaes trazia encartadas Lourenço dominguez do casal e sua molher Steuãa dominguez conuem a saber em cada huu ano por quarenta soldos que auja de dar ao moesteiro em paz e em saluo.
Jtem dous casaaes que o dicto moesteiro ha em peena de cabo de villa os quaaes mandou Joham esteuez de taauares ao dicto moesteiro os quaaes trazia emcartados domjngos esteuez e joham johanes e seu filho de joham johanes os quaaes fazia foro ao dicto Moesteiro em cada huu ano da jugada e do vinho e corazil e serujço assij como he custumado e husado no couto de peena.
Todo esto logra vaasco martjnz tabaliom de fereira.

Renembrança dos beens que este moesteiro de santa maria destrella ha no bispado de lamego primeiramente peena b. Casaaes dos quaees trage Johane anes ij.
Jtem antonjlho domjnguez outro casal Item em sam martinho de carcauelos ..... estevez morador no dicto logo com outros parçeiros trage huu casal Jtem no dicto logo he hua leira que a de fora do casal dara dela vj teigas de Raçom Jtem em cestella (?) ha huu meyo casal que chamom ....... dem delle de foro vj teigas de centeo e dous affusõoes de linho ...... Jtem em Aariz huu casal e trage o antonjlho Item huu ....... seus parceiros outro casal e gonçalo dominguez com seus parçeiros ................. 

Nota dos editores - À medida que vamos mostrando estes documentos ficamos com vontade de estudar toponímia que é o estudo linguístico e histórico da origem dos nomes de lugares;também podemos pensar em estudar o passado a partir do presente, ou seja, ver, por exemplo, quais os lugares/povoações do século XXI que aparecem nestes documentos. Luiz Fernando Carvalho Dias considerava importantíssimo o estudo cuidado da toponímia.